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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Velho Continente, novos olhares: Berlim

Continuando nossa viagem, a próxima parada era Berlim. Viajamos o dia inteiro, pois resolvemos fazer num dia só os 650 Km que nos separavam de Amsterdam. A viagem era para durar 7 horas, mas o problema é que está escurecendo cedo e o tempo ainda estava bem fechado, mesmo assim, as estradas são maravilhosas e em alguns trechos podíamos colocar 150Km/h fácil. Fizemos a viagem em torno de 8horas e chegamos no final da tarde e pela primeira vez, vimos gelo nas ruas. Muito gelo!

 Então consegui entender quando os londrinos dizem detestar quando neva por mais de 2 dias. Fica realmente perigoso andar nas ruas molhadas. Extremamente escorregadio e o sapato precisa ser próprio para isso, caso contrário, corre-se o risco de levar um belo tombo. Mas estávamos preparados, então não seria problema.
A viagem foi um sonho. A paisagem digna de cartão postal, com direito a gelo, por do sol e estrada livres! Imaginem o quão belo era!
No dia que chegamos, só procuramos um local para comermos e fomos descansar que a viagem tinha sido cansativa e no dia seguinte, queríamos sair cedo para vermos tudo.
E assim fizemos. Logo pela manhã, pegamos o metrô e fomos para o centro. A cidade respira história. E a impressão que tive é que ela faz questão de mostrar a todos o seu lado sofrido e o quanto eles aprenderam com esse sofrimento. É uma cidade que vive de austeridade. Os carros são mais simples do que os que vemos aqui na Inglaterra. Parece não ter luxo.
Reparei que a cidade é histórica, mas está TODA sendo reconstruida. Literalmente toda! A cidade inteira está em obras. Em cada esquina erguem-se andaimes e guindastes. Se você for um alienado, vai pensar que a cidade é nova, no sentido de estar sendo construida agora, mas puro engano. A cidade foi toda arrasada e eles estão renascendo das cinzas. Lindo e triste ao mesmo tempo.
Ficamos hospedados no lado oriental, aquele lado do muro esquecido pelo mundo, mas que com a queda, se pode ver como era viver no lado oriental com seus parentes vivendo um outro estilo de vida! Muito doido! Lá tudo é cinza, não há cores, é muito nostágico, deprimente mesmo. Mas estão revitalizando, os turistas estão por toda parte, já alegra um pouco. O lado ocidental é mais alegre, mas mesmo assim, obras e mais obras. E quando se chega no monumento ao Holocausto, um arrepio sobe pelo corpo. É impossível não ficar emocionado!

 As crianças correndo parecia um sacrilégio, mas na realidade é a renovação da vida, é a celebração do novo!
Vimos alguns pedaços do muro de Berlim que ainda estão em pé. Interessante é poder caminhar ao longo das ruas, seguindo o trajeto do muro. Fiz questão de tirar foto com um pé no Oriente e outro no Ocidente.

O povo alemão não é simpático. Pelo menos não foram conosco. Quem sabe só conseguimos encontrar os de mal com a vida? Quem sabe?
Passeamos pelo Checkpoint, local onde existia uma das barreiras entre o lado oriental e ocidental. Hoje tudo é festa, tudo encenado para os turistas terem noção de como era a vida no passado.

Foi lá que passamos nossa noite de Natal. Como estava tudo fechado, não consegui comprar comida de Natal, então o jeito era improvisar e comprar o que desse. Comprei biscoitos, batata frita, refrigerante, chocolate e tínhamos o champanhe.
O interessante, é que aqui em Londres, muitos restaurantes estavam fazendo reserva para jantar na noite de natal, mas lá não achamos nenhum. Tudo fechado! Decididamente é uma cidade fora do comum.
Berlim mexeu comigo. Foi uma cidade que adorei. Me senti fazendo parte de uma história que não vivi, mas que milhares de pessoas lutaram bravamente para transformarem o passado num presente respeitável, admirável e com confiança no futuro.
Segunda parada, nota 9.
Ainda quero voltar em Berlim. Vale a pena uma segunda ou quem sabe uma terceira visita.
Depois de Berlim, partimos para Praga.
Mas sobre isso, acompanhem no próximo post.
um beijinho e até lá.


Velho Continente, novos olhares! Amsterdam

Preferi deixar para contar as novidades só depois que voltasse das férias para poder ter uma noção de todos os lugares que passei, todas as emoções que vivi, todos os olhares e emoções que experimentei!
Está difícil começar, pois agora tenho muitas informações na mente e no coração e receio deixar passar algo importante.
Então para não correr esse risco, separarei os post por países e o último será uma síntese de todos os outros. Então para não cansar, podem escolher qual o país que querem visitar comigo e vamos lá.
Saímos no dia 20 de dezembro rumo ao Castelo de Leeds, que fica na cidade de Kent, pois minha nora ainda não o conhecia e queríamos mostrar um castelo lindo e maravilhoso para ela.
Só que, infelizmente, nesse dia choveu muito e não pudemos passear pelos jardins como gostaríamos. Mas o passeio por dentro do castelo, sempre vale a pena. Uma viagem histórica!
Nesse dia, dormimos em Folkstone, que é a cidade do lado inglês onde fica o Eurotunnel. O cansaço e o frio não nos deixaram sair para passearmos à noite. Preferimos descansar, pois no dia seguinte, seguiríamos viagem rumo a Amsterdam - Holanda.
A primeira emoção do nosso segundo dia de vigem, foi andarmos no Eurotunnel.

 Incrível! Você entra com seu carro dentro do vagão, atravessa o Canal da Mancha e em apenas 35 minutos voilá...Está na França! É uma viagem muito rápida, mas como postei na foto, não é uma viagem recomendada para quem tem problema de claustrofobia, pois é como viajar de metrô, só que mais apertado e dentro do seu carro. Mas também, nada que uma música, um dvd, um jogo ou um gostoso bate papo não resolvam. E realmente, passa muito rápido.
Chegamos do outro lado, e o GPS nos avisa logo, para lembrarmos de dirigir pelo lado direito. Informação muito importante, que é repetida em várias placas no início da estrada.
Fomos direto para Amesterdãm. Chegamos lá por volta das 17horas e como está escurecendo cedo, parecia noite fechada. Sorte nossa que embaixo do hotel tinha um Burg King. Nos salvou do frio e da chuva!
No dia seguinte, saímos cedo para conhecermos a cidade que tantos dizem ser linda, maravilhosa e bem alternativa.
Como só tínhamos aquele dia lá e a chuva não dava tregua, preferimos pegar um ônibus de passeio que circula pela cidade e podermos assim parar nos pontos de maior interesse. O lugar que eu mais queria ir era no museu da Anne Frank, mas fui voto vencido. Continuamos nosso passeio, mas não abri mão de conhecer uma fábrica de lapidação de diamantes. Quem sabe eu conseguiria um presentinho por lá? Quem sabe?

Adorei a fábrica, uma verdadeira aula e cada diamante mais maravilhoso que outro. E caro, muuuuito caro! Ilusão minha achar que lá seria mais barato!
Depois disso, voltamos ao ônibus e descemos no centro da cidade para fazermos o passeio a pé. A estação central é linda! Uma arquitetura maravilhosa!

Passeamos pelas ruas, vimos alguns prédios bonitos, mas o que mais tem são lojas vendendo todo tipo de acessório para se poder curtir a vida sem preconceito ou olhares atravessados.
Para quem está procurando uma lugar para se sentir livre, corra para Amsterdam. Lá é o point!
Não me impressionou em nada essa cidade. Talvez a chuva tenha estragado um pouco o clima, ou quem sabe o fato de não ter feito o passeio pelos canais. Não sei realmente o que foi, mas esperava por mais beleza, história, locais bonitos.
Primeira parada, nota 7.
Recomendo que visitem Amsterdam, mas não creio que sejam necessários mais de dois dias para conhecer, curtir e continuar viagem.
E assim fizemos.
No dia seguinte, continuamos nossa viagem para o próximo destino: Berlim.
Grande expectativa e coração batendo forte para ver de perto a história que lemos em livros.
Mas isso conto no próximo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Podemos partir?

Essa semana está uma loucura. Não estou parando para nada. É uma procura por tantas coisas para podermos começar nossa viagem para fora de Londres, que nunca imaginei ter todo esse trabalho.
Não estranhem quando me referir a nossa viagem, como viagem à Europa, pois aqui em Londres, eles falam como se não pertencessem a Europa, então acaba virando hábito falar assim.
Como temos alguns dias de folga, resolvemos fazer uma viagem para conhecermos um pouquinho mais do Velho Mundo e ficou mais lógico que iríamos de carro. Estamos em cinco, então teoricamente, ficaria mais barato viajarmos de carro e teríamoss também liberdade de nos movimentarmos pelas cidades sem enfrentarmos frio nos locomovendo pelas ruas.
Só  depois que resolvemos o roteiro, pagamos hotéis, passagem de trem para o carro é que fomos ver as exigências de cada país para andarmos de carro.
Começou então a maratona da procura.
Aqui na Inglaterra, não tem nenhuma obrigatoriedade. Podemos andar durante todo o ano com pneus de verão, não precisamos de extintor de incêncio, kit primeiros socorros, colete luminoso e por ai vai. Só que a Inglaterra não existe. É um país único, por isso é tão apaixonante viver aqui. Eles confiam totalmente no sistema. Se não pode dirigir depois de beber, eles acreditam que ninguém o fará, e se fizer, para eles é simples. Prendem e mandam para a corte.
Mas nos outros países não é assim. E para transitar por eles, tivemos que nos adaptarmos e comprarmos tudo que tinha na lista.
A primeira exigência, foi o pneu de neve. Confesso que nessa hora, me deu vontade de desistir, pois é um investimento sem retorno, afinal quando regressarmos à Londres, trocaremos os pneus novamente e esses não terão nenhuma utilidade. Puro desperdício na minha opinião. Mas não teve acordo. Não poderíamos arricar a sermos parados e termos uma dor de cabeça por causa de pneus. Então lá fomos nós, procuramos pneus de neve. Depois disso, ainda tínhamos uma lista de outras coisas para comprar. Ainda bem que aqui tem uma loja chamada Halfords, que é excelente e vende praticamente tudo para carro e bicicleta. Até bafômetro faz parte da exigência. Colete sinalizador precisa ser 2, pois caso precise sair do carro, para alguma emergência, os 2 precisam estar bem visíveis. Fora o líquido para derreter o gelo do vidro, que isso já tinha no carro, pois é útil aqui também.

Enfim, além de procurar todos esses objetos, ainda precisava estudar e comprar os presentes de natal.
Mas estou tão animada com essa viagem, que nem me sinto cansada de tanto correr.
Já está quase tudo comprado, mas sempre tem aquele detalhe que só lembramos de última hora e para completar, as tomadas dos eletrônicos daqui são diferentes das tomadas do resto da Europa, então ainda tenho que sair para comprar o adaptador.
Essa será nossa primeira grande viagem para longe de Londres, feita de carro. Por isso o motivo de tanta excitação da minha parte. Iremos unir algumas das minhas maiores paixões: minha família reunida, viajar, conhecer novos lugares e dirigir.
Posso dizer que já podemos partir. Então amanhã de manhã, começaremos nossa aventura para o continente e adivinhem quem começará dirigindo?
Então: Todos prontos? Podemos partir?
um beijinho e até o próximo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Racista, eu?

Já fui chamada de várias coisas, algumas positivas e outras nem tanto, porém acusada de racismo foi a primeira vez. Confesso que me tirou do sério, até por que veio de uma pessoa que não me conhece, não sabe os passos que já dei, minhas convicções, crença e trabalho. Ou seja, não sabe absolutamente nada sobre a minha pessoa, então não poderia julgar minhas palavras.
Mas o post não é sobre esse assunto, pois o resolvi de maneira bem educada e diplomática, sem causar danos, mesmo que por dentro eu quisesse sacudir a pessoa  ( para ser light na expressão) para ela ver que não sou racista, mas extremamente passional, se bem que essa característisca também possa ser considerada politicamente incorreta, nesse mundo hipócrita que vivemos.

Por conta desse fato, meu sangue subiu e escrevi um desabafo no Facebook e a reação foi imediata, então quero expressar aqui minha emoção ao receber tantas palavras de carinho, apoio e amizade de todos os cantos do Brasil. E foi literalmente todas as 5 regiões do Brasil. Achei lindo!
Uma amiga do Norte, diz que não devo me aborrecer com pessoas assim, outra do Nordestes, faz um momento terapia, onde relembrou nossos passeios e boas risadas que dávamos na época que morávamos em Angra dos Reis, uma amiga do Centro Oeste se apresenta para brigar comigo. Achei o máximo! O que me aborrece, também a aborrece! Um amigo do Sudeste, de maneira linda, me diz para cuidar da minha mente e do meu coração. Para eu ficar calma. E finalmente minha amiga do Sul, diz que não devo me estressar assim, ninguém vale a pena tirar minha paz e estragar esse momento maravilhoso que estou vivendo! E além dessas pessoas aqui mencionadas, várias outras me escreveram in box, que ficaria difícil escrever sobre todas.
Me senti tão confortável com tantas demonstrações de amizade, que não poderia deixar de registrar esse momento, pois são essas pessoas que realmente conhecem algumas facetas minhas e as aceitam com todas as cores. As belas e claras e as de tons mais escuros!
Realmente, depois que escrevi minha resposta ao comentário preconceituoso sobre minha pessoa, me senti mais calma e orgulhosa de mim. Afinal, eu tinha conseguido ver alguma luz branca no final do túnel negro que minha raiva me fez entrar. E só depois disso tudo é que escrevi meu desabafo no face.
Em momento algum, perdi a educação e verniz que recobrem minha pessoa tão sensata, Não seria um momento assim, que poderia estragar todo esse presente maravilhoso que tenho vivido.
E só serviu para confirmar algo que sempre soube, mas que quando reafirmado algumas vezes, massageia o ego e o colorido volta mais rapidamente. Tenho amigos tão queridos que não importa a distância física ou o tempo que não nos vemos olho no olho, a amizade continua a mesma.
Então eu concluí que independente do que pessoas desconhecidas falem ou pensem ao meu respeito, sempre haverão aqueles que estarão ao meu lado para me defender e me amar, com todas minhas inperfeições.
Quero deixar claro também, que não me importo nem um pouco com a opinião alheia, pois tenho muito bem resolvido no meu coração quem eu sou, o que quero, o que gosto e também o que não gosto, mas o que me deixou bem aborrecida foi perceber que qualquer um de nós, está sujeito a ser vítima de preconceito. E preconceito, de qualquer forma, sobre qualquer assunto, me tira do sério.
Racista, eu? Posso responder com toda sinceridade que não, mas se me acusarem de paixão pelas minhas idéias e pelas pessoas que moram no meu coração. Sim, confesso a minha culpa!
Simples assim!
Um beijinho no coração de cada um de vocês.
E até o próximo!






domingo, 9 de dezembro de 2012

Só sua presença, vai me fazer feliz!

"Hoje, só sua presença, vai me fazer feliz!" (Jota Quest)
Saí de casa ontem, rumo ao Royal Albert Hall  parecendo que estava flutuando de tanta felicidade!
Quando comprei os ingressos , não vinha a programação, então eu só sabia que seria um jogo de tênis, com grandes nomes do passado, que Novak Djokovic estaria presente e para arrecadar fundos para uma instituição.
Confesso que o  que mais me chamou a atenção foi o nome de Bjorn Born. Não pensei duas vezes. Eu tinha que estar lá! Já falei sobre ele em outro post sobre tênis, então nem irei repetir o meu sonho de adolescente.
Não comentei antes sobre esse evento, pois custei a acreditar que eu realmente estaria no mesmo local que essas lendas do tênis. Demorou para cair a ficha.
Mas ontem, ao sair de casa, ao lado dos meus tesouros, eu vi que realmente, estaria realizando mais um sonho.
Por não saber a programação, achei que seriam vários pequenos jogos de exibição e que todos jogariam contra todos.Só que meu filho, mais esperto que eu, assim que chegamos lá, foi logo me avisando. " Mãe, você sabe que esse torneio vai até domingo, então pode ser que você não veja nenhum tenista famoso, poderá ser um jogo entre tenistas que você nunca tenha ouvido falar e que seus ídolos nem apareçam."
Meu coração gelou! Será que eu corria esse risco? Será que enfrentar um frio de -2°, de noite ( faz toda diferença para mim, eventos diurnos e noturnos) e iria sair sem ver meus ídolos?
Na hora, não deixei que ninguém percebesse, mas fiquei bem abatida diante dessa possibilidade.
Só que existe algo dentro de mim que NUNCA deixa a chama se apagar. Então eu pensei: "Tudo bem, se for um jogo entre jogadores que nunca ouvi falar, pelo menos estarei conhecendo o Royal Albert Hall, que por fora já é lindíssimo, imagina por dentro? E caso eu não goste do que estou vendo, viro as costas e vou embora tomar chocolate quente. Simples assim! Não iria estragar nossa noite por causa disso, porém eu estava com medo de estragar a noite dos  meus tesouros, afinal, eles estavam ali por minha causa, queriam compartilhar comigo aquele sonho e me sentia responsável pela diversão deles. Mas não tinha jeito. Já estávamos ali, e o jeito era esperar e ver o que aconteceria.
Fomos para nossos lugares. Como descrever um lugar lindo? Só há uma palavra para isso: AMAZING! Maravilhoso! Lindo! Perfeito!
Pontualmente as 8:30pm começou a primeira partida. Gostei de ver o jogo. Alguns bons lançes, muita brincadeira, mas não chegava a empolgar.
Mas o melhor ainda estava por vir. Durante os intervalos dos sets, eles projetavam num telão, o motivo do evento, falavam sobre a instituição que seria revertida a renda.
E isso foi suficiente para perceber a importância de estar ali, naquela hora e naquele lugar.
Quando terminou o primeiro jogo, fizeram vários flash do público e eis que aparece meu ídolo: Bjorn Born. Sim, ele estava lá! De smoking! Então significava que não seria a noite dele jogar.
Nesse momento, eles arrumaram a quadra para algum acontecimento diferente de jogo.
Suspense! O que iria acontecer agora?
A partir desse instante, a noite começou realmente. Foi tudo mágico! Primeiro os organizadores explicaram o funcionamento da instituição que cuida de crianças e adolescentes em situação de risco, que sofrem abusos em casa, que não tem para onde ir. Me emocionei! Senti que foi um dinheiro muito bem gasto nos nossos ingressos.
Depois ela começou a chamar os tenistas para ocuparem a quadra. E a cada nome que ela falava, o povo ia ao delírio. Quando ela falou: agora o número 1 do mundo: Novak Djokovic, o teatro enlouqueceu. Mas delírio mesmo foi quando ela anunciou o príncipe Willian. Palmas, silêncio e uma profunda reverência pela família real. TODOS se levantam, enquanto ele passa. A senhora que estava na minha frente, parecia que iria ter um ataque cardíaco, de tanta emoção. Nesse momento, eu vi com meus próprios olhos, o que só sabemos de ouvir falar ou ver pela televisão. O inglês tem verdadeira adoração por sua família real. Eles representam uma cultura, um povo, um orgulho que só vendo ao vivo para entender melhor. E eu estava lá!

Só por isso, já teria valido minha noite!
Depois desse momento, houve uma troca de presentes, e um bate bola com os tenistas e as crianças atendidas pela insituição. E pude ver então, meu ídolo com a raquete na mão. Mesmo sabendo que era só uma brincadeira, ele estava lá. Quando terminaram, foi a vez de entrar em quadra, 2 duplas, sendo que um dos jogadores era John McEnroe. Esse jogo era para diversão mesmo. Só performances, mas não deixou de ter algumas bolas bem trocadas e muita força nos golpes. Deu para ver por que John McEnroe foi número 1 do mundo.
Saí de lá de coração leve, feliz com mais um sonho realizado! Meus tesouros também adoraram a noite. Se divertiram tanto quanto eu, e minha nora, que ainda não tinha assistido nenhuma partida de tênis, já se candidatou para ir comigo na próxima. Ela é ou não é um doce?
Não vi meu ídolo jogar, mas como eu disse no início, copiando Jota Guest: " Só sua presença, vai me fazer feliz!"
E fez!
um beijinho e até o próximo!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Imagine!

"You may say ( Você pode dizer
I'm a dreamer     Eu sou um sonhador
But I'm not the only one  mas eu não sou o único
I hope some day  eu espero que um dia
You'll join us       você se junte a nós
And the world will be as one"  e o mundo será como um só ) ( John Lennon ).
Ontem fui a minha primeira festa internacional. Não internacional por que estou fora do Brasil, mas internacional por que tinham pessoas de todos os cantos do mundo, mostrando sua culinária, seus hábitos, suas vestimentas. Enfim, fazendo uma exposição do que consideram importante em seus países de origem. 
Confesso que fiquei emocionada! 
Parecia que o mundo cabia dentro daquele espaço e que o ódio, as guerras, as diferenças políticas, sociais, culturais e religiosas eram fantasia. 
Éramos pessoas querendo aprender o que não sabíamos sobre outras culturas. 
A alegria reinava e o ódio e o preconceito não tinham espaço dentro daqueles salões. Ali não existiam países ricos e pobres, dominantes e dominados. 
Era todo mundo junto e misturado!
Uma harmonia de cores, sabores, temperos, línguas e danças.
Provei comidas que nunca imaginei um dia colocar na boca. Algumas eu nem sei do que eram feitas. Mas o prazer com que cada um queria mostrar seus temperos era tão grande, que não podia recusar. E não era somente para ser polida e educada, mas era de coração. Eu não queria desapontar ninguém, pois cada vez que passávamos com nossa camisa amarela, éramos chamados para conhecermos alguma coisa diferente. Como resistir e dizer não? Impossível!
Como nosso Brasil é amado e respeitado! 
A vontade que tive foi de fotografar tudo, mas não consegui, pois o espaço ficou pequeno para caber o mundo. 
Mas tudo ficou registrado na minha mente e no meu coração. E tenho certeza, que nunca mais esquecerei o dia em vi com meus próprios olhos, que o mundo pode enfim ser um só.
Posso ser uma sonhadora, mas lá, naquele momento, eu não era a única. 
Então quem sabe, um dia, você se junte a nós!
Um beijo e até o próximo!

 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Posso me repetir?

Toda vez que penso em escrever um post, a primeira frase que vem à cabeça é: " Hoje foi um dia especial".
Sei que já está repetitivo, que já falei isso não sei quantas vezes, mas juro que hoje foi um dia especial! srrsrs!
Afinal, hoje nevou!

Tudo bem que para quem já viu neve, para quem mora aqui ou outro lugar que costuma nevar sempre, não tem mais graça nenhuma, até por que não foi uma nevasca, foi somente por uns 15 minutos. Mas quando olhei pela janela da cozinha e vi aqueles flocos brancos, me senti criança ganhando presente de natal antecipado!
Corri para a varanda, abri a porta e fui para fora sentir a neve! Queria pegar na mão, provar, engolir, enfim, sentir o gosto, o tato, o cheiro.
Meu cabelo ficou coberto de flocos de neve e eu não conseguia falar para irem buscar uma máquina fotográfica ou um celular para registrarem aquele acontecimento.
Me senti única naquele momento! Era eu e a natureza! Não senti o frio (  a sensação térmica era de -2°), a chuva, os pingos! Muito pelo contrário; me sentia viva, feliz, agradecida!
Acordei meus filhos gritando: "ESTÁ NEVANDO! ESTÁ NEVANDO! VENHAM VER! "
todos com carinha de sono, achando que eu tinha surtado, e talvez eu tenha surtado mesmo!
Surtado de felicidade!
Não preciso de muita coisa para ser feliz, concordo 100% com aquela frase popular, de fundo de quintal que diz: "Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho". Tudo bem que eu poderia ser mais criativa, inventar uma frase com mais efeito, mas a simplicidade da frase, resume bem, a simplicidade do que senti naquele momento.
Sei que não era o acontecimento do ano, que terei oportunidade de ver muitos outros dias nevando e com muito mais neve! Mas a alegria que senti, foi indescritível. Me senti abençoada por Deus, com mais um presente nas mãos. E minha oração foi: "Senhor, não permita nunca, que eu perca esse olhar infantil, esse amor pelos detalhes feitos por Sua Mão, essa alegria que me invade com cada novidade que vejo e que mesmo envelhecendo em idade, meu coração e minha mente permaneçam jovens!"
Fui cantanto para o curso e nem percebi o frio que estava castigando!
Afinal para carioca, acostumada com calor de 42° no inverno, pegar -2° no outono é uma novidade e tanto!
Mas afinal, hoje foi um dia especial!
E sem medo de me repetir!
Um beijinho e até o próximo!