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sábado, 13 de abril de 2013

Velho Continente, novos olhares: Bélgica

Durante a semana santa, colocamos o pé na estrada e fomos passear e conhecer outros lugares pelo Velho Continente. E uma dessas paradas foi na Bélgica.
Já escrevi antes, que a Bélgica é um dos países que acho mais lindos na Europa. A impressão que tenho é que estou passeando por uma cidade de brinquedo em tamanho natural.
Dessa vez, a parada foi em Gent, que ainda não conhecia e Brugge, que eu já tinha tido a oportunidade de passear por lá.
Eu já tinha visto várias fotos de Gent, feita por amigos que lá estiveram e fiquei com enorme curiosidade de conhecer essa cidadezinha. E não me decepcionei.
É muito linda! Um charme! Parece cidade do interior, só que muito bem tratada, conservada, tranquila. Os carros, ônibus, bondes, motos, bicicletas e pedestres dividem o mesmo espaço e por incrível que pareça, não acontece nenhum acidente.
 Confesso que me senti confusa, pois precisava olhar para TODOS os lados para ver se poderia atravessar a rua, e mesmo assim, não me sentia totalmente segura até estar do outro lado da calçada. Só que as calçadas são uma continuação da rua, não tem uma divisão muito clara.
Eu comentei que se fosse no Brasil, já teríamos vários acidentes por cada metro quadrado da rua.
A cidade é realmente pequena, você consegue andar pelos principais pontos turísticos a pé sem precisar de transporte. Para minha "infelicidade" entramos de carro dentro da cidade. Foi uma loucura! As ruas são estreitas e todo mundo é dono dela. Deu trabalho dirigir lá dentro.

 E como gosto muito de repetir façanhas difíceis, no dia seguinte, voltei de carro para visitarmos o castelo. Mas explico esse gosto pelo perigo. Já estávamos saindo da cidade e deixar o carro mais afastado para entrar na cidade a pé e depois retornar tudo para pegar o carro e a estrada, não era um pensamento viável, então preferi entrar dirigindo e com cuidado, procurar um estacionamento mais perto possível e sair guiada pelo GPS.
Visitamos o castelo dos Condes,
e posso garantir, que de todos que fomos até agora, esse é o mais lindo.  Por dentro, ele está todo restaurado, não tem móveis, mas tem várias armas, armaduras, em cada cômodo e contada a história vivida dentro daquelas paredes. Tem até mesmo a sala de tortura, com uma guilhotina de verdade. Onde eles avisam que não é para colocar a mão. Pensei com meus botões: "Quem iria querer conferir para ver se a lâmina está mesmo afiada? Só pode ser doido!" Mas mesmo assim, tem o aviso. Lá do alto do castelo, você avista toda cidade de Gent. Mais linda ainda.
Depois dessa visita, pegamos o carro e fomos em direção à Brugge. Fica perto, somente 40 minutos de distância. Infelizmente estava muito frio ainda. E confesso que já estava cansada de pegar tanto frio e não fiquei tão animada como da primeira vez que fui por lá.
Mas mesmo assim, é uma cidade encantadora, linda. Também parece de brinquedo em tamanho natural.
O que amo nessas cidades, é o jogo de cores. Sempre tem muito dourado, vermelho, azul, parecendo quadros pintados por artistas e reproduzidos pelos construtores. Tudo em perfeita harmonia. Nada fora do tom.
Eu tinha um objetivo nessa ida a Brugge, além de mostrar a cidade para minha filha; eu queria voltar numa loja que vende artigos de natal e que quando estive lá, estava fechada. Saí de Brugge com uma grande frustração e me prometi que quando voltasse, não deixaria de entrar e comprar alguns enfeites. Não importando a época do ano. E claro, que cumpri minha promessa.
Esse passeio por Brugge foi mesmo muito rápido. Somente 1 noite por lá. Foi para mostrarmos a nossa filha, como a Bélgica é linda para que ela no futuro tenha a curiosidade de explorar ainda mais esse pequeno país. Passeamos pelas praças principais, tiramos as tradicionais fotos e entramos rapidamente dentro de um restaurante, pois o vento estava castigando.
Fiquei com muita vontade de tomar um chocolate quente, e sugeri voltarmos a noite para a praça e sentarmos num café e fazermos um lanche bem tradicional. Com bolos, croissant, chocolate quente, enfim, um lanche para ninguém ficar com fome.
Contudo, quando regressamos ao hotel, não tive coragem de sair outra vez. O hotel era próximo da praça central, penso que uns 10 minutos andando, no máximo, mas realmente o chocolate quente iria ficar para a próxima visita. Não deu para vencer o vento.
No dia seguinte, saímos cedo, em direção à Callais, para pegarmos nosso trem e regressarmos ao nosso lar, doce lar.
conseguimos a façanha de anteciparmos nosso embarque em 2horas, e assim chegamos em casa, ainda com dia claro, ou melhor, nevando e dia cinzento, mas eu estava na minha amada Londres de novo. Não poderia ser diferente. Ela precisava nos receber de maneira tão sua, tão própria.
E não tem cartão de visita melhor, por aqui, do que um dia cinzento e com algumas gotas de chuva.
Por sinal, como está o tempo hoje!
Um beijinho e até o próximo.



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