tradução

sábado, 13 de abril de 2013

Velho Continente, novos olhares: Bélgica

Durante a semana santa, colocamos o pé na estrada e fomos passear e conhecer outros lugares pelo Velho Continente. E uma dessas paradas foi na Bélgica.
Já escrevi antes, que a Bélgica é um dos países que acho mais lindos na Europa. A impressão que tenho é que estou passeando por uma cidade de brinquedo em tamanho natural.
Dessa vez, a parada foi em Gent, que ainda não conhecia e Brugge, que eu já tinha tido a oportunidade de passear por lá.
Eu já tinha visto várias fotos de Gent, feita por amigos que lá estiveram e fiquei com enorme curiosidade de conhecer essa cidadezinha. E não me decepcionei.
É muito linda! Um charme! Parece cidade do interior, só que muito bem tratada, conservada, tranquila. Os carros, ônibus, bondes, motos, bicicletas e pedestres dividem o mesmo espaço e por incrível que pareça, não acontece nenhum acidente.
 Confesso que me senti confusa, pois precisava olhar para TODOS os lados para ver se poderia atravessar a rua, e mesmo assim, não me sentia totalmente segura até estar do outro lado da calçada. Só que as calçadas são uma continuação da rua, não tem uma divisão muito clara.
Eu comentei que se fosse no Brasil, já teríamos vários acidentes por cada metro quadrado da rua.
A cidade é realmente pequena, você consegue andar pelos principais pontos turísticos a pé sem precisar de transporte. Para minha "infelicidade" entramos de carro dentro da cidade. Foi uma loucura! As ruas são estreitas e todo mundo é dono dela. Deu trabalho dirigir lá dentro.

 E como gosto muito de repetir façanhas difíceis, no dia seguinte, voltei de carro para visitarmos o castelo. Mas explico esse gosto pelo perigo. Já estávamos saindo da cidade e deixar o carro mais afastado para entrar na cidade a pé e depois retornar tudo para pegar o carro e a estrada, não era um pensamento viável, então preferi entrar dirigindo e com cuidado, procurar um estacionamento mais perto possível e sair guiada pelo GPS.
Visitamos o castelo dos Condes,
e posso garantir, que de todos que fomos até agora, esse é o mais lindo.  Por dentro, ele está todo restaurado, não tem móveis, mas tem várias armas, armaduras, em cada cômodo e contada a história vivida dentro daquelas paredes. Tem até mesmo a sala de tortura, com uma guilhotina de verdade. Onde eles avisam que não é para colocar a mão. Pensei com meus botões: "Quem iria querer conferir para ver se a lâmina está mesmo afiada? Só pode ser doido!" Mas mesmo assim, tem o aviso. Lá do alto do castelo, você avista toda cidade de Gent. Mais linda ainda.
Depois dessa visita, pegamos o carro e fomos em direção à Brugge. Fica perto, somente 40 minutos de distância. Infelizmente estava muito frio ainda. E confesso que já estava cansada de pegar tanto frio e não fiquei tão animada como da primeira vez que fui por lá.
Mas mesmo assim, é uma cidade encantadora, linda. Também parece de brinquedo em tamanho natural.
O que amo nessas cidades, é o jogo de cores. Sempre tem muito dourado, vermelho, azul, parecendo quadros pintados por artistas e reproduzidos pelos construtores. Tudo em perfeita harmonia. Nada fora do tom.
Eu tinha um objetivo nessa ida a Brugge, além de mostrar a cidade para minha filha; eu queria voltar numa loja que vende artigos de natal e que quando estive lá, estava fechada. Saí de Brugge com uma grande frustração e me prometi que quando voltasse, não deixaria de entrar e comprar alguns enfeites. Não importando a época do ano. E claro, que cumpri minha promessa.
Esse passeio por Brugge foi mesmo muito rápido. Somente 1 noite por lá. Foi para mostrarmos a nossa filha, como a Bélgica é linda para que ela no futuro tenha a curiosidade de explorar ainda mais esse pequeno país. Passeamos pelas praças principais, tiramos as tradicionais fotos e entramos rapidamente dentro de um restaurante, pois o vento estava castigando.
Fiquei com muita vontade de tomar um chocolate quente, e sugeri voltarmos a noite para a praça e sentarmos num café e fazermos um lanche bem tradicional. Com bolos, croissant, chocolate quente, enfim, um lanche para ninguém ficar com fome.
Contudo, quando regressamos ao hotel, não tive coragem de sair outra vez. O hotel era próximo da praça central, penso que uns 10 minutos andando, no máximo, mas realmente o chocolate quente iria ficar para a próxima visita. Não deu para vencer o vento.
No dia seguinte, saímos cedo, em direção à Callais, para pegarmos nosso trem e regressarmos ao nosso lar, doce lar.
conseguimos a façanha de anteciparmos nosso embarque em 2horas, e assim chegamos em casa, ainda com dia claro, ou melhor, nevando e dia cinzento, mas eu estava na minha amada Londres de novo. Não poderia ser diferente. Ela precisava nos receber de maneira tão sua, tão própria.
E não tem cartão de visita melhor, por aqui, do que um dia cinzento e com algumas gotas de chuva.
Por sinal, como está o tempo hoje!
Um beijinho e até o próximo.



sábado, 6 de abril de 2013

Até os policiais são cavalheiros!

Acabo de assistir a uma cena aqui embaixo da minha janela que me deixou de queixo caído.
Estava eu, arrumando o quarto do meu filho, quando escuto uma sirene. Como isso aqui é muito comum, pois o que inglês mais gosta é de sirene, absurdamente altas, fui olhar só para me distrair da tarefa chata que estava realizando.
Quando me deparo com um carro da polícia descaracterizado fechando uma moto.
Dois rapazes descem do carro, muito calmamente, detalhe: sem arma em punho, sem nenhum tipo de agressividade ou arrogância. Simplesmente, descem, mandam o rapaz descer da moto e começam a conversar. Sim, isso mesmo! conversar! No início ainda pensei que fossem amigos, que tivessem se encontrado aqui na esquina e estavam batendo um papo amigável, tamanha a calma dos rapazes policiais. E digo rapazes, pois os dois tinham cara de garotos, desses que andam de carro rebaixado, com som alto, e gingado de filhinho de papai.
O motoqueiro também tinha a mesma descrição. Garoto novo, e detalhe: hiper calmo, como se estivesse mesmo batendo papo com os amigos de bar.
Só que papo vai, papo vem, um dos policiais começa a revistar a moto, pede os documentos enquanto o outro está no telefone, conferindo as informações.
A partir desse ponto, já dava para ver que eles não pararam o garoto a toa, ou seja, eles foram na certa, pois a revista ficou mais intensa e passaram a revistar o garoto e acharam um saco no bolso dele. Depois foi a vez da moto ser revistada, e acharam mais outras coisas.
Nessa hora, o policial coloca luvas para fazer uma revista mais completa.
tudo numa organização tão grande que eu não conseguia deixar de admirar.
Quando o policial termina de falar ao telefone, ele se dirige ao garoto e com o saco na mão, começa a conversar com ele, como se estivesse passando um sermão de pai para filho. E o garoto, bem o garoto, simplesmente abaixa a cabeça e escuta.
Não houve um grito, não apareceu uma arma em punho ( somente um dos policiais estava armado com arma de fogo, o outro estava com 2 armas não letais), não juntou gente para ver o que acontecia. Absolutamente nada!
Depois disso, o rapaz fez menção de se afastar da moto e ai nessa hora, ganhou um par de algemas. Mas mesmo assim, a impressão que tive é que o policial ainda pediu licença.
Decidiram então levar o rapaz, só que antes, ainda foram arrumar o carro para ele entrar. Pode isso?
Até as bananas que estavam no banco de trás eles tiraram. Deixaram o carro arrumadinho para o marginal sentar. E tudo que estava com o rapaz, como dinheiro, celular e outros pertences foram colocados dentro de um saco. Eles tinham saquinhos para tudo.
Quando terminou, levaram a moto para a outra rua, que por sinal está em frente ao meu carro
e sairam tranquilamente como se fossem passear.
Decididamente, esse povo não existe!
Até os policiais são cavalheiros.
Agora imaginem essa cena que acabei de descrever, com marginais e policiais brasileiros!
Eu não estaria segura nem por dentro da minha janela para poder assisitir a toda essa cena e contar para vocês.
Nós, brasileiros, ainda temos muito que aprender. A começar pela educação e respeito pelo outro ser humano.
parabéns a esses policiais, que cumpriram o seu dever e não fizeram espetáculo!
Um beijinho e até o próximo!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Semana Santa e pé na estrada!

Essa viagem talvez seja a última ou no máximo a penúltima antes de nosso retorno ao Brasil, então procuramos escolher o roteiro com muito cuidado, onde pudéssemos relaxar e conhecer um pouco mais do Velho Mundo.
Depois de algumas pesquisas, fizemos o seguinte roteiro:
1ª parada: Canterburry - Inglaterra.
(entrada para a catedral de Canterburry)
Na realidade essa parada foi apenas estratégica para podermos comprar alguns itens que tínhamos visto na outra vez que visitamos a cidade, sendo que da outra vez, estava tudo fechado e ficamos somente olhando vitrines e planejando retornar. Só que essa cidade é fora de rota, depois que se conhece os castelos que ficam perto. Ela fica no caminho para o Eurotunnel ( aquele túnel que atravessamos de carro da Inglaterra para França), então resolvemos entrar, dar uma voltinha e comprarmos aquilo que queríamos. São itens bem ingleses e que ainda não vi vendendo em Londres.
Valeu a pena, mesmo com todo frio que estava fazendo e a bota me machucando horrores.
Saimos de lá, parecendo sacoleiros que voltam do Paraguai. Até um baú, eu comprei! Lindo demais!
Dormimos em Folkstone, que é a cidade onde tem o Eurotunnel.
Nosso próximo destino era Mont Saint Michel.
2ª parada: Mont Saint Michel - França
Sinceramente, até a pouco tempo atrás, eu ainda não tinha ouvido falar do monte Saint Michel. Já tinha visto fotos, mas não tinha me despertado a curiosidade de saber mais sobre esse lugar.
Pelas fotos, eu achava bonito, interessante, mas não me passava pela cabeça tirar um dia para visitar uma fortaleza no meio do nada.
Que ignorância a minha!
Quando meu marido sugeriu o Mont Saint Michel, eu já tinha pesquisado sobre ele e já achava que valia a pena uma visita. Afinal, ele fica longe de tudo e já que iríamos viajar de carro, seria uma parada bem estratégica.
Quando ele reservou o hotel e disse que ficava dentro da fortaleza, eu me vi imaginando como seria um hotel dentro de uma fortaleza. Nem os meus maiores devaneios, me prepararam para a beleza que encontrei.
Para começar, quando se avista o monte, ainda na estrada, já é uma visão de tirar o fôlego, pois ele realmente é no meio do nada e se ergue de forma majestosa para dominar a paisagem. É ele e somente ele!
Ao nos aproximarmos vimos o motivo de tanto fascínio. Ele fica numa ilha que tem forte influência das marés. Então ele pode ficar rodeado de água e seu acesso é por uma ponte ou quando a maré está baixa, as pessoas se aventuram a passear ao redor dele. Mas a informação que consta é que é perigoso se arriscar sem guia, pois a lama que fica, se transforma em areia movediça e pode dar um susto nos desavisados.
Quando chegamos a maré estava baixa, e era difícil acreditar que a água chegaria até ali, mas no dia seguinte, quando fomos embora, pudemos ver que realmente o monte fica numa ilha. Maravilhoso.
Por dentro da fortaleza, tem muitas lojas, museus, uma catedral e alguns hotéis. A palavra que melhor descreve o monte Saint Michel é: SURPREENDENTE.
 Ficamos somente uma noite por lá e não deu tempo de irmos aos museus, pois já chegamos no meio da tarde e queríamos visitar a catedral e subir na sua torre para vermos a fortaleza do alto.
Me senti envergonhada pela minha ignorância e desdém anterior por esse lugar tão lindo. E para me redimir, já combinamos que precisamos voltar e ficar 2 dias. Não é necessário mais do que isso, pois o local é pequeno.
No dia seguinte saímos cedo e pegamos a estrada para uma viagem de 3horas em direção aos nossos dias de retorno à infância.
3ª parada: Disneyland Paris
Para a Disneyland, eu prefiro fazer um post só para ela, pois são tantas aventuras vividas, que seria injusto contar tudo de forma tão resumida aqui.
Mas posso adiantar que foram 4 dias maravilhosos. Onde cada um de nós voltou a ser criança e aproveitamos ao máximo cada minuto passado lá dentro.
(castelo da Cinderela)
Não tem essa história de que parque da Disney é só para criança. De zero a 90 anos, tem programação e brincadeiras. Não tem como não se emocionar ao relembrar suas histórias favoritas, e no meu caso, lembrar de assitir junto dos meus filhos,várias daquelas historinhas.
O destino era Disneyland Paris, mas seria impossível estar tão perto de Paris ( ficava a 40 minutos de trem) e não dar um pulinho por lá e tirar mais algumas fotos e fazer alguns programas que ainda não tínhamos feito.
Por incrível que pareça, ainda não tinha entrado na Catedral de Notre Dame. Parece um absurdo, mas todas as vezes que fui a Paris, sempre tinha algum impedimento e essa visita acabava adiada. Mas dessa vez, foi a primeira parada. Eu, que sou fã de carteirinha, do desenho do Corcunda de Notre Dame, amei conhecer a catedral por dentro. Me senti dentro da história!
Nem preciso dizer que amei a visita.
(catedral de Notre Dame)
Pegamos o metrô e fomos direto para meu cartão postal preferido: a Torre Eiffel.
A idéia era subir, mas a fila estava dando voltas e mais voltas e não era nossa intenção perdemos tempo em grandes filas. Afinal, só tínhamos 1 dia para passearmos por Paris.
Depois dali, fomos fazer outro passeio que ainda não tínhamos feito. Subir no Arco do Triunfo!
Posso dizer que meu coração está bom, meus batimentos cardíacos estão perfeitos e que passei no meu teste de esforço com louvor.
É muita escada! E estreita! E o pior, depois que você começa a subir, já era! Pode morrer lá dentro, por que não pode é descer pelo mesmo lugar que sobe. Ou seja, colocou o primeiro pezinho dentro, vai subir até o final!
Claro que para idosos, gestantes e outros especiais, tem um elevador. Então nada de pânico! Então, os mais necessitados podem ir sossegados. ( Juro que pensei em ter uma bengala portátil para essas horas, mas depois me arrependi do pensamento e já pedi perdão a Deus...)
Mas a visão lá do alto é maravilhosa! Você tem toda Paris aos seus pés! É uma visão de 360º.
(La Défense, ao fundo)
Enquanto escrevo, acabo de me tocar que poderia ter feito uma foto panorâmica lá do alto!
Não acredito que não pensei nisso na hora! Tudo bem, está registrado para a próxima visita à Paris!
Depois que descemos, fomos em direção ao Òpera, para de lá irmos ao Hard Rock Café, que seria nossa parada para almoço.
Já estávamos cansados de tanto andar e a parada do almoço foi providencial.
Quando acabamos, já estávamos em ritmo de voltar para o hotel e descansar, mas ainda precisávamos dar uma passadinha nas Galeria Lafayette. Afinal, estar em Paris e não entrar na Galeria é um pecado. Nem que fosse somente para dar uma olhadinha nas últimas tendências parisienses.
mas foi uma visita rápida. Estava lotada! Tudo bem que estar lotada, não é novidade, mas ontem estava em promoção. Então vocês podem imaginar COMO estava lotada!
Minha paciência para loja lotada é igual a zero! Nem mesmo Galeria Lafayette me anima.
Saí correndo de lá!
Depois disso, só nos restava entrar na C&A. ( acho um absurdo não ter C&A em Londres. É o meu protesto público! ) para procurarmos um item que minha filha queria.
Item achado, comprado e vamos embora.
Voltamos à Disneyland e ainda tivemos pique para andarmos por algumas lojinhas. Bem rapidinho! Só para não dizer que não andamos na Disney.
Quando cheguei ao hotel, estava morta de cansaço, mas feliz com meu dia passado em Paris.
Meu marido e minha filha ainda retornaram ao parque para verem o espetáculo de luzes e fogos, mas eu não aguentei. Fiquei arrumando as malas, pois iríamos sair cedo rumo a nossa quarta parada: Gent - Bélgica.
Sobre o restante da nossa viagem, irei escrever outro post, pois ainda iremos passar por Brugges e prefiro escrever sobre a Bélgica como um todo.
Para mim, a Bélgica é um dos países mais lindinhos da Europa. Acho que as cidades parecem de brinquedo. Todas conservadas, restauradas, com um ar de cidade do interior.
Agora preciso descansar, pois hoje já andamos muito por Gent e amanhã pegaremos a estrada para Brugges.
Espero que gostem dessa nossa aventura e vamos com o pé na estrada que ainda não terminamos!
Um beijinho e até o próximo!


segunda-feira, 25 de março de 2013

Feliz aniversário ou Happy Birthday?

No dia do seu aniversário, qual o seu primeiro pensamento? E morando em Londres? O pensamento muda?
Vou responder a essas perguntas falando do dia do meu aniversário.
No dia do meu aniversário, o primeiro pensamento que tenho, assim que acordo é:" nossa, como sou privilegiada! Tenho um Deus maravilhoso que me ama, com todas as minhas imperfeições, tenho filhos que são verdadeiros presentes, tenho uma família linda, da qual muito me orgulho,  tive mais um ano para aprender a ser uma pessoa melhor, passei por momentos maravilhosos, deprimentes, ganhei presentes materiais e imateriais, fui amada, fui mal compreendida, enfim, vivi um ano numa montanha russa" E ai, nesse momento de reflexão, eu agradeço a Deus.
Agradeço pela minha vida, pela vida de todos que passaram por mim naquele ano, de forma ostensiva ou de forma discreta, agradeço por cada dia desses 365 que ficaram para trás.
E não, eu não peço nada!
Quando acordo no meu aniversário, eu não tenho coragem de pedir nada. Pois olho para dentro de mim e reconheço tantas maravilhas que me sentiria envergonhada de pedir qualquer coisa.
Não sinto falta de absolutamente nada. Todas as minhas necessidades emocionais, pessoais, materiais são e estão sendo supridas no momento certo, sem que eu precise pedir.
O aniversário de ontem não foi diferente dos 46 anteriores. Ou como menos exagero, pelo menos os últimos 30 ( afinal até os 16 anos eu não tinha muita noção de reflexão e olhar para dentro). Quando digo que não foi diferente, estou me referindo somente ao meu primeiro pensamento do dia, mas tirando isso, claro que tudo foi diferente.
Afinal, era o primeiro aniversário passado em Londres. Era a primeira vez que levantaria com idade nova nas terras da rainha. Não dá para dizer que era um dia como outro qualquer.
Passei um dia tranquilo. Não me programei para fazer nada diferente do que faria num domingo aqui em Londres. Só avisei que não iria cozinhar. Assim também já seria abuso!
E assim, fizemos. Fomos almoçar fora, compramos um  bolinho e ficamos a espera de nossos amigos que estavam hospedados aqui em casa e que tinham saído para passear.
Escrevendo assim, fica parecendo que o dia foi monótono, que foi um aniversário triste. Mas, muito pelo contrário. Foi um dos melhores aniversários da minha vida, pois estou vivendo dentro de um grande presente, essa semana irei viajar para conhecer mais alguns lugares incríveis, tinham amigos muito queridos aqui conosco, que nos fizeram rir até chorar ao relembrarmos histórias antigas de nossas vidas compartilhadas em Angra dos Reis e Brasília.
O que mais eu podia querer?
Claro que a ausência do meu filho e do restante da minha família fez diferença. Seria muito melhor se estivéssemos todos juntos aqui, mas daqui a pouco estarei retornando e poderemos comemorar muitos outros aniversários. Então nem isso foi pretexto para diminuir a felicidade de estar usufruindo do presente que Deus me deu no dia 03 de maio de 2012.
E repito aqui as palavras que escrevi para uma amiga muito querida, " eu faço aniversário todos os dias, pois a cada dia Deus me surpreende com um novo presente. Então pode me dar os parabéns em qualquer dia que nunca estarás atrasada!"
Aniversário não é comemoração do nosso nascimento? Então feliz aniversário para mim ontem, hoje,amanhã e todos os dias, pois eu renasço todos os dias e peço a Deus que seja de forma melhor e mais proveitosa.
Um beijinho e obrigada de coração por todas as manifestações de carinho que recebi!


sábado, 23 de março de 2013

Primavera e neve! Combinam?

Uma das coisas que sempre me impressiona aqui em Londres, é essa capacidade da cidade e dos ingleses de conseguirem agradar a todos. Quem chega aqui nunca se decepciona! Se o turista gosta de sol, tem pelo menos um dia de sol para que ele veja que existe sim, céu azul e muito azul na cidade cinzenta. Se ele gosta de dias nublados, chegou na cidade certa, pois o que não faltam são dias nublados e o mais incrível, se ele nunca viu neve, mas não quer pegar o inverno, o frio brabo, com temperaturas abaixo de zero, ele vem na primavera e sabe o que acontece? Neva!
Sim, hoje, que já estamos oficialmente na primavera, está nevando.
 Não é aquela neve que fará com que possamos construir um boneco, está mais para aquela neve que no Brasil chamamos a chuvinha que chove e não molha! É mais ou menos assim que está o dia de hoje! Está nevando desde cedo, caindo flocos suaves, mas que ainda assim, são lindos de se ver, e torna a paisagem diferente.
Eu não canso de olhar, admirar, querer mais um pouco. Até por que hoje o frio deu uma trégua. Nos dois dias anteriores, o vento estava castigando e a sensação térmica foi para alguns graus negativos e não estava muito agradável andar na rua.
Mas hoje não!
Olho pela janela e me admiro, novamente, com mais esse espetáculo da mãe natureza!
E então eu tenho certeza!
Primavera e neve combinam!
Pelo menos aqui em Londres.
A cidade onde todos tem um motivo para se apaixonar. É só descobrir o seu!
Um beijinho e até o próximo!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Março - mês das mães

Ontem coloquei, no facebook, várias fotos comemorando o dia das mães e antes que pensem que o ar londrino me enlouqueceu, quero esclarecer que aqui o dia das mães é comemorado no segundo domingo de março. Sim, ontem foi mesmo o dia das mães.
Eu adorei essa mudança e não foi somente para ganhar presente antecipado ( o que é sempre bom), mas o maior presente que ganhei foi estar com meus dois filhos ao meu lado. E como em maio isso não será possível, então tudo conspirou ao meu favor para fazer do dia 10/03/2013 uma data especial.
Particularmente, não vejo problema nenhum em mudar as datas comemorativas, ou melhor, comemorar no dia e na hora que queremos ou podemos. Não gosto de nada fixo, já falei várias vezes que mudança é minha palavra preferida, então por que não mudar a regra e ter um dia das mães em março?
Logo cedo, ganhei de presente um celular, pois estavam  com vergonha do meu velhinho. Eu não tinha problema nenhum com ele, mas com essa moda de Iphone, Galaxy SIII, Sony Xperia, o meu humilde nokia estava deslocado. Não me fiz de rogada e claro que amei o novo brinquedo. E ainda veio acompanhado de um buquê de rosas lindas, as mais lindas que já vi.
E como dia das mães, eu merecia toda mordomia, então fomos almoçar no Tony Roma's http://www.tonyromas.com/

Depois do almoço, não conseguimos fazer mais nada, pois além de termos comido dignamente, estava um frio de rachar os ossos. O melhor era voltar para o quentinho da nossa casa. Foi um dia muito gostoso, cheio de risos e brincadeiras.
Na realidade, o dia das mães era somente uma data marcada no calendário comercial, pois tudo aquilo que fizemos no dia de ontem, nada mais era do que a repetição do que fazemos sempre que estamos juntos. Aproveitamos cada minuto, nos doamos uns aos outros com todo amor e carinho.
Sim, sou muito feliz por ter 2 filhos maravihosos, e por poder comemorar esse dia 365 vezes ao ano, pois em momento algum eles esquecem o quanto os amo e o quanto tenho o maior orgulho de dizer:
Eu tenho um príncipe e uma princesa na minha casa. E na terra da rainha, eu posso dizer com toda segurança, EU SOU A RAINHA DO MEU LAR! Simples assim!
Feliz dia das mães para todas as mães!
um beijinho e até o próximo.

domingo, 10 de março de 2013

Debutante em Londres!

Já falei várias vezes e ainda repetirei tantas outras, que estar morando em Londres foi um maravilhoso presente de Deus para nossas vidas. Cada um de nós tinha um desejo que Deus colocou num pacote e abençoou todos de uma vez.
Hoje irei falar sobre o desejo da minha filha.
No inicio do ano passado, quando ela fez 14 anos, perguntamos o que ela iria querer de aniversário de 15 anos. Se queria festa, viagem ou qualquer outra coisa que marcasse para sempre sua passagem de debutante.
Ela ficou indecisa entre uma grande festa ou uma viagem.
Deixamos que ela resolvesse. Em abril, ela decidiu por viajarmos. Sim, seria uma viagem em família. Nem nos passava pela cabeça, não fazermos sua primeira viagem internacional sem estarmos todos juntos. Queríamos compartilhar esse primeiro momento unidos.
Depois dessa decisão, chegou a hora de escolher o destino. Deixamos em aberto o mundo inteiro para ela escolher. . O irmão queria Estados Unidos, eu e o pai, preferíamos Europa e ela queria agradar a todos. Teve momentos que fiquei com pena de sua indecisão. Então, num desses momentos, disse que a viagem era dela, que ela precisaria escolher o local que o coração dela quisesse conhecer, e que nós iríamos com a maior alegria. Senti um imenso alívio em seu rosto. eu a tinha libertado para escolher o que ela sonhava.
Depois de alguns dias, ela anunciava sua decisão: Londres!
LONDRES? como assim? Eu não conhecia muitas adolescentes que quisessem conhecer Londres. Por que Londres? O que tinha em Londres para ser o sonho de presente de uma adolescente?
Então ela me explica, que aqui é a cidade do Rock, que suas bandas preferidas são daqui, que ela sempre sonhou em conhecer Londres.
Ok! Pedido feito, agora era correr atrás de passgens, estadias, locais a serem visitados. Começaríamos as pesquisas. Tinha que ser feito com bastante tempo de antecedência, para podermos programar tudo e ser o aniversário de 15 anos inesquecível para ela e nós.
Mas Deus, por amor a todos nós, fez muito melhor e presenteou a família inteira com uma estadia de 1 ano em Londres. O presente que ela pediu, poderia ser desfrutado durante um ao inteiro. Tem presente melhor do que esse?
No dia que aqui desembarcamos, a primeira coisa que falei para ela. "filha, aqui está seu presente de 15 anos, aproveite-o!"
E durante esses meses, temos podido oferecer e receber presentes diariamente para ela e para nós.
Até que chegou o dia 03/03/2013. Dia sonhado! Ela faria 15 anos.
foi uma mistura de emoção dentro do meu coração. Minha bebê, cresceu! ainda conserva os traços de menina, mas não posso mais dizer que seja uma criança.

Nesse dia, estávamos os 4 juntos. Meu filho tinha chegado do Brasil, especialmente para essa data. Infelizmente nossa família não pode estar presente. Essa foi a parte triste, senti muita falta deles aqui para celebrarmos juntos essa data tão esperada. Mas a internet nos salvou e conseguimos conectar e cantar parabéns lá e cá.
Fizemos tudo que ela queria nesse dia. Até o bolo me virei para fazer.
 ( teria sido mais fácil e mais bonito se eu tivesse mandado fazer, mas o desejo dela era uma ordem naquele dia).
Fomos almoçar numa churrascaria brasileira, depois ela foi ao boliche com amigos brasileiros e no final da tarde, cantamos os parabéns em casa.
Penso que foi um dia inesquecível, aliás, esse ano está sendo inesquecível.
A cada dia, uma emoção diferente, um olhar diferente. Uma passagem diferente.
Sim, somos todos debutantes em Londres. Graças a Deus!