Na minha humilde opinião, é impossível você entrar num parque da Disney e não voltar a ser criança, ou melhor, deixar a criança que vive dentro de você tomar conta do seu ser. Nós, adultos, passamos tanto tempo sendo adultos, que muitas vezes, esquecemos a criança que existe lá dentro. E os parques da Disney estão ai para isso. Em apenas alguns segundos, toda a capa de maturidade, cai por terra e voltamos à infância.
Se fomos crianças medrosas, teremos medo de grandes montanhas russas, se fomos crianças mais atiradas, é para lá que iremos. Mas a democracia impera por lá. Não existe uma única pessoa, que não possa brincar em pelo menos um brinquedo. Do zero aos cento e pouquinho de idade, tem brinquedo, carrinho, cavalinho e história. Quem não conhece alguma das historinhas Disney? Quem nunca ouviu falar no Pinocchio, no Peter Pan, no Corcunda de Notre Dame e tantos outros personagens Disney? Por isso a democracia. Todo mundo encontra o seu personagem favorito, mesmo que o brinquedo não seja do seu agrado, mas tem as lojas vendendo toda espécie de lembrancinha para desespero total. Nessa hora, aparece o adulto que faz conta, pensa se vale a pena, mas que no final, acaba se deixando levar pela magia Disney e sai com algumas sacolas.
Assim foi nossos 5 dias de Parque Disney em Paris.
Ficamos hospedados dentro do complexo, o que facilitou muito o deslocamento. E ainda podíamos entrar 1hora antes do parque abrir ao público em geral, então os brinquedos ainda estava vazios e podíamos sair de um e entrar logo no seguinte, sem muita espera.
Logo no primeiro dia, mesmo tendo chegado já no final da tarde no hotel, ainda fomos dar uma volta para fazer o reconhecimento do parque e claro, já que estávamos lá dentro, por que não brincar logo em alguma coisa?
Assim fizemos. Mas como estávamos cansados da viagem, pois estávamos vindo do Monte Saint Michel e fizemos a viagem em 4horas, só fomos em brinquedos leves, carrinhos que contavam historinhas. Só para relaxar. Nada de muita adrenalina logo de cara.
No dia seguinte, tomamos nosso café da manhã cedo e partimos para o parque.
Passamos o dia inteiro lá dentro.
As horas parecem voar. Perdemos a noção de tempo e quando vemos já passou a hora do almoço, já está na hora do lanche e ainda nem comemos nada. Enfim, nosso estômago está tão sacudido de altos de baixos de montanhas russas, carrinhos, xícaras que rodam, que nem dá sinal de vida.
Porém quando paramos para descansar um pouco, percebemos que estávamos com muita fome. E pior, o frio estava castigando. Muito vento!
O jeito era procurar um local fechado para comer e recarregar as baterias. só que quando achamos esse lugar, bateu a preguiça. comemos e decidimos voltar para o hotel. Afinal ainda tínhamos mais 3 dias inteiros de brincadeiras e o parque não é tão grande assim.
No dia seguinte, fizemos a mesma coisa: café da manhã bem cedo e vamos para o parque. Mas diferente do dia anterior, me prometi não andar em nenhuma montanha russa do mal, chamo do mal, aquelas que te deixam de cabeça para baixo, fazem você de caracol, enfim, parece que você está num liquidificador em alta velocidade. Fui numa só e estava hiper, mega satisfeita.
Então cumprindo minha promessa, virei a fotógrafa oficial enquanto meu marido e minha filha iam se retorcer nesses brinquedos. Até que me deparei num brinquedo, que era do filme Procurando Nemo. Era a parte onde as tartarugas pegam a corrente marítima e se deixam levar. Pensei: "que mal pode ter um brinquedo assim, com tartaruguinhas tão doces?"
Ah tá, nesse então eu vou. 1hora de fila, mas estava animada. Pensando que iria entrar no carrinho e ver o fundo do mar. Na entrada, não tem o desenho de como é a montanha russa por dentro, o que acho um erro, pois quando entramos num brinquedo, precisamos saber o que iremos encontrar, até mesmo para podermos tomar a decisão de irmos ou não. Mas só avisava que a cadeira rodava 360°. Até ai tudo bem. Lembrei da xícara que fica rodando de um lado para o outro e eu adoro. Pensei que seria a mesma coisa. E chega nossa vez. Sentamos eu e minha filha, lado a lado e meu marido de costa para nós, dentro do mesmo carrinho. Vejo o rapaz conferir a trava de segurança da minha filha e uma moça confere a minha. Só que como mãe, estava mais preocupada em olhar ele conferindo a dela e nem prestei atenção na minha. Assim que o carrinho sai, minha filha olha para minha trava e fala: "mãe, a sua está diferente da minha" Nisso, estamos fazendo uma subida gigantesca, e eu consigo fazer a trava dar mais um tranco na minha direção. Gelei. Todos os pensamentos mais horrorosos passaram pela minha cabeça enquanto íamos subindo. E claro, tudo que sobe, tem que descer. DESCER? Eu diria: DESPENCAR. Fechei os olhos e fiz o que mais gosto nessas horas de terror; GRITEI... Eu gritava de um lado e minha filha do outro.
Até que saímos, sãs e salvas, sem nenhum problema. E quando olho para minha filha, ela está pálida, passando mal, tremendo horrores. Fico imediatamente preocupadíssima e então ela me conta o que a preocupou. Quando ela me perguntou sobre a trava, na verdade, ela estava achando que a dela é que não estava bem travada e assim como eu, durante todo o percurso, com as subidas e descidas, ela achou que iria cair. Ou seja, eu e ela pensamos a mesma coisa, só que sobre nossos assentos. Nem me passou pela cabeça, que ela estava achando que o dela estava com defeito, por que eu vi a conferência no dela e também eu não sabia, que na realidade, essas cadeiras tem 2 pontos de trava, para pessoas mais magras e pessoas menos magras. Por isso,que consegui dar a segunda trava. Não era defeito, era a folga para meu casaco, então quando trouxe a trava mais para perto, ela veio e apertou o grosso casaco que eu estava vestindo. Só que eu não sabia de nada disso. Foi um sufoco naquele momento, e o parque perdeu um pouco a graça para aquele dia. Mesmo com tudo explicado, entendido, ficou aquela sensação ruim, o gosto amargo do estresse na boca. E como o frio ainda estava maltratando bastante, resolvemos não abusar e fomos brincar na xícara que não gerava nenhum tipo de estresse.
Já estava no final do dia e voltamos ao hotel, exaustos.
No dia seguinte, fomos fazer um passeio rápido por Paris. Estávamos tão perto que seria um pecado não irmos. Então só voltamos ao parque no finalzinho do dia para comprarmos algumas lembrancinhas. Mas a noite, minha filha queria ver o desfile, e o show de fogos. Não aguentei. Ela voltou com o pai e disse que eu perdi um show maravilhoso. Acredito que sim, pois ela filmou e realmente perdi um show inesquecível. Mas tudo bem. Não me arrependo, pois durante esses dias eu tinha me divertido tanto, que estava valendo cada minuto passado ali dentro.
Então chegou o último dia. A saudade já estava batendo forte. fomos ao parque somente para comprarmos as últimas lembranças que faltavam, mas não dava tempo de andarmos em nenhum brinquedo, pois íamos pegar a estrada rumo a Bélgica.
Foram dias mágicos, como diz a propaganda Disney, e passam voando.
Penso que de 2 a 3 dias são suficientes para se ver todo o parque, pois o mesmo não é gigante. A vontade de ficar por lá é pode ser maior do que a necessidade. Pois quando se entra no mundo mágico da Disney, quem não quer, assim como o Peter Pan criança para sempre?
Recomendo muito ser criança algumas vezes na vida, pois quando se volta para o mundo adulto, tudo parece mais leve, mais bonito e menos estressante.
Como é bom ser criança.
um beijinho e até o próximo.
tradução
sábado, 20 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Arte brasileira em Londres.
Ontem e hoje fui prestigiar a nossa arte.
Coincidência ou não, tanto o show de ontem da Marisa Monte, quanto a exposição do fotógrafo Sebastião Salgado, estrearam aqui em Londres em primeiro lugar.
E por coincidência, foi uma amiga brasileria que me contou desses dois eventos, e sugeriu que se eu não tivesse outra coisa para fazer, seria bem interessante.
Eu achei mais do que interessante. Achei que seria imperdível.
Para começar, sou fã da Marisa Monte, o show seria num teatro perto de casa, o preço estava excelente e realmente eu não tinha outra coisa prevista para o domingo.
Assim que soube, fiz uma pesquisa aqui em casa para saber quem gostaria de me acompanhar. Fiz a maior propaganda, falei das qualidades musicais da artista, disse que seria uma oportunidade excelente de assistirmos ao show de estreia da turnê europeia, enfim, chorei minhas pitangas para ver se comovia algum coração a me acompanhar.
Nada feito. Não se comoveram e gentilmente me disseram que não iriam.
Tudo bem! Irei sozinha! Acho que eles não acreditaram. Mas para comprovar minha decisão, entrei na internet e comprei meu ingresso.
Maravilha! Ingresso comprado, e o melhor, numa fileira bem perto do palco, mas não o suficiente para ficar de torcicolo. O que eu queria mais?
Queria é que chegasse logo a hora do show.
Saí de casa com bastante antecedência, pois apesar de ser perto, era num bairro que eu nunca tinha passeado, então não sabia se o teatro era próximo a estação de metrô.
Cheguei cedo, e fiquei aguardando sem problema algum, pois já estava com bastante público que também quis chegar adiantado. Detalhe, quase não se ouvia inglês. Parecia que eu estava na porta de um teatro brasileiro. Que delícia escutar tantas pessoas pessoas falando nossa língua ao mesmo tempo.
Mas a alegria de ver tantos brasileiros juntos, também caminha junto com a tristeza da falta de educação de muitos deles. Infelizmente, parece que só o fato de morar na Europa não é suficiente para que o jeitinho brasileiro seja extinto. Em alguns momentos me senti envergonhada, pela falta de educação, gritaria ( o show ainda nem tinha começado) pela malandragem e pior pela total falta de respeito á artista, pois depois que o show começou muitos levantavam para irem ao banheiro ou simplesmente passarem no bar para recarregarem sua dose de bebida. E olha que eu estava na frente. Imagino quem estava mais atrás como deve ter sido bem pior. Me senti mal com tamanha falta de senso.
Mas tirando esse detalhe, o show foi maravilhoso. A performance dela incrível. Que voz!
Quando ela cantou "tô com sintomas de saudades, tô pensando em você", o teatro veio abaixo. No final ela ainda fala que essa era para nós que estávamos longe de nossa terra. Chorei!
Saí de lá 100% satisfeita com a apresentação e hiper orgulhosa de mim, pois se fosse em outros tempos, talvez eu desistisse de ir, pois era à noite ( não gosto de sair de noite, ainda mais sozinha), num local que não sabia direito onde era. Mas tinha tomado minha decisão e foi muito acertada.
Hoje foi dia de ir ao museu para prestigiar um fotógrafo conhecido internacionalmente e que estreiou sua exposição aqui no Museu de História Natural.
A exposição foram 8 anos de trabalho ao redor do mundo, capturando imagens que nos remete ao Gênesis. Como ainda existem lugares que podem ser considerados intocáveis pela civilização! Animais, plantas, seres humanos vivendo de forma mais primitiva, mas confesso que quando vi os indíos brasileiros não gostei, pois a impressão que passa é que o Brasil é habitado por índios pelados, sem contato com a civilização e que possuem uma cultura totalmente baseada em agressões ao corpo, rituais dolorosos, enfim, quase pré-históricos, contudo tirando essa parte, toda a exposição é um delírio para os olhos.
São imagens em preto e branco que estão separados por localidades. Fiquei admirada com a quantidade de pinguim. Eu já tinha visto várias fotos de pinguim, mas essas que ele tirou são hiper dimensionadas em relação a quantidade. Parece um enxame. Impressionante!
Essa exposição irá para o Brasil no mês que vem, e penso que será uma boa oportunidade para os brasileiros verem lugares inimagináveis e de difícil acesso.
Saí de lá com uma sensação de que nosso país pode dar certo. Temos pessoas famosas e anônimas tão talentosas e não somente artistas. Falo em todas as áreas do conhecimento humano.
Mas o que falta é realmente nosso povo se apoderar disso. De seu talento, sua criatividade, sua inteligência para o bem, para algo maior que ele, e não somente para a baderna, arruaça, barulho, violência ou a lei do mais esperto.
E para encerrar quero registrar a cena que mais me comoveu dentro do museu.
Um grupo de crianças com idade, de no máximo 6 anos, fazendo uma excursão e naquele momento elas estavam no setor de aves. TODAS com um bloco na mão e cada uma desenhendo a ave que mais chamou a atençao delas. No meio do corredor, aquelas crianças sentadas no chão, compenetradas, fazendo sua tarefa como se fosse a coisa mais importante de suas vidas. Detalhe, a escola era pública, não era particular não.
Aquilo me emocionou, pois lembrei que muitas crianças brasileiras não tem escola, cadeira para sentar e material para estudar.
Quantas dessas poderão ter oportunidade de visitar um museu e fazer um desenho do que viram?
Nós temos uma arte brasileira tipo exportação, mais ainda falta muito para termos a educação também para exportar.
Um beijinho e até o próximo.
Coincidência ou não, tanto o show de ontem da Marisa Monte, quanto a exposição do fotógrafo Sebastião Salgado, estrearam aqui em Londres em primeiro lugar.
E por coincidência, foi uma amiga brasileria que me contou desses dois eventos, e sugeriu que se eu não tivesse outra coisa para fazer, seria bem interessante.
Eu achei mais do que interessante. Achei que seria imperdível.
Para começar, sou fã da Marisa Monte, o show seria num teatro perto de casa, o preço estava excelente e realmente eu não tinha outra coisa prevista para o domingo.
Assim que soube, fiz uma pesquisa aqui em casa para saber quem gostaria de me acompanhar. Fiz a maior propaganda, falei das qualidades musicais da artista, disse que seria uma oportunidade excelente de assistirmos ao show de estreia da turnê europeia, enfim, chorei minhas pitangas para ver se comovia algum coração a me acompanhar.
Nada feito. Não se comoveram e gentilmente me disseram que não iriam.
Tudo bem! Irei sozinha! Acho que eles não acreditaram. Mas para comprovar minha decisão, entrei na internet e comprei meu ingresso.
Maravilha! Ingresso comprado, e o melhor, numa fileira bem perto do palco, mas não o suficiente para ficar de torcicolo. O que eu queria mais?
Queria é que chegasse logo a hora do show.
Saí de casa com bastante antecedência, pois apesar de ser perto, era num bairro que eu nunca tinha passeado, então não sabia se o teatro era próximo a estação de metrô.
Cheguei cedo, e fiquei aguardando sem problema algum, pois já estava com bastante público que também quis chegar adiantado. Detalhe, quase não se ouvia inglês. Parecia que eu estava na porta de um teatro brasileiro. Que delícia escutar tantas pessoas pessoas falando nossa língua ao mesmo tempo.
Mas a alegria de ver tantos brasileiros juntos, também caminha junto com a tristeza da falta de educação de muitos deles. Infelizmente, parece que só o fato de morar na Europa não é suficiente para que o jeitinho brasileiro seja extinto. Em alguns momentos me senti envergonhada, pela falta de educação, gritaria ( o show ainda nem tinha começado) pela malandragem e pior pela total falta de respeito á artista, pois depois que o show começou muitos levantavam para irem ao banheiro ou simplesmente passarem no bar para recarregarem sua dose de bebida. E olha que eu estava na frente. Imagino quem estava mais atrás como deve ter sido bem pior. Me senti mal com tamanha falta de senso.
Mas tirando esse detalhe, o show foi maravilhoso. A performance dela incrível. Que voz!
Quando ela cantou "tô com sintomas de saudades, tô pensando em você", o teatro veio abaixo. No final ela ainda fala que essa era para nós que estávamos longe de nossa terra. Chorei!
Saí de lá 100% satisfeita com a apresentação e hiper orgulhosa de mim, pois se fosse em outros tempos, talvez eu desistisse de ir, pois era à noite ( não gosto de sair de noite, ainda mais sozinha), num local que não sabia direito onde era. Mas tinha tomado minha decisão e foi muito acertada.
Hoje foi dia de ir ao museu para prestigiar um fotógrafo conhecido internacionalmente e que estreiou sua exposição aqui no Museu de História Natural.
A exposição foram 8 anos de trabalho ao redor do mundo, capturando imagens que nos remete ao Gênesis. Como ainda existem lugares que podem ser considerados intocáveis pela civilização! Animais, plantas, seres humanos vivendo de forma mais primitiva, mas confesso que quando vi os indíos brasileiros não gostei, pois a impressão que passa é que o Brasil é habitado por índios pelados, sem contato com a civilização e que possuem uma cultura totalmente baseada em agressões ao corpo, rituais dolorosos, enfim, quase pré-históricos, contudo tirando essa parte, toda a exposição é um delírio para os olhos.
São imagens em preto e branco que estão separados por localidades. Fiquei admirada com a quantidade de pinguim. Eu já tinha visto várias fotos de pinguim, mas essas que ele tirou são hiper dimensionadas em relação a quantidade. Parece um enxame. Impressionante!
Essa exposição irá para o Brasil no mês que vem, e penso que será uma boa oportunidade para os brasileiros verem lugares inimagináveis e de difícil acesso.
Saí de lá com uma sensação de que nosso país pode dar certo. Temos pessoas famosas e anônimas tão talentosas e não somente artistas. Falo em todas as áreas do conhecimento humano.
Mas o que falta é realmente nosso povo se apoderar disso. De seu talento, sua criatividade, sua inteligência para o bem, para algo maior que ele, e não somente para a baderna, arruaça, barulho, violência ou a lei do mais esperto.
E para encerrar quero registrar a cena que mais me comoveu dentro do museu.
Um grupo de crianças com idade, de no máximo 6 anos, fazendo uma excursão e naquele momento elas estavam no setor de aves. TODAS com um bloco na mão e cada uma desenhendo a ave que mais chamou a atençao delas. No meio do corredor, aquelas crianças sentadas no chão, compenetradas, fazendo sua tarefa como se fosse a coisa mais importante de suas vidas. Detalhe, a escola era pública, não era particular não.
Aquilo me emocionou, pois lembrei que muitas crianças brasileiras não tem escola, cadeira para sentar e material para estudar.
Quantas dessas poderão ter oportunidade de visitar um museu e fazer um desenho do que viram?
Nós temos uma arte brasileira tipo exportação, mais ainda falta muito para termos a educação também para exportar.
Um beijinho e até o próximo.
sábado, 13 de abril de 2013
Velho Continente, novos olhares: Bélgica
Durante a semana santa, colocamos o pé na estrada e fomos passear e conhecer outros lugares pelo Velho Continente. E uma dessas paradas foi na Bélgica.
Já escrevi antes, que a Bélgica é um dos países que acho mais lindos na Europa. A impressão que tenho é que estou passeando por uma cidade de brinquedo em tamanho natural.
Dessa vez, a parada foi em Gent, que ainda não conhecia e Brugge, que eu já tinha tido a oportunidade de passear por lá.
Eu já tinha visto várias fotos de Gent, feita por amigos que lá estiveram e fiquei com enorme curiosidade de conhecer essa cidadezinha. E não me decepcionei.
É muito linda! Um charme! Parece cidade do interior, só que muito bem tratada, conservada, tranquila. Os carros, ônibus, bondes, motos, bicicletas e pedestres dividem o mesmo espaço e por incrível que pareça, não acontece nenhum acidente.
Confesso que me senti confusa, pois precisava olhar para TODOS os lados para ver se poderia atravessar a rua, e mesmo assim, não me sentia totalmente segura até estar do outro lado da calçada. Só que as calçadas são uma continuação da rua, não tem uma divisão muito clara.
Eu comentei que se fosse no Brasil, já teríamos vários acidentes por cada metro quadrado da rua.
A cidade é realmente pequena, você consegue andar pelos principais pontos turísticos a pé sem precisar de transporte. Para minha "infelicidade" entramos de carro dentro da cidade. Foi uma loucura! As ruas são estreitas e todo mundo é dono dela. Deu trabalho dirigir lá dentro.
E como gosto muito de repetir façanhas difíceis, no dia seguinte, voltei de carro para visitarmos o castelo. Mas explico esse gosto pelo perigo. Já estávamos saindo da cidade e deixar o carro mais afastado para entrar na cidade a pé e depois retornar tudo para pegar o carro e a estrada, não era um pensamento viável, então preferi entrar dirigindo e com cuidado, procurar um estacionamento mais perto possível e sair guiada pelo GPS.
Visitamos o castelo dos Condes,
e posso garantir, que de todos que fomos até agora, esse é o mais lindo. Por dentro, ele está todo restaurado, não tem móveis, mas tem várias armas, armaduras, em cada cômodo e contada a história vivida dentro daquelas paredes. Tem até mesmo a sala de tortura, com uma guilhotina de verdade. Onde eles avisam que não é para colocar a mão. Pensei com meus botões: "Quem iria querer conferir para ver se a lâmina está mesmo afiada? Só pode ser doido!" Mas mesmo assim, tem o aviso. Lá do alto do castelo, você avista toda cidade de Gent. Mais linda ainda.
Depois dessa visita, pegamos o carro e fomos em direção à Brugge. Fica perto, somente 40 minutos de distância. Infelizmente estava muito frio ainda. E confesso que já estava cansada de pegar tanto frio e não fiquei tão animada como da primeira vez que fui por lá.
Mas mesmo assim, é uma cidade encantadora, linda. Também parece de brinquedo em tamanho natural.
O que amo nessas cidades, é o jogo de cores. Sempre tem muito dourado, vermelho, azul, parecendo quadros pintados por artistas e reproduzidos pelos construtores. Tudo em perfeita harmonia. Nada fora do tom.
Eu tinha um objetivo nessa ida a Brugge, além de mostrar a cidade para minha filha; eu queria voltar numa loja que vende artigos de natal e que quando estive lá, estava fechada. Saí de Brugge com uma grande frustração e me prometi que quando voltasse, não deixaria de entrar e comprar alguns enfeites. Não importando a época do ano. E claro, que cumpri minha promessa.
Esse passeio por Brugge foi mesmo muito rápido. Somente 1 noite por lá. Foi para mostrarmos a nossa filha, como a Bélgica é linda para que ela no futuro tenha a curiosidade de explorar ainda mais esse pequeno país. Passeamos pelas praças principais, tiramos as tradicionais fotos e entramos rapidamente dentro de um restaurante, pois o vento estava castigando.
Fiquei com muita vontade de tomar um chocolate quente, e sugeri voltarmos a noite para a praça e sentarmos num café e fazermos um lanche bem tradicional. Com bolos, croissant, chocolate quente, enfim, um lanche para ninguém ficar com fome.
Contudo, quando regressamos ao hotel, não tive coragem de sair outra vez. O hotel era próximo da praça central, penso que uns 10 minutos andando, no máximo, mas realmente o chocolate quente iria ficar para a próxima visita. Não deu para vencer o vento.
No dia seguinte, saímos cedo, em direção à Callais, para pegarmos nosso trem e regressarmos ao nosso lar, doce lar.
conseguimos a façanha de anteciparmos nosso embarque em 2horas, e assim chegamos em casa, ainda com dia claro, ou melhor, nevando e dia cinzento, mas eu estava na minha amada Londres de novo. Não poderia ser diferente. Ela precisava nos receber de maneira tão sua, tão própria.
E não tem cartão de visita melhor, por aqui, do que um dia cinzento e com algumas gotas de chuva.
Por sinal, como está o tempo hoje!
Um beijinho e até o próximo.
Já escrevi antes, que a Bélgica é um dos países que acho mais lindos na Europa. A impressão que tenho é que estou passeando por uma cidade de brinquedo em tamanho natural.
Dessa vez, a parada foi em Gent, que ainda não conhecia e Brugge, que eu já tinha tido a oportunidade de passear por lá.
Eu já tinha visto várias fotos de Gent, feita por amigos que lá estiveram e fiquei com enorme curiosidade de conhecer essa cidadezinha. E não me decepcionei.
É muito linda! Um charme! Parece cidade do interior, só que muito bem tratada, conservada, tranquila. Os carros, ônibus, bondes, motos, bicicletas e pedestres dividem o mesmo espaço e por incrível que pareça, não acontece nenhum acidente.
Confesso que me senti confusa, pois precisava olhar para TODOS os lados para ver se poderia atravessar a rua, e mesmo assim, não me sentia totalmente segura até estar do outro lado da calçada. Só que as calçadas são uma continuação da rua, não tem uma divisão muito clara.
Eu comentei que se fosse no Brasil, já teríamos vários acidentes por cada metro quadrado da rua.
A cidade é realmente pequena, você consegue andar pelos principais pontos turísticos a pé sem precisar de transporte. Para minha "infelicidade" entramos de carro dentro da cidade. Foi uma loucura! As ruas são estreitas e todo mundo é dono dela. Deu trabalho dirigir lá dentro.
E como gosto muito de repetir façanhas difíceis, no dia seguinte, voltei de carro para visitarmos o castelo. Mas explico esse gosto pelo perigo. Já estávamos saindo da cidade e deixar o carro mais afastado para entrar na cidade a pé e depois retornar tudo para pegar o carro e a estrada, não era um pensamento viável, então preferi entrar dirigindo e com cuidado, procurar um estacionamento mais perto possível e sair guiada pelo GPS.
Visitamos o castelo dos Condes,
e posso garantir, que de todos que fomos até agora, esse é o mais lindo. Por dentro, ele está todo restaurado, não tem móveis, mas tem várias armas, armaduras, em cada cômodo e contada a história vivida dentro daquelas paredes. Tem até mesmo a sala de tortura, com uma guilhotina de verdade. Onde eles avisam que não é para colocar a mão. Pensei com meus botões: "Quem iria querer conferir para ver se a lâmina está mesmo afiada? Só pode ser doido!" Mas mesmo assim, tem o aviso. Lá do alto do castelo, você avista toda cidade de Gent. Mais linda ainda.
Depois dessa visita, pegamos o carro e fomos em direção à Brugge. Fica perto, somente 40 minutos de distância. Infelizmente estava muito frio ainda. E confesso que já estava cansada de pegar tanto frio e não fiquei tão animada como da primeira vez que fui por lá.
Mas mesmo assim, é uma cidade encantadora, linda. Também parece de brinquedo em tamanho natural.
O que amo nessas cidades, é o jogo de cores. Sempre tem muito dourado, vermelho, azul, parecendo quadros pintados por artistas e reproduzidos pelos construtores. Tudo em perfeita harmonia. Nada fora do tom.
Eu tinha um objetivo nessa ida a Brugge, além de mostrar a cidade para minha filha; eu queria voltar numa loja que vende artigos de natal e que quando estive lá, estava fechada. Saí de Brugge com uma grande frustração e me prometi que quando voltasse, não deixaria de entrar e comprar alguns enfeites. Não importando a época do ano. E claro, que cumpri minha promessa.
Esse passeio por Brugge foi mesmo muito rápido. Somente 1 noite por lá. Foi para mostrarmos a nossa filha, como a Bélgica é linda para que ela no futuro tenha a curiosidade de explorar ainda mais esse pequeno país. Passeamos pelas praças principais, tiramos as tradicionais fotos e entramos rapidamente dentro de um restaurante, pois o vento estava castigando.
Fiquei com muita vontade de tomar um chocolate quente, e sugeri voltarmos a noite para a praça e sentarmos num café e fazermos um lanche bem tradicional. Com bolos, croissant, chocolate quente, enfim, um lanche para ninguém ficar com fome.
Contudo, quando regressamos ao hotel, não tive coragem de sair outra vez. O hotel era próximo da praça central, penso que uns 10 minutos andando, no máximo, mas realmente o chocolate quente iria ficar para a próxima visita. Não deu para vencer o vento.
No dia seguinte, saímos cedo, em direção à Callais, para pegarmos nosso trem e regressarmos ao nosso lar, doce lar.
conseguimos a façanha de anteciparmos nosso embarque em 2horas, e assim chegamos em casa, ainda com dia claro, ou melhor, nevando e dia cinzento, mas eu estava na minha amada Londres de novo. Não poderia ser diferente. Ela precisava nos receber de maneira tão sua, tão própria.
E não tem cartão de visita melhor, por aqui, do que um dia cinzento e com algumas gotas de chuva.
Por sinal, como está o tempo hoje!
Um beijinho e até o próximo.
sábado, 6 de abril de 2013
Até os policiais são cavalheiros!
Acabo de assistir a uma cena aqui embaixo da minha janela que me deixou de queixo caído.
Estava eu, arrumando o quarto do meu filho, quando escuto uma sirene. Como isso aqui é muito comum, pois o que inglês mais gosta é de sirene, absurdamente altas, fui olhar só para me distrair da tarefa chata que estava realizando.
Quando me deparo com um carro da polícia descaracterizado fechando uma moto.
Dois rapazes descem do carro, muito calmamente, detalhe: sem arma em punho, sem nenhum tipo de agressividade ou arrogância. Simplesmente, descem, mandam o rapaz descer da moto e começam a conversar. Sim, isso mesmo! conversar! No início ainda pensei que fossem amigos, que tivessem se encontrado aqui na esquina e estavam batendo um papo amigável, tamanha a calma dos rapazes policiais. E digo rapazes, pois os dois tinham cara de garotos, desses que andam de carro rebaixado, com som alto, e gingado de filhinho de papai.
O motoqueiro também tinha a mesma descrição. Garoto novo, e detalhe: hiper calmo, como se estivesse mesmo batendo papo com os amigos de bar.
Só que papo vai, papo vem, um dos policiais começa a revistar a moto, pede os documentos enquanto o outro está no telefone, conferindo as informações.
A partir desse ponto, já dava para ver que eles não pararam o garoto a toa, ou seja, eles foram na certa, pois a revista ficou mais intensa e passaram a revistar o garoto e acharam um saco no bolso dele. Depois foi a vez da moto ser revistada, e acharam mais outras coisas.
Nessa hora, o policial coloca luvas para fazer uma revista mais completa.
tudo numa organização tão grande que eu não conseguia deixar de admirar.
Quando o policial termina de falar ao telefone, ele se dirige ao garoto e com o saco na mão, começa a conversar com ele, como se estivesse passando um sermão de pai para filho. E o garoto, bem o garoto, simplesmente abaixa a cabeça e escuta.
Não houve um grito, não apareceu uma arma em punho ( somente um dos policiais estava armado com arma de fogo, o outro estava com 2 armas não letais), não juntou gente para ver o que acontecia. Absolutamente nada!
Depois disso, o rapaz fez menção de se afastar da moto e ai nessa hora, ganhou um par de algemas. Mas mesmo assim, a impressão que tive é que o policial ainda pediu licença.
Decidiram então levar o rapaz, só que antes, ainda foram arrumar o carro para ele entrar. Pode isso?
Até as bananas que estavam no banco de trás eles tiraram. Deixaram o carro arrumadinho para o marginal sentar. E tudo que estava com o rapaz, como dinheiro, celular e outros pertences foram colocados dentro de um saco. Eles tinham saquinhos para tudo.
Quando terminou, levaram a moto para a outra rua, que por sinal está em frente ao meu carro
e sairam tranquilamente como se fossem passear.
Decididamente, esse povo não existe!
Até os policiais são cavalheiros.
Agora imaginem essa cena que acabei de descrever, com marginais e policiais brasileiros!
Eu não estaria segura nem por dentro da minha janela para poder assisitir a toda essa cena e contar para vocês.
Nós, brasileiros, ainda temos muito que aprender. A começar pela educação e respeito pelo outro ser humano.
parabéns a esses policiais, que cumpriram o seu dever e não fizeram espetáculo!
Um beijinho e até o próximo!
Estava eu, arrumando o quarto do meu filho, quando escuto uma sirene. Como isso aqui é muito comum, pois o que inglês mais gosta é de sirene, absurdamente altas, fui olhar só para me distrair da tarefa chata que estava realizando.
Quando me deparo com um carro da polícia descaracterizado fechando uma moto.
Dois rapazes descem do carro, muito calmamente, detalhe: sem arma em punho, sem nenhum tipo de agressividade ou arrogância. Simplesmente, descem, mandam o rapaz descer da moto e começam a conversar. Sim, isso mesmo! conversar! No início ainda pensei que fossem amigos, que tivessem se encontrado aqui na esquina e estavam batendo um papo amigável, tamanha a calma dos rapazes policiais. E digo rapazes, pois os dois tinham cara de garotos, desses que andam de carro rebaixado, com som alto, e gingado de filhinho de papai.
O motoqueiro também tinha a mesma descrição. Garoto novo, e detalhe: hiper calmo, como se estivesse mesmo batendo papo com os amigos de bar.
Só que papo vai, papo vem, um dos policiais começa a revistar a moto, pede os documentos enquanto o outro está no telefone, conferindo as informações.
A partir desse ponto, já dava para ver que eles não pararam o garoto a toa, ou seja, eles foram na certa, pois a revista ficou mais intensa e passaram a revistar o garoto e acharam um saco no bolso dele. Depois foi a vez da moto ser revistada, e acharam mais outras coisas.
Nessa hora, o policial coloca luvas para fazer uma revista mais completa.
tudo numa organização tão grande que eu não conseguia deixar de admirar.
Quando o policial termina de falar ao telefone, ele se dirige ao garoto e com o saco na mão, começa a conversar com ele, como se estivesse passando um sermão de pai para filho. E o garoto, bem o garoto, simplesmente abaixa a cabeça e escuta.
Não houve um grito, não apareceu uma arma em punho ( somente um dos policiais estava armado com arma de fogo, o outro estava com 2 armas não letais), não juntou gente para ver o que acontecia. Absolutamente nada!
Depois disso, o rapaz fez menção de se afastar da moto e ai nessa hora, ganhou um par de algemas. Mas mesmo assim, a impressão que tive é que o policial ainda pediu licença.
Decidiram então levar o rapaz, só que antes, ainda foram arrumar o carro para ele entrar. Pode isso?
Até as bananas que estavam no banco de trás eles tiraram. Deixaram o carro arrumadinho para o marginal sentar. E tudo que estava com o rapaz, como dinheiro, celular e outros pertences foram colocados dentro de um saco. Eles tinham saquinhos para tudo.
Quando terminou, levaram a moto para a outra rua, que por sinal está em frente ao meu carro
e sairam tranquilamente como se fossem passear.
Decididamente, esse povo não existe!
Até os policiais são cavalheiros.
Agora imaginem essa cena que acabei de descrever, com marginais e policiais brasileiros!
Eu não estaria segura nem por dentro da minha janela para poder assisitir a toda essa cena e contar para vocês.
Nós, brasileiros, ainda temos muito que aprender. A começar pela educação e respeito pelo outro ser humano.
parabéns a esses policiais, que cumpriram o seu dever e não fizeram espetáculo!
Um beijinho e até o próximo!
terça-feira, 2 de abril de 2013
Semana Santa e pé na estrada!
Essa viagem talvez seja a última ou no máximo a penúltima antes de nosso retorno ao Brasil, então procuramos escolher o roteiro com muito cuidado, onde pudéssemos relaxar e conhecer um pouco mais do Velho Mundo.
Depois de algumas pesquisas, fizemos o seguinte roteiro:
1ª parada: Canterburry - Inglaterra.
Na realidade essa parada foi apenas estratégica para podermos comprar alguns itens que tínhamos visto na outra vez que visitamos a cidade, sendo que da outra vez, estava tudo fechado e ficamos somente olhando vitrines e planejando retornar. Só que essa cidade é fora de rota, depois que se conhece os castelos que ficam perto. Ela fica no caminho para o Eurotunnel ( aquele túnel que atravessamos de carro da Inglaterra para França), então resolvemos entrar, dar uma voltinha e comprarmos aquilo que queríamos. São itens bem ingleses e que ainda não vi vendendo em Londres.
Valeu a pena, mesmo com todo frio que estava fazendo e a bota me machucando horrores.
Saimos de lá, parecendo sacoleiros que voltam do Paraguai. Até um baú, eu comprei! Lindo demais!
Dormimos em Folkstone, que é a cidade onde tem o Eurotunnel.
Nosso próximo destino era Mont Saint Michel.
2ª parada: Mont Saint Michel - França
Sinceramente, até a pouco tempo atrás, eu ainda não tinha ouvido falar do monte Saint Michel. Já tinha visto fotos, mas não tinha me despertado a curiosidade de saber mais sobre esse lugar.
Pelas fotos, eu achava bonito, interessante, mas não me passava pela cabeça tirar um dia para visitar uma fortaleza no meio do nada.
Que ignorância a minha!
Quando meu marido sugeriu o Mont Saint Michel, eu já tinha pesquisado sobre ele e já achava que valia a pena uma visita. Afinal, ele fica longe de tudo e já que iríamos viajar de carro, seria uma parada bem estratégica.
Quando ele reservou o hotel e disse que ficava dentro da fortaleza, eu me vi imaginando como seria um hotel dentro de uma fortaleza. Nem os meus maiores devaneios, me prepararam para a beleza que encontrei.
Para começar, quando se avista o monte, ainda na estrada, já é uma visão de tirar o fôlego, pois ele realmente é no meio do nada e se ergue de forma majestosa para dominar a paisagem. É ele e somente ele!
Ao nos aproximarmos vimos o motivo de tanto fascínio. Ele fica numa ilha que tem forte influência das marés. Então ele pode ficar rodeado de água e seu acesso é por uma ponte ou quando a maré está baixa, as pessoas se aventuram a passear ao redor dele. Mas a informação que consta é que é perigoso se arriscar sem guia, pois a lama que fica, se transforma em areia movediça e pode dar um susto nos desavisados.
Quando chegamos a maré estava baixa, e era difícil acreditar que a água chegaria até ali, mas no dia seguinte, quando fomos embora, pudemos ver que realmente o monte fica numa ilha. Maravilhoso.
Por dentro da fortaleza, tem muitas lojas, museus, uma catedral e alguns hotéis. A palavra que melhor descreve o monte Saint Michel é: SURPREENDENTE.
Ficamos somente uma noite por lá e não deu tempo de irmos aos museus, pois já chegamos no meio da tarde e queríamos visitar a catedral e subir na sua torre para vermos a fortaleza do alto.
Me senti envergonhada pela minha ignorância e desdém anterior por esse lugar tão lindo. E para me redimir, já combinamos que precisamos voltar e ficar 2 dias. Não é necessário mais do que isso, pois o local é pequeno.
No dia seguinte saímos cedo e pegamos a estrada para uma viagem de 3horas em direção aos nossos dias de retorno à infância.
3ª parada: Disneyland Paris
Para a Disneyland, eu prefiro fazer um post só para ela, pois são tantas aventuras vividas, que seria injusto contar tudo de forma tão resumida aqui.
Mas posso adiantar que foram 4 dias maravilhosos. Onde cada um de nós voltou a ser criança e aproveitamos ao máximo cada minuto passado lá dentro.
Não tem essa história de que parque da Disney é só para criança. De zero a 90 anos, tem programação e brincadeiras. Não tem como não se emocionar ao relembrar suas histórias favoritas, e no meu caso, lembrar de assitir junto dos meus filhos,várias daquelas historinhas.
O destino era Disneyland Paris, mas seria impossível estar tão perto de Paris ( ficava a 40 minutos de trem) e não dar um pulinho por lá e tirar mais algumas fotos e fazer alguns programas que ainda não tínhamos feito.
Por incrível que pareça, ainda não tinha entrado na Catedral de Notre Dame. Parece um absurdo, mas todas as vezes que fui a Paris, sempre tinha algum impedimento e essa visita acabava adiada. Mas dessa vez, foi a primeira parada. Eu, que sou fã de carteirinha, do desenho do Corcunda de Notre Dame, amei conhecer a catedral por dentro. Me senti dentro da história!
Nem preciso dizer que amei a visita.
Pegamos o metrô e fomos direto para meu cartão postal preferido: a Torre Eiffel.
A idéia era subir, mas a fila estava dando voltas e mais voltas e não era nossa intenção perdemos tempo em grandes filas. Afinal, só tínhamos 1 dia para passearmos por Paris.
Depois dali, fomos fazer outro passeio que ainda não tínhamos feito. Subir no Arco do Triunfo!
Posso dizer que meu coração está bom, meus batimentos cardíacos estão perfeitos e que passei no meu teste de esforço com louvor.
É muita escada! E estreita! E o pior, depois que você começa a subir, já era! Pode morrer lá dentro, por que não pode é descer pelo mesmo lugar que sobe. Ou seja, colocou o primeiro pezinho dentro, vai subir até o final!
Claro que para idosos, gestantes e outros especiais, tem um elevador. Então nada de pânico! Então, os mais necessitados podem ir sossegados. ( Juro que pensei em ter uma bengala portátil para essas horas, mas depois me arrependi do pensamento e já pedi perdão a Deus...)
Mas a visão lá do alto é maravilhosa! Você tem toda Paris aos seus pés! É uma visão de 360º.
Enquanto escrevo, acabo de me tocar que poderia ter feito uma foto panorâmica lá do alto!
Não acredito que não pensei nisso na hora! Tudo bem, está registrado para a próxima visita à Paris!
Depois que descemos, fomos em direção ao Òpera, para de lá irmos ao Hard Rock Café, que seria nossa parada para almoço.
Já estávamos cansados de tanto andar e a parada do almoço foi providencial.
Quando acabamos, já estávamos em ritmo de voltar para o hotel e descansar, mas ainda precisávamos dar uma passadinha nas Galeria Lafayette. Afinal, estar em Paris e não entrar na Galeria é um pecado. Nem que fosse somente para dar uma olhadinha nas últimas tendências parisienses.
mas foi uma visita rápida. Estava lotada! Tudo bem que estar lotada, não é novidade, mas ontem estava em promoção. Então vocês podem imaginar COMO estava lotada!
Minha paciência para loja lotada é igual a zero! Nem mesmo Galeria Lafayette me anima.
Saí correndo de lá!
Depois disso, só nos restava entrar na C&A. ( acho um absurdo não ter C&A em Londres. É o meu protesto público! ) para procurarmos um item que minha filha queria.
Item achado, comprado e vamos embora.
Voltamos à Disneyland e ainda tivemos pique para andarmos por algumas lojinhas. Bem rapidinho! Só para não dizer que não andamos na Disney.
Quando cheguei ao hotel, estava morta de cansaço, mas feliz com meu dia passado em Paris.
Meu marido e minha filha ainda retornaram ao parque para verem o espetáculo de luzes e fogos, mas eu não aguentei. Fiquei arrumando as malas, pois iríamos sair cedo rumo a nossa quarta parada: Gent - Bélgica.
Sobre o restante da nossa viagem, irei escrever outro post, pois ainda iremos passar por Brugges e prefiro escrever sobre a Bélgica como um todo.
Para mim, a Bélgica é um dos países mais lindinhos da Europa. Acho que as cidades parecem de brinquedo. Todas conservadas, restauradas, com um ar de cidade do interior.
Agora preciso descansar, pois hoje já andamos muito por Gent e amanhã pegaremos a estrada para Brugges.
Espero que gostem dessa nossa aventura e vamos com o pé na estrada que ainda não terminamos!
Um beijinho e até o próximo!
Depois de algumas pesquisas, fizemos o seguinte roteiro:
1ª parada: Canterburry - Inglaterra.
| (entrada para a catedral de Canterburry) |
Valeu a pena, mesmo com todo frio que estava fazendo e a bota me machucando horrores.
Saimos de lá, parecendo sacoleiros que voltam do Paraguai. Até um baú, eu comprei! Lindo demais!
Dormimos em Folkstone, que é a cidade onde tem o Eurotunnel.
Nosso próximo destino era Mont Saint Michel.
2ª parada: Mont Saint Michel - França
Sinceramente, até a pouco tempo atrás, eu ainda não tinha ouvido falar do monte Saint Michel. Já tinha visto fotos, mas não tinha me despertado a curiosidade de saber mais sobre esse lugar.
Pelas fotos, eu achava bonito, interessante, mas não me passava pela cabeça tirar um dia para visitar uma fortaleza no meio do nada.
Que ignorância a minha!
Quando meu marido sugeriu o Mont Saint Michel, eu já tinha pesquisado sobre ele e já achava que valia a pena uma visita. Afinal, ele fica longe de tudo e já que iríamos viajar de carro, seria uma parada bem estratégica.
Quando ele reservou o hotel e disse que ficava dentro da fortaleza, eu me vi imaginando como seria um hotel dentro de uma fortaleza. Nem os meus maiores devaneios, me prepararam para a beleza que encontrei.
Para começar, quando se avista o monte, ainda na estrada, já é uma visão de tirar o fôlego, pois ele realmente é no meio do nada e se ergue de forma majestosa para dominar a paisagem. É ele e somente ele!
Ao nos aproximarmos vimos o motivo de tanto fascínio. Ele fica numa ilha que tem forte influência das marés. Então ele pode ficar rodeado de água e seu acesso é por uma ponte ou quando a maré está baixa, as pessoas se aventuram a passear ao redor dele. Mas a informação que consta é que é perigoso se arriscar sem guia, pois a lama que fica, se transforma em areia movediça e pode dar um susto nos desavisados.
Quando chegamos a maré estava baixa, e era difícil acreditar que a água chegaria até ali, mas no dia seguinte, quando fomos embora, pudemos ver que realmente o monte fica numa ilha. Maravilhoso.
Por dentro da fortaleza, tem muitas lojas, museus, uma catedral e alguns hotéis. A palavra que melhor descreve o monte Saint Michel é: SURPREENDENTE.
Ficamos somente uma noite por lá e não deu tempo de irmos aos museus, pois já chegamos no meio da tarde e queríamos visitar a catedral e subir na sua torre para vermos a fortaleza do alto.
Me senti envergonhada pela minha ignorância e desdém anterior por esse lugar tão lindo. E para me redimir, já combinamos que precisamos voltar e ficar 2 dias. Não é necessário mais do que isso, pois o local é pequeno.
No dia seguinte saímos cedo e pegamos a estrada para uma viagem de 3horas em direção aos nossos dias de retorno à infância.
3ª parada: Disneyland Paris
Para a Disneyland, eu prefiro fazer um post só para ela, pois são tantas aventuras vividas, que seria injusto contar tudo de forma tão resumida aqui.
Mas posso adiantar que foram 4 dias maravilhosos. Onde cada um de nós voltou a ser criança e aproveitamos ao máximo cada minuto passado lá dentro.
| (castelo da Cinderela) |
O destino era Disneyland Paris, mas seria impossível estar tão perto de Paris ( ficava a 40 minutos de trem) e não dar um pulinho por lá e tirar mais algumas fotos e fazer alguns programas que ainda não tínhamos feito.
Por incrível que pareça, ainda não tinha entrado na Catedral de Notre Dame. Parece um absurdo, mas todas as vezes que fui a Paris, sempre tinha algum impedimento e essa visita acabava adiada. Mas dessa vez, foi a primeira parada. Eu, que sou fã de carteirinha, do desenho do Corcunda de Notre Dame, amei conhecer a catedral por dentro. Me senti dentro da história!
Nem preciso dizer que amei a visita.
| (catedral de Notre Dame) |
A idéia era subir, mas a fila estava dando voltas e mais voltas e não era nossa intenção perdemos tempo em grandes filas. Afinal, só tínhamos 1 dia para passearmos por Paris.
Depois dali, fomos fazer outro passeio que ainda não tínhamos feito. Subir no Arco do Triunfo!
Posso dizer que meu coração está bom, meus batimentos cardíacos estão perfeitos e que passei no meu teste de esforço com louvor.
É muita escada! E estreita! E o pior, depois que você começa a subir, já era! Pode morrer lá dentro, por que não pode é descer pelo mesmo lugar que sobe. Ou seja, colocou o primeiro pezinho dentro, vai subir até o final!
Claro que para idosos, gestantes e outros especiais, tem um elevador. Então nada de pânico! Então, os mais necessitados podem ir sossegados. ( Juro que pensei em ter uma bengala portátil para essas horas, mas depois me arrependi do pensamento e já pedi perdão a Deus...)
Mas a visão lá do alto é maravilhosa! Você tem toda Paris aos seus pés! É uma visão de 360º.
| (La Défense, ao fundo) |
Não acredito que não pensei nisso na hora! Tudo bem, está registrado para a próxima visita à Paris!
Depois que descemos, fomos em direção ao Òpera, para de lá irmos ao Hard Rock Café, que seria nossa parada para almoço.
Já estávamos cansados de tanto andar e a parada do almoço foi providencial.
Quando acabamos, já estávamos em ritmo de voltar para o hotel e descansar, mas ainda precisávamos dar uma passadinha nas Galeria Lafayette. Afinal, estar em Paris e não entrar na Galeria é um pecado. Nem que fosse somente para dar uma olhadinha nas últimas tendências parisienses.
mas foi uma visita rápida. Estava lotada! Tudo bem que estar lotada, não é novidade, mas ontem estava em promoção. Então vocês podem imaginar COMO estava lotada!
Minha paciência para loja lotada é igual a zero! Nem mesmo Galeria Lafayette me anima.
Saí correndo de lá!
Depois disso, só nos restava entrar na C&A. ( acho um absurdo não ter C&A em Londres. É o meu protesto público! ) para procurarmos um item que minha filha queria.
Item achado, comprado e vamos embora.
Voltamos à Disneyland e ainda tivemos pique para andarmos por algumas lojinhas. Bem rapidinho! Só para não dizer que não andamos na Disney.
Quando cheguei ao hotel, estava morta de cansaço, mas feliz com meu dia passado em Paris.
Meu marido e minha filha ainda retornaram ao parque para verem o espetáculo de luzes e fogos, mas eu não aguentei. Fiquei arrumando as malas, pois iríamos sair cedo rumo a nossa quarta parada: Gent - Bélgica.
Sobre o restante da nossa viagem, irei escrever outro post, pois ainda iremos passar por Brugges e prefiro escrever sobre a Bélgica como um todo.
Para mim, a Bélgica é um dos países mais lindinhos da Europa. Acho que as cidades parecem de brinquedo. Todas conservadas, restauradas, com um ar de cidade do interior.
Agora preciso descansar, pois hoje já andamos muito por Gent e amanhã pegaremos a estrada para Brugges.
Espero que gostem dessa nossa aventura e vamos com o pé na estrada que ainda não terminamos!
Um beijinho e até o próximo!
segunda-feira, 25 de março de 2013
Feliz aniversário ou Happy Birthday?
No dia do seu aniversário, qual o seu primeiro pensamento? E morando em Londres? O pensamento muda?
Vou responder a essas perguntas falando do dia do meu aniversário.
No dia do meu aniversário, o primeiro pensamento que tenho, assim que acordo é:" nossa, como sou privilegiada! Tenho um Deus maravilhoso que me ama, com todas as minhas imperfeições, tenho filhos que são verdadeiros presentes, tenho uma família linda, da qual muito me orgulho, tive mais um ano para aprender a ser uma pessoa melhor, passei por momentos maravilhosos, deprimentes, ganhei presentes materiais e imateriais, fui amada, fui mal compreendida, enfim, vivi um ano numa montanha russa" E ai, nesse momento de reflexão, eu agradeço a Deus.
Agradeço pela minha vida, pela vida de todos que passaram por mim naquele ano, de forma ostensiva ou de forma discreta, agradeço por cada dia desses 365 que ficaram para trás.
E não, eu não peço nada!
Quando acordo no meu aniversário, eu não tenho coragem de pedir nada. Pois olho para dentro de mim e reconheço tantas maravilhas que me sentiria envergonhada de pedir qualquer coisa.
Não sinto falta de absolutamente nada. Todas as minhas necessidades emocionais, pessoais, materiais são e estão sendo supridas no momento certo, sem que eu precise pedir.
O aniversário de ontem não foi diferente dos 46 anteriores. Ou como menos exagero, pelo menos os últimos 30 ( afinal até os 16 anos eu não tinha muita noção de reflexão e olhar para dentro). Quando digo que não foi diferente, estou me referindo somente ao meu primeiro pensamento do dia, mas tirando isso, claro que tudo foi diferente.
Afinal, era o primeiro aniversário passado em Londres. Era a primeira vez que levantaria com idade nova nas terras da rainha. Não dá para dizer que era um dia como outro qualquer.
Passei um dia tranquilo. Não me programei para fazer nada diferente do que faria num domingo aqui em Londres. Só avisei que não iria cozinhar. Assim também já seria abuso!
E assim, fizemos. Fomos almoçar fora, compramos um bolinho e ficamos a espera de nossos amigos que estavam hospedados aqui em casa e que tinham saído para passear.
Escrevendo assim, fica parecendo que o dia foi monótono, que foi um aniversário triste. Mas, muito pelo contrário. Foi um dos melhores aniversários da minha vida, pois estou vivendo dentro de um grande presente, essa semana irei viajar para conhecer mais alguns lugares incríveis, tinham amigos muito queridos aqui conosco, que nos fizeram rir até chorar ao relembrarmos histórias antigas de nossas vidas compartilhadas em Angra dos Reis e Brasília.
O que mais eu podia querer?
Claro que a ausência do meu filho e do restante da minha família fez diferença. Seria muito melhor se estivéssemos todos juntos aqui, mas daqui a pouco estarei retornando e poderemos comemorar muitos outros aniversários. Então nem isso foi pretexto para diminuir a felicidade de estar usufruindo do presente que Deus me deu no dia 03 de maio de 2012.
E repito aqui as palavras que escrevi para uma amiga muito querida, " eu faço aniversário todos os dias, pois a cada dia Deus me surpreende com um novo presente. Então pode me dar os parabéns em qualquer dia que nunca estarás atrasada!"
Aniversário não é comemoração do nosso nascimento? Então feliz aniversário para mim ontem, hoje,amanhã e todos os dias, pois eu renasço todos os dias e peço a Deus que seja de forma melhor e mais proveitosa.
Um beijinho e obrigada de coração por todas as manifestações de carinho que recebi!
Vou responder a essas perguntas falando do dia do meu aniversário.
No dia do meu aniversário, o primeiro pensamento que tenho, assim que acordo é:" nossa, como sou privilegiada! Tenho um Deus maravilhoso que me ama, com todas as minhas imperfeições, tenho filhos que são verdadeiros presentes, tenho uma família linda, da qual muito me orgulho, tive mais um ano para aprender a ser uma pessoa melhor, passei por momentos maravilhosos, deprimentes, ganhei presentes materiais e imateriais, fui amada, fui mal compreendida, enfim, vivi um ano numa montanha russa" E ai, nesse momento de reflexão, eu agradeço a Deus.
Agradeço pela minha vida, pela vida de todos que passaram por mim naquele ano, de forma ostensiva ou de forma discreta, agradeço por cada dia desses 365 que ficaram para trás.
E não, eu não peço nada!
Quando acordo no meu aniversário, eu não tenho coragem de pedir nada. Pois olho para dentro de mim e reconheço tantas maravilhas que me sentiria envergonhada de pedir qualquer coisa.
Não sinto falta de absolutamente nada. Todas as minhas necessidades emocionais, pessoais, materiais são e estão sendo supridas no momento certo, sem que eu precise pedir.
O aniversário de ontem não foi diferente dos 46 anteriores. Ou como menos exagero, pelo menos os últimos 30 ( afinal até os 16 anos eu não tinha muita noção de reflexão e olhar para dentro). Quando digo que não foi diferente, estou me referindo somente ao meu primeiro pensamento do dia, mas tirando isso, claro que tudo foi diferente.
Afinal, era o primeiro aniversário passado em Londres. Era a primeira vez que levantaria com idade nova nas terras da rainha. Não dá para dizer que era um dia como outro qualquer.
Passei um dia tranquilo. Não me programei para fazer nada diferente do que faria num domingo aqui em Londres. Só avisei que não iria cozinhar. Assim também já seria abuso!
E assim, fizemos. Fomos almoçar fora, compramos um bolinho e ficamos a espera de nossos amigos que estavam hospedados aqui em casa e que tinham saído para passear.
Escrevendo assim, fica parecendo que o dia foi monótono, que foi um aniversário triste. Mas, muito pelo contrário. Foi um dos melhores aniversários da minha vida, pois estou vivendo dentro de um grande presente, essa semana irei viajar para conhecer mais alguns lugares incríveis, tinham amigos muito queridos aqui conosco, que nos fizeram rir até chorar ao relembrarmos histórias antigas de nossas vidas compartilhadas em Angra dos Reis e Brasília.
O que mais eu podia querer?
Claro que a ausência do meu filho e do restante da minha família fez diferença. Seria muito melhor se estivéssemos todos juntos aqui, mas daqui a pouco estarei retornando e poderemos comemorar muitos outros aniversários. Então nem isso foi pretexto para diminuir a felicidade de estar usufruindo do presente que Deus me deu no dia 03 de maio de 2012.
E repito aqui as palavras que escrevi para uma amiga muito querida, " eu faço aniversário todos os dias, pois a cada dia Deus me surpreende com um novo presente. Então pode me dar os parabéns em qualquer dia que nunca estarás atrasada!"
Aniversário não é comemoração do nosso nascimento? Então feliz aniversário para mim ontem, hoje,amanhã e todos os dias, pois eu renasço todos os dias e peço a Deus que seja de forma melhor e mais proveitosa.
Um beijinho e obrigada de coração por todas as manifestações de carinho que recebi!
sábado, 23 de março de 2013
Primavera e neve! Combinam?
Uma das coisas que sempre me impressiona aqui em Londres, é essa capacidade da cidade e dos ingleses de conseguirem agradar a todos. Quem chega aqui nunca se decepciona! Se o turista gosta de sol, tem pelo menos um dia de sol para que ele veja que existe sim, céu azul e muito azul na cidade cinzenta. Se ele gosta de dias nublados, chegou na cidade certa, pois o que não faltam são dias nublados e o mais incrível, se ele nunca viu neve, mas não quer pegar o inverno, o frio brabo, com temperaturas abaixo de zero, ele vem na primavera e sabe o que acontece? Neva!
Sim, hoje, que já estamos oficialmente na primavera, está nevando.
Não é aquela neve que fará com que possamos construir um boneco, está mais para aquela neve que no Brasil chamamos a chuvinha que chove e não molha! É mais ou menos assim que está o dia de hoje! Está nevando desde cedo, caindo flocos suaves, mas que ainda assim, são lindos de se ver, e torna a paisagem diferente.
Eu não canso de olhar, admirar, querer mais um pouco. Até por que hoje o frio deu uma trégua. Nos dois dias anteriores, o vento estava castigando e a sensação térmica foi para alguns graus negativos e não estava muito agradável andar na rua.
Mas hoje não!
Olho pela janela e me admiro, novamente, com mais esse espetáculo da mãe natureza!
E então eu tenho certeza!
Primavera e neve combinam!
Pelo menos aqui em Londres.
A cidade onde todos tem um motivo para se apaixonar. É só descobrir o seu!
Um beijinho e até o próximo!
Sim, hoje, que já estamos oficialmente na primavera, está nevando.
Não é aquela neve que fará com que possamos construir um boneco, está mais para aquela neve que no Brasil chamamos a chuvinha que chove e não molha! É mais ou menos assim que está o dia de hoje! Está nevando desde cedo, caindo flocos suaves, mas que ainda assim, são lindos de se ver, e torna a paisagem diferente.
Eu não canso de olhar, admirar, querer mais um pouco. Até por que hoje o frio deu uma trégua. Nos dois dias anteriores, o vento estava castigando e a sensação térmica foi para alguns graus negativos e não estava muito agradável andar na rua.
Mas hoje não!
Olho pela janela e me admiro, novamente, com mais esse espetáculo da mãe natureza!
E então eu tenho certeza!
Primavera e neve combinam!
Pelo menos aqui em Londres.
A cidade onde todos tem um motivo para se apaixonar. É só descobrir o seu!
Um beijinho e até o próximo!
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