Existe uma opinião formada sobre o carioca, que quando ele diz: "Vamos marcar alguma coisa!" essa frase é só da boca para fora. E a "vamos marcar lá em casa!" é mais da boca para fora ainda, pois o carioca nem o endereço dá.
Mas como não comungo dessa ideia, falei para os novos amigos que estavam chegando aqui em Londres para residirem, que iríamos marcar algo aqui em casa,e não deixei passar muito tempo ( eles chegaram essa semana) e ontem foi o dia, ou melhor, ontem foi a noite. Marquei, dei o endereço e fiquei esperando na janela para ter certeza que não iriam errar o caminho.
Pensem numa noite gostosa, com risadas, correrias, terror, pizza, vinho, mais risadas, mais correrias e muitas histórias a serem contadas.
A primeira coisa que deixou hiper, mega feliz ( eu já estava feliz antes) foi saber que esse humilde blog tem fã masculino e que nem me conhecia bem pessoalmente. Mas fã que é fã, recita até trechos de post que escrevi em outubro do ano passado. Pronto, virei fã desse fã. O mais interessante, é saber que os dois, marido e esposa leem juntos e se divertem juntos com minhas aventuras. (quase deu música essa frase) Obrigada queridos, fiquei emocionada com o que falaram, mas como boa psicóloga ( a humildade, às vezes, me abandona) disfarcei bem a emoção.
E eu achando que estava me divertindo sozinha!
Mas a noite, foi muito mais divertida que isso.
Pela primeira vez, recebemos crianças. Que delícia! Foram 3 crianças brincando, correndo, jogando bola, ( sim, eles jogaram bola dentro do quarto do meu filho). Até disponibilizei um computador para eles, mas preferiram a bola. Amei!
Posso confessar uma coisa? Acho tão chatinho essas crianças em idade escolar, coladas com a cara num joguinho o tempo inteiro que não levantam nem para dizer que querem comer. Criança saudável é assim, tem que correr, tocar o terror, se sentir em casa em qualquer lugar. Acho que eles irão amar Londres, pois aqui o que mais tem são lugares para correr e jogar bola.
Mas também teve a parte séria, a parte de colocar um pouco de terror no pré-adolescente que acaba de chegar com todas as ilusões cariocas. Sinto dizer, my friend, mas nas escolas daqui o "buraco é um pouco mais embaixo" Não vai dar para dar o jeitinho carioca na maioria das vezes. Mas com isso, quero dizer que sou fã de carteirinha do método de ensino londrino. Os alunos aprendem sobre respeito aos mais velhos, que suas ações terão reações proporcionais ao ato errado que cometeram, que os professores merecem respeito e que estão ali para ensinar e são sim, a autoridade presente. Os alunos aprendem desde cedo a serem responsáveis por sua vida escolar, tem matérias opcionais que escolhem conforme seu gosto e aptidão. Enfim, há uma valorização do mestre e um ensino concreto de cidadania. E não é assim que tem que ser?
Mas os maridos ficaram "horrorizados" mesmo foi quando marquei de levar as esposas na IKEA. Acho que vi uma certa vontade de mandarem cortar minha língua naquele instante. Mas eu formo junto com as meninas. Elas precisam conhecer o paraíso das coisas para casa. E as levarei lá com o maior prazer.
A noite foi um encanto. Nada poderia ser mais perfeito. Nem deixei queimar a pizza ( já que sou mestre nessa arte, segundo meu filho), o vinho estava excelente, a empolgação contagiante.
Sou carioca sim, mas vim com defeito de fábrica ou quem sabe, nessas andanças pelo Brasil, eu tenha perdido um pouco do jeitinho carioca de ser, então se digo "VAMOS MARCAR LÁ EM CASA", significa que você é muito importante para mim e quero sim, ter a sua companhia e o prazer de rir de monte contigo. Simples assim!
Um beijinho e até o próximo.
tradução
domingo, 30 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
A experiência marca para sempre!
Essa é uma das maiores verdades que podemos acreditar. Quando passamos por uma experiência, positiva ou negativa, não se sai dela da mesma forma que entrou. Alguns pegam a experiência e jogam no lixo a oportunidade de crescimento, outros pegam a parte positiva e constroem novos saberes a partir dali e outros simplesmente deixam passar a oportunidade. Faz parte do ser humano, são as escolhas e cada um com seu cada um.
Mas eu me considero uma pessoa que pertence ao grupo do aprender, apreender, sugar, viver e aproveitar até o último gole de todas as experiências. Por isso, cada dia aqui tem sido uma nova forma de ver a vida e o mundo que me cerca. Tenho procurado aprender com cada pessoa que tem cruzado o meu caminho, seja me ensinando inglês, seja alguém querendo aprender português, seja alguém me mostrando o lado idiota que alguns carregam dentro de si, enfim, tenho aprendido sobre culturas diferentes, vestimentas diferentes que quando vemos no Brasil nos causa espanto, mas que aqui, nas reuniões que tenho ido, são somente mais uma mostrando sua força e seu valor.
Sempre que via uma mulher de véu ou de burca, pensava no calor que ela deveria estar sentindo, que ela deveria estar muito incomodada com aquilo e hoje, vejo que elas estão mais à vontade que muitas mulheres em cima um salto agulha e vestidos que não conseguem nem se mexer direito para não sair do lugar. Elas riem, brincam, tem curiosidades sobre outros países, e gastam dinheiro. Elas gastam muito dinheiro! Elas se vestem de forma elegante para ficarem em casa, para receberem o marido, para estarem belas para seus parentes. E não se importam com a opinião de quem não comunga das mesmas ideias. Mas não são somente as muçulmanas que não estão ligando para a opinião alheia. As inglesas são imbatíveis nesse quesito.
Explico: Em todos os jantares e eventos que participei com as mulheres de vários países, em nenhum deles, eu vi alguma mulher olhar para outra de cima embaixo para reparar no que quer que fosse da outra.
Elas te olham nos olhos, falam contigo sem te examinar, e se te elogiarem, pode acreditar, o elogio é sincero. Só para exemplificar: Ontem uma inglesa veio conversar comigo e elogiou meu cabelo, disse que tinha gostado da mudança ( ela ainda não tinha visto meu cabelo de 2 tons) e quando eu disse que estava igual ao dela, que eu tinha copiado do dela ( o que era verdade), ela ficou toda envaidecida. A carinha dela de feliz, me fez ganhar a noite. Coisas tão simples, mas que se percebe a sinceridade e diria eu, até uma certa ingenuidade.
Uma outra coisa que acho maravilhosa, é o fato de que TODAS as vezes que você faz uma gentileza, ou oferece algo, eles perguntam: Are you sure? ( você tem certeza?) Exemplifico: Quando o rapaz veio aqui em casa para trazer as caixas, ele perguntou se precisava tirar os sapatos ( eles tem esse costume, para não sujar o carpete, eles tiram o sapato na porta de casa), quando eu disse que não precisava, ele me perguntou se eu tinha certeza disso. Claro que tenho. Se eu disse que não precisava tirar o sapato, não precisava e pronto, mas para eles, a educação manda que eles se certifiquem que a pessoa está certa do que está falando. Puro cuidado com o outro.
Tenho certeza absoluta que não voltarei para meu país do mesmo jeito que saí. Terei novos olhares para várias situações e pessoas. Muitos dos meus paradigmas estão sendo quebrados nesse tempo que aqui estou.
Decididamente, essa está sendo uma experiência que me marcará para toda minha vida e que eu jamais venha a esquecer de todas as lições que tenho aprendido aqui diariamente.
Assim é Londres. Uma cidade que tem uma universidade de ensino e experiência para nós, basta abrirmos e mergulharmos.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.
Mas eu me considero uma pessoa que pertence ao grupo do aprender, apreender, sugar, viver e aproveitar até o último gole de todas as experiências. Por isso, cada dia aqui tem sido uma nova forma de ver a vida e o mundo que me cerca. Tenho procurado aprender com cada pessoa que tem cruzado o meu caminho, seja me ensinando inglês, seja alguém querendo aprender português, seja alguém me mostrando o lado idiota que alguns carregam dentro de si, enfim, tenho aprendido sobre culturas diferentes, vestimentas diferentes que quando vemos no Brasil nos causa espanto, mas que aqui, nas reuniões que tenho ido, são somente mais uma mostrando sua força e seu valor.
Sempre que via uma mulher de véu ou de burca, pensava no calor que ela deveria estar sentindo, que ela deveria estar muito incomodada com aquilo e hoje, vejo que elas estão mais à vontade que muitas mulheres em cima um salto agulha e vestidos que não conseguem nem se mexer direito para não sair do lugar. Elas riem, brincam, tem curiosidades sobre outros países, e gastam dinheiro. Elas gastam muito dinheiro! Elas se vestem de forma elegante para ficarem em casa, para receberem o marido, para estarem belas para seus parentes. E não se importam com a opinião de quem não comunga das mesmas ideias. Mas não são somente as muçulmanas que não estão ligando para a opinião alheia. As inglesas são imbatíveis nesse quesito.
Explico: Em todos os jantares e eventos que participei com as mulheres de vários países, em nenhum deles, eu vi alguma mulher olhar para outra de cima embaixo para reparar no que quer que fosse da outra.
Elas te olham nos olhos, falam contigo sem te examinar, e se te elogiarem, pode acreditar, o elogio é sincero. Só para exemplificar: Ontem uma inglesa veio conversar comigo e elogiou meu cabelo, disse que tinha gostado da mudança ( ela ainda não tinha visto meu cabelo de 2 tons) e quando eu disse que estava igual ao dela, que eu tinha copiado do dela ( o que era verdade), ela ficou toda envaidecida. A carinha dela de feliz, me fez ganhar a noite. Coisas tão simples, mas que se percebe a sinceridade e diria eu, até uma certa ingenuidade.
Uma outra coisa que acho maravilhosa, é o fato de que TODAS as vezes que você faz uma gentileza, ou oferece algo, eles perguntam: Are you sure? ( você tem certeza?) Exemplifico: Quando o rapaz veio aqui em casa para trazer as caixas, ele perguntou se precisava tirar os sapatos ( eles tem esse costume, para não sujar o carpete, eles tiram o sapato na porta de casa), quando eu disse que não precisava, ele me perguntou se eu tinha certeza disso. Claro que tenho. Se eu disse que não precisava tirar o sapato, não precisava e pronto, mas para eles, a educação manda que eles se certifiquem que a pessoa está certa do que está falando. Puro cuidado com o outro.
Tenho certeza absoluta que não voltarei para meu país do mesmo jeito que saí. Terei novos olhares para várias situações e pessoas. Muitos dos meus paradigmas estão sendo quebrados nesse tempo que aqui estou.
Decididamente, essa está sendo uma experiência que me marcará para toda minha vida e que eu jamais venha a esquecer de todas as lições que tenho aprendido aqui diariamente.
Assim é Londres. Uma cidade que tem uma universidade de ensino e experiência para nós, basta abrirmos e mergulharmos.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Um pé para fora!
Hoje aconteceu o que eu sabia que aconteceria, mas não esperava que fosse acontecer.
Já explico.
Logo assim que cheguei em Londres, fui avisada pelos amigos brasileiros que quando estivesse próximo de me mudar, o corretor iria marcar visitas para que pessoas interessadas no apartamento pudessem conhecer.
Achei isso muito interessante, pois ainda estamos morando, os móveis são nossos, são nossas coisas, nossa arrumação e nossa bagunça também.
Mas o tempo passou e esqueci completamente desse detalhe.
Até que na sexta feira passada, o corretor me ligou para saber se estaria em casa no dia seguinte, avisei que não e ele ficou de me ligar outro dia.
E ligou mesmo! Hoje, ele me liga e pergunta se estou em casa e se poderia trazer umas pessoas para visitar o apartamento. Digo que sim e ele marca para 1hora depois. Não me deu tempo de pensar ou argumentar.
Só por educação mesmo que ele ligou, pois na realidade, alguns corretores nem ligam marcando, simplesmente aparecem e caso você não esteja em casa, eles tem sua chave e entram.
Para nós parece invasão total de privacidade, mas para eles é tudo normal.
Ainda bem que nosso corretor tem essa delicadeza e creio eu, que por estar tratando com brasileiros e saber que não temos esse hábito no Brasil, ele ligou e marcou comigo.
Quando chegou, foi muito simpático e o casal que estava com ele também.
A sensação que eu tive é que era intrusa dentro da minha casa. Muito estranho ver estranhos dentro de casa. E ainda pediram para tirar foto. Que loucura!
Mas o que ficou dessa experiência foi a certeza que já estamos com um pé fora daqui.
Agora não tem jeito, não tem mais como nos enganar.
É começar a arrumar as caixas, marcar a passagem, regressar.
Mas antes disso, bem antes disso, ainda tenho muita coisa para fazer. Lugares para visitar, algumas viagens para fazer, enfim, posso estar com um pé para fora, mas o outro está muito bem plantado aqui onde estou e só o levantarei no dia e na hora de embarcar de volta.
Até lá, irei me surpreendendo, mas mantendo a certeza de que, por enquanto, ainda moro nesse apartamento.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.
Já explico.
Logo assim que cheguei em Londres, fui avisada pelos amigos brasileiros que quando estivesse próximo de me mudar, o corretor iria marcar visitas para que pessoas interessadas no apartamento pudessem conhecer.
Achei isso muito interessante, pois ainda estamos morando, os móveis são nossos, são nossas coisas, nossa arrumação e nossa bagunça também.
Mas o tempo passou e esqueci completamente desse detalhe.
Até que na sexta feira passada, o corretor me ligou para saber se estaria em casa no dia seguinte, avisei que não e ele ficou de me ligar outro dia.
E ligou mesmo! Hoje, ele me liga e pergunta se estou em casa e se poderia trazer umas pessoas para visitar o apartamento. Digo que sim e ele marca para 1hora depois. Não me deu tempo de pensar ou argumentar.
Só por educação mesmo que ele ligou, pois na realidade, alguns corretores nem ligam marcando, simplesmente aparecem e caso você não esteja em casa, eles tem sua chave e entram.
Para nós parece invasão total de privacidade, mas para eles é tudo normal.
Ainda bem que nosso corretor tem essa delicadeza e creio eu, que por estar tratando com brasileiros e saber que não temos esse hábito no Brasil, ele ligou e marcou comigo.
Quando chegou, foi muito simpático e o casal que estava com ele também.
A sensação que eu tive é que era intrusa dentro da minha casa. Muito estranho ver estranhos dentro de casa. E ainda pediram para tirar foto. Que loucura!
Mas o que ficou dessa experiência foi a certeza que já estamos com um pé fora daqui.
Agora não tem jeito, não tem mais como nos enganar.
É começar a arrumar as caixas, marcar a passagem, regressar.
Mas antes disso, bem antes disso, ainda tenho muita coisa para fazer. Lugares para visitar, algumas viagens para fazer, enfim, posso estar com um pé para fora, mas o outro está muito bem plantado aqui onde estou e só o levantarei no dia e na hora de embarcar de volta.
Até lá, irei me surpreendendo, mas mantendo a certeza de que, por enquanto, ainda moro nesse apartamento.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.
domingo, 16 de junho de 2013
Aproveitar, pois o tempo é curto!
Interessante como a sensação de urgência se apodera de nós, quando sabemos que temos um prazo a ser cumprido. Não posso falar por outras pessoas, mas eu vivo e trabalho melhor na pressão. Prazo longos são entediantes, me disperso, encontro outras prioridades e quando vejo, pronto, passou o tempo e está na hora de correr.
Sempre assim, nada muda e sinceramente, não faço questão de mudar. Até hoje não tenho queixas sobre esse meu comportamento, e claro que a volta ao Brasil com prazo para aproveitar Londres, não poderia ser diferente.
Não seria justo eu dizer que não tenho aproveitado todas as oportunidades que aparecem e as que tenho corrido atrás. Não é isso. Muito pelo contrário, se tem algo que tenho feito é aproveitar 100% do meu tempo e dessa minha estadia. O que estou querendo dizer é que existem algumas situações que vivi essa semana e que já estavam sendo adiadas desde que cheguei. Ou seja, já era para ter sido realizado com alguns meses de antecedência. Mas tudo bem, nada acontece antes do tempo, então ainda está dentro do prazo de validade.
Eu diria que essa semana foi uma das mais corridas, pois foram várias atividades que não deu para sentar e descansar.
Teve cerimônia militar, compra de bicicleta, assistir a peça do Fantasma da Ópera, desfile pelo aniversário da Rainha, conhecer pessoalmente um amigo brasileiro e receber os presentes de natal de 2012 de amigos muito amados de Brasília e finalmente buscar nossas novas bicicletas e ir andar no parque.
Ufa! Cansei!
Cada um dos eventos citados, foi de um prazer tão grande, que não consigo expressar a felicidade que senti em cada um deles.
Assistir à cerimônia militar me deu um orgulho muito grande do meu marido, comprar a bicicleta já era algo que me deixei enrolar por 10 meses, então já estava mais que na hora de ir lá e comprar, mas não era somente comprar, era escolher o modelo, ver os acessórios, sentir que aquela bike estava esperando por mim. Por que comprar é um ato muito mecânico, se você não colocar seu coração naquilo. É preciso sentir o prazer da compra, é sentir o gosto de saber que fez a melhor opção e que não há nenhuma outra no mundo que se compare aquela. É pessoal e intransferível.
E assistir ao Fantasma da Ópera? Nossa que emoção. Já perdi as contas de quantas vezes assisti ao filme, já sei os diálogos de cor, mas ainda não tinha assistido no teatro e fui surpreendida. Não imaginava como seria a cena do lustre caindo, a corrida para o interior do teatro. Tudo perfeito!
Agora, uma das maiores surpresas foi o desfile pelo aniversário da Rainha.
Eu não via a hora de participar de um evento que precisasse usar chapéu. Daqueles que se vê pela televisão, onde mulheres elegantes combinam chapéu, sapato, vestido e bolsa. Só faltava a luva. Mas se fosse à noite, eu não teria me feito de rogada. Teria ido de luva, com certeza.
Confesso que na hora de me arrumar fiquei na dúvida se colocaria ou não meu chapéu. E se fosse só eu de chapéu? E se o evento fosse mais simples do que eu esperava? Faria papel ridículo?
O que tirou qualquer hesitação foi o simples pensamento: " Você está em Londres, a cidade onde ninguém se importa como o outro está vestido, onde ninguém acha que o outro está melhor ou pior, onde ninguém, absolutamente ninguém vai reparar na sua roupa." Isso é uma das coisas que mais me encanta aqui. Eu não me importo com a vida do outro e vice versa. Tão prático, tão saudável, tão simples.
E lá fui eu toda feliz com meu chapéu. Me sentindo uma dama.
(minha amiga pediu e para deixá-la feliz, acrescentei essa foto minha de chapéu)
Eu e centenas de outras mulheres. Foi um desfile de chapéu. Cada um mais lindo que o outro. Na realidade o desfile foi para a Rainha, mas estava lindo de ver as arquibancadas. Pessoas vestidas com roupas a caráter de seu país de origem, africanos, árabes, ingleses de cartola e fraque. Um colorido todo especial. Amei cada minuto. E ver a rainha passando de carruagem? Me senti dentro de uma história infantil onde a rainha é boa, as princesas são lindas e meigas e príncipes andando a cavalo na frente da tropa. Decididamente eu estava dentro de um conto de fadas.
Mas a noite, também foi de surpresas. Finalmente conseguimos conciliar horários e conhecemos o portador dos mimos mandados pelos nossos amigos/irmãos tão amados da nossa igreja de Brasília.
confesso para vocês, que esse foi o único evento que me fez pensar que deveria ter acontecido com muito mais tempo de antecedência, mas tudo bem, ainda temos 2 meses pela frente para colocarmos muito papo em dia e assim o faremos.
O tempo pode ser curto para quem não aproveita, mas para mim, posso dizer que estou transformando minutos em horas, dias em anos e esse ano passado aqui em Londres, transformarei numa vida inteira.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.
Sempre assim, nada muda e sinceramente, não faço questão de mudar. Até hoje não tenho queixas sobre esse meu comportamento, e claro que a volta ao Brasil com prazo para aproveitar Londres, não poderia ser diferente.
Não seria justo eu dizer que não tenho aproveitado todas as oportunidades que aparecem e as que tenho corrido atrás. Não é isso. Muito pelo contrário, se tem algo que tenho feito é aproveitar 100% do meu tempo e dessa minha estadia. O que estou querendo dizer é que existem algumas situações que vivi essa semana e que já estavam sendo adiadas desde que cheguei. Ou seja, já era para ter sido realizado com alguns meses de antecedência. Mas tudo bem, nada acontece antes do tempo, então ainda está dentro do prazo de validade.
Eu diria que essa semana foi uma das mais corridas, pois foram várias atividades que não deu para sentar e descansar.
Teve cerimônia militar, compra de bicicleta, assistir a peça do Fantasma da Ópera, desfile pelo aniversário da Rainha, conhecer pessoalmente um amigo brasileiro e receber os presentes de natal de 2012 de amigos muito amados de Brasília e finalmente buscar nossas novas bicicletas e ir andar no parque.
Ufa! Cansei!
Cada um dos eventos citados, foi de um prazer tão grande, que não consigo expressar a felicidade que senti em cada um deles.
Assistir à cerimônia militar me deu um orgulho muito grande do meu marido, comprar a bicicleta já era algo que me deixei enrolar por 10 meses, então já estava mais que na hora de ir lá e comprar, mas não era somente comprar, era escolher o modelo, ver os acessórios, sentir que aquela bike estava esperando por mim. Por que comprar é um ato muito mecânico, se você não colocar seu coração naquilo. É preciso sentir o prazer da compra, é sentir o gosto de saber que fez a melhor opção e que não há nenhuma outra no mundo que se compare aquela. É pessoal e intransferível.
E assistir ao Fantasma da Ópera? Nossa que emoção. Já perdi as contas de quantas vezes assisti ao filme, já sei os diálogos de cor, mas ainda não tinha assistido no teatro e fui surpreendida. Não imaginava como seria a cena do lustre caindo, a corrida para o interior do teatro. Tudo perfeito!
Agora, uma das maiores surpresas foi o desfile pelo aniversário da Rainha.
Eu não via a hora de participar de um evento que precisasse usar chapéu. Daqueles que se vê pela televisão, onde mulheres elegantes combinam chapéu, sapato, vestido e bolsa. Só faltava a luva. Mas se fosse à noite, eu não teria me feito de rogada. Teria ido de luva, com certeza.
Confesso que na hora de me arrumar fiquei na dúvida se colocaria ou não meu chapéu. E se fosse só eu de chapéu? E se o evento fosse mais simples do que eu esperava? Faria papel ridículo?
O que tirou qualquer hesitação foi o simples pensamento: " Você está em Londres, a cidade onde ninguém se importa como o outro está vestido, onde ninguém acha que o outro está melhor ou pior, onde ninguém, absolutamente ninguém vai reparar na sua roupa." Isso é uma das coisas que mais me encanta aqui. Eu não me importo com a vida do outro e vice versa. Tão prático, tão saudável, tão simples.
(minha amiga pediu e para deixá-la feliz, acrescentei essa foto minha de chapéu)
Eu e centenas de outras mulheres. Foi um desfile de chapéu. Cada um mais lindo que o outro. Na realidade o desfile foi para a Rainha, mas estava lindo de ver as arquibancadas. Pessoas vestidas com roupas a caráter de seu país de origem, africanos, árabes, ingleses de cartola e fraque. Um colorido todo especial. Amei cada minuto. E ver a rainha passando de carruagem? Me senti dentro de uma história infantil onde a rainha é boa, as princesas são lindas e meigas e príncipes andando a cavalo na frente da tropa. Decididamente eu estava dentro de um conto de fadas.
Mas a noite, também foi de surpresas. Finalmente conseguimos conciliar horários e conhecemos o portador dos mimos mandados pelos nossos amigos/irmãos tão amados da nossa igreja de Brasília.
confesso para vocês, que esse foi o único evento que me fez pensar que deveria ter acontecido com muito mais tempo de antecedência, mas tudo bem, ainda temos 2 meses pela frente para colocarmos muito papo em dia e assim o faremos.
O tempo pode ser curto para quem não aproveita, mas para mim, posso dizer que estou transformando minutos em horas, dias em anos e esse ano passado aqui em Londres, transformarei numa vida inteira.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Certificado de Cambridge ou aproveitar Londres?
Essa pergunta tirou meu sono durante umas noites num passado não muito distante.
Que dúvida cruel!
Afinal estar em Londres, estudar para aprender inglês e não voltar com nenhum certificado me parecia um absurdo. Na minha cabeça, estudar (muuuuuito) inglês fazia parte do "aproveitar Londres" e sendo assim, desde o início me propus a fazer uma prova de Cambridge e voltar com um bonito certificado. Sim, o certificado é bonito, quer dizer: bonito é meu diploma de psicóloga, esse certificado é lindo. Vale até quadro. Brincadeira. Não vale não, até por que o meu de psicóloga, que é o certificado mais importante da minha vida não está em quadro. Mas ele é lindo sim. Isso não é brincadeira.
Só que com o passar do tempo, as prioridades foram mudando, e o inglês que já tinha aprendido era mais que suficiente para me comunicar, entender o que realmente importa no dia a dia, manter uma conversa, enfim, cheguei num ponto muito superior em relação ao nível que cheguei aqui. Ainda não estava bom, ainda não é perfeito, ainda tenho muita coisa para aprender, mas venci a barreira inicial e dei um duro danado para chegar aonde estou, só que com isso, fui deixando de estudar, larguei os livros e fui aproveitar a vida londrina. Fui adquirir cultura em lugares que ficarão para sempre na minha memória, fazer passeios que valiam mais que 15horas semanais dentro de uma sala de aula.
Mas ficou aquela vozinha perturbando minha mente: "Você não vai fazer prova? Tem certeza que não quer se testar?" Pronto! Minha mente sabe usar as palavras certas! A chave para tomar a decisão de fazer a prova era: "você não vai se testar?" Foi lançado o desafio que eu tolamente aceitei na hora.
Com a ajuda de uma amiga, fiz minha inscrição para o exame de Cambridge Esol. Só que depois que fiz a inscrição, a quase 2 meses atrás, esqueci completamente do assunto e só queria saber de passear com os amigos que chegavam e partiam. Foi uma loucura esses dois meses.
Cheguei até a comprar livros para me preparar, mas confesso que estão novinhos e sem manuseio.
Não peguei em livros, apostilas. A única coisa que fiz, e mesmo assim, sem nenhuma intenção em relação ao exame, era assistir série em inglês com legenda também em inglês. Só.
Chegou o dia da prova. E foi na segunda feira a primeira. Era a parte de speaking.( falar). O detalhe mais importante é que eu jurava que tinha me inscrito para o nível básico. Só para constar que fiz uma prova, sem pretensão nenhuma e sem chance nenhuma de ficar reprovada. Então meu nível de estresse era igual a zero. Mas quando fui ver meu cartão de inscrição eis que a verdade aparece: eu tinha me inscrito para outro nível. O nível intermediário. Ai deu medo! Ai fiquei com frio no estômago. Lembrem-se, vocês que me acompanham desde o início qual era o meu nível de inglês quando saí do Brasil e fazer essa prova para nível intermediário era ter coragem e muita de cara de pau da minha parte. Mas se já estou na chuva, então quero mais é me molhar e lá vou eu, com a cara de pau banhada em peroba e a coragem no pé.
Eu já sabia que essa prova seria feita em dupla e que teria uma parte de conversação de 5 minutos. Então quando cheguei e vi a pessoa que iria fazer prova comigo, tentei ser simpática e puxei assunto perguntando de onde ela era. A resposta? Rússia. Silêncio total depois dessa resposta. Não podia ser uma brasileira, uma espanhola, uma pessoa mais simpática que pudéssemos já travar uma conversa e nos acostumarmos com o sotaque uma da outra? tinha que ser uma russa de pouca conversa? Entramos para a prova. O que posso resumir, é que a russa soltou a língua lá dentro, falou tudo que não falou comigo do lado de fora e me deixou de cara de boba sem ter o que falar. Pior, ela não fez diálogo nenhum. Simplesmente, falou, falou e falou diretamente para as supervisoras e me deixou sem ter o que completar. Depois disso, minha mente fechou e não conseguia nem lembrar a palavra glove (luva).Saí de lá odiando russos!
Mas hoje seria a melhor parte. leitura, escrita e ouvir. Ainda assim, saí de casa nervosa. Mesmo sabendo que não tenho motivos para isso. que é somente uma competição minha comigo mesma. Que não fará diferença nenhuma na minha vida ser aprovada ou não. enfim, podia relaxar, mas não relaxei. Até que andando pela rua, cruza comigo um simpático homem vestido de fraque e cartola ás 9horas da manhã. Vocês tem ideia do que é isso? Da cena que eu vi? E ele andando naturalmente, indo pegar o metrô como se estivesse de terno e gravata. Hiper normal.
Não pude deixar de sorrir por dentro. E pensei: Oh my God! Estou em Londres e estou tensa por causa de uma prova? Para Rita! Pode parar! Deixa de ser ridícula com esse nervoso, pois você está aqui para APROVEITAR e não para se estressar. E se você não estudou, foi por que não era prioridade, então relaxa e aproveita. Curte o momento e terás boas histórias para escrever no blog.
E assim eu fiz. Na mesma hora, a tensão me deixou e lá fui eu atrás do endereço do local da prova. Por que, detalhe, eu não sabia onde era a prova e o 3G do meu celular resolveu não funcionar. Que legal! Na hora pensei: " essa é a brecha que preciso para voltar para casa e não fazer a prova" Eita covardia! mas segui em frente e o Ipad me salvou.
Só pelo visual da igreja onde foi realizada a prova já teria valido a pena ter chegado até lá. Que lindo! Que paz!
Fiz a prova, fui bem e agora é esperar o resultado.
contudo, o resultado final dessa aventura eu já tenho: Ganhei e muito no dia de hoje, pois se eu tivesse desistido e voltado para casa, eu não teria conhecido mais um lugar lindo aqui em Londres e teria perdido a oportunidade de ver e passear por lindos jardins.
Então no final das contas o certificado de Cambridge está intimamente ligado com meu objetivo principal até o dia de voltar ao Brasil: Aproveitar ao máximo cada oportunidade dada e tirar a beleza de cada instante.
Simples assim.
Um beijinho e até o próximo.
Que dúvida cruel!
Afinal estar em Londres, estudar para aprender inglês e não voltar com nenhum certificado me parecia um absurdo. Na minha cabeça, estudar (muuuuuito) inglês fazia parte do "aproveitar Londres" e sendo assim, desde o início me propus a fazer uma prova de Cambridge e voltar com um bonito certificado. Sim, o certificado é bonito, quer dizer: bonito é meu diploma de psicóloga, esse certificado é lindo. Vale até quadro. Brincadeira. Não vale não, até por que o meu de psicóloga, que é o certificado mais importante da minha vida não está em quadro. Mas ele é lindo sim. Isso não é brincadeira.
Só que com o passar do tempo, as prioridades foram mudando, e o inglês que já tinha aprendido era mais que suficiente para me comunicar, entender o que realmente importa no dia a dia, manter uma conversa, enfim, cheguei num ponto muito superior em relação ao nível que cheguei aqui. Ainda não estava bom, ainda não é perfeito, ainda tenho muita coisa para aprender, mas venci a barreira inicial e dei um duro danado para chegar aonde estou, só que com isso, fui deixando de estudar, larguei os livros e fui aproveitar a vida londrina. Fui adquirir cultura em lugares que ficarão para sempre na minha memória, fazer passeios que valiam mais que 15horas semanais dentro de uma sala de aula.
Mas ficou aquela vozinha perturbando minha mente: "Você não vai fazer prova? Tem certeza que não quer se testar?" Pronto! Minha mente sabe usar as palavras certas! A chave para tomar a decisão de fazer a prova era: "você não vai se testar?" Foi lançado o desafio que eu tolamente aceitei na hora.
Com a ajuda de uma amiga, fiz minha inscrição para o exame de Cambridge Esol. Só que depois que fiz a inscrição, a quase 2 meses atrás, esqueci completamente do assunto e só queria saber de passear com os amigos que chegavam e partiam. Foi uma loucura esses dois meses.
Cheguei até a comprar livros para me preparar, mas confesso que estão novinhos e sem manuseio.
Não peguei em livros, apostilas. A única coisa que fiz, e mesmo assim, sem nenhuma intenção em relação ao exame, era assistir série em inglês com legenda também em inglês. Só.
Chegou o dia da prova. E foi na segunda feira a primeira. Era a parte de speaking.( falar). O detalhe mais importante é que eu jurava que tinha me inscrito para o nível básico. Só para constar que fiz uma prova, sem pretensão nenhuma e sem chance nenhuma de ficar reprovada. Então meu nível de estresse era igual a zero. Mas quando fui ver meu cartão de inscrição eis que a verdade aparece: eu tinha me inscrito para outro nível. O nível intermediário. Ai deu medo! Ai fiquei com frio no estômago. Lembrem-se, vocês que me acompanham desde o início qual era o meu nível de inglês quando saí do Brasil e fazer essa prova para nível intermediário era ter coragem e muita de cara de pau da minha parte. Mas se já estou na chuva, então quero mais é me molhar e lá vou eu, com a cara de pau banhada em peroba e a coragem no pé.
Eu já sabia que essa prova seria feita em dupla e que teria uma parte de conversação de 5 minutos. Então quando cheguei e vi a pessoa que iria fazer prova comigo, tentei ser simpática e puxei assunto perguntando de onde ela era. A resposta? Rússia. Silêncio total depois dessa resposta. Não podia ser uma brasileira, uma espanhola, uma pessoa mais simpática que pudéssemos já travar uma conversa e nos acostumarmos com o sotaque uma da outra? tinha que ser uma russa de pouca conversa? Entramos para a prova. O que posso resumir, é que a russa soltou a língua lá dentro, falou tudo que não falou comigo do lado de fora e me deixou de cara de boba sem ter o que falar. Pior, ela não fez diálogo nenhum. Simplesmente, falou, falou e falou diretamente para as supervisoras e me deixou sem ter o que completar. Depois disso, minha mente fechou e não conseguia nem lembrar a palavra glove (luva).Saí de lá odiando russos!
Mas hoje seria a melhor parte. leitura, escrita e ouvir. Ainda assim, saí de casa nervosa. Mesmo sabendo que não tenho motivos para isso. que é somente uma competição minha comigo mesma. Que não fará diferença nenhuma na minha vida ser aprovada ou não. enfim, podia relaxar, mas não relaxei. Até que andando pela rua, cruza comigo um simpático homem vestido de fraque e cartola ás 9horas da manhã. Vocês tem ideia do que é isso? Da cena que eu vi? E ele andando naturalmente, indo pegar o metrô como se estivesse de terno e gravata. Hiper normal.
Não pude deixar de sorrir por dentro. E pensei: Oh my God! Estou em Londres e estou tensa por causa de uma prova? Para Rita! Pode parar! Deixa de ser ridícula com esse nervoso, pois você está aqui para APROVEITAR e não para se estressar. E se você não estudou, foi por que não era prioridade, então relaxa e aproveita. Curte o momento e terás boas histórias para escrever no blog.
E assim eu fiz. Na mesma hora, a tensão me deixou e lá fui eu atrás do endereço do local da prova. Por que, detalhe, eu não sabia onde era a prova e o 3G do meu celular resolveu não funcionar. Que legal! Na hora pensei: " essa é a brecha que preciso para voltar para casa e não fazer a prova" Eita covardia! mas segui em frente e o Ipad me salvou.
Só pelo visual da igreja onde foi realizada a prova já teria valido a pena ter chegado até lá. Que lindo! Que paz!
Fiz a prova, fui bem e agora é esperar o resultado.
contudo, o resultado final dessa aventura eu já tenho: Ganhei e muito no dia de hoje, pois se eu tivesse desistido e voltado para casa, eu não teria conhecido mais um lugar lindo aqui em Londres e teria perdido a oportunidade de ver e passear por lindos jardins.
Então no final das contas o certificado de Cambridge está intimamente ligado com meu objetivo principal até o dia de voltar ao Brasil: Aproveitar ao máximo cada oportunidade dada e tirar a beleza de cada instante.
Simples assim.
Um beijinho e até o próximo.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Férias, sol, mar e Inglaterra
Carioca da gema quando tira férias pensa no mar. Quer ver praia. Pode ser em qualquer lugar do mundo, mas precisa ver as ondas batendo, o azul profundo, a areia. Não precisa ser cheia, muito pelo contrário, praia boa é aquela que parece que é sua, onde você se sente rainha e pode tirar o dia para relaxar e deixar o pensamento voar livre. Se tiver um bom livro então...Ah não precisa de muito mais que isso para as férias serem perfeitas.
Com esse cenário na cabeça e uma saudade louca do mar, resolvemos que nossas férias seriam na praia.
Por conta do trabalho, meu marido não pode nos acompanhar, então seríamos eu, minha filha e uma amiga a pegarmos a estrada e descobrirmos os encantos do mar inglês.
Num primeiro momento, reservei um hotel na cidade de Bournemouth, no sudoeste da Inglaterra. quem quiser mais informações da cidade, segue o link.
Pelas fotos parecia ser um local bonito, com algumas praias por perto, e cumpria com o objetivo carioca de passar férias.
Só que depois de tudo reservado, minha filha deu a sugestão, de visitarmos um outro lugar chamado Durdle Door, pois ela tinha feito um trabalho de geografia na escola e viu que era muito bonito. E além disso, uma amiga dela tinha ficado num acampamento dentro desse parque. http://www.lulworth.com/holiday/holiday_park.htm
Bem vamos ver no que vai dar essa aventura. Entrei no site e vi que estava ali uma oportunidade de fazer algo totalmente diferente de tudo que já tínhamos feito.
E afinal, férias não é para isso? Para sairmos da rotina, reinventarmos, enriquecermos com novas experiências?
Marquei uma noite numa cabana dentro do parque.
No dia da viagem, saímos cedo, pois são quase 2:30h de viagem para um lugar que nunca tinha ido.
Só que nesse acampamento é no sentido literal mesmo da palavra. A cabana só tinha as camas, ou seja, todo material de cama e banho deveria ser levado. E não tinha banheiro. Essa era a única parte ruim.
Chegamos, nos instalamos e fomos correndo ver a praia. Era uma caminhada de uns 15 minutos, por uma estradinha de pedras lisas e em descida. Mas o visual compensou tudo. Até mesmo o tombo que levei.
Estava um dia lindo. Sol queimando e vento frio.
Por ser um lugar turístico, estava muito cheio e a descida parecia procissão. Eram pessoas subindo, pessoas descendo e uma variedade linguística enorme. Até brasileiros encontramos por lá.
O que me chamou atenção nesse lugar, foi a quantidade de trailers e barracas. Eu nunca tinha acampado antes, não tinha noção de como era um acampamento, então tudo era novidade. E como tinham pessoas idosas! Achei o máximo ver casais com mais de 60 anos, acampando, escalando essa mesma estradinha que levei tombo e eles passando por mim na maior desenvoltura.
Mas tive uma certeza. Aquela vida de levar a casa nas costas, decididamente não é comigo. Precisa ter muito amor pela simplicidade, pelo trabalho árduo, pelo contato direto com a natureza e pouco conforto. E confesso que a soma desses fatores não me atrai mais que uma noite. Contudo, como experiência, valeu muito a pena. Diria que é imperdível esse passeio e essa estadia.
No dia seguinte, fomos para nossa segunda parada. Bournemouth. Não víamos a hora de entramos num hotel, tomarmos um banho num banheiro particular, deitar numa cama macia e dormir o sono dos justos.
O hotel que ficamos era simples, sem luxo. Padrão bed and breakfast, sem frescura. Mas muito limpinho e atendeu aos nossos desejos.
No dia que chegamos, minha filha já estava começando a ficar resfriada, então não tinha como ficar muito tempo na rua e descobrir a cidade. Resolvemos então somente almoçar e eu e ela voltamos para o hotel, para que ela pudesse descansar, enquanto minha amiga ia passear sozinha. Estava um vento gelado, estávamos com frio e não faria nada bem ficarmos de bobeira pegando vento. E como ainda teríamos o dia seguinte todo para passearmos, não nos importamos de voltar. Só que no dia seguinte, amanheceu chovendo. E assim ficou o dia inteiro. Mas não íamos perder a viagem, então pegamos o carro e fomos conhecer os arredores. Fomos até Poole e uma península chamada Sandbanks.
Só que a chuva tirou toda beleza do lugar, que parece ser bem bonito, mas com tudo cinza, fica difícil avaliar. Teríamos que voltar lá com sol para ver, mas creio que não será possível, afinal não fica pertinho de Londres.
Nesse dia, depois de vermos que não teríamos condições de fazermos nada ao ar livre, fomos procurar um shopping. Só nos restava bater perna e quem sabe achar alguma coisa interessante para comprar. E assim passamos nosso dia, fazendo passeio de mulherzinha. Shopping, compras, sacolas, brincadeiras dentro de lojas, lanche, almoço, mais brincadeiras e volta para o hotel cansadas no corpo e na bochecha.
O dia seguinte, era nossa volta. E para nossa surpresa, quando abrimos as cortinas, lá estava o astro Sol reinando absoluto. Sem nuvens, sem vento. Nada!
Não acredito!
Decidimos dar uma volta na praia para tirarmos algumas fotos e fomos. Quando eu vi a praia vazia, o mar lindo, o céu azul, confesso que deu vontade de ficar, mas o dever me chamava de volta á Londres, pois em algumas horas, meu irmão estaria desembarcando nas terras da rainha.
Então não tinha jeito. Era tirar as fotos e ficar com gostinho de quero mais na boca.
Não posso dizer que fiquei frustrada por isso, pois o objetivo dessas férias era fazer algo diferente, conhecer outros lugares e quanto a isso, foi 100% alcançado.
Revi o mar, descansei minha mente, e pensei: Daqui a pouco estarei no Brasil, e sempre que sentir saudades de ver o mar, basta pegar um avião para qualquer lugar da imensa costa brasileira e terei todo tipo de mar que eu quiser.
Foram dias perfeitos, lindos, mesmo com cama parecendo maca, chuva, tombo, frio.
Não importa o exterior, o que importa é como seus olhos enxergam a beleza.
E os meus, bem os meus, sempre irão procurar o belo independente de qualquer coisa.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.
Com esse cenário na cabeça e uma saudade louca do mar, resolvemos que nossas férias seriam na praia.
Por conta do trabalho, meu marido não pode nos acompanhar, então seríamos eu, minha filha e uma amiga a pegarmos a estrada e descobrirmos os encantos do mar inglês.
Num primeiro momento, reservei um hotel na cidade de Bournemouth, no sudoeste da Inglaterra. quem quiser mais informações da cidade, segue o link.
Pelas fotos parecia ser um local bonito, com algumas praias por perto, e cumpria com o objetivo carioca de passar férias.
Só que depois de tudo reservado, minha filha deu a sugestão, de visitarmos um outro lugar chamado Durdle Door, pois ela tinha feito um trabalho de geografia na escola e viu que era muito bonito. E além disso, uma amiga dela tinha ficado num acampamento dentro desse parque. http://www.lulworth.com/holiday/holiday_park.htm
Bem vamos ver no que vai dar essa aventura. Entrei no site e vi que estava ali uma oportunidade de fazer algo totalmente diferente de tudo que já tínhamos feito.
E afinal, férias não é para isso? Para sairmos da rotina, reinventarmos, enriquecermos com novas experiências?
Marquei uma noite numa cabana dentro do parque.
No dia da viagem, saímos cedo, pois são quase 2:30h de viagem para um lugar que nunca tinha ido.
Só que nesse acampamento é no sentido literal mesmo da palavra. A cabana só tinha as camas, ou seja, todo material de cama e banho deveria ser levado. E não tinha banheiro. Essa era a única parte ruim.
Chegamos, nos instalamos e fomos correndo ver a praia. Era uma caminhada de uns 15 minutos, por uma estradinha de pedras lisas e em descida. Mas o visual compensou tudo. Até mesmo o tombo que levei.
Estava um dia lindo. Sol queimando e vento frio.
Por ser um lugar turístico, estava muito cheio e a descida parecia procissão. Eram pessoas subindo, pessoas descendo e uma variedade linguística enorme. Até brasileiros encontramos por lá.
O que me chamou atenção nesse lugar, foi a quantidade de trailers e barracas. Eu nunca tinha acampado antes, não tinha noção de como era um acampamento, então tudo era novidade. E como tinham pessoas idosas! Achei o máximo ver casais com mais de 60 anos, acampando, escalando essa mesma estradinha que levei tombo e eles passando por mim na maior desenvoltura.
Mas tive uma certeza. Aquela vida de levar a casa nas costas, decididamente não é comigo. Precisa ter muito amor pela simplicidade, pelo trabalho árduo, pelo contato direto com a natureza e pouco conforto. E confesso que a soma desses fatores não me atrai mais que uma noite. Contudo, como experiência, valeu muito a pena. Diria que é imperdível esse passeio e essa estadia.
No dia seguinte, fomos para nossa segunda parada. Bournemouth. Não víamos a hora de entramos num hotel, tomarmos um banho num banheiro particular, deitar numa cama macia e dormir o sono dos justos.
O hotel que ficamos era simples, sem luxo. Padrão bed and breakfast, sem frescura. Mas muito limpinho e atendeu aos nossos desejos.
No dia que chegamos, minha filha já estava começando a ficar resfriada, então não tinha como ficar muito tempo na rua e descobrir a cidade. Resolvemos então somente almoçar e eu e ela voltamos para o hotel, para que ela pudesse descansar, enquanto minha amiga ia passear sozinha. Estava um vento gelado, estávamos com frio e não faria nada bem ficarmos de bobeira pegando vento. E como ainda teríamos o dia seguinte todo para passearmos, não nos importamos de voltar. Só que no dia seguinte, amanheceu chovendo. E assim ficou o dia inteiro. Mas não íamos perder a viagem, então pegamos o carro e fomos conhecer os arredores. Fomos até Poole e uma península chamada Sandbanks.
Só que a chuva tirou toda beleza do lugar, que parece ser bem bonito, mas com tudo cinza, fica difícil avaliar. Teríamos que voltar lá com sol para ver, mas creio que não será possível, afinal não fica pertinho de Londres.
Nesse dia, depois de vermos que não teríamos condições de fazermos nada ao ar livre, fomos procurar um shopping. Só nos restava bater perna e quem sabe achar alguma coisa interessante para comprar. E assim passamos nosso dia, fazendo passeio de mulherzinha. Shopping, compras, sacolas, brincadeiras dentro de lojas, lanche, almoço, mais brincadeiras e volta para o hotel cansadas no corpo e na bochecha.
O dia seguinte, era nossa volta. E para nossa surpresa, quando abrimos as cortinas, lá estava o astro Sol reinando absoluto. Sem nuvens, sem vento. Nada!
Não acredito!
Decidimos dar uma volta na praia para tirarmos algumas fotos e fomos. Quando eu vi a praia vazia, o mar lindo, o céu azul, confesso que deu vontade de ficar, mas o dever me chamava de volta á Londres, pois em algumas horas, meu irmão estaria desembarcando nas terras da rainha.
Então não tinha jeito. Era tirar as fotos e ficar com gostinho de quero mais na boca.
Não posso dizer que fiquei frustrada por isso, pois o objetivo dessas férias era fazer algo diferente, conhecer outros lugares e quanto a isso, foi 100% alcançado.
Revi o mar, descansei minha mente, e pensei: Daqui a pouco estarei no Brasil, e sempre que sentir saudades de ver o mar, basta pegar um avião para qualquer lugar da imensa costa brasileira e terei todo tipo de mar que eu quiser.
Foram dias perfeitos, lindos, mesmo com cama parecendo maca, chuva, tombo, frio.
Não importa o exterior, o que importa é como seus olhos enxergam a beleza.
E os meus, bem os meus, sempre irão procurar o belo independente de qualquer coisa.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Tea afternoon - O verdadeiro chá inglês
Logo de início quero deixar claro minha preferência pelo chá e ligeira aversão ao café preto. Ok! Não precisam fazer cara de espanto ou pensarem que sou uma carioca surtada, brasileira desnaturalizada. Nada disso, adoro o aroma do café, mas não consigo apreciar o sabor. Não adianta, já tentei, já saboreei de várias formas, fraco, forte, fortíssimo, quente, morno e frio. Não vai.
Mas com o chá é diferente. Tirando o chá de canela, ou que leve canela no preparo, eu gosto de todos. De preferência morno. Não gosto de nada quente, queimando a língua. Prefiro morno para frio.
Porém esse post não é para falar das minhas preferência líquidas e sim para contar uma experiência maravilhosa que tive essa semana e que claro, envolvia o tradicional chá das 5.
Desde que minha amiga chegou que pensávamos em ter a experiência do chá das 5. Quem não ouviu falar sobre isso? Mas o que é exatamente esse chá das 5?
Por que o chá aqui, é tomado a qualquer hora em qualquer lugar.
Mas existem os lugares onde são servidos os tea afternoon. São lugares com mais requinte, onde servem mais variedades de pães, bolos, biscoitos e chá de sua preferência.
Escolhemos o Brown's Hotel http://www.brownshotel.com/, pois a ideia era termos uma noção exata de como é o chá inglês e nada melhor que um hotel tradicional no coração de Londres.
Depois que agendamos nosso dia e horário e que fui ver alguns links e vi que esse hotel está listado como uma dos 10 melhores de Londres.
Sendo assim, eu esperava bastante desse momento.
Detalhe: no email de confirmação, eles sugerem sobre o tipo de roupa a ser usada para não causar constrangimento aos outros visitantes. Achei o máximo.
No dia marcado, chegamos lá e fomos encaminhadas a uma mesa para dois, com direito a um sofá. Mais chique impossível.
Então o garçom veio e nos explicou o funcionamento. Resumindo era: escolheríamos o nosso chá preferido, dentre a lista que ele nos ofereceu, teríamos a disposição e reposição os vários pães, biscoitos e sobremesas e no final escolheríamos a torta que gostaríamos, dentre as oferecidas.
Estava tudo uma delícia. A experiência valeu cada libra paga, mas posso confessar uma coisa?
Quem conhece um gostoso café colonial servido no nosso país, não acha o chá das 5 a melhor coisa do mundo. E foi isso que aconteceu. Entre um café colonial no Brasil e um tradicional chá das 5, eu escolho sem pestanejar, o nosso café.
Claro, que eu não poderia deixar passar essa oportunidade de conhecer essa tradição, mas não é algo que eu pagaria ( por que não é barato) toda semana para ir. Enquanto que café colonial, eu pagaria todos os dias.
É bonito? É!
É gostoso? É!
Vale a pena conhecer? Claro que sim!
Vale a pena repetir? Bem, agora só se alguém pagar para eu ir, pois caso contrário, fico com meu chá da tarde em casa, com meus bolos, biscoitos, pães, pastas, e com a vantagem de poder acrescentar toda variedade que minha imaginação inventar.
Nesse quesito, ponto para o Brasil.
Mas se você vier à Londres, não perca essa chance. Vale a pena e terás boas histórias para contar.
Beijinhos e até o próximo.
Mas com o chá é diferente. Tirando o chá de canela, ou que leve canela no preparo, eu gosto de todos. De preferência morno. Não gosto de nada quente, queimando a língua. Prefiro morno para frio.
Porém esse post não é para falar das minhas preferência líquidas e sim para contar uma experiência maravilhosa que tive essa semana e que claro, envolvia o tradicional chá das 5.
Desde que minha amiga chegou que pensávamos em ter a experiência do chá das 5. Quem não ouviu falar sobre isso? Mas o que é exatamente esse chá das 5?
Por que o chá aqui, é tomado a qualquer hora em qualquer lugar.
Mas existem os lugares onde são servidos os tea afternoon. São lugares com mais requinte, onde servem mais variedades de pães, bolos, biscoitos e chá de sua preferência.
Escolhemos o Brown's Hotel http://www.brownshotel.com/, pois a ideia era termos uma noção exata de como é o chá inglês e nada melhor que um hotel tradicional no coração de Londres.
Depois que agendamos nosso dia e horário e que fui ver alguns links e vi que esse hotel está listado como uma dos 10 melhores de Londres.
Sendo assim, eu esperava bastante desse momento.
Detalhe: no email de confirmação, eles sugerem sobre o tipo de roupa a ser usada para não causar constrangimento aos outros visitantes. Achei o máximo.
No dia marcado, chegamos lá e fomos encaminhadas a uma mesa para dois, com direito a um sofá. Mais chique impossível.
Então o garçom veio e nos explicou o funcionamento. Resumindo era: escolheríamos o nosso chá preferido, dentre a lista que ele nos ofereceu, teríamos a disposição e reposição os vários pães, biscoitos e sobremesas e no final escolheríamos a torta que gostaríamos, dentre as oferecidas.
Estava tudo uma delícia. A experiência valeu cada libra paga, mas posso confessar uma coisa?
Quem conhece um gostoso café colonial servido no nosso país, não acha o chá das 5 a melhor coisa do mundo. E foi isso que aconteceu. Entre um café colonial no Brasil e um tradicional chá das 5, eu escolho sem pestanejar, o nosso café.
Claro, que eu não poderia deixar passar essa oportunidade de conhecer essa tradição, mas não é algo que eu pagaria ( por que não é barato) toda semana para ir. Enquanto que café colonial, eu pagaria todos os dias.
É bonito? É!
É gostoso? É!
Vale a pena conhecer? Claro que sim!
Vale a pena repetir? Bem, agora só se alguém pagar para eu ir, pois caso contrário, fico com meu chá da tarde em casa, com meus bolos, biscoitos, pães, pastas, e com a vantagem de poder acrescentar toda variedade que minha imaginação inventar.
Nesse quesito, ponto para o Brasil.
Mas se você vier à Londres, não perca essa chance. Vale a pena e terás boas histórias para contar.
Beijinhos e até o próximo.
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