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sábado, 19 de janeiro de 2013

Nasceu a Frederica!

Depois de meses de espera, e semanas de angustia para saber se nasceria ou não, finalmente hoje, nasceu a Frederica!

Desde ontem que ela já dava os primeiros sinais  que estava perto da hora do parto, mas hoje não amanheceu nevando e a neve que tinha no chão já começava a desaparecer, então a possibilidade dela não nascer hoje poderia acontecer.
Como toda gestação, essa também era cercada de expectativas, idas e vindas, rostos colados na janela, contagem de dias e espera!
Resolvemos ir ao parque para vermos como estaria o estado da neve. Se ainda tinha alguma coisa, nem que fosse para fazer uma bolinha e podermos brincar de jogar uns nos outros.
Quando chegamos lá, uma surpresa. O parque tinha vários bonecos prontos. Que lindinho!
Imaginem um parque enorme, com vários bonecos prontos e ainda tinha um que era uma família inteira. Amei!
E outras famílias já trabalhando.
Então mãos a obra!
Eu achava que era só juntar neve em cima de neve que daria certo, mas ao olharmos os experientes construtores de bonecos, vimos que eles fazim uma bolinha e rolavam essa bolinha que ia crescendo até ficar no tamanho desejado.
Dá trabalho! Mas é muito divertido. E quando se trabalha em equipe, melhor ainda!

Passamos a manhã nessa brincadeira. Nem sentíamos o frio que estava terrível! Parecia que estávamos tão aquecidos pela diversão que nada nos incomodava.
Quando finalmente ficou pronta, que orgulho de nossa Frederica.
Parecia que nos pertencia aquele boneco!
Fazia parte de nós.
E para falar com sinceridade, fazia mesmo!
Pois estávamos em família com um objetivo em comum. Dando forma ao projeto que estava em nossas cabeças e em nossos corações.
Nasceu Frederica, mais um sonho realizado! Mais uma conquista alcançada.
Depois disso, fomos brincar de jogar bolinhas de neve uns nos outros, correr pelo parque, deitar na neve ( outro sonho que tinha ),  ficar cansada de tanto brincar.
Pode parecer uma simples brincadeira de criança,mas a minha idade, não está no meu relógio biológico, está no meu coração e sempre que a situação permite, sou mais criança que meu filhos.
Afinal a simplicidade me encanta, e sorrir sempre foi e sempre será, minha marca registrada!
Simples assim!
Um beijinho e até o próximo!





quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Agradecimento!

A última palavra que lembro que pensei antes de dormir ontem foi essa: AGRADECIMENTO!
E nesse momento, antes de cair no sono, já sabia que seria o título do novo post.
Pode parecer clichê, dizer que agradeço a Deus por todas as maravilhas e presentes que tenho recebido todos os dias, mas não é sobre esse agradecimento que quero falar, por que esse já está em meus lábios e coração 24 horas por dia e não somente na hora de dormir.
Eu quero falar sobre como me senti agradecida com dois elogios que recebi ontem e que faz coro a outros que tenho recebido nesses 6 meses que venho escrevendo esse blog.
Achei  emocionante, um pessoa querida, lá do Nordeste Brasileiro, dizer: "quero confessar que sou viciada no seu blogger". E outra do Sudeste Brasileiro, continuar: " concordo plenamente".
Talvez elas não tenham idéia do quanto essas palavras encheram o meu dia de felicidade e emoção. Elas não fazem idéia do quanto as senti próximas, como se estivessem sussurrando ao meu ouvido. " Não pare, estamos contigo!"
Eu também tenho que confessar uma coisa para vocês:
Um dos motivos de escrever esse blog é egoísmo. Sim, egoísmo no sentido de querer todos que me são importantes perto de mim.
Não sei vivenciar uma coisa maravilhosa e esquecer aqueles que moram no meu coração. Quero que eles vejam, sintam, viajem, curtam, descubram e sintam a felicidade batendo em suas portas.
 E também para que eu não me sinta sozinha em momento algum.
É bem raro acontecer, mas tem dias que acordo de lua, que a saudade parece apertar com mais força e que um abraço apertado faria toda diferença.
Nessa hora, o blog é fantástico. Ele me lembra que tem várias pessoas separadas geograficamente, mas  que estão me abraçando virtualmente e torcendo por mim.
E tenho percebido que existe um público fiel na leitura dos post. Aqueles que estão torcendo, vendo e vivendo o que estou descrevendo.
Então ontem, quando fui dormir, agradeci a Deus por ter essas pessoas tão doces, lindas e queridas do outro lado do mundo, mas que estão perto do meu coração.
Obrigada, e vamos continuar viajando, conhecendo e acima de tudo vivendo um dia após o outro com a maior alegria que pudermos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Countdown ( contagem regressiva )

Seis meses!
Para frente ou para trás? Quando se olha para frente, à espera de algo muito desejado, parece uma eternidade. Primeiro trimestre da gravidez, último semestre da faculdade, data do casamento, viagem planejada, festa paga e tantas outras datas importantes e pessoais que parecem que não chegam nunca.
Mas quando se olha para trás, a impressão é que foi ontem.
Nos espantamos com a velocidade do tempo. Ainda dá para sentir com a mesma intensidade a despedida, o beijo, o calor do abraço, o sorriso. O sabor da vitória ou o gosto amargo das lágrimas. Parece que foi ontem!
Contudo penso que não existe sensação pior que a contagem regressiva de algo que está muito bom, mas você sabe que tem prazo de validade e data para acabar.

Você quer que o tempo congele, que pare de correr, mas não consegue modificar um segundo no relógio. O tic tac não perdoa. Não adianta atrasar ou quebrar o relógio. Fingir que não sabe que dia é hoje. Não fará a menor diferença a sua, a minha, a nossa preocupação com ele. O tic tac continuará o seu caminho ininterrupto para mostrar quem manda em quem.
Qual a solução para isso? Se não posso com ele, alio-me a ele. Esse é o lema da felicidade!
Desde o dia primeiro de janeiro que começou a contagem regressiva de retorno ao Brasil, ou para ser mais exata, a contagem começou no dia que cheguei, mas com a virada do ano, a impressão que tive que é por já poder olhar o ano de frente parece mais real, mais perto e mais vivo.
Tenho procurado não pensar na data do retorno, mas é inevitável!
Até mesmo para poder planejar os dias e meses seguintes, é obrigatório esse pensamento. Não há tempo a perder.
Ontem mesmo eu falava sobre isso. Precisamos programar nossos próximos feriados, viagens, cidades e lugares a serem visitados, o que levaremos para o Brasil, o que doaremos e os presentes.
Nesse momento, bate uma ansiedade e medo de não dar tempo de fazermos tudo, de visitarmos todos os lugares que queremos, de esquecermos algo precioso. mas não tem jeito.
De qualquer forma, isso acontecerá e estou preparada para isso.
mas eu tenho certeza de uma coisa, estou aproveitando cada segundo, minuto, hora e dia aqui nesse lugar lindo que Deus me permite viver.
Estou em countdown ( contagem regressiva) e sei que esse tempo voará, mas farei valer a pena cada dia, até o momento de embarcar de volta ao meu país e então poderei dizer com toda certeza: Esse ano voou, mas fiz dele um dos anos mais felizes da minha vida.
Daqui a pouco estarei com vocês ai no Brasil e um pedacinho do meu coração permanecerá para sempre aqui em Londres.
Mas por enquanto, tenho um trabalho duro a ser feito: continuar aproveitando e sendo feliz ao máximo, com todas as oportunidades que se apresentam diariamente na minha frente, até  mesmo a prova de inglês que fiz hoje.
Um beijinho e até o próximo.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Velho Continente, novos olhares: Bruxelas - Calais

Como eu disse no post anterior, quando saímos de Luxemburgo o destino final era Calais- França, onde pegaríamos o Eurotunnel para retornarmos à Londres.
Só que durante a viagem, começaram a aparecer as placas para Bruxelas, e no início das férias, quando passamos no sentido contrário, eu já havia manifestado o desejo de passar rapidamente por lá, na volta não foi diferente.
 Sou apaixonada por Bruxelas. Acho aquela cidade linda, perfeita. Mesmo com mais mendigos que outras partes da Europa.
Então para completar o pacote, presentes de natal e sonhos 2012, entramos em Bruxelas.
Foi maravilhoso, pois da outra vez que estive lá, cheguei de avião, então perdi muita coisa linda da cidade, mas dessa vez, de carro, pudemos descobrir lugares que antes não tínhamos visto. E posso dizer uma coisa. Ela é ainda mais linda!
Para mim, a maior emoção é chegar na Grand Place.
 Eu não tenho palavras para descrever a emoção que sinto ao colocar os pés naquela praça. Sou tomada de uma emoção tão grande, que me faltam palavras. A impressão que tenho é que estou dentro de um quadro, pintado por algum artista Renascentista. Todos os quatro lados da praça são perfeitos. Não posso dizer qual lado prefiro. Meus filhos e minha norinha, também ficaram maravilhados. Eles não esperavam tanta beleza, achavam que eu exagerava quando falava sobre Bruxelas. Mas podem ter certeza, não há nenhum exagero quando escrevo.
 Dessa vez, não comprei muitos chocolates, pois não somos muito fãs dos chocolates belgas. Apesar da fama internacional, preferimos outros, inclusive os brasileiros que não ficam nada a dever. Depois disso fomos passear a pé ali por perto mesmo, para mostrar e relembrar aquela cidade.
Tínhamos somente algumas horas, pois seguiríamos viagem para Calais, mas não poderíamos deixar de passar pelo Atomium. Sempre impressiona pelo tamanho e beleza.
  Dessa vez, por conta da pressa, não subimos, mas deu para todos terem uma noção do quão bela é a cidade.Saímos de lá satisfeitos. Eu mais ainda, pois foi algo totalmente fora do roteiro e que me deu um prazer enorme.Pegamos a estrada já no final da tarde e a natureza nos presenteou com um pôr do sol maravilhoso, onde as cores estavam perfeitas e em total harmonia com a paz e felicidade que eu sentia naquele momento.
Chegamos a Calais, já tinha escurecido. São duas horas de viagem que separam as duas cidades.
Como Calais era somente o local onde descansaríamos para pegarmos o trem no dia seguinte, nem nos preocupamos em sair para passearmos. E estávamos bem cansados para turismo naquele dia.
Então só fomos jantar e dormir. No caminho para o restaurante, pudemos ver que a cidade é bem bonitinha e com um shoping enorme bem perto do hotel. Estávamos também bem próximos ao local de embarque do Eurotunnel, então não tinha por que nos afastarmos muito para outros lugares.
No dia seguinte, fomos explorar o shoping ( Cite Europe Shoping Centre) e com surpresa descobrimos que era imenso. Pelo lado de fora engana, mas por dentro, tem vários corredores laterais, o que o faz crescer bastante.Deu para cansar, mas os preços não compensavam. Londres ainda é uma das cidades mais baratas da Europa, por incrível que pareça.
Quando chegou a hora do embarque, nos dirigimos ao terminal para embarcarmos o carro e finalmente voltarmos para nossa amada Londres.
Foi uma viagem de férias maravilhosa. Com momentos que ficarão para sempre gravados em nossas mentes e corações.
Comecei o ano de 2013 passeando pelas ruas e praças de Bruxelas, e como escrevi no meu facebook:
Meus sonhos de 2012 foram todos realizados, então que venha 2013 com novos sonhos a serem sonhados.
Última parada - Bruxelas nota 10.
Calais sem nota, pois não tenho informações suficientes para dar uma nota
Já estamos entrando na nossa rotina diária, mas sempre com uma nova situação, pois a cada dia vivido não pode nunca ser comparado a nenhum outro, pois a cada amanhecer, temos a oportunidade de nos renovarmos e vermos o mundo com novos olhos. E é exatamente isso que faço a cada dia.
um novo dia, um novo olhar e um novo sonho!
Um beijinho e feliz 2013 para cada um de vocês.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Velho Continente, novos olhares: Luxemburgo

Luxemburgo nos recebeu dessa forma:
Com um visual desse na estrada, fiquei ainda mais animada de conhecer essa cidade pequena, mas que pelo que tinha estudado tinha muitas maravilhas a serem vistas.
E realmente Luxemburgo não decepcionou. Muito pelo contrário, ela é pequena em tamanho, mas é uma cidade rica, com alto poder aquisitivo, ou seja, também não é uma cidade barata. Tem muitas ruas de pedestres com lojas de grifes famosas e caras. Para quem gosta de sair com uma sacolinha de marca (como os japoneses), é só escolher e aproveitar. Mas não era esse o objetivo das nossas férias, até por que aqui em Londres encontro tudo isso e bem mais barato, então passei batida por essas ruas. Vale o passeio, mas não vale gastar por lá.
O primeiro lugar que passeamos foi pela ponte Adolfo. Que fica acima dos jadins do Petruse e que é cortado pelo rio do mesmo nome. Que lugar gostoso! Que Paz! E lembrando da frase da minha amiga Aline, lá seria um lugar que eu levaria muitos livros e perderia a hora.

Essa ponte atravessa para os dois lados da cidade. De um lado ficam as partes mais históricas, como as fortalezas, as casamatas, o palácio do Grão Ducal, o jardim do Petruse e tantos outros pontos turísticos e do outro fica a Gare de Trem que é ponto de visitação pela sua beleza e imponência e vários prédios de arquitetura maravilhosa.
Não passeamos a pé por esse lado, ficamos só do outro, mas fizemos o passeio de carro e era passagem obrigatória para o nosso hotel, então não tinha como não observar e admirar aquela beleza.
Mas voltando para o nosso passeio a pé, percorremos praticamente todo o centro e a cada parada a paixão aumentava. Quando chegamos nas casamatas, me emocionei. Saber que milhares de pessoas se escondiam naqueles túneis para fugirem da guerra, fazia minha pensamento correr solto e eu conseguia construir histórias na minha cabeça. Quantas lágrimas foram ali derramadas, quantos gritos de vitória por mais um dia de vida, foram expostos? E as crianças? O que elas faziam, de que brincavam, podiam sair, conversar com os amigos?

Outro lugar que achei lindíssimo, foi o palácio do Grão Ducal. O interessante é que ele fica direto na rua, não tem um muro que o separa dos turistas ou do cidadão comum. Diferente do palácio de Buckingham que tem um enorme portão e grades.

Mais uma vez, a vontade que tinha era de fotografar cada milímetro da cidade. Não deixar escapar nada, para poder voltar para lá todas as vezes que olhar as fotos. E assim o fiz.
Não achei o povo simpático, pelo menos não a vendedora de uma loja de miudezas para turista. A má vontade estava imperando naquele lugar. Só não saí dali para comprar em outra loja, por que não achei o que ela vendia em outro lugar e era a caixinha de música de natal com presépio mais linda que eu já tinha visto. Então o jeito era comprar o mínimo necessário e sair correndo dali para não mais voltar.
Passamos o ano novo por lá. E ao contrário de Berlim, muitos restaurantes aceitavam reservas para jantar nessa noite. Pelo menos no ano novo teríamos comida decente e não os biscoitos e batata frita do natal. E o melhor: o garçom que falava português, foi uma atração a parte, pois não parecia ter mais de 15 anos e quando soube que éramos do Brasil - Rio de Janeiro, só faltou sentar para conversar conosco. Uma figura aquele garoto!
Quando faltavam 5 minutos para meia noite, fomos para a praça Guilherme II. Não tinha nada programado oficialmente na cidade para a passagem do ano, então ficou bem interessante ver as pessoas, que eu creio, eram na maioria turistas, reunidas ao redor da praça, com suas garrafas de champanhe (esquecemos a nossa no hotel!) esperando os sinos anunciarem meia-noite! E nesse momento, começaram alguns fogos, tímidos no início, mas que depois foram aumentando de cores e intensidade. Não foi um espetáculo digno de Copacabana, mas para quem não esperava nada, até que eu gostei bastante.

Porém o mais importante, era o momento que eu estava vivendo, ao lado de pessoas amadas e desejando que 2013 eu tenha novos sonhos para sonhar, pois os de 2012 foram todos realizados.
Quarta parada, nota: 9
Próxima parada: teoricamente Calais na França, mas fizemos um pit stop em Bruxelas - Bélgica, que foi o mais emocionante para mim.
Um beijinho e até o próximo.




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Velho Continente, novos olhares! Praga

A viagem de Berlim para Praga foi tranquila. A distância é menor e a fizemos em torno de 4horas. A estrada nos apresentava cenários lindíssimos e a máquina fotográfica não descansava.
 Estava frio, mas com o céu claro, e isso faz toda diferença no humor, na disposição e na vontade de chegar logo e aproveitarmos tudo que tínhamos lido sobre Praga.
Posso dizer uma coisa? Tudo que eu li sobre Praga ficou devendo quando vi com meus próprios olhos. Ou seja, é uma cidade, que mesmo longe, merece e deve ser incluída no roteiro pessoal de viagem de cada um de vocês.
Que cidade linda! Que povo alegre, simpático, com disposição para falar, trabalhar e sorrir!
Não tinha como não me apaixonar!
No primeiro dia, fomos na praça principal da cidade velha. Eu já tinha lido e visto algumas fotos sobre essa praça e seu mercado de natal e queria ver de perto. Apesar que lá é roteiro obrigatório de todo turista.
Essa praça é central para se partir para outros passeios. E o ideal é percorrer Praga a pé. Lá tem metrô que atende bem a cidade, mas andar a pé por aquelas ruas, principalmente as ruas de pedestre é muito melhor do que passar um tempo no subterrâneo.
É bem cansativo, mas vale a pena.
Também a partir da praça, se chega no Astronomical Clock. Lindo!
 E o interessante é que nas horas cheias as pessoas se reunem na frente para vê-lo tocar e fazer uma pequena apresentação no alto de suas janelinhas. Fica lotado. Só consegui ver a apresentação na segunda vez que me posicionei para tal, pois na primeira, fiquei um pouco de lado e não vi nada.
Vale a pena ver um vídeo feito para o aniversário dos 600 anos do relógio. Surpreendente!
festa pelo 600º aniversário do Astronomical Clock
Atravessamos a Ponte Carlos que liga a cidade baixa à cidade velha e leva ao castelo de Praga.
No primeiro dia só a atravessamos, pois ao olhar para o castelo, nos parecia ser muito longe e que não não conseguiríamos chegar a pé até lá.

Então no dia seguinte, pegamos o metrô e descemos mais próximo. Só que o mais próximo na realidade ainda é longe, pois o castelo está bem no alto e precisamos caminhar para chegarmos lá, mas o visual vale a pena cada passo que demos.
Não tive coragem de subir na torre da igreja, mas meu filho subiu e tirou essa foto lindíssima e confesso que foi um arrependimento que tive nessa viagem, mas pretendo voltar um dia a Praga, e não deixarei passar novamente esse espetáculo. Vale a pena subir, mesmo que seja devagar e atrapalhando os que vem atrás de você. A escada é estreita e não dá para ficar parando, porém continuo afirmando que vale a pena o esforço. Veja por essa foto:

 Na volta, descobrimos que valia mais a pena voltarmos a pé pela ponte Carlos e chegarmos na Praça da Cidade Velha.
Tem muitos concertos, nas suas várias igrejas e cada programa mais apaixonante que outro. Indecisão total de qual assitir. Como estava muito frio, preferimos deixar para outra ocasião. 
Mas é um programa imperdível!
E outra coisa que encanta por lá são as jóias e os cristais. Cada um mais lindo que o outro. O que fazer com a vontade de comprar tudo? Que dúvida cruel ter que fazer essa escolha. O que levar, o que deixar para trás e não me arrepender depois?
Por causa disso, no dia anterior a nossa saída de lá, quando já estávamos perto do hotel ( que não era perto do centro) resolvemos retornar ao centro para eu poder comprar algumas coisinhas, pois eu já me via chegando em Londres e lamentando o que não comprei.
Então para o bem geral da felicidade familiar, todos concordaram em regressar ao centro e me deixar comprar umas besteirinhas.
Saí de lá igual a criança carregando seu presente de natal.
Mas Praga é muito mais do que compras, é uma cidade que usa e abusa de cores vibrantes e é forte, pois já lidou com várias enchentes, se reconstrói como se nada tivesse acontecido e para os desavisados parece que ela sempre foi assim como está. Puro engano.
Essa é a beleza de Praga. Ela tem uma história que todos podem conhecer, mas precisam ter a curiosidade de descobri-la parte por parte.
Uma vez só em Praga é pouco. Pena que é bem longe, caso contrário tentaria dar outra passada por lá antes do retorno ao Brasil.
Só que não existe impossível para aqueles que sonham, então quem sabe ainda retorno esse ano.
Quem sabe?
Terceira parada, nota 9,5
Próxima:Luxemburgo.
Conto depois.
um beijinho e até o próximo



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Velho Continente, novos olhares: Berlim

Continuando nossa viagem, a próxima parada era Berlim. Viajamos o dia inteiro, pois resolvemos fazer num dia só os 650 Km que nos separavam de Amsterdam. A viagem era para durar 7 horas, mas o problema é que está escurecendo cedo e o tempo ainda estava bem fechado, mesmo assim, as estradas são maravilhosas e em alguns trechos podíamos colocar 150Km/h fácil. Fizemos a viagem em torno de 8horas e chegamos no final da tarde e pela primeira vez, vimos gelo nas ruas. Muito gelo!

 Então consegui entender quando os londrinos dizem detestar quando neva por mais de 2 dias. Fica realmente perigoso andar nas ruas molhadas. Extremamente escorregadio e o sapato precisa ser próprio para isso, caso contrário, corre-se o risco de levar um belo tombo. Mas estávamos preparados, então não seria problema.
A viagem foi um sonho. A paisagem digna de cartão postal, com direito a gelo, por do sol e estrada livres! Imaginem o quão belo era!
No dia que chegamos, só procuramos um local para comermos e fomos descansar que a viagem tinha sido cansativa e no dia seguinte, queríamos sair cedo para vermos tudo.
E assim fizemos. Logo pela manhã, pegamos o metrô e fomos para o centro. A cidade respira história. E a impressão que tive é que ela faz questão de mostrar a todos o seu lado sofrido e o quanto eles aprenderam com esse sofrimento. É uma cidade que vive de austeridade. Os carros são mais simples do que os que vemos aqui na Inglaterra. Parece não ter luxo.
Reparei que a cidade é histórica, mas está TODA sendo reconstruida. Literalmente toda! A cidade inteira está em obras. Em cada esquina erguem-se andaimes e guindastes. Se você for um alienado, vai pensar que a cidade é nova, no sentido de estar sendo construida agora, mas puro engano. A cidade foi toda arrasada e eles estão renascendo das cinzas. Lindo e triste ao mesmo tempo.
Ficamos hospedados no lado oriental, aquele lado do muro esquecido pelo mundo, mas que com a queda, se pode ver como era viver no lado oriental com seus parentes vivendo um outro estilo de vida! Muito doido! Lá tudo é cinza, não há cores, é muito nostágico, deprimente mesmo. Mas estão revitalizando, os turistas estão por toda parte, já alegra um pouco. O lado ocidental é mais alegre, mas mesmo assim, obras e mais obras. E quando se chega no monumento ao Holocausto, um arrepio sobe pelo corpo. É impossível não ficar emocionado!

 As crianças correndo parecia um sacrilégio, mas na realidade é a renovação da vida, é a celebração do novo!
Vimos alguns pedaços do muro de Berlim que ainda estão em pé. Interessante é poder caminhar ao longo das ruas, seguindo o trajeto do muro. Fiz questão de tirar foto com um pé no Oriente e outro no Ocidente.

O povo alemão não é simpático. Pelo menos não foram conosco. Quem sabe só conseguimos encontrar os de mal com a vida? Quem sabe?
Passeamos pelo Checkpoint, local onde existia uma das barreiras entre o lado oriental e ocidental. Hoje tudo é festa, tudo encenado para os turistas terem noção de como era a vida no passado.

Foi lá que passamos nossa noite de Natal. Como estava tudo fechado, não consegui comprar comida de Natal, então o jeito era improvisar e comprar o que desse. Comprei biscoitos, batata frita, refrigerante, chocolate e tínhamos o champanhe.
O interessante, é que aqui em Londres, muitos restaurantes estavam fazendo reserva para jantar na noite de natal, mas lá não achamos nenhum. Tudo fechado! Decididamente é uma cidade fora do comum.
Berlim mexeu comigo. Foi uma cidade que adorei. Me senti fazendo parte de uma história que não vivi, mas que milhares de pessoas lutaram bravamente para transformarem o passado num presente respeitável, admirável e com confiança no futuro.
Segunda parada, nota 9.
Ainda quero voltar em Berlim. Vale a pena uma segunda ou quem sabe uma terceira visita.
Depois de Berlim, partimos para Praga.
Mas sobre isso, acompanhem no próximo post.
um beijinho e até lá.