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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Viagem no túnel do tempo!

Viajar pela Europa é como entrar no túnel do tempo e não saber onde irá sair, o que irá encontrar e as emoções que iremos experimentar.
O tempo está voando e fico sempre com a sensação que não dará tempo de ver tudo que quero, visitar todos os lugares que sonho e conhecer todas as histórias.
Minha vontade é viajar todo final de semana para um lugar diferente, mas infelizmente isso é impossível. E por vários motivos: financeiro, distância, afazeres em Londres. Enfim, mesmo estando perto, não é tão fácil assim, viajar toda hora. Mas esse era o pensamento que eu tinha antes de chegar aqui. Achava que seria fácil pegar um trem e 2 horas depois estar na França ou na Bélgica, ir a Holanda, Alemanha, Itália.Olhava no mapa e planejava mentalmente todos os lugares que iria a cada final de semana. Que engano!
Agora, depois de quase 2 meses aqui, a realidade é outra. Precisamos planejar com antecedência de pelo menos 2 a 3 semanas para onde iremos e mesmo assim, precisamos olhar no calendário e casar os dias de folga de todos. É um verdadeiro quebra-cabeça montar viagens-prioridades-oportunidades.
mas aos poucos estamos nos programando e começamos nosso tour pela Europa, sem sair do Reino Unido. Que por sinal é enorme e lindíssimo. Em 1 ano, não conseguiremos ver toda essa beleza. Precisarímaos de 1 ano somente para o Reino Unido e outro ano para os outros países da Europa.
Mas nossa primeira viagem foi para Portsmouth. Cidade histórica, com castelos, museus, e o porto de onde sairam os navios na 2ª Guerra Mundial para o dia D. Tem até um museu só para lembrar essa data.
Essa cidade fica a uns 120 Km de distância do centro de Londres. Viagem gostosa. Estrada boa. Pode-se tranquilamente comparar com as estradas de São Paulo, que não ficam a dever a essas que passamos. Por ser um local perto, resolvemos ir e voltar no mesmo dia. Mas foi bem cansativo, andamos bastante e no final, não conseguimos ver o museu naval.
ficamos de voltar lá outro dia, para passar o dia inteiro descobrindo o museu naval, pois são várias atrações e com local para almoçar. E tudo isso a beira do cais,  olhando o oceano. Lindo!
Nossa primeira parada foi no Portchester Castle. Um castelo em ruínas, mas que dá para imaginar várias histórias lá dentro.
Logo na entrada, uma visão maravilhosa de um grande gramado, e a muralha toda em volta, eu pensei: de quantos invasores eles tiveram que defender essa área?
Adorei esse castelo. Nunca tinha entrado num castelo. Não imaginava a grandeza, a beleza, mesmo estando com ruínas. Mas basta fechar os olhos e pode-se ouvir a música, a magia, os cavalos, as crianças correndo. Basta sonhar!
Depois desse castelo, fomos em direção ao Museu do dia D. O dia que decidiu a guerra. O desembarque na Normandia.
Nesse museu estão expostos vários objetos doados pelos familiares de soldados que participaram desse dia. .
Logo na entrada, assistimos a um filme contando os preparativos, o desembarque e a vitória.
Muita emoção!
 confesso que me senti um pouco deprimida lá dentro.
Ao ver aqueles objetos, pensar nas famílias que perderam seus queridos, que milhares de pessoas não voltaram para casa.
tudo é feito para você refletir sobre a guerra e sua irracionalidade.
Saí de lá triste e ao mesmo tempo agradecida a Deus pela paz que temos em nosso País.
Depois disso, estava na hora do almoço. Queríamos comer carne. Carne aqui não é farta como no Brasil, então até mesmo para mim, que nem ligo muito, de vez em quando sinto falta.
Achamos um restaurante de carne. Era lá mesmo que iríamos comer.
Comida gostosa, deu para descansar do passeio da manhã e metade da tarde. Mas ainda faltava o museu naval, onde veríamos o Victory,
 que foi o navio capitânea da esquadra inglesa na guerra.
Traduzindo, era o navio que comandava a frota inglesa. Ficou mais fácil assim?
 É o navio original, que foi reformado. E ainda está sofrendo reformas, para poder ser preservado.
O local do museu naval, é uma área muito grande, com vários pequenos museus dentro dessa área e outros navios para serem visitados, mas já chegamos no final da tarde e nem pudemos aproveitar esse local a beira do oceano.
Só passeamos ao redor para conhecermos e vermos o que estávamos perdendo, para podermos ficar com água na boca e vontade de voltar.
Para nossa primeira viagem dentro da história, o saldo foi extremamente positivo.
Voltamos cansados, mas adoramos cada minuto desse passeio. Parece que vendo ao vivo e em cores, o passado se torna presente e as aulas de história da escola ganham um sabor especial, pois podemos tocar, ouvir e ver tudo aquilo que nossos professores passam horas tentando enfiar em nossas cabeças.
Obrigada Velho Mundo por preservar tão bem esse passado, e assim nos dar a oportunidade de vermos e aprendermos um pouquinho com toda sua história.
Esse é o sentimento que tenho na volta do túnel do tempo.
Um beijinho e até o próximo.






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