Hoje foi o primeiro dia da escola de minha filha!
Ela estava hiper nervosa com a chegada desse dia.
Como a receberiam, para onde ela iria dentro da escola, pois é imensa. Se conseguiria entender o inglês dos outros alunos, se a entenderiam.
Enfim, muitas dúvidas, para as quais eu não tinha resposta e não podia ajudar.
Só me restava, conversar, dizer que Deus é que estava no controle de todas as coisas, que Ele que abriria as portas para ela, que providenciaria tudo que ela precisava. E que o trabalho dela seria crer e ter fé que tudo daria certo.
Eu falava isso com toda convicção, pois é assim que acredito que as coisas acontecem.
Temos o direito de ficarmos nervosos, é humano, mas precisamos ter a confiança que Deus está trabalhando e agindo para o nosso bem.
E foi com essa confiança que amanhecemos no dia de hoje.
Ela estava uma pilha e eu querendo aliviá-la daquele sofrimento.
Me sentia como se fosse o primeiro dia de aula do jardim de infância.
Ela voltou a ser uma menininha de 3 aninhos.
Queria carregá-la no colo, colocá-la dentro de sala de aula, ficar esperando do lado de fora, caso ela precisasse de mim.
Tantos sentimentos juntos e misturados!
Acordamos cedo. Mesmo a escola sendo a 5 minutos a pé daqui de casa.
Ela estava com medo de se atrasar, pois são várias etapas até ficar completamente pronta para sair.
O uniforme é lindo, mas tem que estar impecável e pode faltar nenhuma peça.
Então é fazer tudo com a maior calma, examinar os detalhes. Ajeitar gravata, meia, sapato, grampo no cabelo, camisa social. Enfim, parecia que estava indo para um baile!
Depois de pronta, ficou linda! Uma boneca!
Fiquei emocionada de vê-la. Tão linda, tão adolescente e tão minha menina!
Fiz questão de levá-la à escola nesse primeiro dia.
Aqui os alunos vão sozinhos para escola.
Vi pelo caminho, crianças bem mais novos que ela, indo sozinhos.
Não vi muitos pais e mães. Posso contar nos dedos das mãos, a quantidade de alunos chegando com os pais.
Mas tanto eu quanto ela, nem pensamos nessa possibilidade.
Saímos juntas para vencermos mais esse desafio!.
Fomos conversando pelo caminho. Reparando nas outras alunas. Observando se o uniforme da minha filha estava igual ao das outras alunas. Tudo era novidade.
E para completar, hoje a temperatura resolver cair bastante. Estava 9° em pleno verão! Fez frio!
Parecia que o gelo de nossos corações, se refletia na temperatura externa.
Chegamos lá, fui na secretaria saber qual o horário de saída dela. Afinal, tínhamos combinado que ela voltaria sozinha para casa, então eu precisava saber que horas ela sairia da escola.
Depois disso, vimos todos os alunos se dirigindo para dentro da escola por um portão. Não sabíamos se ela também teria que ir por ali.
Resolvi perguntar aos inspetores que estavam na porta.
Tinha pelo menos uns 5 inspetores supervisionando os alunos que chegavam, se estavam uniformizados, arrumados, com tudo no lugar. Aqueles que não estavam no padrão eram convidados a ser arrumar. Não passavam pela barreira de inspetores.
Quando me dirigi ao inspetor, disse que minha filha era aluna nova e onde ela deveria ficar.
Então ele nos mostrou a recepção da secretaria.
Perguntei se poderia ficar lá com ela. A resposta: "Não se preocupe, ela está segura!"
Meu coração parou!
Eu não podia passar dali. Ela teria que ficar sozinha a partir daquele momento!
Parecia que a estava deixando no jardim de infância. Só que agora não havia adaptação. Não havia a chance dela sair mais cedo, caso desse algo errado. E nem celular ela podia levar. É proibido levar celular para escola!
Ela estava entrando numa nova fase. Num novo caminho onde eu não poderia passar. Foi difícil voltar para casa. Toda hora eu olhava o relógio e pensava no que ela estava fazendo.
Se estava fazendo novas amizades, se estava conseguindo achar os caminhos, se estava entendendo as matérias, se tinha almoçado.
O horário da escola é de 8:30 às 15:30h.
O dia não passava. As horas se arrastavam.
Ela estava segura!
eu sei que estava. Não tinha a menor dúvida quanto a isso.
Mas coração de mãe é assim mesmo!
Finalmente a tarde chegou e fui lá embaixo esperar por ela.
ela viria sozinha, mas sabia que eu iria encontrá-la no caminho.
Fiquei esperando do outro lado da rua.
que lindo vê-la vindo sozinha. Tão frágil, mas ao mesmo tempo tão forte, tão decidida.
Foi difícil para nós duas. Foi uma prova de amadurecimento que fizemos, passamos e vencemos.
Ela adorou a escola, fez novas amizades. Se sentiu segura!
E eu?
Eu olho para minha garotinha e vejo o quanto ela já cresceu.
Já não posso mais carregá-la no colo. Agora, somente no coração!
No próximo pos contarei sobre o serviço de lava jato. Já que escrevi sobre alguns serviços que me deixaram bastante aborrecida, preciso contar sobre algo que foi extremamente eficiente e rápido.
beijinhos e até o próximo!

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