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sábado, 20 de abril de 2013

Eurodisney! Como é bom ser criança!

Na minha humilde opinião, é impossível você entrar num parque da Disney e não voltar a ser criança, ou melhor, deixar a criança que vive dentro de você tomar conta do seu ser. Nós, adultos, passamos tanto tempo sendo adultos, que muitas vezes, esquecemos a criança que existe lá dentro. E os parques da Disney estão ai para isso. Em apenas alguns segundos, toda a capa de maturidade, cai por terra e voltamos à infância.
Se fomos crianças medrosas, teremos medo de grandes montanhas russas, se fomos crianças mais atiradas, é para lá que iremos. Mas a democracia impera por lá. Não existe uma única pessoa, que não possa brincar em pelo menos um brinquedo. Do zero aos cento e pouquinho de idade, tem brinquedo, carrinho, cavalinho e história. Quem não conhece alguma das historinhas Disney? Quem nunca ouviu falar no Pinocchio, no Peter Pan, no Corcunda de Notre Dame e tantos outros personagens Disney? Por isso a democracia. Todo mundo encontra o seu personagem favorito, mesmo que o brinquedo não seja do seu agrado, mas tem as lojas vendendo toda espécie de lembrancinha para desespero total. Nessa hora, aparece o adulto que faz conta, pensa se vale a pena, mas que no final, acaba se deixando levar pela magia Disney e sai com algumas sacolas.
Assim foi nossos 5 dias de Parque Disney em Paris.
Ficamos hospedados dentro do complexo, o que facilitou muito o deslocamento. E ainda podíamos entrar 1hora antes do parque abrir ao público em geral, então os brinquedos ainda estava vazios e podíamos sair de um e entrar logo no seguinte, sem muita espera.
Logo no primeiro dia, mesmo tendo chegado já no final da tarde no hotel, ainda fomos dar uma volta para fazer o reconhecimento do parque e claro, já que estávamos lá dentro, por que não brincar logo em alguma coisa?
Assim fizemos. Mas como estávamos cansados da viagem, pois estávamos vindo do Monte Saint Michel e fizemos a viagem em 4horas, só fomos em brinquedos leves, carrinhos que contavam historinhas. Só para relaxar. Nada de muita adrenalina logo de cara.
No dia seguinte, tomamos nosso café da manhã cedo e partimos para o parque.
Passamos o dia inteiro lá dentro.
As horas parecem voar. Perdemos a noção de tempo e quando vemos já passou a hora do almoço, já está na hora do lanche e ainda nem comemos nada. Enfim, nosso estômago está tão sacudido de altos de baixos de montanhas russas, carrinhos, xícaras que rodam, que nem dá sinal de vida.
Porém quando paramos para descansar um pouco, percebemos que estávamos com muita fome. E pior, o frio estava castigando. Muito vento!
O jeito era procurar um local fechado para comer e recarregar as baterias. só que quando achamos esse lugar, bateu a preguiça. comemos e decidimos voltar para o hotel. Afinal ainda tínhamos mais 3 dias inteiros de brincadeiras e o parque não é tão grande assim.
No dia seguinte, fizemos a mesma coisa: café da manhã bem cedo e vamos para o parque. Mas diferente do dia anterior, me prometi não andar em nenhuma montanha russa do mal, chamo do mal, aquelas que te deixam de cabeça para baixo, fazem você de caracol, enfim, parece que você está num liquidificador em alta velocidade. Fui numa só e estava hiper, mega satisfeita.
Então cumprindo minha promessa, virei a fotógrafa oficial enquanto meu marido e minha filha iam se retorcer nesses brinquedos. Até que me deparei num brinquedo, que era do filme Procurando Nemo. Era a parte onde as tartarugas pegam a corrente marítima e se deixam levar. Pensei: "que mal pode ter um brinquedo assim, com tartaruguinhas tão doces?"
Ah tá, nesse então eu vou. 1hora de fila, mas estava animada. Pensando que iria entrar no carrinho e ver o fundo do mar. Na entrada, não tem o desenho de como é a montanha russa por dentro, o que acho um erro, pois quando entramos num brinquedo, precisamos saber o que iremos encontrar, até mesmo para podermos tomar a decisão de irmos ou não. Mas só avisava que a cadeira rodava 360°. Até ai tudo bem. Lembrei da xícara que fica rodando de um lado para o outro e eu adoro. Pensei que seria a mesma coisa. E chega nossa vez. Sentamos eu e minha filha, lado a lado e meu marido de costa para nós, dentro do mesmo carrinho. Vejo o rapaz conferir a trava de segurança da minha filha e uma moça confere a minha. Só que como mãe, estava mais preocupada em olhar ele conferindo a dela e nem prestei atenção na minha. Assim que o carrinho sai, minha filha olha para minha trava e fala: "mãe, a sua está diferente da minha" Nisso, estamos fazendo uma subida gigantesca, e eu consigo fazer a trava dar mais um tranco na minha direção. Gelei. Todos os pensamentos mais horrorosos passaram pela minha cabeça enquanto íamos subindo. E claro, tudo que sobe, tem que descer. DESCER? Eu diria: DESPENCAR. Fechei os olhos e fiz o que mais gosto nessas horas de terror; GRITEI... Eu gritava de um lado e minha filha do outro.
Até que saímos, sãs e salvas, sem nenhum problema. E quando olho para minha filha, ela está pálida, passando mal, tremendo horrores. Fico imediatamente preocupadíssima e então ela me conta o que a preocupou. Quando ela me perguntou sobre a trava, na verdade, ela estava achando que a dela é que não estava bem travada e assim como eu, durante todo o percurso, com as subidas e descidas, ela achou que iria cair. Ou seja, eu e ela pensamos a mesma coisa, só que sobre nossos assentos. Nem me passou pela cabeça, que ela estava achando que o dela estava com defeito, por que eu vi a conferência no dela e também eu não sabia, que na realidade, essas cadeiras tem 2 pontos de trava, para pessoas mais magras e pessoas menos magras. Por isso,que consegui dar a segunda trava. Não era defeito, era a folga para meu casaco, então quando trouxe a trava mais para perto, ela veio e apertou o grosso casaco que eu estava vestindo. Só que eu não sabia de nada disso. Foi um sufoco naquele momento, e  o parque perdeu um pouco a graça para aquele dia. Mesmo com tudo explicado, entendido, ficou aquela sensação ruim, o gosto amargo do estresse na boca. E como o frio ainda estava maltratando bastante, resolvemos não abusar e fomos brincar na xícara que não gerava nenhum tipo de estresse.
Já estava no final do dia e voltamos ao hotel, exaustos.
No dia seguinte, fomos fazer um passeio rápido por Paris. Estávamos tão perto que seria um pecado não irmos. Então só voltamos ao parque no finalzinho do dia para comprarmos algumas lembrancinhas. Mas a noite, minha filha queria ver o desfile, e o show de fogos. Não aguentei. Ela voltou com o pai e disse que eu perdi um show maravilhoso. Acredito que sim, pois ela filmou e realmente perdi um show inesquecível. Mas tudo bem. Não me arrependo, pois durante esses dias eu tinha me divertido tanto, que estava valendo cada minuto passado ali dentro.
Então chegou o último dia. A saudade já estava batendo forte. fomos ao parque somente para comprarmos as últimas lembranças que faltavam, mas não dava tempo de andarmos em nenhum brinquedo, pois íamos pegar a estrada rumo a Bélgica.
Foram dias mágicos, como diz a propaganda Disney, e passam voando.
Penso que de 2 a 3 dias são suficientes para se ver todo o parque, pois o mesmo não é gigante. A vontade de ficar por lá é pode ser maior do que a necessidade. Pois quando se entra no mundo mágico da Disney, quem não quer, assim como o Peter Pan criança para sempre?
Recomendo muito ser criança algumas vezes na vida, pois quando se volta para o mundo adulto, tudo parece mais leve, mais bonito e menos estressante.
Como é bom ser criança.
um beijinho e até o próximo.

Um comentário:

  1. Com toda certeza fui muito feliz de ter conhecido um pouco a sua familia,as palavras sempre foram somente as necessarias mais só fato de ter conhecido foi muito valido.
    Quando leio suas postagens imagino sua voz e a do Co.Calmon, e aqueles com quem conversei,obrigado pelo compartilhamento de suas aventuras é sim possivel conhecer um pouco através de vocês. Espero não estar sendo ousado em enviar minhas admirações e abraços.
    Carinhosamente, Gideão.

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