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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Velho Continente, novos olhares: Berlim

Continuando nossa viagem, a próxima parada era Berlim. Viajamos o dia inteiro, pois resolvemos fazer num dia só os 650 Km que nos separavam de Amsterdam. A viagem era para durar 7 horas, mas o problema é que está escurecendo cedo e o tempo ainda estava bem fechado, mesmo assim, as estradas são maravilhosas e em alguns trechos podíamos colocar 150Km/h fácil. Fizemos a viagem em torno de 8horas e chegamos no final da tarde e pela primeira vez, vimos gelo nas ruas. Muito gelo!

 Então consegui entender quando os londrinos dizem detestar quando neva por mais de 2 dias. Fica realmente perigoso andar nas ruas molhadas. Extremamente escorregadio e o sapato precisa ser próprio para isso, caso contrário, corre-se o risco de levar um belo tombo. Mas estávamos preparados, então não seria problema.
A viagem foi um sonho. A paisagem digna de cartão postal, com direito a gelo, por do sol e estrada livres! Imaginem o quão belo era!
No dia que chegamos, só procuramos um local para comermos e fomos descansar que a viagem tinha sido cansativa e no dia seguinte, queríamos sair cedo para vermos tudo.
E assim fizemos. Logo pela manhã, pegamos o metrô e fomos para o centro. A cidade respira história. E a impressão que tive é que ela faz questão de mostrar a todos o seu lado sofrido e o quanto eles aprenderam com esse sofrimento. É uma cidade que vive de austeridade. Os carros são mais simples do que os que vemos aqui na Inglaterra. Parece não ter luxo.
Reparei que a cidade é histórica, mas está TODA sendo reconstruida. Literalmente toda! A cidade inteira está em obras. Em cada esquina erguem-se andaimes e guindastes. Se você for um alienado, vai pensar que a cidade é nova, no sentido de estar sendo construida agora, mas puro engano. A cidade foi toda arrasada e eles estão renascendo das cinzas. Lindo e triste ao mesmo tempo.
Ficamos hospedados no lado oriental, aquele lado do muro esquecido pelo mundo, mas que com a queda, se pode ver como era viver no lado oriental com seus parentes vivendo um outro estilo de vida! Muito doido! Lá tudo é cinza, não há cores, é muito nostágico, deprimente mesmo. Mas estão revitalizando, os turistas estão por toda parte, já alegra um pouco. O lado ocidental é mais alegre, mas mesmo assim, obras e mais obras. E quando se chega no monumento ao Holocausto, um arrepio sobe pelo corpo. É impossível não ficar emocionado!

 As crianças correndo parecia um sacrilégio, mas na realidade é a renovação da vida, é a celebração do novo!
Vimos alguns pedaços do muro de Berlim que ainda estão em pé. Interessante é poder caminhar ao longo das ruas, seguindo o trajeto do muro. Fiz questão de tirar foto com um pé no Oriente e outro no Ocidente.

O povo alemão não é simpático. Pelo menos não foram conosco. Quem sabe só conseguimos encontrar os de mal com a vida? Quem sabe?
Passeamos pelo Checkpoint, local onde existia uma das barreiras entre o lado oriental e ocidental. Hoje tudo é festa, tudo encenado para os turistas terem noção de como era a vida no passado.

Foi lá que passamos nossa noite de Natal. Como estava tudo fechado, não consegui comprar comida de Natal, então o jeito era improvisar e comprar o que desse. Comprei biscoitos, batata frita, refrigerante, chocolate e tínhamos o champanhe.
O interessante, é que aqui em Londres, muitos restaurantes estavam fazendo reserva para jantar na noite de natal, mas lá não achamos nenhum. Tudo fechado! Decididamente é uma cidade fora do comum.
Berlim mexeu comigo. Foi uma cidade que adorei. Me senti fazendo parte de uma história que não vivi, mas que milhares de pessoas lutaram bravamente para transformarem o passado num presente respeitável, admirável e com confiança no futuro.
Segunda parada, nota 9.
Ainda quero voltar em Berlim. Vale a pena uma segunda ou quem sabe uma terceira visita.
Depois de Berlim, partimos para Praga.
Mas sobre isso, acompanhem no próximo post.
um beijinho e até lá.


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