Essa semana está uma loucura. Não estou parando para nada. É uma procura por tantas coisas para podermos começar nossa viagem para fora de Londres, que nunca imaginei ter todo esse trabalho.
Não estranhem quando me referir a nossa viagem, como viagem à Europa, pois aqui em Londres, eles falam como se não pertencessem a Europa, então acaba virando hábito falar assim.
Como temos alguns dias de folga, resolvemos fazer uma viagem para conhecermos um pouquinho mais do Velho Mundo e ficou mais lógico que iríamos de carro. Estamos em cinco, então teoricamente, ficaria mais barato viajarmos de carro e teríamoss também liberdade de nos movimentarmos pelas cidades sem enfrentarmos frio nos locomovendo pelas ruas.
Só depois que resolvemos o roteiro, pagamos hotéis, passagem de trem para o carro é que fomos ver as exigências de cada país para andarmos de carro.
Começou então a maratona da procura.
Aqui na Inglaterra, não tem nenhuma obrigatoriedade. Podemos andar durante todo o ano com pneus de verão, não precisamos de extintor de incêncio, kit primeiros socorros, colete luminoso e por ai vai. Só que a Inglaterra não existe. É um país único, por isso é tão apaixonante viver aqui. Eles confiam totalmente no sistema. Se não pode dirigir depois de beber, eles acreditam que ninguém o fará, e se fizer, para eles é simples. Prendem e mandam para a corte.
Mas nos outros países não é assim. E para transitar por eles, tivemos que nos adaptarmos e comprarmos tudo que tinha na lista.
A primeira exigência, foi o pneu de neve. Confesso que nessa hora, me deu vontade de desistir, pois é um investimento sem retorno, afinal quando regressarmos à Londres, trocaremos os pneus novamente e esses não terão nenhuma utilidade. Puro desperdício na minha opinião. Mas não teve acordo. Não poderíamos arricar a sermos parados e termos uma dor de cabeça por causa de pneus. Então lá fomos nós, procuramos pneus de neve. Depois disso, ainda tínhamos uma lista de outras coisas para comprar. Ainda bem que aqui tem uma loja chamada Halfords, que é excelente e vende praticamente tudo para carro e bicicleta. Até bafômetro faz parte da exigência. Colete sinalizador precisa ser 2, pois caso precise sair do carro, para alguma emergência, os 2 precisam estar bem visíveis. Fora o líquido para derreter o gelo do vidro, que isso já tinha no carro, pois é útil aqui também.
Enfim, além de procurar todos esses objetos, ainda precisava estudar e comprar os presentes de natal.
Mas estou tão animada com essa viagem, que nem me sinto cansada de tanto correr.
Já está quase tudo comprado, mas sempre tem aquele detalhe que só lembramos de última hora e para completar, as tomadas dos eletrônicos daqui são diferentes das tomadas do resto da Europa, então ainda tenho que sair para comprar o adaptador.
Essa será nossa primeira grande viagem para longe de Londres, feita de carro. Por isso o motivo de tanta excitação da minha parte. Iremos unir algumas das minhas maiores paixões: minha família reunida, viajar, conhecer novos lugares e dirigir.
Posso dizer que já podemos partir. Então amanhã de manhã, começaremos nossa aventura para o continente e adivinhem quem começará dirigindo?
Então: Todos prontos? Podemos partir?
um beijinho e até o próximo.
tradução
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Racista, eu?
Já fui chamada de várias coisas, algumas positivas e outras nem tanto, porém acusada de racismo foi a primeira vez. Confesso que me tirou do sério, até por que veio de uma pessoa que não me conhece, não sabe os passos que já dei, minhas convicções, crença e trabalho. Ou seja, não sabe absolutamente nada sobre a minha pessoa, então não poderia julgar minhas palavras.
Mas o post não é sobre esse assunto, pois o resolvi de maneira bem educada e diplomática, sem causar danos, mesmo que por dentro eu quisesse sacudir a pessoa ( para ser light na expressão) para ela ver que não sou racista, mas extremamente passional, se bem que essa característisca também possa ser considerada politicamente incorreta, nesse mundo hipócrita que vivemos.
Por conta desse fato, meu sangue subiu e escrevi um desabafo no Facebook e a reação foi imediata, então quero expressar aqui minha emoção ao receber tantas palavras de carinho, apoio e amizade de todos os cantos do Brasil. E foi literalmente todas as 5 regiões do Brasil. Achei lindo!
Uma amiga do Norte, diz que não devo me aborrecer com pessoas assim, outra do Nordestes, faz um momento terapia, onde relembrou nossos passeios e boas risadas que dávamos na época que morávamos em Angra dos Reis, uma amiga do Centro Oeste se apresenta para brigar comigo. Achei o máximo! O que me aborrece, também a aborrece! Um amigo do Sudeste, de maneira linda, me diz para cuidar da minha mente e do meu coração. Para eu ficar calma. E finalmente minha amiga do Sul, diz que não devo me estressar assim, ninguém vale a pena tirar minha paz e estragar esse momento maravilhoso que estou vivendo! E além dessas pessoas aqui mencionadas, várias outras me escreveram in box, que ficaria difícil escrever sobre todas.
Me senti tão confortável com tantas demonstrações de amizade, que não poderia deixar de registrar esse momento, pois são essas pessoas que realmente conhecem algumas facetas minhas e as aceitam com todas as cores. As belas e claras e as de tons mais escuros!
Realmente, depois que escrevi minha resposta ao comentário preconceituoso sobre minha pessoa, me senti mais calma e orgulhosa de mim. Afinal, eu tinha conseguido ver alguma luz branca no final do túnel negro que minha raiva me fez entrar. E só depois disso tudo é que escrevi meu desabafo no face.
Em momento algum, perdi a educação e verniz que recobrem minha pessoa tão sensata, Não seria um momento assim, que poderia estragar todo esse presente maravilhoso que tenho vivido.
E só serviu para confirmar algo que sempre soube, mas que quando reafirmado algumas vezes, massageia o ego e o colorido volta mais rapidamente. Tenho amigos tão queridos que não importa a distância física ou o tempo que não nos vemos olho no olho, a amizade continua a mesma.
Então eu concluí que independente do que pessoas desconhecidas falem ou pensem ao meu respeito, sempre haverão aqueles que estarão ao meu lado para me defender e me amar, com todas minhas inperfeições.
Quero deixar claro também, que não me importo nem um pouco com a opinião alheia, pois tenho muito bem resolvido no meu coração quem eu sou, o que quero, o que gosto e também o que não gosto, mas o que me deixou bem aborrecida foi perceber que qualquer um de nós, está sujeito a ser vítima de preconceito. E preconceito, de qualquer forma, sobre qualquer assunto, me tira do sério.
Racista, eu? Posso responder com toda sinceridade que não, mas se me acusarem de paixão pelas minhas idéias e pelas pessoas que moram no meu coração. Sim, confesso a minha culpa!
Simples assim!
Um beijinho no coração de cada um de vocês.
E até o próximo!
Mas o post não é sobre esse assunto, pois o resolvi de maneira bem educada e diplomática, sem causar danos, mesmo que por dentro eu quisesse sacudir a pessoa ( para ser light na expressão) para ela ver que não sou racista, mas extremamente passional, se bem que essa característisca também possa ser considerada politicamente incorreta, nesse mundo hipócrita que vivemos.
Por conta desse fato, meu sangue subiu e escrevi um desabafo no Facebook e a reação foi imediata, então quero expressar aqui minha emoção ao receber tantas palavras de carinho, apoio e amizade de todos os cantos do Brasil. E foi literalmente todas as 5 regiões do Brasil. Achei lindo!
Uma amiga do Norte, diz que não devo me aborrecer com pessoas assim, outra do Nordestes, faz um momento terapia, onde relembrou nossos passeios e boas risadas que dávamos na época que morávamos em Angra dos Reis, uma amiga do Centro Oeste se apresenta para brigar comigo. Achei o máximo! O que me aborrece, também a aborrece! Um amigo do Sudeste, de maneira linda, me diz para cuidar da minha mente e do meu coração. Para eu ficar calma. E finalmente minha amiga do Sul, diz que não devo me estressar assim, ninguém vale a pena tirar minha paz e estragar esse momento maravilhoso que estou vivendo! E além dessas pessoas aqui mencionadas, várias outras me escreveram in box, que ficaria difícil escrever sobre todas.
Me senti tão confortável com tantas demonstrações de amizade, que não poderia deixar de registrar esse momento, pois são essas pessoas que realmente conhecem algumas facetas minhas e as aceitam com todas as cores. As belas e claras e as de tons mais escuros!
Realmente, depois que escrevi minha resposta ao comentário preconceituoso sobre minha pessoa, me senti mais calma e orgulhosa de mim. Afinal, eu tinha conseguido ver alguma luz branca no final do túnel negro que minha raiva me fez entrar. E só depois disso tudo é que escrevi meu desabafo no face.
Em momento algum, perdi a educação e verniz que recobrem minha pessoa tão sensata, Não seria um momento assim, que poderia estragar todo esse presente maravilhoso que tenho vivido.
E só serviu para confirmar algo que sempre soube, mas que quando reafirmado algumas vezes, massageia o ego e o colorido volta mais rapidamente. Tenho amigos tão queridos que não importa a distância física ou o tempo que não nos vemos olho no olho, a amizade continua a mesma.
Então eu concluí que independente do que pessoas desconhecidas falem ou pensem ao meu respeito, sempre haverão aqueles que estarão ao meu lado para me defender e me amar, com todas minhas inperfeições.
Quero deixar claro também, que não me importo nem um pouco com a opinião alheia, pois tenho muito bem resolvido no meu coração quem eu sou, o que quero, o que gosto e também o que não gosto, mas o que me deixou bem aborrecida foi perceber que qualquer um de nós, está sujeito a ser vítima de preconceito. E preconceito, de qualquer forma, sobre qualquer assunto, me tira do sério.
Racista, eu? Posso responder com toda sinceridade que não, mas se me acusarem de paixão pelas minhas idéias e pelas pessoas que moram no meu coração. Sim, confesso a minha culpa!
Simples assim!
Um beijinho no coração de cada um de vocês.
E até o próximo!
domingo, 9 de dezembro de 2012
Só sua presença, vai me fazer feliz!
"Hoje, só sua presença, vai me fazer feliz!" (Jota Quest)
Saí de casa ontem, rumo ao Royal Albert Hall parecendo que estava flutuando de tanta felicidade!
Quando comprei os ingressos , não vinha a programação, então eu só sabia que seria um jogo de tênis, com grandes nomes do passado, que Novak Djokovic estaria presente e para arrecadar fundos para uma instituição.
Confesso que o que mais me chamou a atenção foi o nome de Bjorn Born. Não pensei duas vezes. Eu tinha que estar lá! Já falei sobre ele em outro post sobre tênis, então nem irei repetir o meu sonho de adolescente.
Não comentei antes sobre esse evento, pois custei a acreditar que eu realmente estaria no mesmo local que essas lendas do tênis. Demorou para cair a ficha.
Mas ontem, ao sair de casa, ao lado dos meus tesouros, eu vi que realmente, estaria realizando mais um sonho.
Por não saber a programação, achei que seriam vários pequenos jogos de exibição e que todos jogariam contra todos.Só que meu filho, mais esperto que eu, assim que chegamos lá, foi logo me avisando. " Mãe, você sabe que esse torneio vai até domingo, então pode ser que você não veja nenhum tenista famoso, poderá ser um jogo entre tenistas que você nunca tenha ouvido falar e que seus ídolos nem apareçam."
Meu coração gelou! Será que eu corria esse risco? Será que enfrentar um frio de -2°, de noite ( faz toda diferença para mim, eventos diurnos e noturnos) e iria sair sem ver meus ídolos?
Na hora, não deixei que ninguém percebesse, mas fiquei bem abatida diante dessa possibilidade.
Só que existe algo dentro de mim que NUNCA deixa a chama se apagar. Então eu pensei: "Tudo bem, se for um jogo entre jogadores que nunca ouvi falar, pelo menos estarei conhecendo o Royal Albert Hall, que por fora já é lindíssimo, imagina por dentro? E caso eu não goste do que estou vendo, viro as costas e vou embora tomar chocolate quente. Simples assim! Não iria estragar nossa noite por causa disso, porém eu estava com medo de estragar a noite dos meus tesouros, afinal, eles estavam ali por minha causa, queriam compartilhar comigo aquele sonho e me sentia responsável pela diversão deles. Mas não tinha jeito. Já estávamos ali, e o jeito era esperar e ver o que aconteceria.
Fomos para nossos lugares. Como descrever um lugar lindo? Só há uma palavra para isso: AMAZING! Maravilhoso! Lindo! Perfeito!
Pontualmente as 8:30pm começou a primeira partida. Gostei de ver o jogo. Alguns bons lançes, muita brincadeira, mas não chegava a empolgar.
Mas o melhor ainda estava por vir. Durante os intervalos dos sets, eles projetavam num telão, o motivo do evento, falavam sobre a instituição que seria revertida a renda.
E isso foi suficiente para perceber a importância de estar ali, naquela hora e naquele lugar.
Quando terminou o primeiro jogo, fizeram vários flash do público e eis que aparece meu ídolo: Bjorn Born. Sim, ele estava lá! De smoking! Então significava que não seria a noite dele jogar.
Nesse momento, eles arrumaram a quadra para algum acontecimento diferente de jogo.
Suspense! O que iria acontecer agora?
A partir desse instante, a noite começou realmente. Foi tudo mágico! Primeiro os organizadores explicaram o funcionamento da instituição que cuida de crianças e adolescentes em situação de risco, que sofrem abusos em casa, que não tem para onde ir. Me emocionei! Senti que foi um dinheiro muito bem gasto nos nossos ingressos.
Depois ela começou a chamar os tenistas para ocuparem a quadra. E a cada nome que ela falava, o povo ia ao delírio. Quando ela falou: agora o número 1 do mundo: Novak Djokovic, o teatro enlouqueceu. Mas delírio mesmo foi quando ela anunciou o príncipe Willian. Palmas, silêncio e uma profunda reverência pela família real. TODOS se levantam, enquanto ele passa. A senhora que estava na minha frente, parecia que iria ter um ataque cardíaco, de tanta emoção. Nesse momento, eu vi com meus próprios olhos, o que só sabemos de ouvir falar ou ver pela televisão. O inglês tem verdadeira adoração por sua família real. Eles representam uma cultura, um povo, um orgulho que só vendo ao vivo para entender melhor. E eu estava lá!
Só por isso, já teria valido minha noite!
Depois desse momento, houve uma troca de presentes, e um bate bola com os tenistas e as crianças atendidas pela insituição. E pude ver então, meu ídolo com a raquete na mão. Mesmo sabendo que era só uma brincadeira, ele estava lá. Quando terminaram, foi a vez de entrar em quadra, 2 duplas, sendo que um dos jogadores era John McEnroe. Esse jogo era para diversão mesmo. Só performances, mas não deixou de ter algumas bolas bem trocadas e muita força nos golpes. Deu para ver por que John McEnroe foi número 1 do mundo.
Saí de lá de coração leve, feliz com mais um sonho realizado! Meus tesouros também adoraram a noite. Se divertiram tanto quanto eu, e minha nora, que ainda não tinha assistido nenhuma partida de tênis, já se candidatou para ir comigo na próxima. Ela é ou não é um doce?
Não vi meu ídolo jogar, mas como eu disse no início, copiando Jota Guest: " Só sua presença, vai me fazer feliz!"
E fez!
um beijinho e até o próximo!
Saí de casa ontem, rumo ao Royal Albert Hall parecendo que estava flutuando de tanta felicidade!
Quando comprei os ingressos , não vinha a programação, então eu só sabia que seria um jogo de tênis, com grandes nomes do passado, que Novak Djokovic estaria presente e para arrecadar fundos para uma instituição.
Confesso que o que mais me chamou a atenção foi o nome de Bjorn Born. Não pensei duas vezes. Eu tinha que estar lá! Já falei sobre ele em outro post sobre tênis, então nem irei repetir o meu sonho de adolescente.
Não comentei antes sobre esse evento, pois custei a acreditar que eu realmente estaria no mesmo local que essas lendas do tênis. Demorou para cair a ficha.
Mas ontem, ao sair de casa, ao lado dos meus tesouros, eu vi que realmente, estaria realizando mais um sonho.
Por não saber a programação, achei que seriam vários pequenos jogos de exibição e que todos jogariam contra todos.Só que meu filho, mais esperto que eu, assim que chegamos lá, foi logo me avisando. " Mãe, você sabe que esse torneio vai até domingo, então pode ser que você não veja nenhum tenista famoso, poderá ser um jogo entre tenistas que você nunca tenha ouvido falar e que seus ídolos nem apareçam."
Meu coração gelou! Será que eu corria esse risco? Será que enfrentar um frio de -2°, de noite ( faz toda diferença para mim, eventos diurnos e noturnos) e iria sair sem ver meus ídolos?
Na hora, não deixei que ninguém percebesse, mas fiquei bem abatida diante dessa possibilidade.
Só que existe algo dentro de mim que NUNCA deixa a chama se apagar. Então eu pensei: "Tudo bem, se for um jogo entre jogadores que nunca ouvi falar, pelo menos estarei conhecendo o Royal Albert Hall, que por fora já é lindíssimo, imagina por dentro? E caso eu não goste do que estou vendo, viro as costas e vou embora tomar chocolate quente. Simples assim! Não iria estragar nossa noite por causa disso, porém eu estava com medo de estragar a noite dos meus tesouros, afinal, eles estavam ali por minha causa, queriam compartilhar comigo aquele sonho e me sentia responsável pela diversão deles. Mas não tinha jeito. Já estávamos ali, e o jeito era esperar e ver o que aconteceria.
Fomos para nossos lugares. Como descrever um lugar lindo? Só há uma palavra para isso: AMAZING! Maravilhoso! Lindo! Perfeito!
Pontualmente as 8:30pm começou a primeira partida. Gostei de ver o jogo. Alguns bons lançes, muita brincadeira, mas não chegava a empolgar.
Mas o melhor ainda estava por vir. Durante os intervalos dos sets, eles projetavam num telão, o motivo do evento, falavam sobre a instituição que seria revertida a renda.
E isso foi suficiente para perceber a importância de estar ali, naquela hora e naquele lugar.
Quando terminou o primeiro jogo, fizeram vários flash do público e eis que aparece meu ídolo: Bjorn Born. Sim, ele estava lá! De smoking! Então significava que não seria a noite dele jogar.
Nesse momento, eles arrumaram a quadra para algum acontecimento diferente de jogo.
Suspense! O que iria acontecer agora?
A partir desse instante, a noite começou realmente. Foi tudo mágico! Primeiro os organizadores explicaram o funcionamento da instituição que cuida de crianças e adolescentes em situação de risco, que sofrem abusos em casa, que não tem para onde ir. Me emocionei! Senti que foi um dinheiro muito bem gasto nos nossos ingressos.
Depois ela começou a chamar os tenistas para ocuparem a quadra. E a cada nome que ela falava, o povo ia ao delírio. Quando ela falou: agora o número 1 do mundo: Novak Djokovic, o teatro enlouqueceu. Mas delírio mesmo foi quando ela anunciou o príncipe Willian. Palmas, silêncio e uma profunda reverência pela família real. TODOS se levantam, enquanto ele passa. A senhora que estava na minha frente, parecia que iria ter um ataque cardíaco, de tanta emoção. Nesse momento, eu vi com meus próprios olhos, o que só sabemos de ouvir falar ou ver pela televisão. O inglês tem verdadeira adoração por sua família real. Eles representam uma cultura, um povo, um orgulho que só vendo ao vivo para entender melhor. E eu estava lá!
Só por isso, já teria valido minha noite!
Depois desse momento, houve uma troca de presentes, e um bate bola com os tenistas e as crianças atendidas pela insituição. E pude ver então, meu ídolo com a raquete na mão. Mesmo sabendo que era só uma brincadeira, ele estava lá. Quando terminaram, foi a vez de entrar em quadra, 2 duplas, sendo que um dos jogadores era John McEnroe. Esse jogo era para diversão mesmo. Só performances, mas não deixou de ter algumas bolas bem trocadas e muita força nos golpes. Deu para ver por que John McEnroe foi número 1 do mundo.
Saí de lá de coração leve, feliz com mais um sonho realizado! Meus tesouros também adoraram a noite. Se divertiram tanto quanto eu, e minha nora, que ainda não tinha assistido nenhuma partida de tênis, já se candidatou para ir comigo na próxima. Ela é ou não é um doce?
Não vi meu ídolo jogar, mas como eu disse no início, copiando Jota Guest: " Só sua presença, vai me fazer feliz!"
E fez!
um beijinho e até o próximo!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Imagine!
"You may say ( Você pode dizer
I'm a dreamer Eu sou um sonhador
But I'm not the only one mas eu não sou o único
I hope some day eu espero que um dia
You'll join us você se junte a nós
And the world will be as one" e o mundo será como um só ) ( John Lennon ).
Ontem fui a minha primeira festa internacional. Não internacional por que estou fora do Brasil, mas internacional por que tinham pessoas de todos os cantos do mundo, mostrando sua culinária, seus hábitos, suas vestimentas. Enfim, fazendo uma exposição do que consideram importante em seus países de origem.
Confesso que fiquei emocionada!
Parecia que o mundo cabia dentro daquele espaço e que o ódio, as guerras, as diferenças políticas, sociais, culturais e religiosas eram fantasia.
Éramos pessoas querendo aprender o que não sabíamos sobre outras culturas.
A alegria reinava e o ódio e o preconceito não tinham espaço dentro daqueles salões. Ali não existiam países ricos e pobres, dominantes e dominados.
Era todo mundo junto e misturado!
Uma harmonia de cores, sabores, temperos, línguas e danças.
Provei comidas que nunca imaginei um dia colocar na boca. Algumas eu nem sei do que eram feitas. Mas o prazer com que cada um queria mostrar seus temperos era tão grande, que não podia recusar. E não era somente para ser polida e educada, mas era de coração. Eu não queria desapontar ninguém, pois cada vez que passávamos com nossa camisa amarela, éramos chamados para conhecermos alguma coisa diferente. Como resistir e dizer não? Impossível!
Como nosso Brasil é amado e respeitado!
A vontade que tive foi de fotografar tudo, mas não consegui, pois o espaço ficou pequeno para caber o mundo.
Mas tudo ficou registrado na minha mente e no meu coração. E tenho certeza, que nunca mais esquecerei o dia em vi com meus próprios olhos, que o mundo pode enfim ser um só.
Posso ser uma sonhadora, mas lá, naquele momento, eu não era a única.
Então quem sabe, um dia, você se junte a nós!
Um beijo e até o próximo!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Posso me repetir?
Toda vez que penso em escrever um post, a primeira frase que vem à cabeça é: " Hoje foi um dia especial".
Sei que já está repetitivo, que já falei isso não sei quantas vezes, mas juro que hoje foi um dia especial! srrsrs!
Afinal, hoje nevou!
Tudo bem que para quem já viu neve, para quem mora aqui ou outro lugar que costuma nevar sempre, não tem mais graça nenhuma, até por que não foi uma nevasca, foi somente por uns 15 minutos. Mas quando olhei pela janela da cozinha e vi aqueles flocos brancos, me senti criança ganhando presente de natal antecipado!
Corri para a varanda, abri a porta e fui para fora sentir a neve! Queria pegar na mão, provar, engolir, enfim, sentir o gosto, o tato, o cheiro.
Meu cabelo ficou coberto de flocos de neve e eu não conseguia falar para irem buscar uma máquina fotográfica ou um celular para registrarem aquele acontecimento.
Me senti única naquele momento! Era eu e a natureza! Não senti o frio ( a sensação térmica era de -2°), a chuva, os pingos! Muito pelo contrário; me sentia viva, feliz, agradecida!
Acordei meus filhos gritando: "ESTÁ NEVANDO! ESTÁ NEVANDO! VENHAM VER! "
todos com carinha de sono, achando que eu tinha surtado, e talvez eu tenha surtado mesmo!
Surtado de felicidade!
Não preciso de muita coisa para ser feliz, concordo 100% com aquela frase popular, de fundo de quintal que diz: "Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho". Tudo bem que eu poderia ser mais criativa, inventar uma frase com mais efeito, mas a simplicidade da frase, resume bem, a simplicidade do que senti naquele momento.
Sei que não era o acontecimento do ano, que terei oportunidade de ver muitos outros dias nevando e com muito mais neve! Mas a alegria que senti, foi indescritível. Me senti abençoada por Deus, com mais um presente nas mãos. E minha oração foi: "Senhor, não permita nunca, que eu perca esse olhar infantil, esse amor pelos detalhes feitos por Sua Mão, essa alegria que me invade com cada novidade que vejo e que mesmo envelhecendo em idade, meu coração e minha mente permaneçam jovens!"
Fui cantanto para o curso e nem percebi o frio que estava castigando!
Afinal para carioca, acostumada com calor de 42° no inverno, pegar -2° no outono é uma novidade e tanto!
Mas afinal, hoje foi um dia especial!
E sem medo de me repetir!
Um beijinho e até o próximo!
Sei que já está repetitivo, que já falei isso não sei quantas vezes, mas juro que hoje foi um dia especial! srrsrs!
Afinal, hoje nevou!
Tudo bem que para quem já viu neve, para quem mora aqui ou outro lugar que costuma nevar sempre, não tem mais graça nenhuma, até por que não foi uma nevasca, foi somente por uns 15 minutos. Mas quando olhei pela janela da cozinha e vi aqueles flocos brancos, me senti criança ganhando presente de natal antecipado!
Corri para a varanda, abri a porta e fui para fora sentir a neve! Queria pegar na mão, provar, engolir, enfim, sentir o gosto, o tato, o cheiro.
Meu cabelo ficou coberto de flocos de neve e eu não conseguia falar para irem buscar uma máquina fotográfica ou um celular para registrarem aquele acontecimento.
Me senti única naquele momento! Era eu e a natureza! Não senti o frio ( a sensação térmica era de -2°), a chuva, os pingos! Muito pelo contrário; me sentia viva, feliz, agradecida!
Acordei meus filhos gritando: "ESTÁ NEVANDO! ESTÁ NEVANDO! VENHAM VER! "
todos com carinha de sono, achando que eu tinha surtado, e talvez eu tenha surtado mesmo!
Surtado de felicidade!
Não preciso de muita coisa para ser feliz, concordo 100% com aquela frase popular, de fundo de quintal que diz: "Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho". Tudo bem que eu poderia ser mais criativa, inventar uma frase com mais efeito, mas a simplicidade da frase, resume bem, a simplicidade do que senti naquele momento.
Sei que não era o acontecimento do ano, que terei oportunidade de ver muitos outros dias nevando e com muito mais neve! Mas a alegria que senti, foi indescritível. Me senti abençoada por Deus, com mais um presente nas mãos. E minha oração foi: "Senhor, não permita nunca, que eu perca esse olhar infantil, esse amor pelos detalhes feitos por Sua Mão, essa alegria que me invade com cada novidade que vejo e que mesmo envelhecendo em idade, meu coração e minha mente permaneçam jovens!"
Fui cantanto para o curso e nem percebi o frio que estava castigando!
Afinal para carioca, acostumada com calor de 42° no inverno, pegar -2° no outono é uma novidade e tanto!
Mas afinal, hoje foi um dia especial!
E sem medo de me repetir!
Um beijinho e até o próximo!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Entre idas e vindas!
Ontem (domingo) foi dia de curtir aeroporto. Não por vontade própria, mas por que tanto meu marido quanto minha nora, chegaram dos Estados Unidos e Brasil, respectivamente. E claro que para ficar mais gostoso, em horários totalmente diferentes, para que eu pudesse passear pelas ruas de Londres, que por sinal estavam bem engarrafadas.
Mas o pior mesmo foi sair de casa às 6:30am, com temperatura de -3° e sensação térmica de -9°.
O vidro do carro estava congelado. Demorou pelo menos uns 10 minutos para descongelar o suficiente para eu enxergar e poder sair do lugar, pois descongelar totalmente ainda demorou uns 15 minutos a mais. Como era bem cedo, em pleno domingo, não tinha trânsito, então deu para ir dirigindo devagar, pois já estava atrasada.
O aeroporto não é tão perto da minha casa, leva uns 40min, sem trânsito.
Fui bem, sem nenhum problema. E adorei ver os campos todos congelados. Tudo branquinho! Lindo! Eu ainda não tinha visto nenhuma geada, então tudo é novidade!
Depois de pegar meu marido, voltamos para casa e mal deu tempo de abrirmos os presentes que ele trouxe e já estava na hora de voltarmos ao aeroporto para buscarmos minha nora.
Só que quando foi a vez dela, o trânsito já estava terrível. Todo congestionado. Penso que havia alguma obra, então não andava e o tempo corria. Fui ficando nervosa, pois não queria e nem podia me atrasar para buscá-la.
Ficava imaginando-a chegando e não nos vendo no saguão. Pensa no desespero que ela poderia sentir. Num lugar estranho, primeira vez viajando para o exterior e sozinha! Nem pensar!
Eu tinha e iria chegar lá antes dela sair.
Mudei a rota, e o GPS que se virasse em me dar um novo caminho sem engarrafamento.
Conseguimos chegar no aeroporto no exato instante que ela estava descendo da aeronave. Ufa!
Mas o que parecia ser sincronizado, se revelou uma espera de quase 2horas para nós do lado de fora!
Chegaram tantos vôos junto com o dela, que houve uma demanda grande na imigração e recebimento de malas. E nós do lado de fora sem sabermos o que estava acontecendo.
Momentos de tensão! Afinal, ela podia estar precisando de nós e não sabíamos de nada do que ocorria do lado de dentro.
Finalmente ela apareceu! Alívio total!
Que alegria rever esse rostinho doce, tão amado! E mais bonito ainda foi ver a felicidade do meu filho! que emoção vê-lo tão adulto entregar-lhe as rosas e ao mesmo tempo tão meu menino!
É indescritível essa emoção!
Passaremos o Natal todos juntos e esse é mais um dos presentes que Deus tem me dado desde aquele 03 de maio.
Decididamente só tenho motivos para agradecer. E não será frio abaixo de zero que irá me fazer mudar de idéia, mesmo tendo que sair da cama as 6:00am. Fiz e faço isso com sorriso no rosto e felicidade no coração.
Um beijinho e até o próximo!
Mas o pior mesmo foi sair de casa às 6:30am, com temperatura de -3° e sensação térmica de -9°.
O vidro do carro estava congelado. Demorou pelo menos uns 10 minutos para descongelar o suficiente para eu enxergar e poder sair do lugar, pois descongelar totalmente ainda demorou uns 15 minutos a mais. Como era bem cedo, em pleno domingo, não tinha trânsito, então deu para ir dirigindo devagar, pois já estava atrasada.
O aeroporto não é tão perto da minha casa, leva uns 40min, sem trânsito.
Fui bem, sem nenhum problema. E adorei ver os campos todos congelados. Tudo branquinho! Lindo! Eu ainda não tinha visto nenhuma geada, então tudo é novidade!
Depois de pegar meu marido, voltamos para casa e mal deu tempo de abrirmos os presentes que ele trouxe e já estava na hora de voltarmos ao aeroporto para buscarmos minha nora.
Só que quando foi a vez dela, o trânsito já estava terrível. Todo congestionado. Penso que havia alguma obra, então não andava e o tempo corria. Fui ficando nervosa, pois não queria e nem podia me atrasar para buscá-la.
Ficava imaginando-a chegando e não nos vendo no saguão. Pensa no desespero que ela poderia sentir. Num lugar estranho, primeira vez viajando para o exterior e sozinha! Nem pensar!
Eu tinha e iria chegar lá antes dela sair.
Mudei a rota, e o GPS que se virasse em me dar um novo caminho sem engarrafamento.
Conseguimos chegar no aeroporto no exato instante que ela estava descendo da aeronave. Ufa!
Mas o que parecia ser sincronizado, se revelou uma espera de quase 2horas para nós do lado de fora!
Chegaram tantos vôos junto com o dela, que houve uma demanda grande na imigração e recebimento de malas. E nós do lado de fora sem sabermos o que estava acontecendo.
Momentos de tensão! Afinal, ela podia estar precisando de nós e não sabíamos de nada do que ocorria do lado de dentro.
Finalmente ela apareceu! Alívio total!
Que alegria rever esse rostinho doce, tão amado! E mais bonito ainda foi ver a felicidade do meu filho! que emoção vê-lo tão adulto entregar-lhe as rosas e ao mesmo tempo tão meu menino!
É indescritível essa emoção!
Passaremos o Natal todos juntos e esse é mais um dos presentes que Deus tem me dado desde aquele 03 de maio.
Decididamente só tenho motivos para agradecer. E não será frio abaixo de zero que irá me fazer mudar de idéia, mesmo tendo que sair da cama as 6:00am. Fiz e faço isso com sorriso no rosto e felicidade no coração.
Um beijinho e até o próximo!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Me dei folga nessa tarde!
Desde que cheguei aqui, ou melhor, desde que soube que viria para cá e teria somente dois meses para arrumar tudo, a palavra que melhor me descreve é INTENSIDADE.
Sempre fui intensa em tudo. Se é para se jogar de cabeça, que seja um mergulho bonito, sem jogar muita água para fora da piscina. (aprendi essa vendo nado sincronizado) e a vida tem me provado que essa lição do esporte, se aplica diariamente.
Nada de muito alarde, sofrimento estampado, descabelada, jogada ao sabor de ventos e marés!
Por que aprendi que apesar da intensidade com que vivo, o relaxamento também tem que ser intenso. São duas faces da mesma moeda, da mesma vida.
E essa semana que ontem se encerrou ( sei que a semana começa no domingo, mas a minha só terminou ontem as 23horas) foi adrenalina pura.
Na segunda feira passda, foi marcada prova para essa segunda (hoje), e eu tinha tantas coisas diferentes para serem feitas que fiquei pensando como teria tempo para estudar, pois a matéria está cada vez mais difícil e necessitando de estudo diário.
Mas desde que comecei esse curso, coloquei na cabeça me esforçar ao máximo e melhorar a cada prova.Então eu teria que dar um jeito!
Durante toda semana fui lendo e estudando aos poucos, mas sentia que precisava de mais horas de estudo. Então na quarta feira, eu e mais 4 amigas do curso ( 3 espanholas e 1 francesa) nos reunimos aqui em casa após a aula e passamos a tarde estudando.
Mas ainda não era o suficiente! Não me sentia preparada! Me sentia insegura para a prova!
e o tempo voando!
Finalmente no sábado a tarde, consegui sentar para estudar! E mesmo assim, só a partir das 15horas.
A partir desse horário, minha mente se fechou para o mundo externo e só pensava na prova que teria dois dias depois. E é claro que o sono foi embora, me deixando com uma insônia terrível.
Contudo a internet me salvou e uma amiga leal me fez companhia. Ainda bem que o horário daqui está em 2 horas a mais que no Brasil, assim, sempre encontro alguém para convesrsar...
No domingo acordei cedo! Uma anjinha viria me ajudar a estudar. Ela tinha disponível 2 horas para estudar comigo e no final acabou ficando 5:30h. Não sei quem é mais workholic! eu ou ela?
Mas foi perfeito! Quando ela saiu, por volta das 14:30hs, é que fui ver o almoço. Meus filhos já estavam roxos de fome.
Logo após almoçarmos, voltei para a mesa de estudo. Ela me deixou tanto homework que pensei que teria que virar a noite fazendo. E quase aconteceu mesmo!
Fui dormir tarde ( coisa que odeio fazer!) cheia de dores pelo corpo, pescoço ardendo, mãos e dedos adormecidos e acordei pensando na prova, em revisar a matéria. E tinha menos de 2 horas para isso! Tentei não entrar em desespero! Procurei lembrar de tudo que tinha estudado, mas impressão que tinha é que não lembraria de nada, trocaria todas as palavras, preposições, não entenderia nada que o professor falasse.
Finalmente chegou a hora da prova e não aconteceu nada do que eu temia. Me saí muito bem, e não falo isso para encher minha bola, mas esse resultado foi consequência do meu esforço.
Mas eu acredito que após um grande esforço, onde gasto muita energia, preciso de um grande reforço e não conheço nada melhor para relaxar e me refazer que ir para rua bater perna, entrar e sair de lojas lindas, gastar algumas libras e claro, CHOCOLATE! Muito chocolate!
E essa tarde, cumpri meu ritual de relaxamento!
Foi maravilhoso, ainda mais que tinha a companhia do meu filho, que pacientemente cumpriu toda agenda que tinha na minha cabeça.
Se é para trabalhar, estudar, honrar com minhas responsabilidades sou a primeira da minha fila.
Mas quando tiro para relaxar... ai não tem fila! Sou a primeira e última! E essa tarde eu me dei folga!
Decididamente, INTENSIDADE é minha palavra preferida.
um beijinho e até o próximo!
Sempre fui intensa em tudo. Se é para se jogar de cabeça, que seja um mergulho bonito, sem jogar muita água para fora da piscina. (aprendi essa vendo nado sincronizado) e a vida tem me provado que essa lição do esporte, se aplica diariamente.
Nada de muito alarde, sofrimento estampado, descabelada, jogada ao sabor de ventos e marés!
Por que aprendi que apesar da intensidade com que vivo, o relaxamento também tem que ser intenso. São duas faces da mesma moeda, da mesma vida.
E essa semana que ontem se encerrou ( sei que a semana começa no domingo, mas a minha só terminou ontem as 23horas) foi adrenalina pura.
Na segunda feira passda, foi marcada prova para essa segunda (hoje), e eu tinha tantas coisas diferentes para serem feitas que fiquei pensando como teria tempo para estudar, pois a matéria está cada vez mais difícil e necessitando de estudo diário.
Mas desde que comecei esse curso, coloquei na cabeça me esforçar ao máximo e melhorar a cada prova.Então eu teria que dar um jeito!
Durante toda semana fui lendo e estudando aos poucos, mas sentia que precisava de mais horas de estudo. Então na quarta feira, eu e mais 4 amigas do curso ( 3 espanholas e 1 francesa) nos reunimos aqui em casa após a aula e passamos a tarde estudando.
Mas ainda não era o suficiente! Não me sentia preparada! Me sentia insegura para a prova!
e o tempo voando!
Finalmente no sábado a tarde, consegui sentar para estudar! E mesmo assim, só a partir das 15horas.
A partir desse horário, minha mente se fechou para o mundo externo e só pensava na prova que teria dois dias depois. E é claro que o sono foi embora, me deixando com uma insônia terrível.
Contudo a internet me salvou e uma amiga leal me fez companhia. Ainda bem que o horário daqui está em 2 horas a mais que no Brasil, assim, sempre encontro alguém para convesrsar...
No domingo acordei cedo! Uma anjinha viria me ajudar a estudar. Ela tinha disponível 2 horas para estudar comigo e no final acabou ficando 5:30h. Não sei quem é mais workholic! eu ou ela?
Mas foi perfeito! Quando ela saiu, por volta das 14:30hs, é que fui ver o almoço. Meus filhos já estavam roxos de fome.
Logo após almoçarmos, voltei para a mesa de estudo. Ela me deixou tanto homework que pensei que teria que virar a noite fazendo. E quase aconteceu mesmo!
Fui dormir tarde ( coisa que odeio fazer!) cheia de dores pelo corpo, pescoço ardendo, mãos e dedos adormecidos e acordei pensando na prova, em revisar a matéria. E tinha menos de 2 horas para isso! Tentei não entrar em desespero! Procurei lembrar de tudo que tinha estudado, mas impressão que tinha é que não lembraria de nada, trocaria todas as palavras, preposições, não entenderia nada que o professor falasse.
Finalmente chegou a hora da prova e não aconteceu nada do que eu temia. Me saí muito bem, e não falo isso para encher minha bola, mas esse resultado foi consequência do meu esforço.
Mas eu acredito que após um grande esforço, onde gasto muita energia, preciso de um grande reforço e não conheço nada melhor para relaxar e me refazer que ir para rua bater perna, entrar e sair de lojas lindas, gastar algumas libras e claro, CHOCOLATE! Muito chocolate!
E essa tarde, cumpri meu ritual de relaxamento!
Foi maravilhoso, ainda mais que tinha a companhia do meu filho, que pacientemente cumpriu toda agenda que tinha na minha cabeça.
Se é para trabalhar, estudar, honrar com minhas responsabilidades sou a primeira da minha fila.
Mas quando tiro para relaxar... ai não tem fila! Sou a primeira e última! E essa tarde eu me dei folga!
Decididamente, INTENSIDADE é minha palavra preferida.
um beijinho e até o próximo!
sábado, 24 de novembro de 2012
Bipolaridade semanal!
Todo final de semana é a mesma coisa! Sempre os mesmos pensamentos!
Primeiro o pensamento positivo, maníaco, festivo!
"Nossa! a semana voou!"
" Ufa! ainda bem que chegou o final de semana!"
" Adoro final de semana! Assim não preciso estudar, posso relaxar, passear, fazer nada se assim quiser! Enfim, dois dias sem grandes responsabilidades!"
Mas logo depois, vem o pensamento negativo! Aquele que não quer que o tempo passe.
Os pensamentos depressivos!
"Não acredito que passou mais uma semana!"
" O tempo aqui está voando! Agora falta menos uma semana para eu ir embora!"
"Não quero que corra tanto assim!" " Não vai dar tempo de fazer tudo que quero! Não vai dar tempo de aprender inglês para passar no IELTS!"
PASSAR NO IELTS?
Agora surtei!
Antes eu achava que era bipolar, mas agora eu tenho certeza!
Há três meses atrás quando me matriculei no curso, o objetivo era aprender um inglês básico, voltar para o Brasil com uma bagagem maior do que vim ( tudo bem, vim com uma bolsinha de mão!), mas agora já sonho com IELTS?
O frio está congelando meu cérebro ou expandindo sua capacidade?
Sinceramente, não sei se estarei pronta para fazer o IELTS antes de ir embora, e também não me preocupo nenhum um pouco com isso, pois isso não é um objetivo, mas o fato de sonhar e imaginar a possibilidade, faz com que eu viva mais intensamente os momentos aqui, pois cada aula, conversa, filme assistido, passeio, viagem, livro que leio e erros que cometo são as oportunidades que tenho de crescer, aprender e aperfeiçoar um modo de vida.
E sempre que me pego com esses dois pensamentos conflitantes, paro e lembro na frase sobre o otimista e o pessimista:
"Um copo com coca-cola pela metade é um copo meio cheio ou meio vazio?" ( coca cola é grifo meu!)
E otimista que sou, prefiro pensar no copo meio cheio, ou seja, passou mais uma semana, mas a vivi da forma mais completa possível e fiz tudo que estava ao meu alcance para aproveitar cada minuto, até mesmo os momentos de lágrimas.
Para os nossos familiares e amigos que esperam ansiosos pelo nosso retorno ao Brasil, com certeza o pensamento é: "Que bom que já passou mais uma semana, agora é uma menos que falta", mas ao mesmo tempo sei que também pensam: " Eles estão tão felizes lá, tomara que o tempo passe bem devagar para poderem aproveitar bastante".
Então a conclusão que chego é: Unidos pelo laço do amor, amizade e saudade somos ou não somos todos bipolares?
Um beijinho e até o próximo!
(quero deixar claro que não uso o termo bipolar no sentido da doença Transtorno Bipolar, que é uma doença séria, com graves consequências e jamais a usaria de forma leviana, e sim no sentido de dois lados de uma mesma moeda! )
Primeiro o pensamento positivo, maníaco, festivo!
"Nossa! a semana voou!"
" Ufa! ainda bem que chegou o final de semana!"
" Adoro final de semana! Assim não preciso estudar, posso relaxar, passear, fazer nada se assim quiser! Enfim, dois dias sem grandes responsabilidades!"
Mas logo depois, vem o pensamento negativo! Aquele que não quer que o tempo passe.
Os pensamentos depressivos!
"Não acredito que passou mais uma semana!"
" O tempo aqui está voando! Agora falta menos uma semana para eu ir embora!"
"Não quero que corra tanto assim!" " Não vai dar tempo de fazer tudo que quero! Não vai dar tempo de aprender inglês para passar no IELTS!"
PASSAR NO IELTS?
Agora surtei!
Antes eu achava que era bipolar, mas agora eu tenho certeza!
Há três meses atrás quando me matriculei no curso, o objetivo era aprender um inglês básico, voltar para o Brasil com uma bagagem maior do que vim ( tudo bem, vim com uma bolsinha de mão!), mas agora já sonho com IELTS?
O frio está congelando meu cérebro ou expandindo sua capacidade?
Sinceramente, não sei se estarei pronta para fazer o IELTS antes de ir embora, e também não me preocupo nenhum um pouco com isso, pois isso não é um objetivo, mas o fato de sonhar e imaginar a possibilidade, faz com que eu viva mais intensamente os momentos aqui, pois cada aula, conversa, filme assistido, passeio, viagem, livro que leio e erros que cometo são as oportunidades que tenho de crescer, aprender e aperfeiçoar um modo de vida.
E sempre que me pego com esses dois pensamentos conflitantes, paro e lembro na frase sobre o otimista e o pessimista:
"Um copo com coca-cola pela metade é um copo meio cheio ou meio vazio?" ( coca cola é grifo meu!)
E otimista que sou, prefiro pensar no copo meio cheio, ou seja, passou mais uma semana, mas a vivi da forma mais completa possível e fiz tudo que estava ao meu alcance para aproveitar cada minuto, até mesmo os momentos de lágrimas.
Para os nossos familiares e amigos que esperam ansiosos pelo nosso retorno ao Brasil, com certeza o pensamento é: "Que bom que já passou mais uma semana, agora é uma menos que falta", mas ao mesmo tempo sei que também pensam: " Eles estão tão felizes lá, tomara que o tempo passe bem devagar para poderem aproveitar bastante".
Então a conclusão que chego é: Unidos pelo laço do amor, amizade e saudade somos ou não somos todos bipolares?
Um beijinho e até o próximo!
(quero deixar claro que não uso o termo bipolar no sentido da doença Transtorno Bipolar, que é uma doença séria, com graves consequências e jamais a usaria de forma leviana, e sim no sentido de dois lados de uma mesma moeda! )
domingo, 18 de novembro de 2012
Outono em Londres!
Esse outono está sendo muito especial! Pela primeira vez, estou tendo a noção das estações muito bem marcadas e como já escrevi antes, por enquanto, o outono está sendo minha estação favorita.
As cores das folhas são vibrantes. O vermelho e o amarelo predominam e fascinam.
Passear por Londres nessa época é uma descoberta de lugares ainda mais lindos.
No verão, pessoas lotavam os parques e a grama com suas bolsas de comida, bolas, livros, crianças e cachorros. Mas no outono é diferente! Os parques continuam cheios, mas agora as pessoas simplesmente passeam pelo parque. Apreciam a beleza natural. tiram fotos, notam algo que não tinham visto antes.
Nesses dois finais de semana fui passear em parques diferentes e não posso dizer qual o mais bonito, pois enquanto o Wandsworth Park é menor, ele não perde em beleza para o Hyde Park ou Green Park.
Muito pelo contrário, ele compensa o tamanho com o jeito de parque familiar. Parece aquele parque que queremos ter no quintal da nosa casa, mas podemos compartilhar com nossos vizinhos. O Wandsworth Park é assim! Parece que pertence a cada um que por ali passea, joga bola, leva as crianças no parquinho ou simplesmente fica olhando o visual. Não é parque de turista, até por que ele está fora da rota turística de Londres. É um parque família.
O Hyde Park e o Green Park não! São no coração de Londres. Todo turista quer conhecer o Hyde Park, quer passear pelos seus gramados, andar pelos seus quilômetros de área verde. Sentar nos seus banquinhos e alimentar os pássaros.
Até os esquilos são domesticados e vem na sua mão pegar comida.
Então nesse final de semana fomos para o coração de Londres. Tentávamos ver a troca da guarda no Palácio de Buckingham, mas quando chegamos lá, descobrimos que hoje, por algum motivo não haveria a apresentação. Mas tudo bem! Esse espetáculo seria bônus extra do passeio.
Saímos de casa com a intenção de aproveitarmos o domingo de sol em família. Passearmos pelos parques, tirarmos fotos como todo turista, e foi o que fizemos.
Dia lindo!. Um céu azul deslumbrante! Fiquei tonta de tanta beleza e com vontade de capturar todas essas imagens e gravá-las em fotos.
Mas sei que não consigo capturar a totalidade desse espetáculo da natureza. Porém o mais importante, é que essas imagens estarão para sempre gravadas na minha memória.
Tento aqui reproduzir e deixar registrado toda emoção que estou sentindo para que assim, eu possa dividir com vocês um pedacinho do presente que ganhamos.
Espero que gostem!
Um beijnho e até o próximo!
As cores das folhas são vibrantes. O vermelho e o amarelo predominam e fascinam.
Passear por Londres nessa época é uma descoberta de lugares ainda mais lindos.
No verão, pessoas lotavam os parques e a grama com suas bolsas de comida, bolas, livros, crianças e cachorros. Mas no outono é diferente! Os parques continuam cheios, mas agora as pessoas simplesmente passeam pelo parque. Apreciam a beleza natural. tiram fotos, notam algo que não tinham visto antes.
Nesses dois finais de semana fui passear em parques diferentes e não posso dizer qual o mais bonito, pois enquanto o Wandsworth Park é menor, ele não perde em beleza para o Hyde Park ou Green Park.
Muito pelo contrário, ele compensa o tamanho com o jeito de parque familiar. Parece aquele parque que queremos ter no quintal da nosa casa, mas podemos compartilhar com nossos vizinhos. O Wandsworth Park é assim! Parece que pertence a cada um que por ali passea, joga bola, leva as crianças no parquinho ou simplesmente fica olhando o visual. Não é parque de turista, até por que ele está fora da rota turística de Londres. É um parque família.
| Wandsworth Park |
Até os esquilos são domesticados e vem na sua mão pegar comida.
![]() | |||
| Hyde Park |
Saímos de casa com a intenção de aproveitarmos o domingo de sol em família. Passearmos pelos parques, tirarmos fotos como todo turista, e foi o que fizemos.
Dia lindo!. Um céu azul deslumbrante! Fiquei tonta de tanta beleza e com vontade de capturar todas essas imagens e gravá-las em fotos.
| Wandsworth Park |
Tento aqui reproduzir e deixar registrado toda emoção que estou sentindo para que assim, eu possa dividir com vocês um pedacinho do presente que ganhamos.
Espero que gostem!
Um beijnho e até o próximo!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Quando duas feras se enfrentam!
A aproximadamente dois meses atrás, eu vi um cartaz no metrô que falava sobre um jogo de tênis que haveria aqui em Londres. Como na foto apareciam as grandes feras do tênis, resolvi conferir para ver de qual evento se tratava. Eu tinha esquecido completamente do torneio final, onde os 8 melhores da temporada vão disputar entre si e fazer um torneio mais que especial, pois lá estaria somente a nata do tênis. E tinha esquecido também que esse torneio estava sendo realizado aqui em Londres. Só gravei o torneio de Wimbledon.
Mas assim que soube, brotou a certeza que estaria lá para ver a final! Fomos, eu e meu filho, procurar ingressos. Esgotados! pelo site oficial da Arena O2, não havia mais ingressos para a final. Só para os outros dias. Mas nós queríamos a final, queríamos ter a oportunidade de vermos o mestre dos metres jogar. Roger Federer! As chances dele não chegar a final eram mínimas e nem nos passava essa possibilidade pela cabeça. E como disse, muito bem dito, o meu filho: Pode ser Federer e o pipoqueiro da esquina, e já estará valendo o ingresso! Concordo 100% com essa frase.
Então como fazer? Eis que a solução foi procurar em sites parceiros, seguros que ainda tivessem ingresso. Mas e o medo? Na minha cabeça sempre fica a imagem do cambista, que vende o ingresso 10 vezes mais caro e ainda por cima, pode ser falso. Porém aqui é diferente, pelo menos esse site que compramos. Conseguimos 2 entradas para a final! Compramos e começou minha ansiedade.
Primeiro para a chegada do ingressos, pois os mesmos só chegariam na semana do evento e estávamos comprando com muito tempo de antecedência e o dinheiro já tinha sido descontado do banco. E se fosse furada? E se o ingresso extraviasse? E se fosse falso? Tantas perguntas e nenhuma resposta. O jeito era esperar e torcer!
Até que nessa semana nossos ingressos chegaram!
Menos uma preocupação! Agora era esperar o dia do jogo e entrar na arena, sentar e assistir ao duelo de titãs!
Ainda não sabíamos quem iria jogar. Durante toda semana eles se enfrentaram e os dois finalistas só foram definidos no domingo a noite. Acompanhávamos jogo a jogo.
Quando Djokovic se classificou para a final, pensei: tudo bem, pelo menos teremos o número 01 do mundo jogando. Mas o coração pedia que o adversário fosse o Federer.
E assim, foi feito. Nossos desejos se realizaram. E a grande final seria entre Federer e Djokovic.
Só em saber disso, já estava valendo cada libra paga nos ingressos, pois era certeza de um grande jogo. Não haveria enrolação, não haveria corpo mole. Os dois são monstros e querem ganhar.
Então ontem foi o grande dia!
Eu e meu filho saimos cedo de casa. Não tinha idéia de como seria para chegar lá dentro do complexo, ainda não conhecia o lugar e era bem afastado da minha casa. Mas aqui eles pensam em tudo para facilitar a nossa vida. E sendo assim, a estação do metrô já sai direto no complexo, não há necessidade de andar pela rua. Desce do metrô e já vai direto para o local do jogo. Sem problema, sem perigo!
A primeira impressão que tive foi de surpresa, pois não esperava que fosse um local tão lindo, tão organizado e perfeito. E quando digo isso, não é por que aqui tenha lugares que não sejam assim, mas eu esperava algo menor, algo tipo Maracanazinho, para quem conhece esse lugar no Rio de Janeiro.
A vontade era tirar foto de tudo.
Para todos os lados tinha algo que impressionava. As cores, os cartazes, as pessoas, as lojas, os restaurantes. Até cinema tem lá dentro!
A entrada principal é um show a parte! Toda iluminada! Parece entrada de shoping center.
Ficamos fazendo hora para entrarmos definitivamente. Assistimos ao aquecimento da dupla espanhola que também chegou a final!
Mas confesso que estava preocupada com nossos ingressos. E se descobríssemos que era falso. Que tínhamos sido enganados? E a hora não passava!
Até que pudemos entrar. Quando entreguei nossos ingressos, minha mão suava. Interessante, é que eu me sentia como se tivesse feito algo errado, mas eu sabia que não tinha feito. Sabia que o site era seguro. Mas esse ranço brasileiro, de ter gente malandra sempre querendo nos passar a perna, nos acompanha em todos os lugares. Eu sempre desconfio que estão tentando me enganar.
Só que não foi nada disso. Passamos tranquilamente e sem nenhum problema!
Conforme fomos subindo para procurar nossos assentos, vi uma abertura ( e nisso é igual a qualquer outro estádio que vocês conheçam, vários andares, várias portas, vários corredores) num andar baixo e resolvi conferir o que se passava por ali. Afinal, nossos lugares eram quase chegando no céu.
E qual não foi nossa surpresa de darmos de cara com Djokovic aquecendo! Sim, ele estava ali, na nossa frente! Quando ele saisse da quadra, daria até para pedir autógrafo e tirar foto! Só que clao, não éramos somente nós que tínhamos descoberto essa mina, tinha muuita gente que tinha chegado antes e claro ficaram em melhores posições. Mas não podemos reclamar, pois conseguimos tirar algumas fotos durante o aquecimento. E realmente, ele é igualzinho ao que aparece na TV. Faz poses, rebola, se ajeita. E... JOGA MUITO!
Quando acabou o aquecimento, fomos procurar nosso lugar no céu. Ficamos numa boa posição, bem atrás dos jogadores, então tínhamos uma excelente visão de toda quadra e poderíamos ver com bastante clareza todos os pontos e belas jogadas!
E começa o jogo!
Coração acelerado no ritmo da bolinha voando de um lado para o outro. Cada ponto uma alegria ou decepção. Dependendo de como tenha sido o ponto! Vibramos muito!
Estávamos torcendo pelo Federer, mas na realidade, o que queríamos ver mesmo era a aula que aqueles dois monstros estavam dando de tênis. Nas mãos deles, parece tão fácil mudar a direção da bola, fazer um voleio, estar dentro e fora da quadra para pegar uma bola. Os pés parecem que não tocam o chão. Parecem que voam por sobre o piso!
Haja coração!
Foi um jogão! Com direito a tombo, machucados, muitas raquetadas no chão ( penso que a raquete do Djoko é de aço, pois o que ele adora bater com a pobre no chão não está na conta! excelente propaganda da raquete dele), mas acima de tudo o que mais me impressionou foi a garra desses dois monstros do tênis.
Se pensarmos que é final de temporada, que eles vieram de uma semana de jogos ininterruptos, e ainda tiveram gás para fazer uma partida como aquela, então ai saberemos por que eles merecem ser o 01 e o 02 desse esporte que poucos entendem e gostam.
Mas para aqueles que gostam, gostar é pouco!
Existe uma paixão pelo tênis, que minhas palavras não conseguem traduzir.
Só você assistindo ( mesmo que seja pela televisão) a uma partida de alto nível para poder entender o que tento aqui transmitir.
Então parabéns Djoko, você mereceu levantar sua taça ontem. Federer jogou muito, mas você foi guerreiro e não largou o osso em nenhum momento.
Fica aqui minha humilde homenagem. E que em 2013, possamos assistir a tantos outros jogos incríveis como esse.
um beijinho e até o próximo!
Mas assim que soube, brotou a certeza que estaria lá para ver a final! Fomos, eu e meu filho, procurar ingressos. Esgotados! pelo site oficial da Arena O2, não havia mais ingressos para a final. Só para os outros dias. Mas nós queríamos a final, queríamos ter a oportunidade de vermos o mestre dos metres jogar. Roger Federer! As chances dele não chegar a final eram mínimas e nem nos passava essa possibilidade pela cabeça. E como disse, muito bem dito, o meu filho: Pode ser Federer e o pipoqueiro da esquina, e já estará valendo o ingresso! Concordo 100% com essa frase.
Então como fazer? Eis que a solução foi procurar em sites parceiros, seguros que ainda tivessem ingresso. Mas e o medo? Na minha cabeça sempre fica a imagem do cambista, que vende o ingresso 10 vezes mais caro e ainda por cima, pode ser falso. Porém aqui é diferente, pelo menos esse site que compramos. Conseguimos 2 entradas para a final! Compramos e começou minha ansiedade.
Primeiro para a chegada do ingressos, pois os mesmos só chegariam na semana do evento e estávamos comprando com muito tempo de antecedência e o dinheiro já tinha sido descontado do banco. E se fosse furada? E se o ingresso extraviasse? E se fosse falso? Tantas perguntas e nenhuma resposta. O jeito era esperar e torcer!
Até que nessa semana nossos ingressos chegaram!
Menos uma preocupação! Agora era esperar o dia do jogo e entrar na arena, sentar e assistir ao duelo de titãs!
Ainda não sabíamos quem iria jogar. Durante toda semana eles se enfrentaram e os dois finalistas só foram definidos no domingo a noite. Acompanhávamos jogo a jogo.
Quando Djokovic se classificou para a final, pensei: tudo bem, pelo menos teremos o número 01 do mundo jogando. Mas o coração pedia que o adversário fosse o Federer.
E assim, foi feito. Nossos desejos se realizaram. E a grande final seria entre Federer e Djokovic.
Só em saber disso, já estava valendo cada libra paga nos ingressos, pois era certeza de um grande jogo. Não haveria enrolação, não haveria corpo mole. Os dois são monstros e querem ganhar.
Então ontem foi o grande dia!
Eu e meu filho saimos cedo de casa. Não tinha idéia de como seria para chegar lá dentro do complexo, ainda não conhecia o lugar e era bem afastado da minha casa. Mas aqui eles pensam em tudo para facilitar a nossa vida. E sendo assim, a estação do metrô já sai direto no complexo, não há necessidade de andar pela rua. Desce do metrô e já vai direto para o local do jogo. Sem problema, sem perigo!
A primeira impressão que tive foi de surpresa, pois não esperava que fosse um local tão lindo, tão organizado e perfeito. E quando digo isso, não é por que aqui tenha lugares que não sejam assim, mas eu esperava algo menor, algo tipo Maracanazinho, para quem conhece esse lugar no Rio de Janeiro.
A vontade era tirar foto de tudo.
Para todos os lados tinha algo que impressionava. As cores, os cartazes, as pessoas, as lojas, os restaurantes. Até cinema tem lá dentro!
A entrada principal é um show a parte! Toda iluminada! Parece entrada de shoping center.
Ficamos fazendo hora para entrarmos definitivamente. Assistimos ao aquecimento da dupla espanhola que também chegou a final!
Mas confesso que estava preocupada com nossos ingressos. E se descobríssemos que era falso. Que tínhamos sido enganados? E a hora não passava!
Até que pudemos entrar. Quando entreguei nossos ingressos, minha mão suava. Interessante, é que eu me sentia como se tivesse feito algo errado, mas eu sabia que não tinha feito. Sabia que o site era seguro. Mas esse ranço brasileiro, de ter gente malandra sempre querendo nos passar a perna, nos acompanha em todos os lugares. Eu sempre desconfio que estão tentando me enganar.
Só que não foi nada disso. Passamos tranquilamente e sem nenhum problema!
Conforme fomos subindo para procurar nossos assentos, vi uma abertura ( e nisso é igual a qualquer outro estádio que vocês conheçam, vários andares, várias portas, vários corredores) num andar baixo e resolvi conferir o que se passava por ali. Afinal, nossos lugares eram quase chegando no céu.
E qual não foi nossa surpresa de darmos de cara com Djokovic aquecendo! Sim, ele estava ali, na nossa frente! Quando ele saisse da quadra, daria até para pedir autógrafo e tirar foto! Só que clao, não éramos somente nós que tínhamos descoberto essa mina, tinha muuita gente que tinha chegado antes e claro ficaram em melhores posições. Mas não podemos reclamar, pois conseguimos tirar algumas fotos durante o aquecimento. E realmente, ele é igualzinho ao que aparece na TV. Faz poses, rebola, se ajeita. E... JOGA MUITO!
Quando acabou o aquecimento, fomos procurar nosso lugar no céu. Ficamos numa boa posição, bem atrás dos jogadores, então tínhamos uma excelente visão de toda quadra e poderíamos ver com bastante clareza todos os pontos e belas jogadas!
E começa o jogo!
Coração acelerado no ritmo da bolinha voando de um lado para o outro. Cada ponto uma alegria ou decepção. Dependendo de como tenha sido o ponto! Vibramos muito!
Estávamos torcendo pelo Federer, mas na realidade, o que queríamos ver mesmo era a aula que aqueles dois monstros estavam dando de tênis. Nas mãos deles, parece tão fácil mudar a direção da bola, fazer um voleio, estar dentro e fora da quadra para pegar uma bola. Os pés parecem que não tocam o chão. Parecem que voam por sobre o piso!
Haja coração!
Foi um jogão! Com direito a tombo, machucados, muitas raquetadas no chão ( penso que a raquete do Djoko é de aço, pois o que ele adora bater com a pobre no chão não está na conta! excelente propaganda da raquete dele), mas acima de tudo o que mais me impressionou foi a garra desses dois monstros do tênis.
Se pensarmos que é final de temporada, que eles vieram de uma semana de jogos ininterruptos, e ainda tiveram gás para fazer uma partida como aquela, então ai saberemos por que eles merecem ser o 01 e o 02 desse esporte que poucos entendem e gostam.
Mas para aqueles que gostam, gostar é pouco!
Existe uma paixão pelo tênis, que minhas palavras não conseguem traduzir.
Só você assistindo ( mesmo que seja pela televisão) a uma partida de alto nível para poder entender o que tento aqui transmitir.
Então parabéns Djoko, você mereceu levantar sua taça ontem. Federer jogou muito, mas você foi guerreiro e não largou o osso em nenhum momento.
Fica aqui minha humilde homenagem. E que em 2013, possamos assistir a tantos outros jogos incríveis como esse.
um beijinho e até o próximo!
domingo, 11 de novembro de 2012
Em clima de Natal!
Por mais que eu queira que o tempo passe devagar, para que possamos saborear cada segundo dessa experiência maravilhosa que estamos tendo, isso não está acontecendo. Quero dizer, estamos aproveitando cada segundo, mas o tempo está voando e hoje está completando 4 meses que saí do Brasil.
Sim, já se passaram 4 meses desde que saí da casa dos meus pais e embarquei rumo ao sonho de morar na Europa.
Posso dizer que parece que foi ontem, mas as estações aqui são tão bem marcadas que sempre me lembro do filme Notting Hill, quando o mocinho passeia pela feira e as estações entram e saem, sendo bem determinantes do tempo que está indo embora.
Então nesse final de semana, minha ficha caiu que já estamos no final do ano!
Foram várias situações que vivenciamos e presenciamos que nos mostraram que o ano está acabando!
No sábado fomos às compras! As primeiras compras de Natal.
Eu adoro Natal! Por tudo que ele representa, desde o nascimento do meu Senhor Jesus Cristo, até as cores ( aodro vermelho e dourado) com que enfeitamos nossas casas, passando pelas comidas, pela presença da família. Enfim, Natal é uma época que sempre me dá alegria, disposição e idéias!
Nesse Natal não passaremos com toda nossa família reunida, mas farei questão de deixar minha mesa pronta, minha casa enfeitada como se todos fossem chegar no último instante!
E para isso, eu precisava começar a comprar meus artigos de decoração. São tantas opções, tantas lojas, tantos lugares a serem explorados e descobertos, que me sinto perdida. Fiquei o dia inteiro, literalmente, andando num bairro chamado Kingston. Entrando e saindo de lojas. No final do dia, meus pés adquiriram vida própria e se recusaram a andar.
Fiquei tão feliz com minhas comprinhas, que quando cheguei em casa, minha vontade era enfeitar a casa toda, mas como ainda faltam várias outras coisas, então o jeito foi deixar tudo num cantinho.
mas não foi somente isso que nos lembrou que o Natal se aproxima.
Hoje, enquanto estava assistindo ao DVD do Tarzan ( meu dvd preferido da Disney e que não lançaram no Brasil- mais um presentinho de natal para mim), comecei a escutar gaitas de foles tocando. Quando olho pela janela, vejo um desfile cívico-militar passando na minha rua, e na frente, uma banda com vários escoceses, vestidos a caráter de kilt e tocando gaitas.
Nos perguntamos o que era aquilo:
Desde o ínico do mês que tenho visto várias pessoas com um broche vermelho
e quando fui saber o que era, descobri que existe uma fundação que arrecada fundos para os soldados que participaram de guerras pelo Reino Unido e seus famíliares./http://www.britishlegion.org.uk/
E nessa época do ano eles fazem grandes campanhas para ajudar no natal dessas famílias. E hoje foi o Poppy Day.Com desfile, vários locais de doações, várias campanhas por toda Londres.
Sim, estamos chegando no final do ano!
E para fechar com chave de ouro esse final de semana, saímos para tirar fotos do outono, antes que todas as folhas tenham caído e nos avise que chegou o inverno!
O dia não poderia estar mais perfeito! Céu azul, temperatura na casa dos 10° ( para nós hoje foi um dia de calor). O parque que fica aqui perto de casa, estava lindo! Vontade de sentar e ver o dia passar!
As folhas no chão e as árvores cada vez mais peladas nos mostram que a estação mais fria está chegando e trazendo com ela uma data muito especial: Natal. que mais que troca de presentes, é a comemoração do nascimento do meu Salvador!
Tenho ou não tenho motivos para adorar esse clima de Natal, principalmente nesse ano tão especial?
Um beijinho e até o próximo!
Sim, já se passaram 4 meses desde que saí da casa dos meus pais e embarquei rumo ao sonho de morar na Europa.
Posso dizer que parece que foi ontem, mas as estações aqui são tão bem marcadas que sempre me lembro do filme Notting Hill, quando o mocinho passeia pela feira e as estações entram e saem, sendo bem determinantes do tempo que está indo embora.
Então nesse final de semana, minha ficha caiu que já estamos no final do ano!
Foram várias situações que vivenciamos e presenciamos que nos mostraram que o ano está acabando!
No sábado fomos às compras! As primeiras compras de Natal.
Eu adoro Natal! Por tudo que ele representa, desde o nascimento do meu Senhor Jesus Cristo, até as cores ( aodro vermelho e dourado) com que enfeitamos nossas casas, passando pelas comidas, pela presença da família. Enfim, Natal é uma época que sempre me dá alegria, disposição e idéias!
Nesse Natal não passaremos com toda nossa família reunida, mas farei questão de deixar minha mesa pronta, minha casa enfeitada como se todos fossem chegar no último instante!
E para isso, eu precisava começar a comprar meus artigos de decoração. São tantas opções, tantas lojas, tantos lugares a serem explorados e descobertos, que me sinto perdida. Fiquei o dia inteiro, literalmente, andando num bairro chamado Kingston. Entrando e saindo de lojas. No final do dia, meus pés adquiriram vida própria e se recusaram a andar.
Fiquei tão feliz com minhas comprinhas, que quando cheguei em casa, minha vontade era enfeitar a casa toda, mas como ainda faltam várias outras coisas, então o jeito foi deixar tudo num cantinho.
mas não foi somente isso que nos lembrou que o Natal se aproxima.
Hoje, enquanto estava assistindo ao DVD do Tarzan ( meu dvd preferido da Disney e que não lançaram no Brasil- mais um presentinho de natal para mim), comecei a escutar gaitas de foles tocando. Quando olho pela janela, vejo um desfile cívico-militar passando na minha rua, e na frente, uma banda com vários escoceses, vestidos a caráter de kilt e tocando gaitas.
Nos perguntamos o que era aquilo:
Desde o ínico do mês que tenho visto várias pessoas com um broche vermelho
![]() | |
| também temos o nosso Poppy |
E nessa época do ano eles fazem grandes campanhas para ajudar no natal dessas famílias. E hoje foi o Poppy Day.Com desfile, vários locais de doações, várias campanhas por toda Londres.
Sim, estamos chegando no final do ano!
E para fechar com chave de ouro esse final de semana, saímos para tirar fotos do outono, antes que todas as folhas tenham caído e nos avise que chegou o inverno!
O dia não poderia estar mais perfeito! Céu azul, temperatura na casa dos 10° ( para nós hoje foi um dia de calor). O parque que fica aqui perto de casa, estava lindo! Vontade de sentar e ver o dia passar!
As folhas no chão e as árvores cada vez mais peladas nos mostram que a estação mais fria está chegando e trazendo com ela uma data muito especial: Natal. que mais que troca de presentes, é a comemoração do nascimento do meu Salvador!
Tenho ou não tenho motivos para adorar esse clima de Natal, principalmente nesse ano tão especial?
Um beijinho e até o próximo!
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Londres ou Paris?
Amor ou paixão?
Nunca escondi de ninguém minha quedinha por Paris. Sempre foi minha cidade preferida, mas descobri algo muito importante nesses 4 dias que passei por lá.
Paris é minha paixão, mas amor mesmo, eu tenho por Londres!
Nesses últimos dias, vi que não moraria para sempre em Paris, mas em Londres...
Claro que estou filosofando, pois morar para sempre, só no meu país. Nem me passa pela cabeça não ficar velhinha no meu país, falando a minha língua, comendo comida brasileira e ao lado da minha família.
Mas esse blog é para filosofar, sonhar, viajar e também contar tudo aquilo que estou vendo e vivendo.
E Paris, infelizmente não é minha cara metade. Não quero dizer que estou enjoada, que não voltarei mais. Não trairei minha paixão antiga! Mas meu coração não bateu tão forte como das outras vezes.
E olha que dessa vez, eu estava acompanhada dos amores da minha vida. Estava mostrando Paris para meus filhos que ainda não conheciam de ver, só de me ouvir falar e contar de suas belezas.
Paris estava lotada! Toda Europa viajou para lá! A Itália deveria estar vazia, pois os italianos invadiram a França. A má vontade parisiense estava a todo vapor.
Acho que só para os orientais é que eles são simpáticos. Tirando isso, não importa sua nacionalidade. A marra está escrita na cara. Falar inglês então, nem pensar. Mesmo que entendam, fazem questão de te responder em francês, como se o francês fosse a língua mais falada no mundo!
E o cheiro? Não, não é de perfume francês! É urina pura! Em todos os lugares o cheiro é inconfundível! Seja nas estações de metrô, nos monumentos, na Torre Eiffel, no Louvre, Versailles, ruas, esquinas. Absolutamente todos os lugares estão sujos!
Conseguimos ver pixações dentro das galerias do metrô. São uns artistas mesmo! Como conseguem pixar com os trens passando?
O cúmulo do absurdo eu vi no bar do hotel que ficamos hospedados.
Eu e meus filhos queríamos comer alguma coisa de noite no próprio hotel, então descemos ao bar, que faz propaganda de servir comida e bebida 24horas por dia e pedimos uma lasanha ( que constava no cardápio), então a garçonete, gentilmente me explica que não estavam servindo comida, só bebida, e que se eu quisesse comer, deveria me dirigir ao restaurante no primeiro andar. Tudo bem, não vi nenhum problema em ir ao restaurante comer minha lasanha. Chegando lá, outra garçonete me entrega um cardápio diferente, onde não constava nada de massa. Somente comidas caras ( afinal, era um restaurante!) e nada simples. Olhei para a mesa do lado, onde comia uma família de quatro pessoas, e os filhos comiam macarrão. Então era aquilo que eu iria comer. Ou pelo menos eu pensava que sim. Quando a garçonete voltou, eu disse que queria lasanha e ela ( não muito educadamente) me diz que não tem, pois só servia o que estava no cardápio. Nessa hora, eu ainda estava tranquila, achando que estava havendo algum engano, que meu inglês não estava sendo claro. Mas ela apontou para o cardápio e disse que não servia lasanha. Bem, a partir desse ponto, minha paciência esgotou e expliquei com muita calma, que eu estava no bar, que não servia comida e que a outra garçonete me mandou ir para o restaurante, onde me serviriam, então como que agora ela me dizia que não serviria. Estava havendo algum engano ali. Ela simplesmente me aponta o cardápio, vira as costas e vai embora. Não acreditei! Olhei para meus filhos e já pronta para ir embora sem comer nada, quando o casal da mesa ao lado, vendo que eu estava bufando de raiva, vira para mim e fala em tom conspiratório: " Parla italiano?" Respondo que não, mas que entenderia ela falar.
Ela então me diz: "Se tens condições, vá embora! Não aceite isso!"
Achei o máximo! O mesmo sangue quente que corre nas minhas veias, corre na dela. Ela não se segurou ao ver a falta de educação e respeito com que a garçonete nos tratou.
Respondo que irei embora mesmo. Nesse momento, chega a gerente para saber o que tinha acontecido! Mais uma vez, explico a situação e ela, surpresa, me pergunta: " No bar não estão servindo refeição?" pensei que estivesse falando grego, em vez de inglês.
Ela então, desce conosco e pessoalmente coloca nossas 3 lasanhas para fazer. Pede muitas desculpas e diz que ficará pronta em 10 minutos.Tudo bem, nem estava mais com fome. Só queria descansar que ainda tinha dois dias pela frente!
Mas, mesmo com todos os problemas, Paris continua sendo linda! Seus monumentos, sua história, suas cores são apaixonantes!
Ver a Torre Eiffel, parece que um sonho! Por todos os ângulos, ela é linda, majestosa! Cada vez que ela aparece, parece que é a primeira vez que a estamos vendo! Não dá para olhar para a Torre e achar que já viu tudo. Ela faz um jogo de mostra e esconde por trás de árvores, prédios, ruas. Quando você menos espera, lá está ela! E mais uma vez, falta o fôlego!
E dessa vez, pude vê-la à noite, toda iluminada.
Ainda não tinha tido essa oportunidade e mais uma vez:
Faltou o fôlego!
Mas Paris não é só Torre. Tem muito mais a ser visto e o dinheiro mais bem gasto nessa viagem foi o passeio naquele ônibus vermelho de 2 andares.
São 9 pontos turísticos, com um roteiro que dura 2horas, onde podemos descer em qualquer um desses pontos e subir em outro.
Esse ônibus nos salvou, pois no segundo dia, choveu torrencialmente e pudemos ver toda Paris confortavelmente instalados. Já nem usávamos mais os fones de ouvido, pois já sabíamos de cor e salteado tudo que estava sendo dito. Foi perfeito para conhecer e descansar os pés depois de tanto andar.
O saldo dessa viagem foi muito positivo, pois é impossível não achar Paris uma cidade linda, não gostar de passear por lá, de fazer compras, de tomar um chocolate quente com um verdadeiro croissant.
Mas no final desses quatro dias, já estávamos com saudade da nossa Londres.
E voltei para casa com uma certeza:
Paris é irresistível, mas Londres...
...é amor para a vida inteira!
Nunca escondi de ninguém minha quedinha por Paris. Sempre foi minha cidade preferida, mas descobri algo muito importante nesses 4 dias que passei por lá.
Paris é minha paixão, mas amor mesmo, eu tenho por Londres!
Nesses últimos dias, vi que não moraria para sempre em Paris, mas em Londres...
Claro que estou filosofando, pois morar para sempre, só no meu país. Nem me passa pela cabeça não ficar velhinha no meu país, falando a minha língua, comendo comida brasileira e ao lado da minha família.
Mas esse blog é para filosofar, sonhar, viajar e também contar tudo aquilo que estou vendo e vivendo.
E Paris, infelizmente não é minha cara metade. Não quero dizer que estou enjoada, que não voltarei mais. Não trairei minha paixão antiga! Mas meu coração não bateu tão forte como das outras vezes.
E olha que dessa vez, eu estava acompanhada dos amores da minha vida. Estava mostrando Paris para meus filhos que ainda não conheciam de ver, só de me ouvir falar e contar de suas belezas.
Paris estava lotada! Toda Europa viajou para lá! A Itália deveria estar vazia, pois os italianos invadiram a França. A má vontade parisiense estava a todo vapor.
Acho que só para os orientais é que eles são simpáticos. Tirando isso, não importa sua nacionalidade. A marra está escrita na cara. Falar inglês então, nem pensar. Mesmo que entendam, fazem questão de te responder em francês, como se o francês fosse a língua mais falada no mundo!
E o cheiro? Não, não é de perfume francês! É urina pura! Em todos os lugares o cheiro é inconfundível! Seja nas estações de metrô, nos monumentos, na Torre Eiffel, no Louvre, Versailles, ruas, esquinas. Absolutamente todos os lugares estão sujos!
Conseguimos ver pixações dentro das galerias do metrô. São uns artistas mesmo! Como conseguem pixar com os trens passando?
O cúmulo do absurdo eu vi no bar do hotel que ficamos hospedados.
Eu e meus filhos queríamos comer alguma coisa de noite no próprio hotel, então descemos ao bar, que faz propaganda de servir comida e bebida 24horas por dia e pedimos uma lasanha ( que constava no cardápio), então a garçonete, gentilmente me explica que não estavam servindo comida, só bebida, e que se eu quisesse comer, deveria me dirigir ao restaurante no primeiro andar. Tudo bem, não vi nenhum problema em ir ao restaurante comer minha lasanha. Chegando lá, outra garçonete me entrega um cardápio diferente, onde não constava nada de massa. Somente comidas caras ( afinal, era um restaurante!) e nada simples. Olhei para a mesa do lado, onde comia uma família de quatro pessoas, e os filhos comiam macarrão. Então era aquilo que eu iria comer. Ou pelo menos eu pensava que sim. Quando a garçonete voltou, eu disse que queria lasanha e ela ( não muito educadamente) me diz que não tem, pois só servia o que estava no cardápio. Nessa hora, eu ainda estava tranquila, achando que estava havendo algum engano, que meu inglês não estava sendo claro. Mas ela apontou para o cardápio e disse que não servia lasanha. Bem, a partir desse ponto, minha paciência esgotou e expliquei com muita calma, que eu estava no bar, que não servia comida e que a outra garçonete me mandou ir para o restaurante, onde me serviriam, então como que agora ela me dizia que não serviria. Estava havendo algum engano ali. Ela simplesmente me aponta o cardápio, vira as costas e vai embora. Não acreditei! Olhei para meus filhos e já pronta para ir embora sem comer nada, quando o casal da mesa ao lado, vendo que eu estava bufando de raiva, vira para mim e fala em tom conspiratório: " Parla italiano?" Respondo que não, mas que entenderia ela falar.
Ela então me diz: "Se tens condições, vá embora! Não aceite isso!"
Achei o máximo! O mesmo sangue quente que corre nas minhas veias, corre na dela. Ela não se segurou ao ver a falta de educação e respeito com que a garçonete nos tratou.
Respondo que irei embora mesmo. Nesse momento, chega a gerente para saber o que tinha acontecido! Mais uma vez, explico a situação e ela, surpresa, me pergunta: " No bar não estão servindo refeição?" pensei que estivesse falando grego, em vez de inglês.
Ela então, desce conosco e pessoalmente coloca nossas 3 lasanhas para fazer. Pede muitas desculpas e diz que ficará pronta em 10 minutos.Tudo bem, nem estava mais com fome. Só queria descansar que ainda tinha dois dias pela frente!
Mas, mesmo com todos os problemas, Paris continua sendo linda! Seus monumentos, sua história, suas cores são apaixonantes!
Ver a Torre Eiffel, parece que um sonho! Por todos os ângulos, ela é linda, majestosa! Cada vez que ela aparece, parece que é a primeira vez que a estamos vendo! Não dá para olhar para a Torre e achar que já viu tudo. Ela faz um jogo de mostra e esconde por trás de árvores, prédios, ruas. Quando você menos espera, lá está ela! E mais uma vez, falta o fôlego!
E dessa vez, pude vê-la à noite, toda iluminada.
Ainda não tinha tido essa oportunidade e mais uma vez:
Faltou o fôlego!
Mas Paris não é só Torre. Tem muito mais a ser visto e o dinheiro mais bem gasto nessa viagem foi o passeio naquele ônibus vermelho de 2 andares.
São 9 pontos turísticos, com um roteiro que dura 2horas, onde podemos descer em qualquer um desses pontos e subir em outro.
Esse ônibus nos salvou, pois no segundo dia, choveu torrencialmente e pudemos ver toda Paris confortavelmente instalados. Já nem usávamos mais os fones de ouvido, pois já sabíamos de cor e salteado tudo que estava sendo dito. Foi perfeito para conhecer e descansar os pés depois de tanto andar.
O saldo dessa viagem foi muito positivo, pois é impossível não achar Paris uma cidade linda, não gostar de passear por lá, de fazer compras, de tomar um chocolate quente com um verdadeiro croissant.
Mas no final desses quatro dias, já estávamos com saudade da nossa Londres.
E voltei para casa com uma certeza:
Paris é irresistível, mas Londres...
...é amor para a vida inteira!
sábado, 27 de outubro de 2012
Nunca imaginei um dia!
Acabei de ler um texto de uma das minhas autoras preferidas cujo título é exatamente o mesmo deste post.
Quando terminei de ler, pensei em quantas vezes eu também já tinha falado essa frase e veio combinar com o dia de hoje.
Quem me conhece pessoalmente, com certeza, já me ouviu falar a seguinte frase:
"poucas coisas me tiram o bom humor, mas frio é uma delas!"
E era verdade, até o dia 13 de julho de 2012!
Sempre que eu falava isso, meu marido corria para dizer de forma brincalhona e sarcástica: " Ok! Então se algum dia, eu for transferido para Europa, vou dizer que não quero ir, por que você não gosta de frio!"
Mas nesses momentos eu pensava: "Nunca nem moramos no sul do Brasil, não creio que iremos morar na Europa. Quem sabe num outro lugar mais quentinho... Quem sabe?"
Mas a vida dá muitas voltas e nos trás muitas surpresas. E estar aqui é a maior delas, não tenho dúvida nenhuma disso!
Mas realmente o frio sempre me deixou de mau humor, sem ânimo, sem vontade de sorrir e principalmente sem vontade de fazer coisa alguma. E o pior, nem chocolate quente eu gostava!
Carioca da gema mesmo! Calor- praia- pouca roupa - ar condicionado. Pronto! Era o paraíso!
Mas com essa mudança para cá, confirmei o que sempre senti.
Sou camaleoa!
Desde que cheguei aqui a temperatura tem variado muito, mas agora a tendência é baixar cada dia mais. Não tem como subir até o ano que vem.
Essa semana entrou uma frente fria que está derrubando a temperatura.
e com tendência a chegar a -2°, de hoje para amanhã!
Tudo bem que já peguei essas temperaturas quando viajei, mas quando sou turista não me permito perder tempo pensando que está frio, que está ventando. Tenho um tempo cronometrado para passear, conhecer os lugares e voltar para o calor da minha terra natal.
Mas agora não! Agora é diferente!
Essa é a terra onde estou vivendo!
Esse é o clima que verei durante esse ano que por aqui estarei.
E confesso que estou adorando!
Nunca imaginei um dia dizer isso!
Mas estou adorando esse frio! Estou adorando ver o termômetro baixar! Estou adorando colocar uns 2 quilos de roupa, luvas, chapéu (ADOOORO!), cachecol e bota!
Sinto-me tão confortável quanto nos dias que colocava biquini, canga, chapéu ( não pode faltar!) e ficava estirada na areia torrando!
Agora torro no sol do frio. Minha boca está queimada. Preciso de manteiga de cacau ou algo similar.
Me surpreendo a cada dia comigo mesma! Me apaixono cada vez mais por esse clima.
Todos os meus amigos brasileiros, dizem: Aproveite, curta bastante!
E é exatamente isso que estou fazendo em cada segundo que passa.
Aproveitando! Curtindo! Sorrindo!
Mas sinceramente?
NUNCA IMAGINEI UM DIA!
um beijinho e até o próximo!
Quando terminei de ler, pensei em quantas vezes eu também já tinha falado essa frase e veio combinar com o dia de hoje.
Quem me conhece pessoalmente, com certeza, já me ouviu falar a seguinte frase:
"poucas coisas me tiram o bom humor, mas frio é uma delas!"
E era verdade, até o dia 13 de julho de 2012!
Sempre que eu falava isso, meu marido corria para dizer de forma brincalhona e sarcástica: " Ok! Então se algum dia, eu for transferido para Europa, vou dizer que não quero ir, por que você não gosta de frio!"
Mas nesses momentos eu pensava: "Nunca nem moramos no sul do Brasil, não creio que iremos morar na Europa. Quem sabe num outro lugar mais quentinho... Quem sabe?"
Mas a vida dá muitas voltas e nos trás muitas surpresas. E estar aqui é a maior delas, não tenho dúvida nenhuma disso!
Mas realmente o frio sempre me deixou de mau humor, sem ânimo, sem vontade de sorrir e principalmente sem vontade de fazer coisa alguma. E o pior, nem chocolate quente eu gostava!
Carioca da gema mesmo! Calor- praia- pouca roupa - ar condicionado. Pronto! Era o paraíso!
Mas com essa mudança para cá, confirmei o que sempre senti.
Sou camaleoa!
Desde que cheguei aqui a temperatura tem variado muito, mas agora a tendência é baixar cada dia mais. Não tem como subir até o ano que vem.
Essa semana entrou uma frente fria que está derrubando a temperatura.
e com tendência a chegar a -2°, de hoje para amanhã!
Tudo bem que já peguei essas temperaturas quando viajei, mas quando sou turista não me permito perder tempo pensando que está frio, que está ventando. Tenho um tempo cronometrado para passear, conhecer os lugares e voltar para o calor da minha terra natal.
Mas agora não! Agora é diferente!
Essa é a terra onde estou vivendo!
Esse é o clima que verei durante esse ano que por aqui estarei.
E confesso que estou adorando!
Nunca imaginei um dia dizer isso!
Mas estou adorando esse frio! Estou adorando ver o termômetro baixar! Estou adorando colocar uns 2 quilos de roupa, luvas, chapéu (ADOOORO!), cachecol e bota!
Sinto-me tão confortável quanto nos dias que colocava biquini, canga, chapéu ( não pode faltar!) e ficava estirada na areia torrando!
Agora torro no sol do frio. Minha boca está queimada. Preciso de manteiga de cacau ou algo similar.
Me surpreendo a cada dia comigo mesma! Me apaixono cada vez mais por esse clima.
Todos os meus amigos brasileiros, dizem: Aproveite, curta bastante!
E é exatamente isso que estou fazendo em cada segundo que passa.
Aproveitando! Curtindo! Sorrindo!
Mas sinceramente?
NUNCA IMAGINEI UM DIA!
um beijinho e até o próximo!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Ela chegou!
Ontem recebi minha primeira correspondência do Brasil.
Com a modernidade e facilidades de emails, facebook e msn, as correspondências via Correios se tornaram obsoletas.
Ninguém escreve mais carta, manda um cartão de amor, saudade, felicidade ou por que está mesmo com vontade de escrever num papel.
Tenho procurado resgatar isso, agora que estou longe. Já mandei uns cartões e confesso que gostei bastante da experiência. Me lembrou a infância, quando descobri o selo e o poder que ele tinha de atravessar oceanos. Tenho essa coleção guardada, até hoje, para mostrar aos meus netos.
Mas a correspondência que recebi ontem não continha um cartão e nem estava no meu nome, mas o conteúdo daquele envelope fez toda diferença no meu dia.
Recebi minha carteira internacional para dirigir!
Quando aquele envelope chegou, às 7:30h da manhã, não acreditei!
Eu estava novamente apta para fazer algo que adoro! Dirigir!
Vocês não tem idéia da falta que eu sinto de dirigir. Sem poder dirigir, me sinto presa, amarrada, dependente.
Uma coisa é eu não querer dirigir, ( acho que nunca passei por essa situação, mas...) e outra coisa é eu não poder.
Estava sem carteira a mais ou menos 1 mês, pois quando vim para cá, recebi a informação que não havia necessidade dessa permissão internacional, pois nossa carteira de habilitação seria válida em todo mundo. E assim ficamos durante 2 meses. Sem nos preocuparmos com isso. Só que veio a informação correta e para alguns países nossa carteira não é válida e se fôssemos parados poderíamos ter o carro apreendido.
E não estou precisando desse tipo de emoção, nem mesmo para contar no blog, então só me restava mandar minha carteira de motorista para o Brasil e pedir ao anjo do meu irmão para enfrentar o Detran e fazer minha permissão internacional.
O serviço de Correios aqui é muito rápido, mas infelizmente não podemos dizer o mesmo do Brasil atualmente, e no dia que coloquei meus documentos nos Correios, o que aconteceu no Brasil? Greve dos Correios! Era tudo que eu não precisava! O tempo normal seria de 10 a 15 dias úteis para chegar, mais 2 dias para resolver burocracia do Detran e mais 10 ou 15 dias para voltar.
No dia que coloquei minha carteira nos Correios, a sensação que tive era de estar faltando alguma coisa em mim. Eu sabia que não poderia pegar no carro, nem para ir ao mercado. Nada!
Foi um mês difícil!
Tudo bem, que já falei que aqui não se pega o carro para quase nada, como no Brasil.
Não se pega o carro para dar uma voltinha para espantar o tédio ou o estresse. Isso se faz de trem ou metrô. Mas não poder pegar o carro nem para ir ao mercado ou para dividir a estrada quando fôssemos viajar?
Herdei essa paixão pela direção do meu pai, que era uma das coisas que ele mais amava na vida e uma das frases que ele sempre dizia era: "Se você tem medo de dirigir, nunca pegue no volante, pois direção e medo não combinam" E falava isso com tanto amor pelo volante que eu pensava: " Nunca terei medo de dirigir e farei da direção uma extensão da minha personalidade". E assim fiz e faço até hoje.
Então hoje, quando peguei minha jamanta ( apelido carinhoso para aquele carro enorme estacionado na frente da minha casa), ajustei o banco, espelhos, dei partida, liguei a seta e saí suavemente, me senti como criança que ganhou o presente que esperava ansiosamente.
Sim, ontem recebi um presente maravilhoso! E agora, as estradas me aguardam, para que possamos viver essa estranha história de amor!
um beijinho e até o próximo!
Com a modernidade e facilidades de emails, facebook e msn, as correspondências via Correios se tornaram obsoletas.
Ninguém escreve mais carta, manda um cartão de amor, saudade, felicidade ou por que está mesmo com vontade de escrever num papel.
Tenho procurado resgatar isso, agora que estou longe. Já mandei uns cartões e confesso que gostei bastante da experiência. Me lembrou a infância, quando descobri o selo e o poder que ele tinha de atravessar oceanos. Tenho essa coleção guardada, até hoje, para mostrar aos meus netos.
Mas a correspondência que recebi ontem não continha um cartão e nem estava no meu nome, mas o conteúdo daquele envelope fez toda diferença no meu dia.
Recebi minha carteira internacional para dirigir!
Eu estava novamente apta para fazer algo que adoro! Dirigir!
Vocês não tem idéia da falta que eu sinto de dirigir. Sem poder dirigir, me sinto presa, amarrada, dependente.
Uma coisa é eu não querer dirigir, ( acho que nunca passei por essa situação, mas...) e outra coisa é eu não poder.
Estava sem carteira a mais ou menos 1 mês, pois quando vim para cá, recebi a informação que não havia necessidade dessa permissão internacional, pois nossa carteira de habilitação seria válida em todo mundo. E assim ficamos durante 2 meses. Sem nos preocuparmos com isso. Só que veio a informação correta e para alguns países nossa carteira não é válida e se fôssemos parados poderíamos ter o carro apreendido.
E não estou precisando desse tipo de emoção, nem mesmo para contar no blog, então só me restava mandar minha carteira de motorista para o Brasil e pedir ao anjo do meu irmão para enfrentar o Detran e fazer minha permissão internacional.
O serviço de Correios aqui é muito rápido, mas infelizmente não podemos dizer o mesmo do Brasil atualmente, e no dia que coloquei meus documentos nos Correios, o que aconteceu no Brasil? Greve dos Correios! Era tudo que eu não precisava! O tempo normal seria de 10 a 15 dias úteis para chegar, mais 2 dias para resolver burocracia do Detran e mais 10 ou 15 dias para voltar.
No dia que coloquei minha carteira nos Correios, a sensação que tive era de estar faltando alguma coisa em mim. Eu sabia que não poderia pegar no carro, nem para ir ao mercado. Nada!
Foi um mês difícil!
Tudo bem, que já falei que aqui não se pega o carro para quase nada, como no Brasil.
Não se pega o carro para dar uma voltinha para espantar o tédio ou o estresse. Isso se faz de trem ou metrô. Mas não poder pegar o carro nem para ir ao mercado ou para dividir a estrada quando fôssemos viajar?
Herdei essa paixão pela direção do meu pai, que era uma das coisas que ele mais amava na vida e uma das frases que ele sempre dizia era: "Se você tem medo de dirigir, nunca pegue no volante, pois direção e medo não combinam" E falava isso com tanto amor pelo volante que eu pensava: " Nunca terei medo de dirigir e farei da direção uma extensão da minha personalidade". E assim fiz e faço até hoje.
Então hoje, quando peguei minha jamanta ( apelido carinhoso para aquele carro enorme estacionado na frente da minha casa), ajustei o banco, espelhos, dei partida, liguei a seta e saí suavemente, me senti como criança que ganhou o presente que esperava ansiosamente.
Sim, ontem recebi um presente maravilhoso! E agora, as estradas me aguardam, para que possamos viver essa estranha história de amor!
um beijinho e até o próximo!
sábado, 13 de outubro de 2012
Fiquei passada!
Hoje aconteceu um fato que se fosse no Brasil, a primeira coisa que falaríamos era que o brasileiro é malandro, que quer se dar bem, que somos atrasados, enfim, falaríamos muito mal, imaginando que nunca aconteceria em outro canto do mundo.
Mas vejam se não tive razão em me aborrecer:
Eu já comentei num dos primeiros post sobre um restaurante que serve churrasco rodízio. Parece que ele pertence a um português, mas tem nome e propaganda de churrascaria brasileira.
Eu já tinha comido lá com minha filha, na época das Olimpíadas, mas não tinha comido o rodízio, só o serviço de buffet. Então não saberia dizer se a comida lá era boa ou não. No dia que fui, não gostei de ver o serviço de rodízio e uma outra pessoa tinha dado referências negativas.
Como não sou fã de rodízio, nunca fiz questão de ir lá, mas meu filho é apaixonado por carne e estava sempre pedindo para ir. Então nessa semana, seu desejo foi satisfeito e ele foi com o pai.
Adoraram! Comeram tanto que passaram mal!
Sendo assim, o restaurante estava aprovado, como restaurante brasileiro em Londres.
Mas vejam se não tive razão em me aborrecer:
Eu já comentei num dos primeiros post sobre um restaurante que serve churrasco rodízio. Parece que ele pertence a um português, mas tem nome e propaganda de churrascaria brasileira.
Eu já tinha comido lá com minha filha, na época das Olimpíadas, mas não tinha comido o rodízio, só o serviço de buffet. Então não saberia dizer se a comida lá era boa ou não. No dia que fui, não gostei de ver o serviço de rodízio e uma outra pessoa tinha dado referências negativas.
Como não sou fã de rodízio, nunca fiz questão de ir lá, mas meu filho é apaixonado por carne e estava sempre pedindo para ir. Então nessa semana, seu desejo foi satisfeito e ele foi com o pai.
Adoraram! Comeram tanto que passaram mal!
Sendo assim, o restaurante estava aprovado, como restaurante brasileiro em Londres.
Por causa desse experiência positiva deles, meu marido resolveu marcar com os colegas de curso, para conhecerem a culinária brasileira, pois como já falei antes, ele faz um curso com pessoas de todas as partes do mundo e a maioria não conhece o Brasil.Seria uma forma interessante de mostrarmos nosso País para eles.
Sendo assim, meu marido, ontem, reservou em torno de 20 lugares para o jantarmos hoje a noite.
Depois de já ter confirmado a presença de todos, ele recebe uma ligação do restaurante para dizer que a reserva dele era das 18h até as 20:45.
Como assim, uma reserva numa churrascaria rodízio ser de 2:45min? E quem é que chega para jantar as 18h?
Tínhamos marcado as 19horas com todos, ou seja, só nos restaria 1:45min para comermos, conversarmos, pagarmos a conta e irmos embora como cachorros chutados.
Me senti extremamente enganada pela falta dessa informação no momento da reserva.
E como fazer? Não tínhamos tempo hábil para desmarcarmos com cada um e explicarmos o motivo.
Não podíamos simplesmente ignorar a reserva. Tínhamos que honrar aquele compromisso. Mas como dizer para as pessoas que teríamos que sair as 20:45min?
Que situação constrangedora nos deixou esse restaurante.
E o pior foi a desculpa que deram. Que tinham feito outra reserva grande para depois do nosso horário.
Fiquei passda e muito irritada. Sem vontade nenhuma de ir e ainda ter que pagar, mas não podia furar. Estávamos mostrando o nosso Brasil para aquelas pessoas. Fiquei de mãos atadas.
Confesso que fui com muita má vontade. E jurando que seria a última vez que pisaria ali.
Quando chegamos lá, outros já tinham chegado e já nos aguardavam. Aos poucos todos chegaram e o rodízio começou.
Realmente, em matéria de rodízio, não deixa nada a desejar de churrascaria brasileira. Não podemos comprar com uma Porcão ou uma Fogo de Chão, por que ai seria covardia, mas para quem não conhece nenhuma, para aqueles que amam carne ou para quem está com saudade de comida brasileira, então lá é ótimo.
Mas depois que cheguei procurei esquecer esse contratempo e tratar de distrair, rir, brincar, praticar inglês, enfim, aproveitar a noite de sábado.
Fizemos uma mesa com os adultos e outra mesa com os filhos. Ficou uma mesa muito bonita com nossos filhos.
![]() | ||||||
| Brasileiros, Colombianas, Chilenos e Coreana |
Não sei como foi resolvida a história de sairmos as 20:45min. Não sei se foi conversado e extendido o horário ou se simplesmente ignoramos o horário e o deixamos passar.
Só sei que saímos de lá mais de 21horas e ninguém veio nos mandar sair.
Saímos quando mais nenhum de nós aguentava mais comer e ainda tivemos direito a sobremesa.
Sem pressa!
Depois desse estresse inicial, a noite se revelou excelente. Foi mais uma oportunidade de trocarmos informações, aprendermos um pouquinho mais sobre outras culturas.
Aprendi até minhas primeiras palavras me coreano.
mas sobre isso contarei em outro post.
quando pensei em escrever esse post, era para dizer que não recomendo esse lugar para ninguém, mas depois de ver como todos ficaram satisfeitos, penso que posso mudar a recomendação para:
o restaurante é muito bom, a comida é excelente, MAS não reservem. Cheguem lá direto e fiquem até a hora que sentirem vontade de sair. Pois só assim não passarão pela saia justa que passamos e quase tivemos nossa noite estragada por algo que se fosse no Brasil, estaríamos espumando de raiva e querendo a cabeça do gerente.
Mas país de primeiro mundo é assim.Também tem suas diferenças e desvantagens, como em qualquer outro lugar.
Um beijinho e até o próximo.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Tinha uma pedra no caminho!
Quando contei sobre nossa visita aos castelos, quis deixar de fora a nossa viagem até lá. Foi proposital, pois foi uma viagem bastante emocionante e que merecia um post só para ela.
Saímos cedo de casa, por volta das 9 horas, para aproveitarmos bastante o sábado, chegarmos cedo nos castelos e podermos percorre-los sem nenhuma pressa.
A viagem é curta, dura no máximo 1h indo devagar.
Mas nem sempre o que desejamos é o que teremos. E fomos obrigados a aprendemos muita coisa antes de chegarmos ao nosso destino.
Ainda perto de casa, um carro nos fechou e obrigou meu marido a fazer uma manobra para esquerda que o levou direto para a calçada e sendo assim, rasgou nosso pneu. E no meio de uma avenida sem acostamento e claro, sem posto de gasolina!
Tínhamos acabado de passar por um e o próximo estava longe. Então sem chance de irmos devagar até lá.
O jeito era encostar o carro e trocar o pneu. Seria tão simples se estivéssemos num carro conhecido, brasileiro, com manual de instrução em português, mas não tínhamos nada disso.
para começar, tinha que tirar o estepe debaixo do carro. Retiramos as bolsas ( afinal iríamos passar o final de semana viajando), e começou a busca pelo local para abaixar o pneu. Na mala traseira, ficam mais 2 bancos recolhidos para quando tivermos mais de 3 passageiros e a alavanca fica por baixo desses bancos recolhidos. Nada fácil esse início de viagem. E isso sem mencionar o frio! 5°
Quando conseguiram colocar o pneu no chão, descobriram que ele era preso por um cordão de aço e que tinha um dispositivo enferrujado para soltá-lo. Tentaram de tudo. Bateram, pisaram, torceram, puxaram e nada adiantava. Pelo jeito esse pneu nunca tinha sido utilizado nesses 5 anos de vida do carro. Eu e minha filha, permanecíamos dentro do carro para não atrapalharmos aquele trabalho masculino.
Mas num determinado momento, mais de 1 hora depois, não aguentei e fui dar uma olhada. Meter a mão, literalmente!
Eles já tinham tentado de tudo, estavam de cabeça quente, já não enxergavam com clareza.
Enquanto meu marido saiu para procurar ajuda, me abaixei, mexi na geringonça e... voilá... eis que ela abriu... levei um susto...Meu filho perguntou: " como você fez isso?" E eu: " sei lá, não me peça para repetir..."
Agora era hora de trocar o pneu. Ainda nem tínhamos visto como fazê-lo.
Sugeri que tirassem o carro de onde estava, pois o macaco não entrava embaixo do carro, mas antes disso, precisávamos achar uma chave que tiraria a primeira parte da calota que iria expor os parafusos. Que pneu mais complicado de trocar.
Mas onde estaria essa chave? Procuramos por toda parte onde estavam as outras peças do carro e nada. Até que meu filho teve a idéia de olhar dentro do manual. E lá estava ela.
Inimaginável uma chave dentro do manual, mas era lá que ela se escondia de nós.
Nisso, mais 1 hora já tinha se passado. E nosso passeio estava ficando com 2 horas de atraso.
Depois disso, conseguimos trocar o pneu, e escrevo no plural, pois minha ajuda intelectual foi mais uma vez necessária, quando eles estava fazendo errado o movimento para levantarem o carro.
A frase que salvou o dia veio do meu filho: " mãe, você trocava pneu nas horas vagas?" tive que rir, pois era isso que parecia, que eu trocava pneu quando não tinha o que fazer.
Depois que o pneu estava trocado, veio a pergunta: " Onde tem um borracheiro? Alguém já viu um por aqui?" " NÃO!" É verdade, nunca tínhamos visto um borracheiro por aqui. Não tínhamos a mínima idéia de onde se troca pneu. A impressão que tínhamos é que ninguém fura pneu por aqui.
Paramos num posto de gasolina e perguntamos. E claro que o pessoal do posto não sabia. Nos informou que o mais próximo ficava uns 15 KM de distância. Não era possível essa informação ser correta. Saímos de lá dispostos a procurar e para nossa surpresa na esquina seguinte tinha uma loja da Bosch que trocava pneu. Não imaginaria nunca isso. A loja toda limpinha, parecia que só vendia e não trocava. Mas foi lá que conseguimos trocar. Só que para nossa surpresa, eles não colocaram o estepe no lugar. Não fazia parte do trabalho.
Realmente ainda temos muito que aprender. No Brasil, é inimaginável levar um pneu para trocar e o borracheiro jogar o pneu dentro do carro, sem colocá-lo no lugar.
Mas tudo bem! já tínhamos pneu novo e podíamos seguir nossa viagem com 3 horas de atraso.
Não começou exatamente como tínhamos previsto, mas conseguimos chegar sem mais nenhum susto.
Durante o trajeto pudemos relaxar, apreciar novas paisagens e esquecermos esse início.
tínhamos castelos e contos de fadas para descobrirmos e nesse mundo da fantasia, não existiam carros fechando outros, pneus estourados, trancas enferrujadas e borracheiros.
Eram os prícipes e princesas que quiseram ter seus finais felizes como estava sendo, enfim, o nosso final de semana!
Saímos cedo de casa, por volta das 9 horas, para aproveitarmos bastante o sábado, chegarmos cedo nos castelos e podermos percorre-los sem nenhuma pressa.
A viagem é curta, dura no máximo 1h indo devagar.
Mas nem sempre o que desejamos é o que teremos. E fomos obrigados a aprendemos muita coisa antes de chegarmos ao nosso destino.
Ainda perto de casa, um carro nos fechou e obrigou meu marido a fazer uma manobra para esquerda que o levou direto para a calçada e sendo assim, rasgou nosso pneu. E no meio de uma avenida sem acostamento e claro, sem posto de gasolina!
Tínhamos acabado de passar por um e o próximo estava longe. Então sem chance de irmos devagar até lá.
O jeito era encostar o carro e trocar o pneu. Seria tão simples se estivéssemos num carro conhecido, brasileiro, com manual de instrução em português, mas não tínhamos nada disso.
para começar, tinha que tirar o estepe debaixo do carro. Retiramos as bolsas ( afinal iríamos passar o final de semana viajando), e começou a busca pelo local para abaixar o pneu. Na mala traseira, ficam mais 2 bancos recolhidos para quando tivermos mais de 3 passageiros e a alavanca fica por baixo desses bancos recolhidos. Nada fácil esse início de viagem. E isso sem mencionar o frio! 5°
Quando conseguiram colocar o pneu no chão, descobriram que ele era preso por um cordão de aço e que tinha um dispositivo enferrujado para soltá-lo. Tentaram de tudo. Bateram, pisaram, torceram, puxaram e nada adiantava. Pelo jeito esse pneu nunca tinha sido utilizado nesses 5 anos de vida do carro. Eu e minha filha, permanecíamos dentro do carro para não atrapalharmos aquele trabalho masculino.
Mas num determinado momento, mais de 1 hora depois, não aguentei e fui dar uma olhada. Meter a mão, literalmente!
Eles já tinham tentado de tudo, estavam de cabeça quente, já não enxergavam com clareza.
Enquanto meu marido saiu para procurar ajuda, me abaixei, mexi na geringonça e... voilá... eis que ela abriu... levei um susto...Meu filho perguntou: " como você fez isso?" E eu: " sei lá, não me peça para repetir..."
Agora era hora de trocar o pneu. Ainda nem tínhamos visto como fazê-lo.
Sugeri que tirassem o carro de onde estava, pois o macaco não entrava embaixo do carro, mas antes disso, precisávamos achar uma chave que tiraria a primeira parte da calota que iria expor os parafusos. Que pneu mais complicado de trocar.
Mas onde estaria essa chave? Procuramos por toda parte onde estavam as outras peças do carro e nada. Até que meu filho teve a idéia de olhar dentro do manual. E lá estava ela.
Inimaginável uma chave dentro do manual, mas era lá que ela se escondia de nós.
Nisso, mais 1 hora já tinha se passado. E nosso passeio estava ficando com 2 horas de atraso.
Depois disso, conseguimos trocar o pneu, e escrevo no plural, pois minha ajuda intelectual foi mais uma vez necessária, quando eles estava fazendo errado o movimento para levantarem o carro.
A frase que salvou o dia veio do meu filho: " mãe, você trocava pneu nas horas vagas?" tive que rir, pois era isso que parecia, que eu trocava pneu quando não tinha o que fazer.
Depois que o pneu estava trocado, veio a pergunta: " Onde tem um borracheiro? Alguém já viu um por aqui?" " NÃO!" É verdade, nunca tínhamos visto um borracheiro por aqui. Não tínhamos a mínima idéia de onde se troca pneu. A impressão que tínhamos é que ninguém fura pneu por aqui.
Paramos num posto de gasolina e perguntamos. E claro que o pessoal do posto não sabia. Nos informou que o mais próximo ficava uns 15 KM de distância. Não era possível essa informação ser correta. Saímos de lá dispostos a procurar e para nossa surpresa na esquina seguinte tinha uma loja da Bosch que trocava pneu. Não imaginaria nunca isso. A loja toda limpinha, parecia que só vendia e não trocava. Mas foi lá que conseguimos trocar. Só que para nossa surpresa, eles não colocaram o estepe no lugar. Não fazia parte do trabalho.
Realmente ainda temos muito que aprender. No Brasil, é inimaginável levar um pneu para trocar e o borracheiro jogar o pneu dentro do carro, sem colocá-lo no lugar.
Mas tudo bem! já tínhamos pneu novo e podíamos seguir nossa viagem com 3 horas de atraso.
Não começou exatamente como tínhamos previsto, mas conseguimos chegar sem mais nenhum susto.
Durante o trajeto pudemos relaxar, apreciar novas paisagens e esquecermos esse início.
tínhamos castelos e contos de fadas para descobrirmos e nesse mundo da fantasia, não existiam carros fechando outros, pneus estourados, trancas enferrujadas e borracheiros.
Eram os prícipes e princesas que quiseram ter seus finais felizes como estava sendo, enfim, o nosso final de semana!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Felizes para sempre!
Cada vez que visito um castelo, sempre lembro das histórias infantis que terminavam com a frase mais famosa do mundo: " E foram felizes para sempre" e me pergunto como viveram as pessoas naqueles locais.
Foram felizes durante suas vidas? Quantos sorrisos, lágrimas, guerras, vitórias, nascimento e morte, aquelas paredes testemunharam?
Quantas pessoas subiram por aquelas escadas?
O que pensavam, o que sentiam?
Visitar um castelo é entrar dentro da história e construir a sua. É uma viagem sem fim, onde a imaginação nos leva a percorrer corredores com uma curiosidade infantil e quase escutando as vozes daqueles que um dia foram donos daquele lugar.
Nesse final de semana tive a oportunidade de visitar dois castelos.
Um deles foi habitado até a década de 70 e hoje é mantido por uma fundação para visitação pública. É o castelo de Leeds.
Só pelo local onde ele se situa, já vale a visita. Que vista! Que paz!
Nem os imensos grupos de excursão conseguiam perturbar. ( tudo bem! dentro do palácio, eles incomodavam um pouco! )
Esse castelo está mantido como era usado pela última família. Então pudemos ver os cômodos com seus móveis originais. As salas imensas, os vários quartos, biblioteca ( fiquei apaixonada),
sala de banho e muitos e muitos outros lugares. E cada um tinha seu mistério e encanto.
Passamos a manhã inteira numa aula de história.
Aquele castelo serviu de base para aliados ingleses na Guerra. Reuniões secretas eram realizada ali. Era local de esconderijo para feridos da Guerra.Além da beleza natural, existia a beleza histórica.
E foi ali que vi pela primeira vez, o cisne negro. O interessante é que vi o filme, ( adorei, por sinal!) mas nunca me passou pela cabeça a idéia da existência de cisne negro. ( como não sou muito amante de aves, então não fico pensando na existência delas! sorry!) Mas ele é lindo! E incrível! Mais lindo que o cisne branco e ainda posa para foto, como se sabedor de sua imensa beleza rara! Uma figura, esse cisne negro! Fiquei fã! Mas não a ponto de querer uma foto coladinha com sua majestade o cisne negro!
No dia seguinte, fomos visitar um outro castelo.O castelo de Rochester. Mas dessa vez, era um castelo em ruínas, com mais de um século de existência.
E dessa vez, fizemos questão de entrar!
Nunca tinha entrado num castelo em ruínas antes. Já cheguei bem perto, mas ainda não tinha surgido o desejo de entrar. mas dessa vez foi diferente!
Olhei para aquelas torres e me deu vontade de ver o que as pessoas viam quando chegavam lá em cima.
Quando comecei a subir, lembrei de alguns filmes medievais que assisti e me perguntava como as pessoas conseguiam correr naquelas escadas tão estreitas e em caracol? Agora tem corrimão para nos segurarmos, mas fiquei imaginando os tombos dos pobres trabalhadores e soldados desatentos.
Será que eles riam uns dos outros quando isso acontecia? Bater com a cabeça deveria ser pelo menos umas 5 vezes ao dia. Mas isso só em tempo de paz. Creio que nos tempos de guerra, onde o castelo estava para ser invadido, não havia tempo para tombos, escorregões e muito menos pancadas na cabeça. Qualquer deslize, seria fatal, literalmente!
Mas não me pareceu ser um castelo feminio. A impressão que fiquei foi que somente os homens poderiam viver ali. Não consegui imaginar histórias românticas naquele castelo. Principalemente quando cheguei na torre.
A visão é linda! Mas o frio castiga lá em cima.
Ali, naquele lugar, eu consegui entender as cenas de vários filmes. Consegui perceber a dureza que foi a vida naquela época, durante os tempos de conflito.
Adorei esse castelo! A história que ele representa, a fortaleza que ele preserva, mesmo com mais de um século de vida, não tinha como não ficar encantada!
Depois de visitar esses castelos, pude perceber o por que das histórias infantis terminarem com o felizes para sempre.
Não posso dizer que reis, rainhas, prícipes e princesas foram felizes, mas com certeza, suas histórias, seus castelos e suas vidas fazem a felicidade para cada pessoa que por ali passa e se permite sonhar e formar o seu enredo. Sendo assim, eu acredito em final feliz para sempre. O meu, o seu e o nosso!
Um beijinho e até o próximo!
Foram felizes durante suas vidas? Quantos sorrisos, lágrimas, guerras, vitórias, nascimento e morte, aquelas paredes testemunharam?
Quantas pessoas subiram por aquelas escadas?
O que pensavam, o que sentiam?
Visitar um castelo é entrar dentro da história e construir a sua. É uma viagem sem fim, onde a imaginação nos leva a percorrer corredores com uma curiosidade infantil e quase escutando as vozes daqueles que um dia foram donos daquele lugar.
Nesse final de semana tive a oportunidade de visitar dois castelos.
Um deles foi habitado até a década de 70 e hoje é mantido por uma fundação para visitação pública. É o castelo de Leeds.
Só pelo local onde ele se situa, já vale a visita. Que vista! Que paz!
Nem os imensos grupos de excursão conseguiam perturbar. ( tudo bem! dentro do palácio, eles incomodavam um pouco! )
Esse castelo está mantido como era usado pela última família. Então pudemos ver os cômodos com seus móveis originais. As salas imensas, os vários quartos, biblioteca ( fiquei apaixonada),
sala de banho e muitos e muitos outros lugares. E cada um tinha seu mistério e encanto.
Passamos a manhã inteira numa aula de história.
Aquele castelo serviu de base para aliados ingleses na Guerra. Reuniões secretas eram realizada ali. Era local de esconderijo para feridos da Guerra.Além da beleza natural, existia a beleza histórica.
E foi ali que vi pela primeira vez, o cisne negro. O interessante é que vi o filme, ( adorei, por sinal!) mas nunca me passou pela cabeça a idéia da existência de cisne negro. ( como não sou muito amante de aves, então não fico pensando na existência delas! sorry!) Mas ele é lindo! E incrível! Mais lindo que o cisne branco e ainda posa para foto, como se sabedor de sua imensa beleza rara! Uma figura, esse cisne negro! Fiquei fã! Mas não a ponto de querer uma foto coladinha com sua majestade o cisne negro!
No dia seguinte, fomos visitar um outro castelo.O castelo de Rochester. Mas dessa vez, era um castelo em ruínas, com mais de um século de existência.
E dessa vez, fizemos questão de entrar!
Nunca tinha entrado num castelo em ruínas antes. Já cheguei bem perto, mas ainda não tinha surgido o desejo de entrar. mas dessa vez foi diferente!
Olhei para aquelas torres e me deu vontade de ver o que as pessoas viam quando chegavam lá em cima.
Quando comecei a subir, lembrei de alguns filmes medievais que assisti e me perguntava como as pessoas conseguiam correr naquelas escadas tão estreitas e em caracol? Agora tem corrimão para nos segurarmos, mas fiquei imaginando os tombos dos pobres trabalhadores e soldados desatentos.
Será que eles riam uns dos outros quando isso acontecia? Bater com a cabeça deveria ser pelo menos umas 5 vezes ao dia. Mas isso só em tempo de paz. Creio que nos tempos de guerra, onde o castelo estava para ser invadido, não havia tempo para tombos, escorregões e muito menos pancadas na cabeça. Qualquer deslize, seria fatal, literalmente!
Mas não me pareceu ser um castelo feminio. A impressão que fiquei foi que somente os homens poderiam viver ali. Não consegui imaginar histórias românticas naquele castelo. Principalemente quando cheguei na torre.
A visão é linda! Mas o frio castiga lá em cima.
Ali, naquele lugar, eu consegui entender as cenas de vários filmes. Consegui perceber a dureza que foi a vida naquela época, durante os tempos de conflito.
Adorei esse castelo! A história que ele representa, a fortaleza que ele preserva, mesmo com mais de um século de vida, não tinha como não ficar encantada!
Depois de visitar esses castelos, pude perceber o por que das histórias infantis terminarem com o felizes para sempre.
Não posso dizer que reis, rainhas, prícipes e princesas foram felizes, mas com certeza, suas histórias, seus castelos e suas vidas fazem a felicidade para cada pessoa que por ali passa e se permite sonhar e formar o seu enredo. Sendo assim, eu acredito em final feliz para sempre. O meu, o seu e o nosso!
Um beijinho e até o próximo!
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
O tempo voa!
Ontem fui num evento, que apesar dos vários anos casada com militar, ainda não tinha participado.
Um coquetel a bordo do navio escola Brasil!
E foi como rever meu marido, na época noivo, fazendo sua viagem.
Explico melhor.
Esse navio brasileiro, leva os alunos que se formaram na Escola Naval e serão os futuros oficiais da Marinha do Brasil, para uma viagem de instrução por vários países e dura vários meses.
Em cada porto que atracam, eles representam o Brasil, então há um coquetel para as autoridades locais e convidados.
Durante esse coquetel, os guardas-marinha, que são os futuros oficiais, nos apresentam o navio, para que possamos conhecer um pouquinho mais a rotina diária durante as viagens e também para quem não conhece, o interior de um navio.
Então na madrugada de sexta-feira, o navio atracou aqui em Londres, apos 2 meses que saiu do Brasil.
Nessa viagem está um guarda-marinha que é amigo de infância do meu filho, os dois fizeram colégio militar juntos e sempre foram excelentes garotos ( não é por ser meu filho, pois todos que o conhecem falam isso!) Só que ele resolveu seguir a carreira do pai e meu filho resolveu seguir por outro caminho, mas a amizade continuou.
Quando chegamos a bordo, o navio estava todo preparado, lindo e atracado em frente a Tower Bridge, que é outro espetáculo!
Entrar a bordo do navio escola, me fez voltar no tempo, pois ao ver todos aqueles garotos, todos novos, em torno de 22, 23 anos, com seus rostinhos cheios de sonhos, maravilhados com cada descoberta e querendo compartilhar, me fez lembrar quando meu marido embarcou para sua viagem. Em cada porto, ele mandava um cartão, escrevia cartas ( tenho tudo guardado até hoje), contava as novidades e falava sempre sobre esses coquetéis.
Ontem pude ver como é o trabalho desses garotos durante o coquetel. Apesar de ser um momento de festa para quem visita, é um momento de trabalho para quem está escalado. Tudo precisa sair perfeito, as pessoas estão ali para conhecerem um pouquinho do Brasil, e esses garotos, além dos oficiais do navio, claro, tem a obrigação de passar a melhor imagem possível para seus convidados.
Achei lindo! Fiquei observando os garotos mostrando várias e várias vezes o mapa mundi, com os países já visitados e os que ainda faltam. Repetiam várias vezes as mesmas respostas, pois as perguntas não variam muito.
E observadora que sou, fui vendo aqueles que estavam amando dar informações. Aqueles que estavam com o coração naquele lugar.
Muitos daqueles garotos foram voluntários para estarem ali naquele dia e horário. Eles já poderiam estar curtindo a noite londrina, mas estavam ali com um sorriso no rosto.
Nosso guia foi o amigo de meu filho, e nem preciso dizer que foi perfeito!
Eu olhava para ele falando e via meu marido falando a muitos anos atrás, quando me mostrou um navio pela primeira vez. Ali é a segunda casa deles, nesse momento. É para lá que eles retornam depois de seus passeios.
Durante o coquetel, também pude matar a saudade de produtos brasileiros e o melhor, do tempero brasileiro. Quando comi um salgadinho ( tão comum em nossos festas brasileiras, mas inexistentes aqui) achei que estava comendo o manjar dos deuses. O estrogonofe de carne, que já é banal no Brasil, foi como comer lagosta ( para os que gostam!) Só na repeti, por que fiquei com medo de passar mal, pois já era tarde! mas eu sabia que no dia seguinte, iria me arrepender e sentir saudades.
Mas eu adorei cada minuto.
Não senti saudades do tempo de noiva de guarda-marinha, mas olhei para aqueles jovens com os olhos de 30 anos de experiência ao lado de um militar e pedi a Deus que cada um encontre uma pessoa que os acompanhe nessa escolha profissional que fizeram, com o mesmo gosto e amor pelos mares da vida.
Saí de lá feliz!
Certa de que, se hoje estou em Londres, foi por que a muitos anos atrás eu acreditei naquele olhar sonhador e que ontem revi em cada garoto que ali representava o meu país!
Um coquetel a bordo do navio escola Brasil!
E foi como rever meu marido, na época noivo, fazendo sua viagem.
Explico melhor.
Esse navio brasileiro, leva os alunos que se formaram na Escola Naval e serão os futuros oficiais da Marinha do Brasil, para uma viagem de instrução por vários países e dura vários meses.
Em cada porto que atracam, eles representam o Brasil, então há um coquetel para as autoridades locais e convidados.
Durante esse coquetel, os guardas-marinha, que são os futuros oficiais, nos apresentam o navio, para que possamos conhecer um pouquinho mais a rotina diária durante as viagens e também para quem não conhece, o interior de um navio.
Então na madrugada de sexta-feira, o navio atracou aqui em Londres, apos 2 meses que saiu do Brasil.
Nessa viagem está um guarda-marinha que é amigo de infância do meu filho, os dois fizeram colégio militar juntos e sempre foram excelentes garotos ( não é por ser meu filho, pois todos que o conhecem falam isso!) Só que ele resolveu seguir a carreira do pai e meu filho resolveu seguir por outro caminho, mas a amizade continuou.
Quando chegamos a bordo, o navio estava todo preparado, lindo e atracado em frente a Tower Bridge, que é outro espetáculo!
Entrar a bordo do navio escola, me fez voltar no tempo, pois ao ver todos aqueles garotos, todos novos, em torno de 22, 23 anos, com seus rostinhos cheios de sonhos, maravilhados com cada descoberta e querendo compartilhar, me fez lembrar quando meu marido embarcou para sua viagem. Em cada porto, ele mandava um cartão, escrevia cartas ( tenho tudo guardado até hoje), contava as novidades e falava sempre sobre esses coquetéis.
Ontem pude ver como é o trabalho desses garotos durante o coquetel. Apesar de ser um momento de festa para quem visita, é um momento de trabalho para quem está escalado. Tudo precisa sair perfeito, as pessoas estão ali para conhecerem um pouquinho do Brasil, e esses garotos, além dos oficiais do navio, claro, tem a obrigação de passar a melhor imagem possível para seus convidados.
Achei lindo! Fiquei observando os garotos mostrando várias e várias vezes o mapa mundi, com os países já visitados e os que ainda faltam. Repetiam várias vezes as mesmas respostas, pois as perguntas não variam muito.
E observadora que sou, fui vendo aqueles que estavam amando dar informações. Aqueles que estavam com o coração naquele lugar.
Muitos daqueles garotos foram voluntários para estarem ali naquele dia e horário. Eles já poderiam estar curtindo a noite londrina, mas estavam ali com um sorriso no rosto.
Nosso guia foi o amigo de meu filho, e nem preciso dizer que foi perfeito!
Eu olhava para ele falando e via meu marido falando a muitos anos atrás, quando me mostrou um navio pela primeira vez. Ali é a segunda casa deles, nesse momento. É para lá que eles retornam depois de seus passeios.
Durante o coquetel, também pude matar a saudade de produtos brasileiros e o melhor, do tempero brasileiro. Quando comi um salgadinho ( tão comum em nossos festas brasileiras, mas inexistentes aqui) achei que estava comendo o manjar dos deuses. O estrogonofe de carne, que já é banal no Brasil, foi como comer lagosta ( para os que gostam!) Só na repeti, por que fiquei com medo de passar mal, pois já era tarde! mas eu sabia que no dia seguinte, iria me arrepender e sentir saudades.
Mas eu adorei cada minuto.
Não senti saudades do tempo de noiva de guarda-marinha, mas olhei para aqueles jovens com os olhos de 30 anos de experiência ao lado de um militar e pedi a Deus que cada um encontre uma pessoa que os acompanhe nessa escolha profissional que fizeram, com o mesmo gosto e amor pelos mares da vida.
Saí de lá feliz!
Certa de que, se hoje estou em Londres, foi por que a muitos anos atrás eu acreditei naquele olhar sonhador e que ontem revi em cada garoto que ali representava o meu país!
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