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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Quantos "nãos" o fã aguenta?

Não sei quanto a vocês, mas hoje foi o dia do NÃO!
NO TICKET, NO ENTRY! (sem entrada, não entra)
Hoje escutei tanto essa frase, que já estava até perdendo as esperanças nos Jogos Olímpicos.
Mas vou contar do início a minha aventura.
Saí cedo para comprar uniforme para  minha filha. Na volta para casa, ela ficou com preguiça de sair de novo. Insisti, Insisti e ela resistia.
Até que vi no site oficial das Olimpíadas que o Federer iria jogar à tarde.
Apelei! " Filha, vamos, por favor! Quem sabe conseguimos um ingresso! Vaaaaaaamos, por favor! É o Federer!"
E ela muito sabiamente me diz: "mãe, você acha que terá ingresso para o jogo do Federer?"
Ter não tinha e eu sabia, mas quem sabe? Algum doido poderia desistir, poderiam colocar uns ingressos extras! Confesso que cheguei a pensar em comprar de cambista! Mas foi um pensamento bem rapidinho que não deixei nem tomar corpo. Sou totalmente contra esse tipo de prática!
Consegui convencê-la e lá fomos nós para Wimbledon! Me senti em casa! Já sabia o caminho!
Olhava para aquele monte de gente perdida e pensava: " Já sei para que lado é"
Pura arrogância de minha parte! E o arrogante sempre quebra a cara, e comigo não foi diferente! Eles não sabiam para que lado era, mas tinham ingresso e eu não. Eles chegariam depois de mim, mas entrariam e eu não! Fazer o que né? Engolir a arrogãncia e ser humilde!
Mas, nao desisti! Tentei chegar até o portão. No caminho, que é longo, diga-se de passagem, várias pessoas do staff, gritavam: NO TICKET, NO ENTRY! fiz de conta que não entendia inglês!
Queria chegar perto e quem sabe, conseguir pelo menos o the hill, que é o ingresso para entrar no complexo, menos nas quadras. Eu já estaria feliz com esse. Cheguei quase no portão e parei para perguntar: tem ingresso? resposta: NÃO E para o the hill? NÃO.
 Oh my God! Nadinha de ingresso!
Tudo bem, o jeito é voltar para o metrô e decidir o que fazer da vida! Voltar para casa? Nem pensar! Ainda temos a arena de Volei e também o Olympic Park.
pergunto para minha filha: "e ai? vamos tentar o volei? Pelo menos saber onde fica?"
E partimos para o Earls Court.
Chegamos lá, nem passamos pela fila. "NO TICKET, NO ENTRY!"
Mas pelo menos consegui tirar foto:
Bem o jeito é ir embora. Para casa? Claro que não! Eu tinha lido que o Olympic Park é gigantesco. Tem um parque que as pessoas compram o the hill e ficam andando por lá.
Então partimos para lá.
Eu não imaginava que era tão longe. Fica a uma hora de distância de onde estávamos. Agora imagina, 1 hora de distãncia de metrô. É longe demais!
Mas eu queria saber como chegava lá. E vai que conseguisse um ingresso. Vai que eu conseguisse pelo menos um the hill. Não era possível que não tivessem 2 ingressos sobrando.
Chegamos lá, a frase preferida dos organizadores: " NO TICKET, NO ENTRY!"
Eu já estava cansada dessa frase. Pensei: vou até lá perto. De repente, eles falam isso só por falar. Vou tentar.
E lá vou eu. Quando chego na entrada do curral que seria o início da fila, pergunto ao rapaz do staff:
tem algum ingresso? NÃO Algum ingresso para o the hill? NÃO! Para algum dia? NÃO!
É, o jeito era voltar!
Mas tudo bem! Não podia dizer que estava frustrada, por que saí de casa sabendo que não tinha ingresso nenhum. Então conseguir seria milagre.
Voltamos para casa cansadas, mas satisfeitas de termos conhecido mais alguns lugares de Londres. Só assim, vamos conhecendo novos lugares, vamos nos familiarizando com as linhas de metrô, vamos acostumando o ouvido aos sotaques. Nem tudo é perdido, muito pelo contrário, sempre acho um motivo para agradecer.
Mas o pior mesmo ainda estava para acontecer.
Quando cheguei em casa, abri o site de venda de bilhetes. Detalhe: os ingressos são vendidos exclusivamente pela internet e não tem venda em bilheterias, coisa que só descobri hoje, mas eu fico com o site aberto 24 horas e fico atualizando para ver o que aparece de ingresso posto a venda. E como a menina me disse em Wimbledon hoje, verifica que pode surgir algum ingresso.
Desde que cheguei que tenho entrado para ver se aparece algum ingresso para tênis e nada. Quando chego em casa e abro o site, o que vejo? Ingressos disponíveis para sábado.
me deu um nervoso , que vocês não imaginam! Queria comprar, mas não sabia se meu marido iria querer ir comigo, se eu iria sozinha, ou seja, não sabia quantos ingressos eu compraria.
Liguei correndo para ele e disse: É urgente! Você quer ir ao jogo sábado? Ele me enrola, diz que será, vamos ver, e por fim, diz: " tá bom, eu vou! Se eu não for, você irá sozinha?" E eu respondo: " LÓGICO QUE IREI!". então ele, depois de 10 minutos de enrolação, diz: " tudo bem, pode comprar que irei contigo!"
Corro para o site para comprar meu ingresso.
O que acontece? ACABOU! É  isso mesmo! ACABOU! NÃO TEM MAIS!
Penso em chorar de frustração! Não acredito! Como assim, acabou em 10 minutos?
É não tem mesmo! Fazer o que? Nada!
Deixo a frustração de lado e penso: Se hoje apareceu, quem sabe amanhã também aparecerá?
Não perco a esperança! Afinal, não sei quanto a vocês, mas minha capacidade para receber não, em relação a ingressos, não tem fim.
Até o final das Olimpíadas ainda tem muita água para rolar. E quem sabe, alguém desiste de ir a algum jogo e eu estou entrando no site! Quem sabe?
Todos os dias entrarei e procurarei.
Sou brasileira e não desisto nunca!
um beijinho e até o próximo!





sábado, 28 de julho de 2012

Loucuras pelo meu Brasil!

Essa doideira merece que eu escreva o terceiro post de hoje.
Como já disse no anterior, fomos de manhã cedo ver a corrida ciclística passar. Depois que cheguei em casa, fui pesquisar e vi que essa corrida são 210 KM. Então pensei: eles devem passar novamente aqui perto de casa, já voltando para encerrar a corrida no Palácio de Buckingham. Mais sabe aquele pensamento que vem e você não dá muita atenção?
Esse foi assim. Afinal, já são 16horas. E eu estive lá as 10horas. Não era possível.
Então eu e minha filha fomos almoçar tranquilamente, e estávamos nos preparando para comer a sobremesa, quando olhamos pela janela e vimos várias pessoas correndo na direção da rua principal.
Olhei para minha filha e falei: Será que eles irão passar novamente?
Nisso, escuto helicópteros sobrevoando minha área.
Olho para o rosto de minha filha, ela vira para mim e diz: "Vamos lá ver?"
Não pensei 2 vezes. Subi as escadas correndo, coloquei minha camisa de time, e gritei para ela: "Vou de chinelo mesmo! VAAAAAAMOS!"
( detalhe: não saio de chinelo na rua de jeito nenhum. Detesto!)
Saímos correndo as 2 pelo meio da rua, deixamos para trás nosso petit gateau, nosso sorvete fora do freezer. Esquecemos tudo e fomos correndo atrás do Brasil.
Parecíamos 2 crianças correndo pela rua.
Chegamos bem na hora.
Os carros que antecedem os ciclistas, já estavam começando a passar.
Meu coração aos pulos.
Primeira bateria de ciclistas:
Já começo a gritar:UHHHUUUUU!
Logo atrás vem a segunda bateria. Ai fui ao delírio:
Notem do lado esquerdo da foto, os amarelinhos. Sim, são eles. Os nossos atletas.
Quando eles passaram, gritei muuuuuito. VAI LÁ BRASIL! BRASIL! UHHHUUUUU!
Meu coração parecia que ia saltar pela boca.
Queria ter tirado fotos melhores, mas não sei gritar e tirar foto ao mesmo tempo. Então opto por gritar, extravasar a emoção.
Voltamos mais uma vez para casa. Eu e minha filha estávamos tremendo, coração acelerado!
Voltamos para nosso sorvete e petit gateau que estava sobre a mesa nos esperando.
Não adianta! Sou louca por esporte e por torcer pelo meu país!
E hoje ainda é o primeiro dia!
Um beijinho e até o próximo!






Longe do Brasil, mas sempre brasileira!

Confesso que não estava muito animada com as Olimpíadas não!
Acho que tinha tanta coisa na cabeça, que os Jogos eram somente um detalhe.
Todo dia, eu olhava o site, que me cadastrei para poder comprar ingressos, para ver se tinha algum disponível para tênis e volei.
Os outros esportes, olhava por olhar. Até tinha para os jogos de futebol feminino e masculino, mas como a seleção masculina jogará longe de Londres, nem me animei em comprar. Vi ingressos para a ginástica artística, mas não sabia que dia que o Diego Hypolito iria competir, então deixei passar.
Sinceramente, eu via por ver.
Não estava me reconhecendo! Adoro esporte! No Pan, corri atrás de vários ingressos, assisti a várias modalidades, fiz muita loucura para conseguir ingressos. Adorei correr de um lado para o outro e levar meus filhos para assistirem as competições...E vibrei muito!
E dessa vez, estou no local de uma Olimpíadas e cadê a vibração?
Mas tudo mudou quando vi a abertura oficial.
Para começar o meu drama, a TV aqui da casa é bloqueada no canal da Disney, ou seja, não conseguia mudar o canal. Pelo face, amigos me indicavam ver na internet, só que os sites não entravam aqui. E foi dando o desespero! Quero ver, quero ver e nada! Não acredito que o mundo inteiro está assistindo e eu não! Nem ao vivo, nem pelo telão e muito menos pela TV.
Até que conseguimos entrar no site da BBC. Ufa! Vocês não imaginam o alívio que senti!
Quando começamos a ver, já estavam passando as delegações e de vez em quando travava a tela. E vinha se aproximando o final da letra B. Lá vinha o Brasil! Coração acelerado! Medo de travar a tela na hora... Travou na delegação anterior!
Quando o Brasil entrou, deu vontade de gritar! Ver nossos atletas passando, ver Rodrigo Pessoa carregando nossa bandeira!
Naquela hora, me rendi!
Saí procurando os ingressos que ainda tinham para vender e claro, não tem mais nada...
Perdi o medo que estava pela segurança, mas não perdi a esperança de conseguir alguns ingressos.
Mas hoje, já teria prova aqui perto e grátis.
A prova de ciclismo masculino.
Acordei cedo. Enquanto vocês ai no Brasil, ainda dormiam e sonhavam, eu já estava de pé, tomando café rapidinho e pronta para torcer. Fui procurar a bandeira que trouxemos.
Pior que esqueci de comprar uma camiseta do Brasil. Que falha horrorosa! Não tem perdão. Vir morar no exterior e não trazer camiseta do Brasil, é imperdoável!  Mas no mês que vem, meu filho consertará esse meu erro e trará a minha!
Mas voltando as Olimpíadas, saímos de casa rumo a rua principal. Estava vazia ainda. Faltavam uns 20 minutos para a prova começar no outro lado da cidade.
Procuramos um local confortável para que pudéssemos assistir e gritar também!
E ficamos na espera!
Meu coração estava acelerado! Eu já sabia que seriam 7 competidores brasileiros. Os britânicos são os favoritos, mas tudo bem, eu estava lá para gritar BRASIL!
Quando começaram a passar os carros que antecedem os competidores, não cabia em mim. Parecia que estava competindo também:
Era helicóptero acompanhando, gritos vindo de longe. Eles estavam chegando!
E lá vem eles:
quando eles passaram por mim, gritei muito. Os brasileiros estavam bem colocados e passaram do meu lado. Não consegui tirar foto! Muita emoção!
É muito rápido! São segundos! E quando você percebe, já acabou!
Ninguém se mexia! Todos ainda  emocionados!
Mesmo para os ingleses que aparentemente não estão se importando com os Jogos, ver seus competidores os tirou do sério e os levou ao delírio como eu.
Eu e minha filha adoramos.
Estávamos felizes.
torcemos pelo nosso Brasil. Fizemos nossa parte. Demos nossa contribuição!
Voltamos mais leves. Rindo a toa pelo fato de termos visto nossos atletas brasileiros passarem.
Amanhã tem mais. Serão as ciclistas femininas. Temos 2 competidoras brasileiras.
Estarei lá para gritar mais uma vez! BRASIL! UHHHUUUU!
E assim, o espírito olímpico me contagiou!
Espero conseguir alguns ingressos. Continuarei tentando!
E conto tudo para vocês depois!
Torçam daí que torcerei daqui.
Um beijinho e até o próximo.



Olimpíadas? Não! Eu quero é chocolate!

O clima aqui em Londres é de Olimpíadas. Mas só para os turistas! Os moradores não estão nem ai que a cidade vai sediar os Jogos. Eles estão preocupados em como ficará a vida nesses dias. Os engarrafamentos, as ruas bloqueadas, como se locomover, quanto tempo perderão para chegar em casa, trens e metrôs lotados de turistas. Enfim, a vida para o local será um inferno.
Já percebo isso aqui onde moro. Aqui no subúrbio, distante 40 minutos do centro, será palco amanhã e domingo, do ciclismo masculino e feminino. As ruas estarão fechadas. Não tenho a mínima idéia de como será para sair do bairro. Terei que fazer a pé o trajeto que normalmente faço de ônibus.
Mas sinceramente, o que mais me preocupa não é o trânsito e sim a segurança.
Confesso que estou bem preocupada em relação a atos terroristas. E vejo que a polícia também! O centro está muito policiado. Para cada canto que se olhe, se vê no mínimo 3 policiais e de todo jeito:
Sei que eles estão preparados para todo tipo de emergência, mas mesmo assim, preferirei me locomover de ônibus nesses dias. Perderei mais tempo, enfrentarei engarrafamentos, mas me sentirei mais segura assim.
Mas hoje ( sexta-feira), eu quis ver como está a movimentação no centro, pois aqui onde moro nem parece que terá olimpíadas.
Pegamos nosso ônibus e partimos para Piccadilly Circus, que como já falei antes, é onde a vida acontece.
Nós já tínhamos o roteiro que queríamos seguir: sair de casa, chegar na Piccadilly e procurar a loja do M&Ms. Isso era o mais importante para o passeio de ontem.
Eu já tinha procurado no google e visto mais ou menos como chegar lá. Fomos procurar e claro! Achamos:
Tem até a bandeirinha do Brasil estampada na vitrine.
Quando eu entrei, pensei que tinha  10 anos novamente! Não sabia para que lado ir. Quando vi essa placa então; enlouqueci:
4 andares de gostosuras! É muita perdição!
As crianças gritavam! E eu gritava por dentro!
Minha filha toda envergonhada e eu querendo tirar foto de tudo e com todos:

Vergonha eu? Já falei que a deixei guardada no Brasil. Pego na volta!

Amei essa verdinha cheia de charme!
Queria trazer tudo dela, mas também tinha chocolate para ser comprado.








  
Era muito estímulo visual.
Não sabia nem que cores escolher.
E eu que adoro cores, tenho verdadeira paixão por lápis de cor, imagina na frente de vários tubos de M&Ms coloridos, em vários tons de todas as cores!


Mas consegui me decidir. Fizemos vários saquinhos combinando cores. Cada um mais lindo que o outro! E de quebra, já que não tinha comprado nada, ainda, da minha verdinha charmosa, comprei um baleiro. Lindo!
Saímos de lá felizes!
Nem um pouco preocupadas com o engarrafamento monstro que estava do lado de fora! Nem o fato que demoraríamos no mínimo 1hora para chegarmos em casa! Isso era só detalhe!
Quem se importa em ficar dentro de um ônibus confortável, vendo paisagens bonitas, gente linda passando, vitrines maravilhosas e podendo ainda comer M&Ms a vontade?
Foi uma tarde muito gostosa! Literalmente!
Piccadilly já estava lotada. Todos já esperando e procurando seu lugar para assistir no telão a cerimônia de abertura das Olimpíadas. Mas eu preferi voltar para casa enquanto ainda era cedo e assitir da TV.
Afinal, no dia seguinte, eu queria assistir ao vivo, nossos ciclistas passarem aqui na esquina e tinha que acordar cedo.
mas isso eu conto no próximo post.
um beijinho e até.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Nossa primeira amizade inglesa!

Desde que acordei, sabia que o dia de hoje seria especial! Tudo bem, que todos os dias, tem sido especiais, mas hoje tinha um gostinho diferente.
Hoje era o dia que escolheria os móveis do meu apartamento permanente.
Explico melhor.
Aqui você pode alugar um imóvel mobiliado ou não. Para nós que não iremos levar móveis daqui, é mais interessante alugar mobiliado. E para isso, também se aluga a mobília. Não é que o apartamento já seja mobiliado, você é que vai escolher o que colocar dentro.
Então vai depender do seu orçamento, do seu gosto, das suas prioridades. É montar uma casa mesmo!
Adorei essa idéia. Me senti na época que casei, indo escolher os móveis, ver o que combina, pensar no espaço que temos.
Essa escolha é toda feita pela internet, e como não sabíamos o que poderíamos escolher, a corretora que está cuidando do nosso aluguel, se disponibilizou em me ajudar nessa "tarefa árdua".
Fomos eu e minha filha para a casa/escritório dela para trabalharmos.
Foi perfeito! Pude escolher tudo que puderem imaginar, desde o sofá até a mesa da sala de refeição.
Fomos fazendo ajustes, trocando móveis, acrescentando alguns e dando um ar de minha casa.
Deixei a imaginação correr solta. Imagina não ter preocupação com valores. Imagina olhar várias mesas de jantar e poder dizer: "quero essa com aquelas cadeiras". Me senti a própria madame!
Tudo bem que nada disso é meu, mas durante o tempo que estiver morando aqui, será a minha casa, será o meu lar. Então é tudo meu sim, durante esse período!
A corretora é uma simpatia de pessoa e queria muito nos ajudar. Nos adorou e a recíproca foi verdadeira.
Fizemos assim nossa primeira amizade inglesa!
Ela queria nos trazer de volta em casa, pois a casa dela é bem distante de onde estou, e eu ainda não tinha ido para aqueles lados, mas para não dar trabalho, disse que preferia ficar num bairro perto dela e que passasse um ônibus que eu conhecesse. Sendo que nesse bairro chamado Kingston, é onde tem vários shoping e roupas bem baratas. É um lugar cheio de ingleses comprando e turistas que descobrem essa mina. Parece um centro do Rio, só que de primeiro mundo, se é que consigo fazer essa comparação, diante da beleza que é esse lugar.
Só que ela fez questão de nos levar para conhecer os shoping.
Maravilha!
Engraçado que hoje mesmo falei com minha filha que ainda não tínhamos ido ao shoping e que estava sentindo falta de uma C&A para comprar roupinhas de dia a dia.
E não é que meus desejos se realizaram...
Os shoping não são como nós conhecemos. Mas parecem várias lojas de departamentos, tipo antiga Mesbla. Umas mais caras e outras mais baratas. E muitas lojas de rua. Um colírio.
Primeiro fomos numa loja chamada
essa é um pouco  mais cara. Está para Renner.
Depois ela nos levou para outra loja, que é a mais barata. Adorei
Essa é de ficar doida!
E nem olhei a loja toda. Só um andar e já fiz umas comprinhas:
Agora pense em roupa barata. Esses vestidos foram em torno de 10 pounds, as blusas de malha foram 2 pounds.. É só multiplicar por 3 que dá para ver o preço em Real. Mas aqui tem um ditado que já falei antes: " quem converte não se diverte".
Mas o mais importante dessa tarde, não foram as compras, não foi a escolha dos móveis, não foi o passeio por Kingston.
O que mais me deixou feliz no dia de hoje, foi passarmos uma tarde hiper agradável, na companhia de uma inglesa que estava nos mostrando um lado britânico que o turista não conhece. Estava nos fazendo entrar em sua cultura. Tendo paciência em nos ensinar novas palavras, o modo certo de pronuncia, nos mostrando aquilo que vim para conhecer. O jeito inglês de viver.
E ela falou uma coisa que me deixou muito feliz, quando eu disse que eu entendo melhor do que falo inglês.
Ela disse que estava gostando de ver, pois eu estava me esforçando, tentando e falando e que a maioria das mulheres que chegam aqui na mesma condição que vim, não se esforça em aprender nada de inglês. que não abrem a boca, só dão beijinho quando chegam e quando saem, e ficam mudas o tempo todo e que ela via que eu queria mais do que entrar muda e sair calada. 
Foi para isso que vim. Foi para aprender, para voltar ao Brasil melhor do que saí. Não quero somente morar no exterior. Quero abstrair tudo que eu puder dessa nova vida. Quero viver uma vida de inglesa durante esse tempo. E nada melhor do que ter a nossa primeira amizade com uma britânica.
As compras foram somente pretexto para passearmos, batermos papo e treinar o inglês.
Tudo bem que um excelente pretexto, diga-se de passagem.
Depois disso, eu e minha filha voltamos para casa no ônibus que ela descobriu que passa aqui perto de casa.
Bem, já sabemos mais um roteiro para passearmos.
Foi ou não foi um dia muito especial?
Beijinhos e até o próximo.






terça-feira, 24 de julho de 2012

Consulta médica obrigatória! Quase fiquei doente de nervoso!

Hoje foi um dia muito interessante. Aqui em Londres, quando você chega para morar, precisa passar por uma avaliação médica para que seja feita uma ficha com seus principais dados, doenças crônica e medicação que esteja usando. Enfim, é um médico de família. Um servico público muito eficiente. E hoje estava marcada minha consulta. Por causa disso, desde ontem que venho pesquisando no google tradutor como dizer cálculo renal e enxaqueca, que é diferente de dor de cabeça. Bem, fiz minha pesquisa e vi que eram palavras fáceis, então não teria problema nenhum em contar esses meus "maiores problemas de saúde". A consulta estava marcada para as 16:20, mas levantei cedo para limpar a casa, colocar roupa para lavar. Enfim, fazer faxina geral para não pensar na consulta que viria mais tarde. Quando deu 15:30 saímos de casa. Não queria me atrasar. Tudo bem que a distância, a pé, daqui ao centro médico são 20min andando devagar e eu ainda fui de ônibus. Mas a ansiedade não me permitia ficar nem mais 1 min em casa. Chegamos cedo, claro e nos dirigimos à recepção. Ai é que comecei a suar de nervoso. O mais engraçado é que consigo entender praticamente tudo, mas a sensação de que não estou pronta é que me deixa nervosa. Consegui me comunicar, a recepcionista fez minha ficha e pediu que eu aguardasse ser chamada. Acho que nem os britânicos chegam com tanto tempo de antecedência como eu. Meu nome poderia ser chamado por um painel eletrônico ou a própria enfermeira iria me chamar. Quando o painel acendeu, dei um pulo na cadeira achando que era eu, mas o nome escrito Michael. Nada a ver! Minha filha se divertia! Fiquei atenta. Até por que eles não pronunciam Rita com "R" forte e sim com"R" bem fraco. Fica estranho eles chamando meu nome. Depois acostuma o ouvido, mas nas primeira vezes é capaz de passar desapercebido que estão falando comigo. Pontualmente as 16:20min fui chamada. Me dirigi a sala e crente que minha filha estava vindo atras para me socorrer. Quando entro na sala, só eu e Linda, a enfermeira que iria conversar comigo. Pensei: Agora já era! Sou eu e eu! Não podia pedir para chamar minha filha. Seria muito ridícula a situação. Imagina eu falando: "espera um pouquinho que vou chamar minha filha que irá me trazer a consulta" total inversão de papéis. Nem pensar. Ainda tenho um papel de mãe a zelar! Brincadeirinha! Não chamei por que queria vencer essa prova sozinha. Afinal ela irá para escola e eu ficarei sozinha mesmo. Então, logo assim que entrei falei: "sorry, I don't speak english very well!" e ela na maior paciência me pergunta se eu entendo o que ela fala. "oh yes! I understand better I speak" ( eu entendo melhor do que falo). Ganhei um sorriso compreensivo e senti como se tivesse ganho estrelinha na escola. Fiquei toda boba! Prosseguimos nossa consulta. Ela me fez as perguntas sobre meu estado geral de saúde, se faço uso de remédios controlados ( pensei em dizer que depois que cheguei aqui estou precisando de um tarja preta! Bricadeirinha de novo!) para todas as perguntas minha resposta era sempre: No! Então ela foi medir minha pressão: eu que nunca tive síndrome do avental branco, estava tão nervosa que minha pressão subiu um pouco além do meu normal. Ela me deu outro sorriso compreensivo e disse: " é o calor, está muito quente lá fora!" que docinho de enfermeira! Depois disso eu estava liberada! Pensei em sair correndo, mas fui educada. Me despedi direitinho, falando as palavras certinhas, sem tropecer ou gaguejar. Outra estrelinha! Quando saí de lá, me sentia leve! Feliz! Venci mais um obstáculo! Fomos tomar sorvete no Mc Donald's, afinal, o dia hoje, está realmente quente e eu merecia ganhar um prêmio! Um beijinho e até o próximo.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vem chegando o verão! Calor no coração!

Finalmente o verão chegou em Londres. Domingo maravilhoso de sol. Céu azul, sem nuvens! Me lembrou o céu de Brasília. Lindo! Com um dia maravilhoso como esse, é impossível ficar dentro de casa. Vamos para rua! Vamos ver o que turista quer ver, mas vamos ver como os britânicos passam seus dias de verão. Só pode ser em parques, esticados na grama, igual a jacaré pegando sol. E ainda colocam sunga e biquini, achei o máximo! Saímos de casa em direção ao palácio mais famoso. O palácio de Buckingham! Pegamos o metrô e fomos nós com nosso mapa na mão. Impossível sair sem ele! Chegamos no Green Park e nos deparamos com uma multidão indo e vindo que parecia que estávamos sempre na contra mão do tráfego.
 Não tinha como escapar. Depois de atravessarmos esse parque chegamos ao palácio. Confesso que ao olhá-lo pela lateral, que foi de onde viemos, não me impressionou muito não, mas quando fui chegando mais perto: Oh my Lord! É lindo! Impõe respeito! Fiquei de boca aberta! E claro, é impossível não sonhar e fazer histórias na cabeca. Olhar para aquelas varandas, lembrar de cenas vistas pela televisão, onde a realeza acena para a multidão daquela varandinha ali, bem na minha frente...
 Me senti criança! Deu vontade de sentar e esperar a rainha. Quem sabe ela não passa uma voltinha pela varanda e me dá tchauzinho. Fiquei eu e minha filha a nos perguntar o que será que eles ficam fazendo naquele palácio imenso, se ficam sentadinhos mexendo na internet, se vêem televisão, tomam banho de piscina. Enfim, tantas perguntas que não precisam de respostas, só o prazer de formula-las já vale a brincadeira e a emoção. Continuamos nosso passeio.
 E achei tão bonitinha a preocupação deles com os turistas desavisados com o trânsito invertido que resolvi fotografar. Eles mandam você olhar para a direita ou para a esquerda quando vais atravessar a rua, pois no início dá para confundir mesmo de que lado que vem os carros. Mesmo depois de 1 semana, ainda me pego lendo para que lado devo olhar. É melhor não arriscar! Nessa caminhada, estávamos indo em direção ao Hyde Park. Um dos parques mais famosos daqui. Onde tem shows, onde todo mundo se reune. Quem vem a Londres, tem que passar pelo Hyde Park.
 É obrigatório! Mas também vale a pena! É lindo! De tirar o fôlego! As flores tem um colorido todo especial. Os jardins são maravilhosos. Tem banquinho para tudo que é lado, para você sentar e aproveitar como quiser o seu dia! Fizemos isso, claro! No meio do parque tem um lago com pedalinhos. Fiquei doida para ir, mas minha filha não quis, então esse passeio ficou para próxima.
 Mas o que me chamou a atenção foi a quantidade de famílias fazendo piquiniques. E tudo de maneira organizada, sem lixo espalhado, todo mundo curtindo o seu espaço, sem atrapalhar o do outro. Até jogo, tipo um frescobol, eu vi jogamdo e sem perturbar ninguém, coisa que parecia ser impossível pela quantidade deessoas que tinha por mwtro quadrado. Mas parecia que o espaço se miltiplicava e não ficava ninguém colado em ninguém. Pura magia londrina! Não vejo a hora de ir fazer o meu piquinique também! Depois de andarmos tanto, estava na hora de procurarmos um local para comermos. Mas antes eu queria ver o templo das compras. A Harrolds!
 Que segundo eles, é a maior loja de departamento do mundo! Sei não! Não vou discutir, mas a Galeria Lafayette em Paris me parece maior ( sou suspeita para comparar, pois amo Paris) Não quis entrar, pois estava lotada e eu não ia comprar nada mesmo. Na realidade minhas pernas estavam eram cansadas e eu queria mesmo era entrar no ônibus e ver Londres do alto. Assim fizemos. Pegamos o ónibus de volta a Putney e entramos num restaurante para almoçarmos. Comecou o dilema: o que comer? A maioria das coisas, eu não conhecia e vim para cá com a informação que eles adoram rim e que muitos pratos são a base de rim. O que fazer? Olha daqui, escolhe dali, até que finalmente achamos nosso querido bife com batatas fritas.
 Pronto! Unanimidade na escolha! Minha filha ainda pergunta: "não vem arroz?" inocência! Não, não vem arroz! É o bife seco e a batat frita! Pronto! Eu que nem ligo tanto assim para carne, confesso que adorei! Já timha dias que não comia um bife, mesmo que seco. Depois da refeição, chega de turismo. Vamos para casa descansar que amanhã sairemos em busca de lugares ainda desconhecidos!
Beijinho e até o próximo!