Acabo de assistir a uma cena aqui embaixo da minha janela que me deixou de queixo caído.
Estava eu, arrumando o quarto do meu filho, quando escuto uma sirene. Como isso aqui é muito comum, pois o que inglês mais gosta é de sirene, absurdamente altas, fui olhar só para me distrair da tarefa chata que estava realizando.
Quando me deparo com um carro da polícia descaracterizado fechando uma moto.
Dois rapazes descem do carro, muito calmamente, detalhe: sem arma em punho, sem nenhum tipo de agressividade ou arrogância. Simplesmente, descem, mandam o rapaz descer da moto e começam a conversar. Sim, isso mesmo! conversar! No início ainda pensei que fossem amigos, que tivessem se encontrado aqui na esquina e estavam batendo um papo amigável, tamanha a calma dos rapazes policiais. E digo rapazes, pois os dois tinham cara de garotos, desses que andam de carro rebaixado, com som alto, e gingado de filhinho de papai.
O motoqueiro também tinha a mesma descrição. Garoto novo, e detalhe: hiper calmo, como se estivesse mesmo batendo papo com os amigos de bar.
Só que papo vai, papo vem, um dos policiais começa a revistar a moto, pede os documentos enquanto o outro está no telefone, conferindo as informações.
A partir desse ponto, já dava para ver que eles não pararam o garoto a toa, ou seja, eles foram na certa, pois a revista ficou mais intensa e passaram a revistar o garoto e acharam um saco no bolso dele. Depois foi a vez da moto ser revistada, e acharam mais outras coisas.
Nessa hora, o policial coloca luvas para fazer uma revista mais completa.
tudo numa organização tão grande que eu não conseguia deixar de admirar.
Quando o policial termina de falar ao telefone, ele se dirige ao garoto e com o saco na mão, começa a conversar com ele, como se estivesse passando um sermão de pai para filho. E o garoto, bem o garoto, simplesmente abaixa a cabeça e escuta.
Não houve um grito, não apareceu uma arma em punho ( somente um dos policiais estava armado com arma de fogo, o outro estava com 2 armas não letais), não juntou gente para ver o que acontecia. Absolutamente nada!
Depois disso, o rapaz fez menção de se afastar da moto e ai nessa hora, ganhou um par de algemas. Mas mesmo assim, a impressão que tive é que o policial ainda pediu licença.
Decidiram então levar o rapaz, só que antes, ainda foram arrumar o carro para ele entrar. Pode isso?
Até as bananas que estavam no banco de trás eles tiraram. Deixaram o carro arrumadinho para o marginal sentar. E tudo que estava com o rapaz, como dinheiro, celular e outros pertences foram colocados dentro de um saco. Eles tinham saquinhos para tudo.
Quando terminou, levaram a moto para a outra rua, que por sinal está em frente ao meu carro
e sairam tranquilamente como se fossem passear.
Decididamente, esse povo não existe!
Até os policiais são cavalheiros.
Agora imaginem essa cena que acabei de descrever, com marginais e policiais brasileiros!
Eu não estaria segura nem por dentro da minha janela para poder assisitir a toda essa cena e contar para vocês.
Nós, brasileiros, ainda temos muito que aprender. A começar pela educação e respeito pelo outro ser humano.
parabéns a esses policiais, que cumpriram o seu dever e não fizeram espetáculo!
Um beijinho e até o próximo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui sua sugestão, dúvida, elogio e crítica. Esse blog se destina a dividir com amigos minhas experiências, mas todos são bem vindos a participarem com seus comentários.