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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Férias, sol, mar e Inglaterra

Carioca da gema quando tira férias pensa no mar. Quer ver praia. Pode ser em qualquer lugar do mundo, mas precisa ver as ondas batendo, o azul profundo, a areia. Não precisa ser cheia, muito pelo contrário, praia boa é aquela que parece que é sua, onde você se sente rainha e pode tirar o dia para relaxar e deixar o pensamento voar livre. Se tiver um bom livro então...Ah não precisa de muito mais que isso para as férias serem perfeitas.
Com esse cenário na cabeça e uma saudade louca do mar, resolvemos que nossas férias seriam na praia.
Por conta do trabalho, meu marido não pode nos acompanhar, então seríamos eu, minha filha e uma amiga a pegarmos a estrada e descobrirmos os encantos do mar inglês.
Num primeiro momento, reservei um hotel na cidade de Bournemouth, no sudoeste da Inglaterra. quem quiser mais informações da cidade, segue o link.
Pelas fotos parecia ser um local bonito, com algumas praias por perto, e cumpria com o objetivo carioca de passar férias.
Só que depois de tudo reservado, minha filha deu a sugestão, de visitarmos um outro lugar chamado Durdle Door, pois ela tinha feito um trabalho de geografia na escola e viu que era muito bonito. E além disso, uma amiga dela tinha ficado num acampamento dentro desse parque. http://www.lulworth.com/holiday/holiday_park.htm
Bem vamos ver no que vai dar essa aventura. Entrei no site e vi que estava ali uma oportunidade de fazer algo totalmente diferente de tudo que já tínhamos feito.
E afinal, férias não é para isso? Para sairmos da rotina, reinventarmos, enriquecermos com novas experiências?
Marquei uma noite numa cabana dentro do parque.
No dia da viagem, saímos cedo, pois são quase 2:30h de viagem para um lugar que nunca tinha ido.
Só que nesse acampamento é no sentido literal mesmo da palavra. A cabana só tinha as camas, ou seja, todo material de cama e banho deveria ser levado. E não tinha banheiro. Essa era a única parte ruim.
Chegamos, nos instalamos e fomos correndo ver a praia. Era uma caminhada de uns 15 minutos, por uma estradinha de pedras lisas e em descida. Mas o visual compensou tudo. Até mesmo o tombo que levei.
Estava um dia lindo. Sol queimando e vento frio.
Por ser um lugar turístico, estava muito cheio e a descida parecia procissão. Eram pessoas subindo, pessoas descendo e uma variedade linguística enorme. Até brasileiros encontramos por lá.
O que me chamou atenção nesse lugar, foi a quantidade de trailers e barracas. Eu nunca tinha acampado antes, não tinha noção de como era um acampamento, então tudo era novidade. E como tinham pessoas idosas! Achei o máximo ver casais com mais de 60 anos, acampando, escalando essa mesma estradinha que levei tombo e eles passando por mim na maior desenvoltura.
Mas tive uma certeza. Aquela vida de levar a casa nas costas, decididamente não é comigo. Precisa ter muito amor pela simplicidade, pelo trabalho árduo, pelo contato direto com a natureza e pouco conforto. E confesso que a soma desses fatores não me atrai mais que uma noite. Contudo, como experiência, valeu muito a pena. Diria que é imperdível esse passeio e essa estadia.
No dia seguinte, fomos para nossa segunda parada. Bournemouth. Não víamos a hora de entramos num hotel, tomarmos um banho num banheiro particular, deitar numa cama macia e dormir o sono dos justos.
O hotel que ficamos era simples, sem luxo. Padrão bed and breakfast, sem frescura. Mas muito limpinho e atendeu aos nossos desejos.
No dia que chegamos, minha filha já estava começando a ficar resfriada, então não tinha como ficar muito tempo na rua e descobrir a cidade. Resolvemos então somente almoçar e eu e ela voltamos para o hotel, para que ela pudesse descansar, enquanto minha amiga ia passear sozinha. Estava um vento gelado, estávamos com frio e não faria nada bem ficarmos de bobeira pegando vento. E como ainda teríamos o dia seguinte todo para passearmos, não nos importamos de voltar. Só que no dia seguinte, amanheceu chovendo. E assim ficou o dia inteiro. Mas não íamos perder a viagem, então pegamos o carro e fomos conhecer os arredores. Fomos até Poole e uma península chamada Sandbanks.
Só que a chuva tirou toda beleza do lugar, que parece ser bem bonito, mas com tudo cinza, fica difícil avaliar. Teríamos que voltar lá com sol para ver, mas creio que não será possível, afinal não fica pertinho de Londres.
Nesse dia, depois de vermos que não teríamos condições de fazermos nada ao ar livre, fomos procurar um shopping. Só nos restava bater perna e quem sabe achar alguma coisa interessante para comprar. E assim passamos nosso dia, fazendo passeio de mulherzinha. Shopping, compras, sacolas, brincadeiras dentro de lojas, lanche, almoço, mais brincadeiras e volta para o hotel cansadas no corpo e na bochecha.
O dia seguinte, era nossa volta. E para nossa surpresa, quando abrimos as cortinas, lá estava o astro Sol reinando absoluto. Sem nuvens, sem vento. Nada!
Não acredito!
Decidimos dar uma volta na praia para tirarmos algumas fotos e fomos. Quando eu vi a praia vazia, o mar lindo, o céu azul, confesso que deu vontade de ficar, mas o dever me chamava de volta á Londres, pois em algumas horas, meu irmão estaria desembarcando nas terras da rainha.
Então não tinha jeito. Era tirar as fotos e ficar com gostinho de quero mais na boca.
Não posso dizer que fiquei frustrada por isso, pois o objetivo dessas férias era fazer algo diferente, conhecer  outros lugares e quanto a isso, foi 100% alcançado.
Revi o mar, descansei minha mente, e pensei: Daqui a pouco estarei no Brasil, e sempre que sentir saudades de ver o mar, basta pegar um avião para qualquer lugar da imensa costa brasileira e terei todo tipo de mar que eu quiser.
Foram dias perfeitos, lindos, mesmo com cama parecendo maca, chuva, tombo, frio.
Não importa o exterior, o que importa é como seus olhos enxergam a beleza.
E os meus, bem os meus, sempre irão procurar o belo independente de qualquer coisa.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.


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