Finalmente, depois de 1 semana correndo atrás de documentos, emplacamento e meia hora de treino pelas ruas, estou habilitada a dirigir pelas ruas de Londres.
Essa semana foi loucura! Corre corre total!
Não parei 1 minuto. Turismo? Nem pensar.
Aqui para transferir o carro de um dono para outro, o novo dono é que vai correr atrás de tudo.
Primeiro tem que fazer um seguro no nome das pessoas que irão dirigir o carro. E não é barato esse seguro.
Na semana passada, fui com minha filha fazer o seguro, levar os documentos na seguradora e fiz o pagamento em 2 cheques, que pedi a um nativo para me ajudar a preencher.
Eu que não sou daqui, fiquei confusa com o cheque, então nada melhor do que alguém que more aqui a muitos anos para saber. Essa é a teoria, mas na prática, não foi isso que aconteceu.
Levei os cheques, o rapaz da seguradora viu, não falou nada, então para mim, estava tudo certo.
Certo? Errado!
Quando chegou essa semana, recebo uma carta do banco, dizendo que não tinha sido pago o cheque, pois não estava nominal. Claro que eu não coloquei nominal, afinal no Brasil, quando não sabemos o nome da empresa, deixamos em branco e quem recebe o cheque, coloca seu nome ou o nome da empresa. Mas aqui não é assim. Então, quando tudo parecia certo com o seguro, chega essa carta e lá vou eu, correndo, para o centro da cidade trocar os cheques.
O rapaz me pede milhões de desculpas. Eles nem tinham notado o erro e eu já estava com a apólice de seguro nas mãos. Mas não iria arriscar a ter o seguro cancelado por besteira.
Nesse mesmo dia que vou para o centro, já tinha que ir à tarde trocar o número da placa antiga, pelo número novo.
Aqui, a placa é para o dono do carro e não pertence ao carro, como no Brasil.
Cada vez que o carro troca de dono, troca de placa.
Lá fui eu para o Detran daqui.
Ainda bem, que pelo menos aqui não é bagunçado nem cheio. Pelo menos não estava no dia que fui.
Depois que dei entrada nos papéis, tive de esperar 1 hora para a nova placa entrar no sistema e assim eu poder receber a documentação nova, com o novo número, para no dia seguinte mandar fazer a placa.
Depois de 1 hora rodando pelas ruas de Wimbledon, voltei ao Detran e peguei a documentação.
1ª etapa concluída!
No dia seguinte, precisava mandar fazer a placa. O que na minha cabeça seria a coisa mais simples a ser feita. Mas para minha infelicidade, a pessoa que estava responsável naquele dia para fazer placa, devia ser analfabeta, pois encrencou com minha documentação.
Disse que precisava de um documento oficial atestando aquele número que eu estava dando era verdadeiro. Antigamente, se fazia placa de carro com muita facilidade, era só levar o número da placa que eles faziam, só que esperto tem em todo lugar, e aqui também! Começaram a clonar placas para escapar de multas. Chegavam com um número de uma placa, faziam, colocavam nos carros e saiam recebendo multas que outra pessoa teria que pagar. Depois disso passou a ser rigidamente controlado a confecção de novas placas.
Sabendo disso, levei TODOS os documentos que tinha em mãos do carro. Os documentos do seguro, ( mas isso ela disse que era de empresa privada, não servia), levei os documentos do Detran, ( mas ela disse que precisava do documento original e aquilo que eu tinha era protocolo)
eu me perguntava: como assim protocolo, num documento assinado, carimbado pelo órgão responsável por dar os números de placa?
e o documento original, aquele que andamos dentro do carro, só chega em 10 dias.
Entreguei meu passaporte, minha carteira de motorista ( que ela também encrencou, dizendo que não era internacional, mas não precisamos de carteira internacional, a nossa do Brasil serve aqui).
Mesmo com tudo em mãos, ela não aceitava, não queria fazer.
Minha sorte era que eu estava acompanhada de um nativo que ia explicando a situação para ela e mostrando os documentos. Mas conforme ela não aceitava, ele pediu para chamar o gerente.
Depois de muita insistência, ela foi chamar o gerente.
Quando ele olhou os documentos, quis saber quanto tempo que eu estava em Londres, quanto tempo eu permaneceria na Inglaterra e depois dessas perguntas básicas, autoriza a confecção da placa.
Ufa! Cansei!
Mas voltei para casa, feliz! com minhas placas nas mãos!
2ª etapa concluída!
No dia seguinte, fui na casa do antigo dono do carro, para ele colocar as novas placas.
Aqui quem coloca as placas no carro, são os próprios donos.
Então você tem que se virar em furar a placa, ajustar parafusos e colocar alinhado com o local.
Agora imagina se eu tivesse que fazer isso tudo sozinha?
Depois de quase 2 horas para fazer essas troca de placas, saímos finalmente para meu treino.
Confesso que estava insegura!
Primeira parada: posto de gasolina.
Não tem frentista, você se vira, aprende na marra e coloca seu combustível!
Foi o que fiz!
E o medo de errar? De deixar vazar gasolina para tudo que é canto! Minha mão ficou doendo de tanto que apertei aquele negócio. Segurei com toda força. Muita tensão!
Mas consegui direitinho. Não molhei nada, não fiz nenhuma besteira! Passei no primeiro teste de direção.
Lá vamos nós para o trânsito.
Agora sim, começaria minha "auto escola".
O antigo dono do carro, estava ao meu lado para dar as primeiras instruções, mas ele iria viajar naquele dia, então não poderia ficar muito tempo comigo, até eu me sentir segura.
Foi meia hora de treino. Passou voando e eu nem estava correndo!
Mas não tinha jeito! Na minha cabeça só passava o seguinte pensamento: " eu quero dirigir, não vou permitir que nada atrapalhe meu desejo!"
Então, me concentrei em tudo que ele estava me passando e ia corrigindo a direção.
Nossa tendência, é jogarmos o carro para esquerda, só que a esquerda pertence ao ciclistas e ônibus.
Não podemos entrar na bus lane ( faixa do ônibus), caso isso aconteça e venha um ônibus atrás, ele tira uma foto de nossa placa e recebemos uma multa.
Depois de 2 multas, perdemos o direito de dirigir.
As leis de direção são muito severas por aqui.
Mas eu estava indo bem! Fui me sentindo mais segura a cada quilômetro rodado.
E chegou a hora de deixá-lo em casa e seguir sozinha para a minha casa.
Olhei para meu irmão que estava me acompanhando e falei: "está pronto?" rimos e fomos embora.
eu estava pronta para meu primeiro teste completamente sozinha!
Que maravilha! que sensação gostosa de liberdade! Sensação de conquista!
Cheguei em casa me sentindo a rainha da cocada preta! Parecia que tinha passado no vestibular!
E passei mesmo! No vestibular da vida!
Assim que cheguei em casa, recebo uma ligação que tinha que retornar na casa do antigo dono do carro, pois o mesmo tinha esquecido algo dentro do carro e eu teria que levar.
Nem pensei 2 vezes. Chamei meu filho e lá vamos nós para o trânsito novamente!
Agora eu tinha outro co-piloto:
Fui e voltei sem problema nenhum. Parecia que já dirigia a muito tempo nesse trânsito ao contrário.
O mais interessante, é que automaticamente minha mente foi apagando os detalhes do trânsito no Brasil.
De repente, meu filho perguntou sobre os comandos no volante e eu não sabia mais dizer como era no Brasil.
Me assustei com minha capacidade de adaptação!
Toda insegurança foi embora!
Estou realmente pronta para o trânsito de Londres, mesmo que carro aqui seja só para fazer compras e viajar, pois não há necessidade de se pegar carro para as tarefas diárias.
Mas confesso, que depois que peguei o carro, não dá mais vontade de pegar ônibus.
É um vício!
Mas como todo vício, deverá ser combatido e não deverei abusar!
mas que ficarei sempre com o coração e a mente dividida entre pegar o carro ou ir de ônibus, isso eu não posso negar!
Um beijinho e até o próximo!
tradução
sábado, 18 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Perdas e ganhos! Passou o 1º mês!
Hoje está fazendo exatamente 1 mês que cheguei em Londres. Essa data merece uma comemoração. Não só pelos ganhos, mas também pelas dificuldades passadas e vencidas.
Agora que meu filho chegou, posso contar como foram difíceis essas dias anteriores a sua chegada.
Até por uma questão de segurança, preferi não dar ênfase ao fato que eu e minha filha estávamos sozinhas durante esse tempo aqui em Londres. Preferi só falar dos momentos gostosos, das descobertas, das alegrias, dos passeios. Não quis comentar sobre as dificuldades encontradas, do medo em dormir sozinha, num lugar estranho, numa casa estranha, num país estranho!
Não contei das noites insones, em que eu me via preparando um plano de ataque, caso alguém invadisse nossa casa.
Pode parecer insano, mas quando você se vê sozinha, numa casa sem muro, onde a única coisa que te separa da rua é uma porta, todas as imagens mais horríveis me passavam pela cabeça.
Foram dias difíceis, a saudade do meu filho apertava meu coração!
Queria estar com os meus dois filhos passeando, conhecendo, rindo e brincando.
Eu sabia que ele não podia vir antes, foi uma decisão acertada ele ter ficado esse 1 mês ainda no Rio de Janeiro, mas coração de mãe é assim mesmo. Não acostuma nunca com a distância física. Quer estar perto, quer ouvir a voz, dar beijo, tocar, dar boa noite. Não importa a idade, para mãe, filho é sempre pequeno, sempre precisa de nós, mesmo que já sejam adultos e saibam se virar.
Durante esse 1 mês, me vi passando por situações que jamais imaginaria passar.
A barreira da língua parecia intransponível! Me senti em muitos momentos humilhada por não entender palavras básicas. Me cobrava, chorava e me exigia o tempo todo. Não podia falhar.
Tinha a responsabilidade de fazer dar tudo certo pela minha filha.
Mas com isso, vi meu inglês entrando por osmose, como eu nunca pensei que fosse ser possível, apesar de sonhar com isso.
Resolvi situações que no Brasil, tiro de letra, mas que aqui pareciam enormes dificuldades, como ir ao médico, fazer matrícula na escola da minha filha, escolher móveis para casa, me perder e me achar no transporte público.
O transporte público aqui é uma loucura. Imenso. São muitas linhas e muitas conexões. No início, dá um nó na cabeça, pois no RJ estamos acostumados a 2 linhas e mesmo assim, dependendo de onde morava, só pegava 1 linha. Aqui é sempre, no mínimo 2 linhas para irmos ao centro.
Mapa do metrô com suas inúmeras conexões.
A setinha em azul, no canto esquerdo, indica a estação de onde saio e preciso retornar diariamente!
Muitos dias, eu ia dormir pensando: amanhã será um novo dia! E será um dia a menos me separando do meu filho! Minha oração era que o tempo voasse!
Em momento algum, me passou pela cabeça desistir, ficar quietinha em casa, esperando o tempo passar. Isso seria covardia comigo e com minha filha. Eu precisava ser forte. Demonstrar alegria, afinal ela estava sofrendo de saudade do Brasil, dos amigos e principalmente do irmão, pois são extremamente unidos.
Muitas vezes precisei esconder minha tristeza, minha saudade e minhas lágrimas, para ela não notar e ficar ainda mais triste.
Foram dias difíceis, com uma carga emocional grande e que olhando de fora não parecia haver.
Afinal, estou em Londres. Realizando um sonho, ganhando todos os dias presentes maravilhosos de Deus, como assim, ter momentos de tristeza nesse paraíso?
Ingratidão? Não, realidade!
Não existe 100% de felicidade sem dor, sem perdas.
Ganhei muito sim, nesse primeiro mês.
Tive ganhos? Muitos!
Os ganhos vocês acompanharam diariamente com cada novo post que escrevi.
Tive perdas? Também!
Mas essas perdas me fortaleceram! Me fizeram superar medos, crescer nos desafios diários, refazer algumas rotas, quebrar orgulho, dar ainda mais valor aos ganhos que não foram poucos.
Hoje, 1 mês depois, posso dizer que, agora estou plenamente feliz!
Agora sim, começou minha vida em Londres.
Antes era um prefácio do que seria minha vida aqui.
Agora sim, começaremos juntos a escrever nossa história.
Os passeios terão outro sabor. Eu e minha filha estamos ansiosas para mostrar tudo que já vimos, compartilharmos todas as experiências. Mas tudo tem seu tempo e diariamente estamos curtinho, passeando e olhando com novos olhos todas as maravilhas que Londres tem a nos oferecer.
Mas sobre os passeios, eu conto no outro post.
Agora que meu filho chegou, posso contar como foram difíceis essas dias anteriores a sua chegada.
Até por uma questão de segurança, preferi não dar ênfase ao fato que eu e minha filha estávamos sozinhas durante esse tempo aqui em Londres. Preferi só falar dos momentos gostosos, das descobertas, das alegrias, dos passeios. Não quis comentar sobre as dificuldades encontradas, do medo em dormir sozinha, num lugar estranho, numa casa estranha, num país estranho!
Não contei das noites insones, em que eu me via preparando um plano de ataque, caso alguém invadisse nossa casa.
Pode parecer insano, mas quando você se vê sozinha, numa casa sem muro, onde a única coisa que te separa da rua é uma porta, todas as imagens mais horríveis me passavam pela cabeça.
Foram dias difíceis, a saudade do meu filho apertava meu coração!
Queria estar com os meus dois filhos passeando, conhecendo, rindo e brincando.
Eu sabia que ele não podia vir antes, foi uma decisão acertada ele ter ficado esse 1 mês ainda no Rio de Janeiro, mas coração de mãe é assim mesmo. Não acostuma nunca com a distância física. Quer estar perto, quer ouvir a voz, dar beijo, tocar, dar boa noite. Não importa a idade, para mãe, filho é sempre pequeno, sempre precisa de nós, mesmo que já sejam adultos e saibam se virar.
Durante esse 1 mês, me vi passando por situações que jamais imaginaria passar.
A barreira da língua parecia intransponível! Me senti em muitos momentos humilhada por não entender palavras básicas. Me cobrava, chorava e me exigia o tempo todo. Não podia falhar.
Tinha a responsabilidade de fazer dar tudo certo pela minha filha.
Mas com isso, vi meu inglês entrando por osmose, como eu nunca pensei que fosse ser possível, apesar de sonhar com isso.
Resolvi situações que no Brasil, tiro de letra, mas que aqui pareciam enormes dificuldades, como ir ao médico, fazer matrícula na escola da minha filha, escolher móveis para casa, me perder e me achar no transporte público.
O transporte público aqui é uma loucura. Imenso. São muitas linhas e muitas conexões. No início, dá um nó na cabeça, pois no RJ estamos acostumados a 2 linhas e mesmo assim, dependendo de onde morava, só pegava 1 linha. Aqui é sempre, no mínimo 2 linhas para irmos ao centro.
Mapa do metrô com suas inúmeras conexões.
A setinha em azul, no canto esquerdo, indica a estação de onde saio e preciso retornar diariamente!
Muitos dias, eu ia dormir pensando: amanhã será um novo dia! E será um dia a menos me separando do meu filho! Minha oração era que o tempo voasse!
Em momento algum, me passou pela cabeça desistir, ficar quietinha em casa, esperando o tempo passar. Isso seria covardia comigo e com minha filha. Eu precisava ser forte. Demonstrar alegria, afinal ela estava sofrendo de saudade do Brasil, dos amigos e principalmente do irmão, pois são extremamente unidos.
Muitas vezes precisei esconder minha tristeza, minha saudade e minhas lágrimas, para ela não notar e ficar ainda mais triste.
Foram dias difíceis, com uma carga emocional grande e que olhando de fora não parecia haver.
Afinal, estou em Londres. Realizando um sonho, ganhando todos os dias presentes maravilhosos de Deus, como assim, ter momentos de tristeza nesse paraíso?
Ingratidão? Não, realidade!
Não existe 100% de felicidade sem dor, sem perdas.
Ganhei muito sim, nesse primeiro mês.
Tive ganhos? Muitos!
Os ganhos vocês acompanharam diariamente com cada novo post que escrevi.
Tive perdas? Também!
Mas essas perdas me fortaleceram! Me fizeram superar medos, crescer nos desafios diários, refazer algumas rotas, quebrar orgulho, dar ainda mais valor aos ganhos que não foram poucos.
Hoje, 1 mês depois, posso dizer que, agora estou plenamente feliz!
Agora sim, começou minha vida em Londres.
Antes era um prefácio do que seria minha vida aqui.
Agora sim, começaremos juntos a escrever nossa história.
Os passeios terão outro sabor. Eu e minha filha estamos ansiosas para mostrar tudo que já vimos, compartilharmos todas as experiências. Mas tudo tem seu tempo e diariamente estamos curtinho, passeando e olhando com novos olhos todas as maravilhas que Londres tem a nos oferecer.
Mas sobre os passeios, eu conto no outro post.
sábado, 11 de agosto de 2012
As horas de tensão foram recompensadas!
Eles chegaram! Fui plenamente recompensada pela minhas horas na frente do computador, monitorando os passos do meu irmão e filho, desde o momento da saída de casa até a chegada em Londres.
Foram horas de muita ansiedade, não consegui dormir, enquanto eles não estavam seguros dentro do avião que os traria para cá.
Mas vou explicar o motivo de tanta ansiedade com esse vôo.
Vocês devem lembrar que quando eu vim, perdemos o vôo por conta de um atraso no aeroporto do Rio de Janeiro.
Sugiro as pessoas que queiram viajar para Londres que não comprem essa passagem. O vôo sai do Rio, as 21:47 com chegada em São Paulo às 22:55. E o vôo de São Paulo - Londres sai as 23:55h.
Olhando somente pelos horários, parece tranquilo. Afinal, 1 hora, teoricamente, dá muito tempo de trocarmos de aeronave.
Quantas vezes já não fizemos isso em vôos domésticos. Sair de um avião, andar pelos corredores, entrar em outra sala de embarque e ainda dà tempo para sentar e esperar o próximo vôo.
Só que para esse vôo específico, não dá tempo para nada. É tudo muito corrido. Tudo cronometrado. Um atraso e pronto! Perde-se o vôo.
No dia do embarque deles, a Polícia Federal estava fazendo uma operação padrão no Aeroporto de São Paulo com os vôos internacionais. As pessoas estavam esperando mais de 1 hora para passarem no raio X. Como que eles poderiam passar com o relógio contando contra eles? Isso sem contar que o avião no Rio de Janeiro também teria que sair no horário.
Tensão no ar! Literalmente!
Até o táxi para levá-los ao aeroporto atrasou para buscá-los em casa.
Mas eles chegaram com tempo sobrando no aeroporto do Rio. Fizeram check in, sem problema. Tudo dentro do esperado.
E eu? Bem, eu ia monitorando por mensagem de celular tudo que ia acontecendo.
"Onde vocês estão?" "Já entraram?"
E do outro lado do computador minha norinha amada!
Cada mesnagem que eu recebia ou ela, do meu filho, repassávamos para a outra.
Ela ansiosa de lá e eu de cá.
O avião saiu com 10 minutos de atraso. Tudo bem! vôo para Sampa pode ser acelerado no ar. Pode ser feito em até 45 minutos. Dá tempo! Mas a pergunta era: " Será que hoje eles farão nesse tempo reduzido?"
Foi 1 hora torcendo! Querendo empurrar o avião!
Chegaram em São Paulo com 5 minutos de atraso.
Correria total!
Por rádio, os funcionários da Tam, estavam avisados que tinha 2 passageiros para embarcar no vôo para Londres. Adivinhem quem eram os 2?
Com o funcionário da Tam, entraram em elevadores privativos e conseguiram passar na frente de todos que estavam na fila da Polícia Federal.
Foram os 2 últimos passageiros a entrarem no avião.
Imagina a importância dessas 2 figuras! Um avião inteiro, lotado, esperando 2 pessoas!
Mas graças a Deus, não tenho dúvida disso, entraram, sentaram e o avião saiu com 5 minutos de atraso.
Foi um susto para eles e para mim também.
Tudo bem, que o máximo que iria acontecer, foi o que aconteceu comigo. Perderem o vôo, serem acomodados num bom hotel e embarcarem no dia seguinte. Não há um dano físico, nenhuma perda, mas o estresse que gera essa situação não compensa.
Vieram bem, tiveram um excelente vôo. Não pegaram turbulências. Enfim, quase um céu de brigadeiro. Tudo perfeito para os 2 estreantes em vôo internacional.
Fui dormir mais de 4horas da manhã daqui. Mas deitei tranquila, sabia que eles estavam seguros e que no dia seguinte estaríamos todos reunidos.
Eu já tinha me programado para ir de metrô buscá-los. Tem uma linha do metrô que para no aeroporto. Muitas pessoas vão e voltam de metrô para lá, mas nosso amigo se ofereceu para ir ao aeroporto buscá-lo. Melhor ainda!
A nossa casa fica na área da reta final dos aviões que pousarão no aeroporto internacional. Eu já tinha visto, num outro dia, o vôo da Tam chegando do Rio. Então me programei para tirar a foto deles passando, afinal, se eu iria de carro, daria tempo de sobra.
O vôo passa aqui em cima 10 minutos antes de pousar, e eles ainda teriam que passar na imigração e pegar as malas. Pelo meus cálculos, demorariam no mínimo 1:30 para estarem do lado de fora.
Nós quando chegamos, demoramos 2 horas para sairmos da área de imigração e mala.
Então, tudo calculado. Eu tiraria a foto, minha carona chegaria as 14:50h, chegaríamos no aeroporto por volta das 15:30 e ainda teríamos de esperá-los sair. E eu tiraria muitas fotos. Tinha me programado para ser paparazzi. Ia fazer a maior festa! Já imaginava todo mundo olhando e perguntando quem eram aquelas estrelas que estavam chegando!
Mas planos são feitos para darem errado e serem frustados, de vez em quando!
Na hora que o avião passou, em cima de casa, eu estava com a máquina preparada e quem disse que consegui enquadrar o avião? Quem disse que eu consegui uma fotinha, nem que fosse da cauda do avião, das letrinhas escrito TAM?
Nada! nenhuma foto para postar!
Tudo bem! Engoli a frustração e fui esperar minha carona, que já estava na hora de chegar.
Só para contrariar, o avião adiantou 10 minutos.
Mas tudo bem, eles ainda iriam demorar, no mínimo 1:30h para sairem para a área de desembarque. Estávamos dentro do horário.
E lá fomos nós!
Já tinham acabado as dificuldades? Claro que não! Estaria fácil demais!
E eu que nesse 1 mês não sabia o que era engarrafamento, descobri nesse dia!
Pegamos um engarrafamento antes da ponte. Um sinal abria e fechava com muita rapidez e poucos carros conseguiam passar.
Mas a ponte era linda! Não me lembrava dela quando cheguei.
(ponte a caminho do aeroporto, ainda não sei o nome, assim que souber, atualizarei o post)
Nessa hora, estávamos a 15 minutos de distância do aeroporto e meu filho me passa uma mensagem:
"Mãe, onde você está? Já estamos do lado de fora! Já passamos pela imigração e já pegamos a mala!"
Não acredito!
Não demoraram nem 1hora para fazerem tudo que levamos 2horas!
Eles já estavam do lado de fora! E minhas fotos de paparazzi?
E lá vamos nós. Chegamos com meia hora que eles já tinham saído. Quando os vi, não fiz barulho, queria pegá-los desprevinidos. Seria uma foto espontânea!
Fiquei com peninha da carinha de cansada deles:
Que alegria vê-los ali. Meus tesouros chegaram!
Vamos para casa! Agora sim, minha família estava reunida!
Felicidade total! Esse dia sim, era o dia mais feliz desde que cheguei em Londres.
Queria mostrar tudo de uma vez, falar pelos cotovelos, saber como foi o vôo, se comeram, se dormiram, se estavam muito cansados!
Chegamos em casa sem problema nenhum.
Agora é só aproveitar e curtir cada minuto desse mês que meu irmão irá passar conosco.
Cada dia que passa eu tenho mais e mais certeza que esse presente de Deus está perfeito e que eu não poderia ter pedido nada melhor e nem chegado perto de tantas maravilhas que tenho visto diariamente.
No próximo post contarei nossos primeiros passeios e descobertas.
Obrigada pela torcida e por me acompanharem em cada post.
beijinhos.
Foram horas de muita ansiedade, não consegui dormir, enquanto eles não estavam seguros dentro do avião que os traria para cá.
Mas vou explicar o motivo de tanta ansiedade com esse vôo.
Vocês devem lembrar que quando eu vim, perdemos o vôo por conta de um atraso no aeroporto do Rio de Janeiro.
Sugiro as pessoas que queiram viajar para Londres que não comprem essa passagem. O vôo sai do Rio, as 21:47 com chegada em São Paulo às 22:55. E o vôo de São Paulo - Londres sai as 23:55h.
Olhando somente pelos horários, parece tranquilo. Afinal, 1 hora, teoricamente, dá muito tempo de trocarmos de aeronave.
Quantas vezes já não fizemos isso em vôos domésticos. Sair de um avião, andar pelos corredores, entrar em outra sala de embarque e ainda dà tempo para sentar e esperar o próximo vôo.
Só que para esse vôo específico, não dá tempo para nada. É tudo muito corrido. Tudo cronometrado. Um atraso e pronto! Perde-se o vôo.
No dia do embarque deles, a Polícia Federal estava fazendo uma operação padrão no Aeroporto de São Paulo com os vôos internacionais. As pessoas estavam esperando mais de 1 hora para passarem no raio X. Como que eles poderiam passar com o relógio contando contra eles? Isso sem contar que o avião no Rio de Janeiro também teria que sair no horário.
Tensão no ar! Literalmente!
Até o táxi para levá-los ao aeroporto atrasou para buscá-los em casa.
Mas eles chegaram com tempo sobrando no aeroporto do Rio. Fizeram check in, sem problema. Tudo dentro do esperado.
E eu? Bem, eu ia monitorando por mensagem de celular tudo que ia acontecendo.
"Onde vocês estão?" "Já entraram?"
E do outro lado do computador minha norinha amada!
Cada mesnagem que eu recebia ou ela, do meu filho, repassávamos para a outra.
Ela ansiosa de lá e eu de cá.
O avião saiu com 10 minutos de atraso. Tudo bem! vôo para Sampa pode ser acelerado no ar. Pode ser feito em até 45 minutos. Dá tempo! Mas a pergunta era: " Será que hoje eles farão nesse tempo reduzido?"
Foi 1 hora torcendo! Querendo empurrar o avião!
Chegaram em São Paulo com 5 minutos de atraso.
Correria total!
Por rádio, os funcionários da Tam, estavam avisados que tinha 2 passageiros para embarcar no vôo para Londres. Adivinhem quem eram os 2?
Com o funcionário da Tam, entraram em elevadores privativos e conseguiram passar na frente de todos que estavam na fila da Polícia Federal.
Foram os 2 últimos passageiros a entrarem no avião.
Imagina a importância dessas 2 figuras! Um avião inteiro, lotado, esperando 2 pessoas!
Mas graças a Deus, não tenho dúvida disso, entraram, sentaram e o avião saiu com 5 minutos de atraso.
Foi um susto para eles e para mim também.
Tudo bem, que o máximo que iria acontecer, foi o que aconteceu comigo. Perderem o vôo, serem acomodados num bom hotel e embarcarem no dia seguinte. Não há um dano físico, nenhuma perda, mas o estresse que gera essa situação não compensa.
Vieram bem, tiveram um excelente vôo. Não pegaram turbulências. Enfim, quase um céu de brigadeiro. Tudo perfeito para os 2 estreantes em vôo internacional.
Fui dormir mais de 4horas da manhã daqui. Mas deitei tranquila, sabia que eles estavam seguros e que no dia seguinte estaríamos todos reunidos.
Eu já tinha me programado para ir de metrô buscá-los. Tem uma linha do metrô que para no aeroporto. Muitas pessoas vão e voltam de metrô para lá, mas nosso amigo se ofereceu para ir ao aeroporto buscá-lo. Melhor ainda!
A nossa casa fica na área da reta final dos aviões que pousarão no aeroporto internacional. Eu já tinha visto, num outro dia, o vôo da Tam chegando do Rio. Então me programei para tirar a foto deles passando, afinal, se eu iria de carro, daria tempo de sobra.
O vôo passa aqui em cima 10 minutos antes de pousar, e eles ainda teriam que passar na imigração e pegar as malas. Pelo meus cálculos, demorariam no mínimo 1:30 para estarem do lado de fora.
Nós quando chegamos, demoramos 2 horas para sairmos da área de imigração e mala.
Então, tudo calculado. Eu tiraria a foto, minha carona chegaria as 14:50h, chegaríamos no aeroporto por volta das 15:30 e ainda teríamos de esperá-los sair. E eu tiraria muitas fotos. Tinha me programado para ser paparazzi. Ia fazer a maior festa! Já imaginava todo mundo olhando e perguntando quem eram aquelas estrelas que estavam chegando!
Mas planos são feitos para darem errado e serem frustados, de vez em quando!
Na hora que o avião passou, em cima de casa, eu estava com a máquina preparada e quem disse que consegui enquadrar o avião? Quem disse que eu consegui uma fotinha, nem que fosse da cauda do avião, das letrinhas escrito TAM?
Nada! nenhuma foto para postar!
Tudo bem! Engoli a frustração e fui esperar minha carona, que já estava na hora de chegar.
Só para contrariar, o avião adiantou 10 minutos.
Mas tudo bem, eles ainda iriam demorar, no mínimo 1:30h para sairem para a área de desembarque. Estávamos dentro do horário.
E lá fomos nós!
Já tinham acabado as dificuldades? Claro que não! Estaria fácil demais!
E eu que nesse 1 mês não sabia o que era engarrafamento, descobri nesse dia!
Pegamos um engarrafamento antes da ponte. Um sinal abria e fechava com muita rapidez e poucos carros conseguiam passar.
Mas a ponte era linda! Não me lembrava dela quando cheguei.
(ponte a caminho do aeroporto, ainda não sei o nome, assim que souber, atualizarei o post)
Nessa hora, estávamos a 15 minutos de distância do aeroporto e meu filho me passa uma mensagem:
"Mãe, onde você está? Já estamos do lado de fora! Já passamos pela imigração e já pegamos a mala!"
Não acredito!
Não demoraram nem 1hora para fazerem tudo que levamos 2horas!
Eles já estavam do lado de fora! E minhas fotos de paparazzi?
E lá vamos nós. Chegamos com meia hora que eles já tinham saído. Quando os vi, não fiz barulho, queria pegá-los desprevinidos. Seria uma foto espontânea!
Fiquei com peninha da carinha de cansada deles:
Que alegria vê-los ali. Meus tesouros chegaram!
Vamos para casa! Agora sim, minha família estava reunida!
Felicidade total! Esse dia sim, era o dia mais feliz desde que cheguei em Londres.
Queria mostrar tudo de uma vez, falar pelos cotovelos, saber como foi o vôo, se comeram, se dormiram, se estavam muito cansados!
Chegamos em casa sem problema nenhum.
Agora é só aproveitar e curtir cada minuto desse mês que meu irmão irá passar conosco.
Cada dia que passa eu tenho mais e mais certeza que esse presente de Deus está perfeito e que eu não poderia ter pedido nada melhor e nem chegado perto de tantas maravilhas que tenho visto diariamente.
No próximo post contarei nossos primeiros passeios e descobertas.
Obrigada pela torcida e por me acompanharem em cada post.
beijinhos.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
O dia anterior ao dia mais feliz de Londres!
Hoje o dia está muito interessante e a ansiedade no teto!
Logo de manhã recebi uma cobrança que não pude deixar de rir!
"Mãe, vocês está muito relapsa com seu blog. Antes eram 3 artigos por dia, agora já tem dias que você não escreve! Seus fãs estão reclamando!"
Tive que rir desse meu fã número 1. "Meus fãs estão reclamando" significa, que ELE está reclamando! Significa que ELE está me cobrando! Mas isso, muito delicadamente! Enchendo meu ego! Querendo que eu pense que tenhos tantos fãs assim! KKKKKK.
Mas, realmente, eu já estava sentindo falta de escrever. De contar como estão sendo esses dias. O que tenho feito e o que espero fazer amanhã.
Mas antes de contar, quero introduzir um personagem novo, e que a partir de amanhã fará parte de muitas aventuras aqui em Londres.
Para aqueles que não sabem, sou fã de carteirinha do meu irmão. Somos muito unidos.
Ele é somente, 4 anos mais velho que eu, mais sempre fez o papel de pai em minha vida. Era ele que cuidava de mim, quando minha mãe saia para trabalhar, colocava minha comida no prato e esperava eu comer tudo ( até hoje ele faz isso), era ele que brincava de casinha embaixo da mesa, que brincava de cabaninha no armário e segurava minha mãe, nas poucas vezes que ela queria brigar comigo. Ele fez e continua fazendo o papel de amigo, companheiro, irmão, pai.
Desde que ele se aposentou, tem me acompanhado nas minhas mudanças. Passando bastante tempo comigo. Foi assim no Maranhão e amanhã estará chegando aqui em Londres, juntamente com meu filho. Sim, minha família estará praticamente completa amanhã.
Mas essa vinda dele amanhã foi no susto.
Assim como eu, ele adora uma aventura. Adora fazer as coisas, assim meio que de repente. Quando vê, já está no meio da aventura.
Estava previsto que ele viria somente em setembro, mas na segunda feira passada (hoje é quinta), estávamos conversando via msn ( nos falamos todos os dias) e ele estava me contando que estava preocupado com a viagem, por vir sozinho, ter algum problema, muitas horas de vôo, primeira viagem internacional.E que o valor da passagem tinha aumentado muito em relação ao que tínhamos visto na semana passada Enfim, preocupações hiper normais.
Na mesma hora, me deu um estalo e entrei no site da companhia aérea. Já que meu filho viria na quinta, quem sabe, não teria uma passagem mais barata para ele vir junto?
Eu me sentia sonhando! Ou melhor delirando! Na segunda feira, querer uma passagem mais barata para quinta? Delírio total!
Mas abri assim mesmo! E sem falar nada ainda para ele, coloquei as datas. Aqueles segundos de procura de vôos, pareciam horas..
Até que abriu! E qual não foi minha surpresa? Passagens muito mais baratas, tanto para ir quanto para voltar ao Brasil. Só para vocês terem uma idéia, antes nós tínhamos visto por R$ 3500,00 e agora estava R$ 2500,00 com taxa de embarque. Estava mais barato que uma passagem comprada de dia para noite RJ- São Luis.
Na mesma hora, falei com ele: " mano, vem na quinta com seu sobrinho" Ele ficou doido do outro lado. Ri muito por dentro e por fora, quero confessar!
"minha irmã, tu estás doida?" " Como que vou fazer uma viagem internacional assim em 3 dias?"
Já disse que sou doida e ele também que é doidinho de pedra igual a mim, claro que topou!
Foi a maior correria. Consulta nossa mãe, para ver o que ela acha, reza, ri, se atrapalha, mas volta e diz:
"Vamos mana, vamos comprar logo!" Fiquei maravilhada!
Corremos, eu daqui dando a orientação e ele de lá com cartão na mão.
Conseguimos comprar. Alívio!
Ele hiper nervoso! Imagino! tem que ser muito doido mesmo para aceitar essa minha proposta.
Esse é meu irmão. Sempre pronto a me acompanhar. Não pensa nem 2 vezes. Se é para estarmos juntos, então está dentro!
Ele é ou não é uma pessoa de quem tenho que ser a maior fã?
Depois disso, fomos ver os preparativos. O que trazer, dinheiro para trocar, resolver as coisas dele por lá. Ele correu muito nesses 3 dias. Deve estar muito cansado. Mais vai ser bom, deverá dormir no vôo. Assim espero!
Mas também o que me deixou feliz e aliviada com essa loucura, é que meu filho não viajará sozinho também. Estava preocupada.
Primeira viagem internacional dele, é jovem. Acontece tantas coisas pelos aeroportos do mundo com jovens. São sempre os primeiros a serem revistados e ele não teria companhia para conversar nessas horas todas que nos separam.
Meu coração estava apertado. E mais uma vez, Deus me abençoou.
Desde ontem que tenho perturbado o juízo do meu filho. Já passei um milhão de recomendações. Via msn, mensagem de celular, email ( gigante).
Algumas ele reclama, diz que parece que o considero um retardado. Tento explicar que mãe é assim mesmo. Vê dragões em cada canto, que nunca percebe quando está falando demais, que a ansiedade para que tudo corra bem é maior que a noção de que já falou aquilo umas 200 vezes antes.
Hoje estou em estado de ansiedade total.
E aproveitei para "descontar" na alimentação:
Acho que nem dormirei essa noite. Até por que o voo deles sai somente 21:45 e aqui já será 1:45hs. E o embarque para Londres somente as 23:55h
Não tem como eu dormir, enquanto eles não me avisarem que estão dentro desse vôo. Sem chance!
Amanhã, acordarei mais feliz ainda! O dia estará mais colorido!
Já está tudo pronto para recebê-los.
O quarto e as camas prontas, pois deverão chegar mortos e doidos para descansarem.
Amanhã, começará uma nova etapa em Londres.
Estaremos reunidos novamente para descobrirmos essa cidade e passarmos finalmente a vivermos como família, e usufruirmos totalmente desse presente maravilhoso que ganhamos.
Amanhã conto como foi a chegadas dos meus príncipes.
Agora, preciso dar mais algumas recomendações antes que eles saiam de casa.
Um beijinho e até o próximo.
Logo de manhã recebi uma cobrança que não pude deixar de rir!
"Mãe, vocês está muito relapsa com seu blog. Antes eram 3 artigos por dia, agora já tem dias que você não escreve! Seus fãs estão reclamando!"
Tive que rir desse meu fã número 1. "Meus fãs estão reclamando" significa, que ELE está reclamando! Significa que ELE está me cobrando! Mas isso, muito delicadamente! Enchendo meu ego! Querendo que eu pense que tenhos tantos fãs assim! KKKKKK.
Mas, realmente, eu já estava sentindo falta de escrever. De contar como estão sendo esses dias. O que tenho feito e o que espero fazer amanhã.
Mas antes de contar, quero introduzir um personagem novo, e que a partir de amanhã fará parte de muitas aventuras aqui em Londres.
Para aqueles que não sabem, sou fã de carteirinha do meu irmão. Somos muito unidos.
Ele é somente, 4 anos mais velho que eu, mais sempre fez o papel de pai em minha vida. Era ele que cuidava de mim, quando minha mãe saia para trabalhar, colocava minha comida no prato e esperava eu comer tudo ( até hoje ele faz isso), era ele que brincava de casinha embaixo da mesa, que brincava de cabaninha no armário e segurava minha mãe, nas poucas vezes que ela queria brigar comigo. Ele fez e continua fazendo o papel de amigo, companheiro, irmão, pai.
Desde que ele se aposentou, tem me acompanhado nas minhas mudanças. Passando bastante tempo comigo. Foi assim no Maranhão e amanhã estará chegando aqui em Londres, juntamente com meu filho. Sim, minha família estará praticamente completa amanhã.
Mas essa vinda dele amanhã foi no susto.
Assim como eu, ele adora uma aventura. Adora fazer as coisas, assim meio que de repente. Quando vê, já está no meio da aventura.
Estava previsto que ele viria somente em setembro, mas na segunda feira passada (hoje é quinta), estávamos conversando via msn ( nos falamos todos os dias) e ele estava me contando que estava preocupado com a viagem, por vir sozinho, ter algum problema, muitas horas de vôo, primeira viagem internacional.E que o valor da passagem tinha aumentado muito em relação ao que tínhamos visto na semana passada Enfim, preocupações hiper normais.
Na mesma hora, me deu um estalo e entrei no site da companhia aérea. Já que meu filho viria na quinta, quem sabe, não teria uma passagem mais barata para ele vir junto?
Eu me sentia sonhando! Ou melhor delirando! Na segunda feira, querer uma passagem mais barata para quinta? Delírio total!
Mas abri assim mesmo! E sem falar nada ainda para ele, coloquei as datas. Aqueles segundos de procura de vôos, pareciam horas..
Até que abriu! E qual não foi minha surpresa? Passagens muito mais baratas, tanto para ir quanto para voltar ao Brasil. Só para vocês terem uma idéia, antes nós tínhamos visto por R$ 3500,00 e agora estava R$ 2500,00 com taxa de embarque. Estava mais barato que uma passagem comprada de dia para noite RJ- São Luis.
Na mesma hora, falei com ele: " mano, vem na quinta com seu sobrinho" Ele ficou doido do outro lado. Ri muito por dentro e por fora, quero confessar!
"minha irmã, tu estás doida?" " Como que vou fazer uma viagem internacional assim em 3 dias?"
Já disse que sou doida e ele também que é doidinho de pedra igual a mim, claro que topou!
Foi a maior correria. Consulta nossa mãe, para ver o que ela acha, reza, ri, se atrapalha, mas volta e diz:
"Vamos mana, vamos comprar logo!" Fiquei maravilhada!
Corremos, eu daqui dando a orientação e ele de lá com cartão na mão.
Conseguimos comprar. Alívio!
Ele hiper nervoso! Imagino! tem que ser muito doido mesmo para aceitar essa minha proposta.
Esse é meu irmão. Sempre pronto a me acompanhar. Não pensa nem 2 vezes. Se é para estarmos juntos, então está dentro!
Ele é ou não é uma pessoa de quem tenho que ser a maior fã?
Depois disso, fomos ver os preparativos. O que trazer, dinheiro para trocar, resolver as coisas dele por lá. Ele correu muito nesses 3 dias. Deve estar muito cansado. Mais vai ser bom, deverá dormir no vôo. Assim espero!
Mas também o que me deixou feliz e aliviada com essa loucura, é que meu filho não viajará sozinho também. Estava preocupada.
Primeira viagem internacional dele, é jovem. Acontece tantas coisas pelos aeroportos do mundo com jovens. São sempre os primeiros a serem revistados e ele não teria companhia para conversar nessas horas todas que nos separam.
Meu coração estava apertado. E mais uma vez, Deus me abençoou.
Desde ontem que tenho perturbado o juízo do meu filho. Já passei um milhão de recomendações. Via msn, mensagem de celular, email ( gigante).
Algumas ele reclama, diz que parece que o considero um retardado. Tento explicar que mãe é assim mesmo. Vê dragões em cada canto, que nunca percebe quando está falando demais, que a ansiedade para que tudo corra bem é maior que a noção de que já falou aquilo umas 200 vezes antes.
Hoje estou em estado de ansiedade total.
E aproveitei para "descontar" na alimentação:
Acho que nem dormirei essa noite. Até por que o voo deles sai somente 21:45 e aqui já será 1:45hs. E o embarque para Londres somente as 23:55h
Não tem como eu dormir, enquanto eles não me avisarem que estão dentro desse vôo. Sem chance!
Amanhã, acordarei mais feliz ainda! O dia estará mais colorido!
Já está tudo pronto para recebê-los.
O quarto e as camas prontas, pois deverão chegar mortos e doidos para descansarem.
Amanhã, começará uma nova etapa em Londres.
Estaremos reunidos novamente para descobrirmos essa cidade e passarmos finalmente a vivermos como família, e usufruirmos totalmente desse presente maravilhoso que ganhamos.
Amanhã conto como foi a chegadas dos meus príncipes.
Agora, preciso dar mais algumas recomendações antes que eles saiam de casa.
Um beijinho e até o próximo.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
A primeira vez é inesquecível!
Na semana passada aconteceram algumas situações que ficarão para sempre gravadas na minha vida e na minha mente!
Sempre que algo de muito marcante acontece, um novo ciclo se inicia. Deixamos para trás um pedaço de nós e assumimos uma nova postura diante daquela nova possibilidade.
Não sei se já falei antes, mas esse blog está me ajudando muito na minha busca diária de auto-conhecimento, crescimento pessoal e por que não dizer profissional.
Quem sabe não me animarei e passarei a escrever profissionalmente? Segundo meus filhos, tenho talento, então já seriam 2 livros comprados!
Mas deixando de lado as viagens pelo mundo da imaginação e caindo na realidade londrina, quero contar para vocês as três situações que me marcaram na semana passada.
A primeira delas foi minha ida ao cinema.
Quando decidi ir ao cinema, eu não queria ir para entender o visual, minha idéia era conseguir entender os diálogos também. Queria rir quando todos rissem, mas por que eu tinha entendido a piada. Ficar com peninha do personagem por que escutei e fiquei triste com a situação.
Era um desafio! Passar 2 horas só escutando inglês e entender praticamente tudo!
Mas lá fomos nós.
Minha filha queria assistir a Era do Gelo 4. Por mim tudo bem, adoro! Tenho os 3 DVDs anteriores.
Logo na entrada, uma surpresa: não tem funcionário no cinema. Você precisa se virar com TUDO! Você compra o ingresso, procura sua sala, entra, assiste seu filme e vai embora, sem que ninguém pergunte nada. Ou seja, se você quiser dar calote, dá que não tem ninguém para te parar. Você pode assitir a todas as sessões que também não terá problema nenhum. E para completar, por não ter ninguém para pedir seu ingresso, pode-se pagar os menores valores que não precisa mostrar o ingresso. Muito doido esse sistema de confiança deles. Pensei no Brasil! Daria certo? Quem sabe daqui a 100 anos ou 200?
Mas comprei o ingresso certinho. Inteira para mim e teen para minha filha. Tem diferença nos valores para kids e teen. ( crianças e adolescentes )
Ainda não acreditávamos que não apareceria ninguém para pedir nossos ingressos e ficamos fazendo hora pelo saguão do cinema. Enrolando, na linguagem popular! Estávamos com vergonha de entrarmos e sermos chamadas do lado de fora! Imagina a nossa cara, se acontecesse assim?
Mas chegou o horário da sessão e entramos na nossa sala. Sala vazia. Só eu e minha filha. Sabe aquela sensação de que tem algo errado? Que estávamos deixando escapar alguma coisa? Momentos de indecisão: o que fazer? sair ou ficar?
Resolvemos esperar e poucos minutos depois entra outra família e mais outra.
Relaxamos. Estávamos no lugar certo e na hora certa.
Começaram os trailers e a minha prova oral.
Foi mais de meia hora de trailer. E eu lá! Indo bem na prova!
Começou o filme: frio no estômago! Será que darei conta? Será que entenderei? me senti insegura!
Mas logo no primeiro diálogo, parecia que estava escutando os diálogos do curso de inglês. Consegui entender tudo! me animei! Relaxei!
Algumas coisas passavam, algumas vezes falavam rápido demais e eu não pegava. Mas não perdia tempo pensando no que não tinha pego, pois o filme não iria me esperar pensar. Mergulhei de cabeça!
Foi maravilhoso! vibrei, me emocionei, ri.
Passei na prova que tinha me imposto! Saí de lá feliz!
Falei para minha filha: " no filme infantil eu passei, agora preciso ver um de adulto".
Tenho certeza que essa primeira ida ao cimena foi inesquecível.
No dia seguinte, tinha minha primeira vez dentro de Wimbledon. Isso eu já contei em detalhes no post anterior, não repetirei aqui para não cansar.
Mas posso dizer que também me mudou. Precisei fazer escolhas difíceis para o momento, tomar decisões que não poderiam ter arrependimentos depois, e creio que também passei no teste.
E finalmente no domingo, uma prova de fogo:
O carro inglês!
Adoro dirigir! Me distrai, me desestresssa. Relaxo mentalmente na direção! É uma terapia para quando meus pensamentos estão tumultuados e preciso parar para pensar!
E logo que soubemos que viríamos para cá, pensei: Como será dirigir do lado esquerdo da rua? Como será o carro com volante do lado direito? Onde ficam os controles? Muda tudo de lado?
O interessante é que enquanto eu pensava nessas coisas ai no Brasil, eu não me dava conta, que o pior não era o volante do lado direito, isso era o de menos! Só quando cheguei aqui, e vi que o trânsito é todo ao contrário do que estamos programados para conhecer é que caiu a ficha! Enquanto não se olha com os próprios olhos os carros indo e vindo na "mão contrária", não se tem a real noção da dificuldade que é, para reprogramar o cérebro. Por isso, que num outro post, coloquei que nas ruas, eles colocam avisos para se olhar para direita ou esquerda, pois eles mesmo sabem a dificuldade que é para quem vem de fora. A nossa tendência é olharmos sempre para onde fomos ensinados. Peguei o vício de sempre ler esses avisos nas ruas, mesmo que automaticamente já esteja acostumando a sentir de que lado que virá o trânsito.
E quando saímos do Brasil, já sabíamos que iríamos comprar um carro, para podermos viajar para outros lugares com total independência.
O carro não é tão útil dentro de Londres. Para ir ao Centro tem que pagar para poder rodar por lá. Não tem estacionamento fácil. O carro só é muito útil, dentro de Londres, para fazer compras, levar crianças na escola na época de inverno, tirando isso, o transporte público é perfeito. Nos leva a todos os lugares sem precisarmos andar muito a pé. Aqui todos usam o transporte público. Pessoas vão e voltam de festas de metrô. Aos domingos, se vê pessoas muito arrumadas dentro do metrô.
Mas, ontem foi o dia de treinamento no nosso futuro carro. Nós o pegaremos na semana que vem.
Esse treinamento não pode ser feito nas ruas de Londres, pois aqui o seguro é feito nominalmente. Ou seja, o carro que iremos comprar, só pode ser dirigido pelo dono e pela esposa dele. Então fomos ao parque de Richmond treinar.
Dirigi pouco, só para sentir o carro, conhecer os comandos e ajustes e perceber a dimensão dele. Principalmente a traseira, pois ele é imenso. Adorei! Muito macio! Fácil! Sem problema! Até estacionei de ré!
Passei em mais uma prova!
Mais uma situação que marcou!
Essa situações parecem pequenas, só que elas são totalmente novas e inesperadas. Preciso estar sempre pronta para fazer um ajuste interno. Me adaptar, aprender e reagir!
Não existe um só dia aqui em Londres que eu não me pegue aprendendo e reagindo a novas situações.
Está sendo uma experiência indescritível, que não sei se consigo colocar em palavras o dia a dia que estamos vivenciando.
Mas estou fazendo o possível para descrevê-lo.
Essa semana que hoje se incia, será ainda mais maravilhosa!
Minha família estará completa até sexta feira!
Mas antes desse dia chegar, tenho muitas emoções ainda para viver e contar para vocês.
Um beijinho e até o próximo!
Sempre que algo de muito marcante acontece, um novo ciclo se inicia. Deixamos para trás um pedaço de nós e assumimos uma nova postura diante daquela nova possibilidade.
Não sei se já falei antes, mas esse blog está me ajudando muito na minha busca diária de auto-conhecimento, crescimento pessoal e por que não dizer profissional.
Quem sabe não me animarei e passarei a escrever profissionalmente? Segundo meus filhos, tenho talento, então já seriam 2 livros comprados!
Mas deixando de lado as viagens pelo mundo da imaginação e caindo na realidade londrina, quero contar para vocês as três situações que me marcaram na semana passada.
A primeira delas foi minha ida ao cinema.
Quando decidi ir ao cinema, eu não queria ir para entender o visual, minha idéia era conseguir entender os diálogos também. Queria rir quando todos rissem, mas por que eu tinha entendido a piada. Ficar com peninha do personagem por que escutei e fiquei triste com a situação.
Era um desafio! Passar 2 horas só escutando inglês e entender praticamente tudo!
Mas lá fomos nós.
Minha filha queria assistir a Era do Gelo 4. Por mim tudo bem, adoro! Tenho os 3 DVDs anteriores.
Logo na entrada, uma surpresa: não tem funcionário no cinema. Você precisa se virar com TUDO! Você compra o ingresso, procura sua sala, entra, assiste seu filme e vai embora, sem que ninguém pergunte nada. Ou seja, se você quiser dar calote, dá que não tem ninguém para te parar. Você pode assitir a todas as sessões que também não terá problema nenhum. E para completar, por não ter ninguém para pedir seu ingresso, pode-se pagar os menores valores que não precisa mostrar o ingresso. Muito doido esse sistema de confiança deles. Pensei no Brasil! Daria certo? Quem sabe daqui a 100 anos ou 200?
Mas comprei o ingresso certinho. Inteira para mim e teen para minha filha. Tem diferença nos valores para kids e teen. ( crianças e adolescentes )
Ainda não acreditávamos que não apareceria ninguém para pedir nossos ingressos e ficamos fazendo hora pelo saguão do cinema. Enrolando, na linguagem popular! Estávamos com vergonha de entrarmos e sermos chamadas do lado de fora! Imagina a nossa cara, se acontecesse assim?
Mas chegou o horário da sessão e entramos na nossa sala. Sala vazia. Só eu e minha filha. Sabe aquela sensação de que tem algo errado? Que estávamos deixando escapar alguma coisa? Momentos de indecisão: o que fazer? sair ou ficar?
Resolvemos esperar e poucos minutos depois entra outra família e mais outra.
Relaxamos. Estávamos no lugar certo e na hora certa.
Começaram os trailers e a minha prova oral.
Foi mais de meia hora de trailer. E eu lá! Indo bem na prova!
Começou o filme: frio no estômago! Será que darei conta? Será que entenderei? me senti insegura!
Mas logo no primeiro diálogo, parecia que estava escutando os diálogos do curso de inglês. Consegui entender tudo! me animei! Relaxei!
Algumas coisas passavam, algumas vezes falavam rápido demais e eu não pegava. Mas não perdia tempo pensando no que não tinha pego, pois o filme não iria me esperar pensar. Mergulhei de cabeça!
Foi maravilhoso! vibrei, me emocionei, ri.
Passei na prova que tinha me imposto! Saí de lá feliz!
Falei para minha filha: " no filme infantil eu passei, agora preciso ver um de adulto".
Tenho certeza que essa primeira ida ao cimena foi inesquecível.
No dia seguinte, tinha minha primeira vez dentro de Wimbledon. Isso eu já contei em detalhes no post anterior, não repetirei aqui para não cansar.
Mas posso dizer que também me mudou. Precisei fazer escolhas difíceis para o momento, tomar decisões que não poderiam ter arrependimentos depois, e creio que também passei no teste.
E finalmente no domingo, uma prova de fogo:
O carro inglês!
Adoro dirigir! Me distrai, me desestresssa. Relaxo mentalmente na direção! É uma terapia para quando meus pensamentos estão tumultuados e preciso parar para pensar!
E logo que soubemos que viríamos para cá, pensei: Como será dirigir do lado esquerdo da rua? Como será o carro com volante do lado direito? Onde ficam os controles? Muda tudo de lado?
O interessante é que enquanto eu pensava nessas coisas ai no Brasil, eu não me dava conta, que o pior não era o volante do lado direito, isso era o de menos! Só quando cheguei aqui, e vi que o trânsito é todo ao contrário do que estamos programados para conhecer é que caiu a ficha! Enquanto não se olha com os próprios olhos os carros indo e vindo na "mão contrária", não se tem a real noção da dificuldade que é, para reprogramar o cérebro. Por isso, que num outro post, coloquei que nas ruas, eles colocam avisos para se olhar para direita ou esquerda, pois eles mesmo sabem a dificuldade que é para quem vem de fora. A nossa tendência é olharmos sempre para onde fomos ensinados. Peguei o vício de sempre ler esses avisos nas ruas, mesmo que automaticamente já esteja acostumando a sentir de que lado que virá o trânsito.
E quando saímos do Brasil, já sabíamos que iríamos comprar um carro, para podermos viajar para outros lugares com total independência.
O carro não é tão útil dentro de Londres. Para ir ao Centro tem que pagar para poder rodar por lá. Não tem estacionamento fácil. O carro só é muito útil, dentro de Londres, para fazer compras, levar crianças na escola na época de inverno, tirando isso, o transporte público é perfeito. Nos leva a todos os lugares sem precisarmos andar muito a pé. Aqui todos usam o transporte público. Pessoas vão e voltam de festas de metrô. Aos domingos, se vê pessoas muito arrumadas dentro do metrô.
Mas, ontem foi o dia de treinamento no nosso futuro carro. Nós o pegaremos na semana que vem.
Esse treinamento não pode ser feito nas ruas de Londres, pois aqui o seguro é feito nominalmente. Ou seja, o carro que iremos comprar, só pode ser dirigido pelo dono e pela esposa dele. Então fomos ao parque de Richmond treinar.
Dirigi pouco, só para sentir o carro, conhecer os comandos e ajustes e perceber a dimensão dele. Principalmente a traseira, pois ele é imenso. Adorei! Muito macio! Fácil! Sem problema! Até estacionei de ré!
Passei em mais uma prova!
Mais uma situação que marcou!
Essa situações parecem pequenas, só que elas são totalmente novas e inesperadas. Preciso estar sempre pronta para fazer um ajuste interno. Me adaptar, aprender e reagir!
Não existe um só dia aqui em Londres que eu não me pegue aprendendo e reagindo a novas situações.
Está sendo uma experiência indescritível, que não sei se consigo colocar em palavras o dia a dia que estamos vivenciando.
Mas estou fazendo o possível para descrevê-lo.
Essa semana que hoje se incia, será ainda mais maravilhosa!
Minha família estará completa até sexta feira!
Mas antes desse dia chegar, tenho muitas emoções ainda para viver e contar para vocês.
Um beijinho e até o próximo!
sábado, 4 de agosto de 2012
Wimbledon! O sonho continua!
Ontem, fiquei tão cansada que nem consegui escrever as emoções vividas. Mas hoje, estava ansiosa para compartilhar com vocês, a maratona que enfrentamos e vencemos para vermos nossos "joguinhos" de tênis.
Para começar o dia, precisei ir ao centro da cidade buscar o contrato de locação do apartamento que iremos morar. E a minha idéia era sair de casa às 9:30h, no máximo, para poder aproveitar cada espaço de Wimbledon, que é enorme e também poder pegar os jogadores no aquecimento e quem sabe assim conseguir boas fotos e melhor ainda, conseguir tirar foto ao lado deles.
Mas não foi isso que aconteceu. Precisei correr ao centro, 1 hora para ir e outra para voltar. Cheguei em casa, às 10:15h, para pegar minha filha, deixar contrato e pegar o restante das coisas que não precisei levar comigo antes.
Bem, chegamos em Wimbledon por volta das 11:15h. Fila gigante, claro! Mas tudo bem, já era esperado. O interessante, é que pode entrar com todo tipo de comida, mas nada de bebida. Nem água pode entrar. Você passa por detector de metais e suas coisas por raio X, igual de aeroporto. Me senti viajando. E na realidade, eu estava viajando sim! Entrando no mundo do sonho!
Quando passamos por essa fila, estávamos dentro de Wimbledon. Não sabia para que lado ia! queria ver tudo, procurar as quadras de aquecimento, procurar jogadores passeando, procurar a quadra que ira assitir aos jogos. Lá é imenso!
Mas logo de cara, tinha um quadro com os jogos que aconteceriam em cada quadra.
Detalhe: antes de sair de casa, olhei na internet para tentar saber quais jogos que iria assistir e vi que tanto o jogo de semi final do Federer X Del Potro quanto Djokovic X Andy Murray iriam ser na quadra central. Achei isso estranho, pois meu ingresso era para assitir a uma das semi finais. Mas na hora não dei muito importancia, achei que era erro de jornalismo. Só que quando dei de cara com esse quadro:
percebi a gravidade da situação.
Realmente os jogos seriam na quadra central. Não teria semi final na Nº 1 Court, quadra de onde eu tinha ingresso. Me senti lesada, roubada! Não sabia o que fazer! Frustração total nesse momento!
Fui procurar uma informação! Quando achei um local de informação, vi vários outros na mesma situação. Alguns brigando, reclamando e nada sendo resolvido. Naquela hora, precisei tomar uma decisão: ir atrás de maiores informações e tentar assitir ao jogo na quadra central ( o que me pareceu ser bem impossível) ou passear pelo complexo e assistir aos jogos programados na quadra que tinha ingresso? Confesso que foi uma decisão difícil. Me senti no Brasil, onde os direitos do cidadão são sempre deixados de lado. Foi uma falta de respeito total com o comprador!
Mas eu já estava lá. Já estava realizando um sonho, e ficar me aborrecendo, não ia ajudar em nada. Precisava fazer limonada do limão que me deram. E foi isso que fiz! Engoli a frustração e fui passear.
Olhamos tudo, procuramos e achamos as quadras de aquecimento.
E logo de cara, Serena Willians:
Ela é tudo aquilo que aparece na TV e mais um pouco. Fiquei pensando no saque dela. Na força que ela tem. Detalhe das bolinhas voando. Adorei essa foto!
Mas continuando nosso passeio, escuto aqueles gritinhos característicos da russa Maria Sharapova.
Sim, era ela treinando na quadra do lado.
Ela também é tudo aquilo que aparece na Tv. Parece modelo e não tenista.
Eu estava procurando os tenistas masculinos também. Quem sabe Federer, Djoko, Murry, um dos espanhois. Mas o que achei mesmo foi o Tsonga.
Não sou fã dele não. O acho meio estrela, temperamento difícil, mas estava lá, na minha frente, por que não fotografar! E querendo ou não, ele joga muito bem!
Mas já estava quase na hora do primeiro jogo começar e ainda não tínhamos comido nada.
Fui atrás de algo para nos alimentarmos, mas as filas estavam quilométricas. O jeito era me virar com sanduiche e refrigerante.
Comi e fomos procurar nossa quadra e lugar. Sim, lugar marcado. Nesse ponto, bem organizado com era de se esperar.
Nosso lugar era privilegiado. Sentamos no alto, na parte coberta, e isso é muito importante para o clima imprevisível de Londres.
Quando entramos a quadra ainda estava coberta e foi bem interessante assitir toda preparação para uma partida de alto nível. O cuidado que eles tem. Passam a mão em cada parte da grama, para ver umidade, tamanho, enfim, eles verificam tudo.
Essa lona deve ser bem pesada, olhem a quantidade de homens para abri-la.
Meu coração estava na boca. Estava adorando cada minuto. Nem lembrava mais que não iria assitir a semi final masculina. Estar ali sentada já estava valendo o ingresso.
Começou o jogo de duplas femininas. Estados Unidos X Tchecoslováquia.
Torcemos para tchecas, claro. E elas estavam jogando muito melhor que a dupla america. Mereciam ganhar e ganharam.
Depois desse jogo, viria Sharapova contra outra russa. Era a semi final feminina.
Achei a Sharapova bem inconstante. E o saque dela, decididamente é o ponto fraco. Dava vontade de brigar com ela, como eu brigava com meu filho, quando ele errava o saque. Imperdoável perder saque. Dupla falta então...É para morrer de raiva!
Mas o que mais chamou a minha atenção foi os passinhos que ela dá para o fundo da quadra e a conversa que ela tem com a raquete, cada vez que vai sacar ou que a adversária sacava. A adversária tinha que esperar ela voltar da conversar com a amiguinha imaginária dela para poder sacar.
Quem assistiu ao vídeo do Djokovic imitando-a pode ter certeza que é igualzinho. Nessas horas eu só lembrava do vídeo. Os passinhos, o marca passo, a conversa com a raquete.
Falam das manias do Nadal, mas a Sharapova não fica atrás não. Para quem não assistiu ainda o vídeo do Djokovic imitando-a, eu recomendo. Muito doidinha essa lindinha do tênis!
Depois dessa partida, veio a semi final de duplas masculinas.
Era França contra a Espanha. Claro que torci pela Espanha. E ainda fizemos lobby com as inglesas que estavam na nossa frente e lado para torcerem também. Elas se tornaram nossas companheiras de torcida. Aprenderam até a falar: VAMOS ESPANHA! Tão bonitinhas falando em português!
Mas de vez em quando eu mandava um COME ON! para elas ficarem felizes também!
Decididamente, esse seria o melhor jogo.
Ver o Ferrer e Feliciano Lopez em campo, não tinha preço. Mas o pensamento era: Ai se o Nadal tivesse vindo. Seria ele que estaria aqui na minha frente.
Sou fã confessa do Nadal. Prefiro o jogo forte dele à elegância do Federer.
Não vou entrar no mérito que o jogo do Federer é uma arte para ser apreciada. Ele é o gentleman do tênis. Elegante do cabelo aos pés! Mas o jogo do Nadal é o jogo do Nadal. Sem comentários!
No início desse jogo, Tsonga estava dando aula e os espanhois apanhando. A França acertando ace direto. Sem chance para Espanha. Estava chato! O emocionante é ver troca de bola. Boas jogadas e não games vencidos de ace. Muito sem graça esssa França.
Mas a Espanha acordou no 2º set. E venceu.
Foi para o terceiro e ai pegou fogo. Jogo equilibrado. Um não quebrava o saque do outro.
Adorava ver o Ferrer conversando com Feliciano e depois andando de costa para voltar a rede. Muito fofinho! Parecia criança de tão pequeno que é. Tudo bem, ele não é pequeno, mas os outros tenista é que são grandes, então ele parece bem baixinho perto dos outros.
Com quase 3 horas de partida, o game já estava em 12 a 11 e não pareciam cansados e nem que iriam entregar de bandeja para o time adversário.
Nesse momento, meu marido liga e diz que já está me esperando.
Ele estava chegando de viagem e sem chave de casa para poder entrar.
O que fazer?
O jogo ou o marido? Sair sem ver o final ou deixar o marido esperar mais um pouquinho?
Dúvida cruel!
Mas eu pensei: Se fosse ao contrário, eu gostaria que ele me deixasse esperando mais não sei quanto tempo, por causa de um jogo que eu nem gosto, no dia que chego de viagem, cansada e doida para chegar em casa?
A resposta a essas perguntas me fez tomar a decisão:
" Vamos embora filha, seu pai já está cansado de nos esperar!"
Saio antes do final da partida!
No caminho até o portão ouço os gritos da torcida! Algum lance maravilhoso tinha acontecido. Vontade de voltar correndo para a arquibancada.
Mas eu tinha tomado uma decisão e não voltaria atrás.
Fomos embora!
Estava satisfeita! Tinha conseguido entrar e assistir a 3 partidas em Wimbledon.
No ano que vem tem o torneio de Wimbledon e ainda estarei em Londres.
Estava feliz e realizada.
Enquanto me dirigia para o metrô, a frase que me veio na cabeça foi: " Não tenho tudo que amo e quero, mas amo muuuuuito tudo que tenho!"
Assim, entrei tranquila no metrô e voltei feliz para casa ao lado de minha filha e meu marido.
Outras oportunidades virão. Então para que me aborrecer, por não ter conseguido tudo que sonhei?
É só uma questão de tempo.
E tempo, é tudo que tenho aqui em Londres.
Um beijinho e até o próximo, onde irei contar minha primeira ida ao cinema!
Sim, fui ao cinema aqui em Londres e entendi tudinho!
Mas isso, eu conto depois.
Para começar o dia, precisei ir ao centro da cidade buscar o contrato de locação do apartamento que iremos morar. E a minha idéia era sair de casa às 9:30h, no máximo, para poder aproveitar cada espaço de Wimbledon, que é enorme e também poder pegar os jogadores no aquecimento e quem sabe assim conseguir boas fotos e melhor ainda, conseguir tirar foto ao lado deles.
Mas não foi isso que aconteceu. Precisei correr ao centro, 1 hora para ir e outra para voltar. Cheguei em casa, às 10:15h, para pegar minha filha, deixar contrato e pegar o restante das coisas que não precisei levar comigo antes.
Bem, chegamos em Wimbledon por volta das 11:15h. Fila gigante, claro! Mas tudo bem, já era esperado. O interessante, é que pode entrar com todo tipo de comida, mas nada de bebida. Nem água pode entrar. Você passa por detector de metais e suas coisas por raio X, igual de aeroporto. Me senti viajando. E na realidade, eu estava viajando sim! Entrando no mundo do sonho!
Quando passamos por essa fila, estávamos dentro de Wimbledon. Não sabia para que lado ia! queria ver tudo, procurar as quadras de aquecimento, procurar jogadores passeando, procurar a quadra que ira assitir aos jogos. Lá é imenso!
Mas logo de cara, tinha um quadro com os jogos que aconteceriam em cada quadra.
Detalhe: antes de sair de casa, olhei na internet para tentar saber quais jogos que iria assistir e vi que tanto o jogo de semi final do Federer X Del Potro quanto Djokovic X Andy Murray iriam ser na quadra central. Achei isso estranho, pois meu ingresso era para assitir a uma das semi finais. Mas na hora não dei muito importancia, achei que era erro de jornalismo. Só que quando dei de cara com esse quadro:
percebi a gravidade da situação.
Realmente os jogos seriam na quadra central. Não teria semi final na Nº 1 Court, quadra de onde eu tinha ingresso. Me senti lesada, roubada! Não sabia o que fazer! Frustração total nesse momento!
Fui procurar uma informação! Quando achei um local de informação, vi vários outros na mesma situação. Alguns brigando, reclamando e nada sendo resolvido. Naquela hora, precisei tomar uma decisão: ir atrás de maiores informações e tentar assitir ao jogo na quadra central ( o que me pareceu ser bem impossível) ou passear pelo complexo e assistir aos jogos programados na quadra que tinha ingresso? Confesso que foi uma decisão difícil. Me senti no Brasil, onde os direitos do cidadão são sempre deixados de lado. Foi uma falta de respeito total com o comprador!
Mas eu já estava lá. Já estava realizando um sonho, e ficar me aborrecendo, não ia ajudar em nada. Precisava fazer limonada do limão que me deram. E foi isso que fiz! Engoli a frustração e fui passear.
Olhamos tudo, procuramos e achamos as quadras de aquecimento.
E logo de cara, Serena Willians:
Ela é tudo aquilo que aparece na TV e mais um pouco. Fiquei pensando no saque dela. Na força que ela tem. Detalhe das bolinhas voando. Adorei essa foto!
Sim, era ela treinando na quadra do lado.
Ela também é tudo aquilo que aparece na Tv. Parece modelo e não tenista.
Eu estava procurando os tenistas masculinos também. Quem sabe Federer, Djoko, Murry, um dos espanhois. Mas o que achei mesmo foi o Tsonga.
Não sou fã dele não. O acho meio estrela, temperamento difícil, mas estava lá, na minha frente, por que não fotografar! E querendo ou não, ele joga muito bem!
Mas já estava quase na hora do primeiro jogo começar e ainda não tínhamos comido nada.
Fui atrás de algo para nos alimentarmos, mas as filas estavam quilométricas. O jeito era me virar com sanduiche e refrigerante.
Comi e fomos procurar nossa quadra e lugar. Sim, lugar marcado. Nesse ponto, bem organizado com era de se esperar.
Nosso lugar era privilegiado. Sentamos no alto, na parte coberta, e isso é muito importante para o clima imprevisível de Londres.
Quando entramos a quadra ainda estava coberta e foi bem interessante assitir toda preparação para uma partida de alto nível. O cuidado que eles tem. Passam a mão em cada parte da grama, para ver umidade, tamanho, enfim, eles verificam tudo.
Essa lona deve ser bem pesada, olhem a quantidade de homens para abri-la.
Meu coração estava na boca. Estava adorando cada minuto. Nem lembrava mais que não iria assitir a semi final masculina. Estar ali sentada já estava valendo o ingresso.
Começou o jogo de duplas femininas. Estados Unidos X Tchecoslováquia.
Torcemos para tchecas, claro. E elas estavam jogando muito melhor que a dupla america. Mereciam ganhar e ganharam.
Depois desse jogo, viria Sharapova contra outra russa. Era a semi final feminina.
Achei a Sharapova bem inconstante. E o saque dela, decididamente é o ponto fraco. Dava vontade de brigar com ela, como eu brigava com meu filho, quando ele errava o saque. Imperdoável perder saque. Dupla falta então...É para morrer de raiva!
Mas o que mais chamou a minha atenção foi os passinhos que ela dá para o fundo da quadra e a conversa que ela tem com a raquete, cada vez que vai sacar ou que a adversária sacava. A adversária tinha que esperar ela voltar da conversar com a amiguinha imaginária dela para poder sacar.
Quem assistiu ao vídeo do Djokovic imitando-a pode ter certeza que é igualzinho. Nessas horas eu só lembrava do vídeo. Os passinhos, o marca passo, a conversa com a raquete.
Falam das manias do Nadal, mas a Sharapova não fica atrás não. Para quem não assistiu ainda o vídeo do Djokovic imitando-a, eu recomendo. Muito doidinha essa lindinha do tênis!
Depois dessa partida, veio a semi final de duplas masculinas.
Era França contra a Espanha. Claro que torci pela Espanha. E ainda fizemos lobby com as inglesas que estavam na nossa frente e lado para torcerem também. Elas se tornaram nossas companheiras de torcida. Aprenderam até a falar: VAMOS ESPANHA! Tão bonitinhas falando em português!
Mas de vez em quando eu mandava um COME ON! para elas ficarem felizes também!
Decididamente, esse seria o melhor jogo.
Ver o Ferrer e Feliciano Lopez em campo, não tinha preço. Mas o pensamento era: Ai se o Nadal tivesse vindo. Seria ele que estaria aqui na minha frente.
Sou fã confessa do Nadal. Prefiro o jogo forte dele à elegância do Federer.
Não vou entrar no mérito que o jogo do Federer é uma arte para ser apreciada. Ele é o gentleman do tênis. Elegante do cabelo aos pés! Mas o jogo do Nadal é o jogo do Nadal. Sem comentários!
No início desse jogo, Tsonga estava dando aula e os espanhois apanhando. A França acertando ace direto. Sem chance para Espanha. Estava chato! O emocionante é ver troca de bola. Boas jogadas e não games vencidos de ace. Muito sem graça esssa França.
Mas a Espanha acordou no 2º set. E venceu.
Foi para o terceiro e ai pegou fogo. Jogo equilibrado. Um não quebrava o saque do outro.
Adorava ver o Ferrer conversando com Feliciano e depois andando de costa para voltar a rede. Muito fofinho! Parecia criança de tão pequeno que é. Tudo bem, ele não é pequeno, mas os outros tenista é que são grandes, então ele parece bem baixinho perto dos outros.
Com quase 3 horas de partida, o game já estava em 12 a 11 e não pareciam cansados e nem que iriam entregar de bandeja para o time adversário.
Nesse momento, meu marido liga e diz que já está me esperando.
Ele estava chegando de viagem e sem chave de casa para poder entrar.
O que fazer?
O jogo ou o marido? Sair sem ver o final ou deixar o marido esperar mais um pouquinho?
Dúvida cruel!
Mas eu pensei: Se fosse ao contrário, eu gostaria que ele me deixasse esperando mais não sei quanto tempo, por causa de um jogo que eu nem gosto, no dia que chego de viagem, cansada e doida para chegar em casa?
A resposta a essas perguntas me fez tomar a decisão:
" Vamos embora filha, seu pai já está cansado de nos esperar!"
Saio antes do final da partida!
No caminho até o portão ouço os gritos da torcida! Algum lance maravilhoso tinha acontecido. Vontade de voltar correndo para a arquibancada.
Mas eu tinha tomado uma decisão e não voltaria atrás.
Fomos embora!
Estava satisfeita! Tinha conseguido entrar e assistir a 3 partidas em Wimbledon.
No ano que vem tem o torneio de Wimbledon e ainda estarei em Londres.
Estava feliz e realizada.
Enquanto me dirigia para o metrô, a frase que me veio na cabeça foi: " Não tenho tudo que amo e quero, mas amo muuuuuito tudo que tenho!"
Assim, entrei tranquila no metrô e voltei feliz para casa ao lado de minha filha e meu marido.
Outras oportunidades virão. Então para que me aborrecer, por não ter conseguido tudo que sonhei?
É só uma questão de tempo.
E tempo, é tudo que tenho aqui em Londres.
Um beijinho e até o próximo, onde irei contar minha primeira ida ao cinema!
Sim, fui ao cinema aqui em Londres e entendi tudinho!
Mas isso, eu conto depois.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Wimbledon! Vale todo sacrifício!
A princípio eu não postei aqui que tinha conseguido comprar os ingressos, por que eu queria tê-los nas mãos para tirar foto e poder mostrar.
Essa foi a primeira desculpa que me dei para não escrever, mas na realidade, eu ainda não tinha escrito por que eu achava que estava sonhando e que no último instante a realidade se mostraria fria e cruel: NO TICKET, NO ENTRY! Traumatizei com essa expressão!
Ontem não saí nem de casa! Fiz o dia do pijama! Não fiz absolutamente nada para ninguém. Só comidinha rápida para minha filha. Pensei, sinceramente, em hibernar até sexta-feira!
Mas contarei do início.
Como eu disse no post anterior, na tarde de segunda feira, eu vi ingressos a venda para sábado e que 10 minutos depois, quando resolvi comprar não tinham mais. Lembram desse drama?
Então! Nesse mesmo dia, fiquei acordada até meia noite, e sei lá por que, entrei no site de vendas de ingresso. E qual não foi minha surpresa? Ingressos para todos os esportes, para todos os dias, uma variedade a escolher.
Fui à loucura! Acordei minha filha! " FILHA, TEM INGRESSO PARA WIMBLEDON! AI, ME AJUDA! Ela, coitada, que já estava dormindo, pensa que o mundo está acabando, mas quando percebe do que estou falando, também corre para abrir o outro computador, para termos mais garantias que nada sairia errado. Fiquei com medo do Ipad travar, não abrir o que eu queria. Sei lá! Ipad é hiper temperamental! Não quis arrirscar!
Corri para pegar carteira, cartão de crédito, código postal aqui de casa ( o cep), passaporte. Peguei tudo que tinha direito e começamos a comprar.
A cada etapa finalizada, minhas mãos tremiam. E tinha um reloginho marcando os minutos para finalizar a sessão. 4:32mim, 4:31min, 3:10min, 2:08min.
É muita pressão!
Eles não sabem que sou uma fã nervosa? Não tem pena dos meus sentimentos e emoções?
Tinha ingresso para a semi final masculina e feminina na sexta feira e também para a medalha de ouro masculina no domingo. Deu dúvida! Semi final ou medalha de ouro?
Vou confessar um segredo: Se meu marido não estivesse em casa no domingo, iria com certeza na final, claro! mas ele não gosta de tênis, iria me acompanhar só para me fazer favor. Poderia ficar entediado e não curtir aquela emoção. Ou seja, toda minha alegria iria diminuir ao vê-lo chateado, fazendo algo somente por mim.
Não quero isso não! Ver uma partida de tênis, exige emoção, amor, respeito. É pura paixão!
Então pagar ingresso para quem não gosta é um sacrilégio. Não pude fazer isso com ele e nem comigo! Assim, decidi ir na semi final! Estou feliz com minha decisão! Seremos felizes assim!
Então depois dessa fraçao de segundos de dúvida ( não ia perder de novo o ingresso por conta de dúvida, já tinha aprendido essa dura lição), comprei!
Vocês não tem idéia da alegria que tomou conta de mim! Achei que teria um treco! Sem exagero nenhum. Fui deitar, mas não consegui dormir! Foi uma noite insone! Só pensava que algo estava errado! Que eu deixei passar algum detalhe e que eles iriam me cortar, não aprovariam minha compra! Nossa! Passou muita coisa pela minha cabeça!
No dia seguinte, levantei cedo e fui ver os emails: e lá estava minha confirmação! Tinham aceito minha compra! Agora era só ir lá buscar os ingressos.
Até esse momento, eu achava que só poderia pegá-los no dia do jogo, mas por curiosidade, fui ler alguns emais e o site oficial das Olimpíadas e vi que poderia pegar os ingressos qualquer dia.
Assim, ontem de noite, decidimos que iríamos cedo no dia seguinte ( hoje) buscar esses ingressos.
Acordei cedo e entrei no site e quando fui ler, de novo, as informações para pegar os ingressos, descubro que tenho que imprimir o email de confirmação que eles tinham mandado para mim.
Imprimir o email? Como assim? Onde irei imprimir? Não acredito que esse detalhe tão pequeno vai me dar problema!
A casa tem uma impressora, mas precisava instalar o drive no computador para poder usá-la e eu não sabia como fazer. Frustração total!
Minha filha, com peninha de mim, vem me ajudar e tenta daqui e dali e consegue instalar e imprimir o email. Ufa! Menos um problema!
Lá vamos nós em direção a Wimbledon! Chegamos lá, fila gigantesca. Todo mundo pensou como eu, e foi cedo buscar seus ingressos!
Mas para fã, fila é o de menos! Ficamos nessa fila quase 2 horas. tinha dado problema no sistema e não estavam imprimindo ingressos, mas já estavam resolvendo o assunto! Então, vamos esperar!
Choveu! Fez frio! Fez calor! Abriu sol! Todas as temperaturas que tinha direito!
Algum problema? Comigo não! Eu estava na fila para pegar meus ingressos!
E chegou minha vez:
Lá vou eu para o caixa:
quando chego no caixa, o sistema daquela máquina resolve dar pane, outra vez! Logo na minha vez? A moça pede desculpas! Fica sem graça! mas estou tão sorridente, que nem ligo! Fico parada uns 15 minutos na frente do caixa, esperando consertarem. No problem! It's OK! Eram minhas palavras para a menina sem graça á minha frente!
Até que consertou. E ela começou a fazer meus ingressos! Entrego passaporte, cartão do banco com o qual comprei os ingressos e o email impresso. Tudo certinho? Sim! Ela imprime meus tickets e me entrega! parecia que eu tinha recebido medalha de ouro na competição "fã alucinada por tênis".
Saio dali, pisando nas nuvens. Digo para minha filha: " Tira foto! Precisamos registrar esse momento!"
Voltamos para o centro de Putney. E para comemorarmos fomos comer feijão com arroz no Preto! (churrascaria rodízio brasileira. Já falei dela no post sobre nosso passeio de domingo por Putney)
Não sei se era a felicidade pelos ingressos, ou se era a falta que o feijão estava fazendo em nossas vidas, não sei o que era, mas digo que esse foi o melhor feijão com arroz e purê de batatas que já comi na vida!
Minha filha disse que estava até com vontade de chorar ao ver o feijão! E olha que nem preto era! Era mulatinho! Mas que delícia!
Olha a carinha de felicidade dela!
Depois disso, estávamos tão cansadas que só nos restava voltar para casa e dessa vez nem pensamos em voltar a pé, como fazermos diariamente! Queríamos sentar num ônibus e descer na esquina de casa!
Penso que o cansaço está mais para mental, pelas emoções das últimas horas do que físico.
Mas seja como for, o importante é que:
EU TENHO OS INGRESSOS E NA SEXTA FEIRA ESTAREMOS LÁ!
THANKS MY LORD!
um beijinho e até o próximo!
Essa foi a primeira desculpa que me dei para não escrever, mas na realidade, eu ainda não tinha escrito por que eu achava que estava sonhando e que no último instante a realidade se mostraria fria e cruel: NO TICKET, NO ENTRY! Traumatizei com essa expressão!
Ontem não saí nem de casa! Fiz o dia do pijama! Não fiz absolutamente nada para ninguém. Só comidinha rápida para minha filha. Pensei, sinceramente, em hibernar até sexta-feira!
Mas contarei do início.
Como eu disse no post anterior, na tarde de segunda feira, eu vi ingressos a venda para sábado e que 10 minutos depois, quando resolvi comprar não tinham mais. Lembram desse drama?
Então! Nesse mesmo dia, fiquei acordada até meia noite, e sei lá por que, entrei no site de vendas de ingresso. E qual não foi minha surpresa? Ingressos para todos os esportes, para todos os dias, uma variedade a escolher.
Fui à loucura! Acordei minha filha! " FILHA, TEM INGRESSO PARA WIMBLEDON! AI, ME AJUDA! Ela, coitada, que já estava dormindo, pensa que o mundo está acabando, mas quando percebe do que estou falando, também corre para abrir o outro computador, para termos mais garantias que nada sairia errado. Fiquei com medo do Ipad travar, não abrir o que eu queria. Sei lá! Ipad é hiper temperamental! Não quis arrirscar!
Corri para pegar carteira, cartão de crédito, código postal aqui de casa ( o cep), passaporte. Peguei tudo que tinha direito e começamos a comprar.
A cada etapa finalizada, minhas mãos tremiam. E tinha um reloginho marcando os minutos para finalizar a sessão. 4:32mim, 4:31min, 3:10min, 2:08min.
É muita pressão!
Eles não sabem que sou uma fã nervosa? Não tem pena dos meus sentimentos e emoções?
Tinha ingresso para a semi final masculina e feminina na sexta feira e também para a medalha de ouro masculina no domingo. Deu dúvida! Semi final ou medalha de ouro?
Vou confessar um segredo: Se meu marido não estivesse em casa no domingo, iria com certeza na final, claro! mas ele não gosta de tênis, iria me acompanhar só para me fazer favor. Poderia ficar entediado e não curtir aquela emoção. Ou seja, toda minha alegria iria diminuir ao vê-lo chateado, fazendo algo somente por mim.
Não quero isso não! Ver uma partida de tênis, exige emoção, amor, respeito. É pura paixão!
Então pagar ingresso para quem não gosta é um sacrilégio. Não pude fazer isso com ele e nem comigo! Assim, decidi ir na semi final! Estou feliz com minha decisão! Seremos felizes assim!
Então depois dessa fraçao de segundos de dúvida ( não ia perder de novo o ingresso por conta de dúvida, já tinha aprendido essa dura lição), comprei!
Vocês não tem idéia da alegria que tomou conta de mim! Achei que teria um treco! Sem exagero nenhum. Fui deitar, mas não consegui dormir! Foi uma noite insone! Só pensava que algo estava errado! Que eu deixei passar algum detalhe e que eles iriam me cortar, não aprovariam minha compra! Nossa! Passou muita coisa pela minha cabeça!
No dia seguinte, levantei cedo e fui ver os emails: e lá estava minha confirmação! Tinham aceito minha compra! Agora era só ir lá buscar os ingressos.
Até esse momento, eu achava que só poderia pegá-los no dia do jogo, mas por curiosidade, fui ler alguns emais e o site oficial das Olimpíadas e vi que poderia pegar os ingressos qualquer dia.
Assim, ontem de noite, decidimos que iríamos cedo no dia seguinte ( hoje) buscar esses ingressos.
Acordei cedo e entrei no site e quando fui ler, de novo, as informações para pegar os ingressos, descubro que tenho que imprimir o email de confirmação que eles tinham mandado para mim.
Imprimir o email? Como assim? Onde irei imprimir? Não acredito que esse detalhe tão pequeno vai me dar problema!
A casa tem uma impressora, mas precisava instalar o drive no computador para poder usá-la e eu não sabia como fazer. Frustração total!
Minha filha, com peninha de mim, vem me ajudar e tenta daqui e dali e consegue instalar e imprimir o email. Ufa! Menos um problema!
Lá vamos nós em direção a Wimbledon! Chegamos lá, fila gigantesca. Todo mundo pensou como eu, e foi cedo buscar seus ingressos!
Mas para fã, fila é o de menos! Ficamos nessa fila quase 2 horas. tinha dado problema no sistema e não estavam imprimindo ingressos, mas já estavam resolvendo o assunto! Então, vamos esperar!
Choveu! Fez frio! Fez calor! Abriu sol! Todas as temperaturas que tinha direito!
Algum problema? Comigo não! Eu estava na fila para pegar meus ingressos!
E chegou minha vez:
Lá vou eu para o caixa:
quando chego no caixa, o sistema daquela máquina resolve dar pane, outra vez! Logo na minha vez? A moça pede desculpas! Fica sem graça! mas estou tão sorridente, que nem ligo! Fico parada uns 15 minutos na frente do caixa, esperando consertarem. No problem! It's OK! Eram minhas palavras para a menina sem graça á minha frente!
Até que consertou. E ela começou a fazer meus ingressos! Entrego passaporte, cartão do banco com o qual comprei os ingressos e o email impresso. Tudo certinho? Sim! Ela imprime meus tickets e me entrega! parecia que eu tinha recebido medalha de ouro na competição "fã alucinada por tênis".
Saio dali, pisando nas nuvens. Digo para minha filha: " Tira foto! Precisamos registrar esse momento!"
Voltamos para o centro de Putney. E para comemorarmos fomos comer feijão com arroz no Preto! (churrascaria rodízio brasileira. Já falei dela no post sobre nosso passeio de domingo por Putney)
Não sei se era a felicidade pelos ingressos, ou se era a falta que o feijão estava fazendo em nossas vidas, não sei o que era, mas digo que esse foi o melhor feijão com arroz e purê de batatas que já comi na vida!
Minha filha disse que estava até com vontade de chorar ao ver o feijão! E olha que nem preto era! Era mulatinho! Mas que delícia!
Olha a carinha de felicidade dela!
Depois disso, estávamos tão cansadas que só nos restava voltar para casa e dessa vez nem pensamos em voltar a pé, como fazermos diariamente! Queríamos sentar num ônibus e descer na esquina de casa!
Penso que o cansaço está mais para mental, pelas emoções das últimas horas do que físico.
Mas seja como for, o importante é que:
EU TENHO OS INGRESSOS E NA SEXTA FEIRA ESTAREMOS LÁ!
THANKS MY LORD!
um beijinho e até o próximo!
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