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sábado, 5 de janeiro de 2013

Velho Continente, novos olhares: Luxemburgo

Luxemburgo nos recebeu dessa forma:
Com um visual desse na estrada, fiquei ainda mais animada de conhecer essa cidade pequena, mas que pelo que tinha estudado tinha muitas maravilhas a serem vistas.
E realmente Luxemburgo não decepcionou. Muito pelo contrário, ela é pequena em tamanho, mas é uma cidade rica, com alto poder aquisitivo, ou seja, também não é uma cidade barata. Tem muitas ruas de pedestres com lojas de grifes famosas e caras. Para quem gosta de sair com uma sacolinha de marca (como os japoneses), é só escolher e aproveitar. Mas não era esse o objetivo das nossas férias, até por que aqui em Londres encontro tudo isso e bem mais barato, então passei batida por essas ruas. Vale o passeio, mas não vale gastar por lá.
O primeiro lugar que passeamos foi pela ponte Adolfo. Que fica acima dos jadins do Petruse e que é cortado pelo rio do mesmo nome. Que lugar gostoso! Que Paz! E lembrando da frase da minha amiga Aline, lá seria um lugar que eu levaria muitos livros e perderia a hora.

Essa ponte atravessa para os dois lados da cidade. De um lado ficam as partes mais históricas, como as fortalezas, as casamatas, o palácio do Grão Ducal, o jardim do Petruse e tantos outros pontos turísticos e do outro fica a Gare de Trem que é ponto de visitação pela sua beleza e imponência e vários prédios de arquitetura maravilhosa.
Não passeamos a pé por esse lado, ficamos só do outro, mas fizemos o passeio de carro e era passagem obrigatória para o nosso hotel, então não tinha como não observar e admirar aquela beleza.
Mas voltando para o nosso passeio a pé, percorremos praticamente todo o centro e a cada parada a paixão aumentava. Quando chegamos nas casamatas, me emocionei. Saber que milhares de pessoas se escondiam naqueles túneis para fugirem da guerra, fazia minha pensamento correr solto e eu conseguia construir histórias na minha cabeça. Quantas lágrimas foram ali derramadas, quantos gritos de vitória por mais um dia de vida, foram expostos? E as crianças? O que elas faziam, de que brincavam, podiam sair, conversar com os amigos?

Outro lugar que achei lindíssimo, foi o palácio do Grão Ducal. O interessante é que ele fica direto na rua, não tem um muro que o separa dos turistas ou do cidadão comum. Diferente do palácio de Buckingham que tem um enorme portão e grades.

Mais uma vez, a vontade que tinha era de fotografar cada milímetro da cidade. Não deixar escapar nada, para poder voltar para lá todas as vezes que olhar as fotos. E assim o fiz.
Não achei o povo simpático, pelo menos não a vendedora de uma loja de miudezas para turista. A má vontade estava imperando naquele lugar. Só não saí dali para comprar em outra loja, por que não achei o que ela vendia em outro lugar e era a caixinha de música de natal com presépio mais linda que eu já tinha visto. Então o jeito era comprar o mínimo necessário e sair correndo dali para não mais voltar.
Passamos o ano novo por lá. E ao contrário de Berlim, muitos restaurantes aceitavam reservas para jantar nessa noite. Pelo menos no ano novo teríamos comida decente e não os biscoitos e batata frita do natal. E o melhor: o garçom que falava português, foi uma atração a parte, pois não parecia ter mais de 15 anos e quando soube que éramos do Brasil - Rio de Janeiro, só faltou sentar para conversar conosco. Uma figura aquele garoto!
Quando faltavam 5 minutos para meia noite, fomos para a praça Guilherme II. Não tinha nada programado oficialmente na cidade para a passagem do ano, então ficou bem interessante ver as pessoas, que eu creio, eram na maioria turistas, reunidas ao redor da praça, com suas garrafas de champanhe (esquecemos a nossa no hotel!) esperando os sinos anunciarem meia-noite! E nesse momento, começaram alguns fogos, tímidos no início, mas que depois foram aumentando de cores e intensidade. Não foi um espetáculo digno de Copacabana, mas para quem não esperava nada, até que eu gostei bastante.

Porém o mais importante, era o momento que eu estava vivendo, ao lado de pessoas amadas e desejando que 2013 eu tenha novos sonhos para sonhar, pois os de 2012 foram todos realizados.
Quarta parada, nota: 9
Próxima parada: teoricamente Calais na França, mas fizemos um pit stop em Bruxelas - Bélgica, que foi o mais emocionante para mim.
Um beijinho e até o próximo.




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