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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Certificado de Cambridge ou aproveitar Londres?

Essa pergunta tirou meu sono durante umas noites num passado não muito distante.
Que dúvida cruel!
Afinal estar em Londres, estudar para aprender inglês e não voltar com nenhum certificado me parecia um absurdo. Na minha cabeça, estudar (muuuuuito) inglês fazia parte do "aproveitar Londres" e sendo assim, desde o início me propus a fazer uma prova de Cambridge e voltar com um bonito certificado. Sim, o certificado é bonito, quer dizer: bonito é meu diploma de psicóloga, esse certificado é lindo. Vale até quadro. Brincadeira. Não vale não, até por que o meu de psicóloga, que é o certificado mais importante da minha vida não está em quadro. Mas ele é lindo sim. Isso não é brincadeira.
Só que com o passar do tempo, as prioridades foram mudando, e o inglês que já tinha aprendido era mais que suficiente para me comunicar, entender o que realmente importa no dia a dia, manter uma conversa, enfim, cheguei num ponto muito superior em relação ao nível que cheguei aqui. Ainda não estava bom, ainda não é perfeito, ainda tenho muita coisa para aprender, mas venci a barreira inicial e dei um duro danado para chegar aonde estou, só que com isso, fui deixando de estudar, larguei os livros e fui aproveitar a vida londrina. Fui adquirir cultura em lugares que ficarão para sempre na minha memória, fazer passeios que valiam mais que 15horas semanais dentro de uma sala de aula.
Mas ficou aquela vozinha perturbando minha mente: "Você não vai fazer prova? Tem certeza que não quer se testar?" Pronto! Minha mente sabe usar as palavras certas! A chave para tomar a decisão de fazer a prova era: "você não vai se testar?" Foi lançado o desafio que eu tolamente aceitei na hora.
Com a ajuda de uma amiga, fiz minha inscrição para o exame de Cambridge Esol. Só que depois que fiz a inscrição, a quase 2 meses atrás, esqueci completamente do assunto e só queria saber de passear com os amigos que chegavam e partiam. Foi uma loucura esses dois meses.
Cheguei até a comprar livros para me preparar, mas confesso que estão novinhos e sem manuseio.
Não peguei em livros, apostilas. A única coisa que fiz, e mesmo assim, sem nenhuma intenção em relação ao exame, era assistir série em inglês com legenda também em inglês. Só.
Chegou o dia da prova. E foi na segunda feira a primeira. Era a parte de speaking.( falar). O detalhe mais importante é que eu jurava que tinha me inscrito para o nível básico. Só para constar que fiz uma prova, sem pretensão nenhuma e sem chance nenhuma de ficar reprovada. Então meu nível de estresse era igual a zero. Mas quando fui ver meu cartão de inscrição eis que a verdade aparece: eu tinha me inscrito para outro nível. O nível intermediário. Ai deu medo! Ai fiquei com frio no estômago. Lembrem-se, vocês que me acompanham desde o início qual era o meu nível de inglês quando saí do Brasil e fazer essa prova para nível intermediário era ter  coragem e muita de cara de pau da minha parte. Mas se já estou na chuva, então quero mais é me molhar e lá vou eu, com a cara de pau banhada em peroba e a coragem no pé.
Eu já sabia que essa prova seria feita em dupla e que teria uma parte de conversação de 5 minutos. Então quando cheguei e vi a pessoa que iria fazer prova comigo, tentei ser simpática e puxei assunto perguntando de onde ela era. A resposta? Rússia. Silêncio total depois dessa resposta. Não podia ser uma brasileira, uma espanhola, uma pessoa mais simpática que pudéssemos já travar uma conversa e nos acostumarmos com o sotaque uma da outra? tinha que ser uma russa de pouca conversa? Entramos para a prova. O que posso resumir, é que a russa soltou a língua lá dentro, falou tudo que não falou comigo do lado de fora e me deixou de cara de boba sem ter o que falar. Pior, ela não fez diálogo nenhum. Simplesmente, falou, falou e falou diretamente para as supervisoras e me deixou sem ter o que completar. Depois disso, minha mente fechou e não conseguia nem lembrar a palavra glove (luva).Saí de lá odiando russos!
Mas hoje seria a melhor parte. leitura, escrita e ouvir. Ainda assim, saí de casa nervosa. Mesmo sabendo que não tenho motivos para isso. que é somente uma competição minha comigo mesma. Que não fará diferença nenhuma na minha vida ser aprovada ou não. enfim, podia relaxar, mas não relaxei. Até que andando pela rua, cruza comigo um simpático homem vestido de fraque e cartola ás 9horas da manhã. Vocês tem ideia do que é isso? Da cena que eu vi? E ele andando naturalmente, indo pegar o metrô como se estivesse de terno e gravata. Hiper normal.
Não pude deixar de sorrir por dentro. E pensei: Oh my God! Estou em Londres e estou tensa por causa de uma prova? Para Rita! Pode parar! Deixa de ser ridícula com esse nervoso, pois você está aqui para APROVEITAR e não para se estressar. E se você não estudou, foi por que não era prioridade, então relaxa e aproveita. Curte o momento e terás boas histórias para escrever no blog.
E assim eu fiz. Na mesma hora, a tensão me deixou e lá fui eu atrás do endereço do local da prova. Por que, detalhe, eu não sabia onde era a prova e o 3G do meu celular resolveu não funcionar. Que legal!  Na hora pensei: " essa é a brecha que preciso para voltar para casa e não fazer a prova" Eita covardia! mas segui em frente e o Ipad me salvou.
Só pelo visual da igreja onde foi realizada a prova já teria valido a pena ter chegado até lá. Que lindo! Que paz!

Fiz a prova, fui bem e agora é esperar o resultado.
contudo, o resultado final dessa aventura eu já tenho: Ganhei e muito no dia de hoje, pois se eu tivesse desistido e voltado para casa, eu não teria conhecido mais um lugar lindo aqui em Londres e teria perdido a oportunidade de ver e passear por lindos jardins.
Então no final das contas o certificado de Cambridge está intimamente ligado com meu objetivo principal até o dia de voltar ao Brasil: Aproveitar ao máximo cada oportunidade dada e tirar a beleza de cada instante.
Simples assim.
Um beijinho e até o próximo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Férias, sol, mar e Inglaterra

Carioca da gema quando tira férias pensa no mar. Quer ver praia. Pode ser em qualquer lugar do mundo, mas precisa ver as ondas batendo, o azul profundo, a areia. Não precisa ser cheia, muito pelo contrário, praia boa é aquela que parece que é sua, onde você se sente rainha e pode tirar o dia para relaxar e deixar o pensamento voar livre. Se tiver um bom livro então...Ah não precisa de muito mais que isso para as férias serem perfeitas.
Com esse cenário na cabeça e uma saudade louca do mar, resolvemos que nossas férias seriam na praia.
Por conta do trabalho, meu marido não pode nos acompanhar, então seríamos eu, minha filha e uma amiga a pegarmos a estrada e descobrirmos os encantos do mar inglês.
Num primeiro momento, reservei um hotel na cidade de Bournemouth, no sudoeste da Inglaterra. quem quiser mais informações da cidade, segue o link.
Pelas fotos parecia ser um local bonito, com algumas praias por perto, e cumpria com o objetivo carioca de passar férias.
Só que depois de tudo reservado, minha filha deu a sugestão, de visitarmos um outro lugar chamado Durdle Door, pois ela tinha feito um trabalho de geografia na escola e viu que era muito bonito. E além disso, uma amiga dela tinha ficado num acampamento dentro desse parque. http://www.lulworth.com/holiday/holiday_park.htm
Bem vamos ver no que vai dar essa aventura. Entrei no site e vi que estava ali uma oportunidade de fazer algo totalmente diferente de tudo que já tínhamos feito.
E afinal, férias não é para isso? Para sairmos da rotina, reinventarmos, enriquecermos com novas experiências?
Marquei uma noite numa cabana dentro do parque.
No dia da viagem, saímos cedo, pois são quase 2:30h de viagem para um lugar que nunca tinha ido.
Só que nesse acampamento é no sentido literal mesmo da palavra. A cabana só tinha as camas, ou seja, todo material de cama e banho deveria ser levado. E não tinha banheiro. Essa era a única parte ruim.
Chegamos, nos instalamos e fomos correndo ver a praia. Era uma caminhada de uns 15 minutos, por uma estradinha de pedras lisas e em descida. Mas o visual compensou tudo. Até mesmo o tombo que levei.
Estava um dia lindo. Sol queimando e vento frio.
Por ser um lugar turístico, estava muito cheio e a descida parecia procissão. Eram pessoas subindo, pessoas descendo e uma variedade linguística enorme. Até brasileiros encontramos por lá.
O que me chamou atenção nesse lugar, foi a quantidade de trailers e barracas. Eu nunca tinha acampado antes, não tinha noção de como era um acampamento, então tudo era novidade. E como tinham pessoas idosas! Achei o máximo ver casais com mais de 60 anos, acampando, escalando essa mesma estradinha que levei tombo e eles passando por mim na maior desenvoltura.
Mas tive uma certeza. Aquela vida de levar a casa nas costas, decididamente não é comigo. Precisa ter muito amor pela simplicidade, pelo trabalho árduo, pelo contato direto com a natureza e pouco conforto. E confesso que a soma desses fatores não me atrai mais que uma noite. Contudo, como experiência, valeu muito a pena. Diria que é imperdível esse passeio e essa estadia.
No dia seguinte, fomos para nossa segunda parada. Bournemouth. Não víamos a hora de entramos num hotel, tomarmos um banho num banheiro particular, deitar numa cama macia e dormir o sono dos justos.
O hotel que ficamos era simples, sem luxo. Padrão bed and breakfast, sem frescura. Mas muito limpinho e atendeu aos nossos desejos.
No dia que chegamos, minha filha já estava começando a ficar resfriada, então não tinha como ficar muito tempo na rua e descobrir a cidade. Resolvemos então somente almoçar e eu e ela voltamos para o hotel, para que ela pudesse descansar, enquanto minha amiga ia passear sozinha. Estava um vento gelado, estávamos com frio e não faria nada bem ficarmos de bobeira pegando vento. E como ainda teríamos o dia seguinte todo para passearmos, não nos importamos de voltar. Só que no dia seguinte, amanheceu chovendo. E assim ficou o dia inteiro. Mas não íamos perder a viagem, então pegamos o carro e fomos conhecer os arredores. Fomos até Poole e uma península chamada Sandbanks.
Só que a chuva tirou toda beleza do lugar, que parece ser bem bonito, mas com tudo cinza, fica difícil avaliar. Teríamos que voltar lá com sol para ver, mas creio que não será possível, afinal não fica pertinho de Londres.
Nesse dia, depois de vermos que não teríamos condições de fazermos nada ao ar livre, fomos procurar um shopping. Só nos restava bater perna e quem sabe achar alguma coisa interessante para comprar. E assim passamos nosso dia, fazendo passeio de mulherzinha. Shopping, compras, sacolas, brincadeiras dentro de lojas, lanche, almoço, mais brincadeiras e volta para o hotel cansadas no corpo e na bochecha.
O dia seguinte, era nossa volta. E para nossa surpresa, quando abrimos as cortinas, lá estava o astro Sol reinando absoluto. Sem nuvens, sem vento. Nada!
Não acredito!
Decidimos dar uma volta na praia para tirarmos algumas fotos e fomos. Quando eu vi a praia vazia, o mar lindo, o céu azul, confesso que deu vontade de ficar, mas o dever me chamava de volta á Londres, pois em algumas horas, meu irmão estaria desembarcando nas terras da rainha.
Então não tinha jeito. Era tirar as fotos e ficar com gostinho de quero mais na boca.
Não posso dizer que fiquei frustrada por isso, pois o objetivo dessas férias era fazer algo diferente, conhecer  outros lugares e quanto a isso, foi 100% alcançado.
Revi o mar, descansei minha mente, e pensei: Daqui a pouco estarei no Brasil, e sempre que sentir saudades de ver o mar, basta pegar um avião para qualquer lugar da imensa costa brasileira e terei todo tipo de mar que eu quiser.
Foram dias perfeitos, lindos, mesmo com cama parecendo maca, chuva, tombo, frio.
Não importa o exterior, o que importa é como seus olhos enxergam a beleza.
E os meus, bem os meus, sempre irão procurar o belo independente de qualquer coisa.
Simples assim.
Beijinhos e até o próximo.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Tea afternoon - O verdadeiro chá inglês

Logo de início quero deixar claro minha preferência pelo chá e ligeira aversão ao café preto. Ok! Não precisam fazer cara de espanto ou pensarem que sou uma carioca surtada, brasileira desnaturalizada. Nada disso, adoro o aroma do café, mas não consigo apreciar o sabor. Não adianta, já tentei, já saboreei de várias formas, fraco, forte, fortíssimo, quente, morno e frio. Não vai.
Mas com o chá é diferente. Tirando o chá de canela, ou que leve canela no preparo, eu gosto de todos. De preferência morno. Não gosto de nada quente, queimando a língua. Prefiro morno para frio.
Porém esse post não é para falar das minhas preferência líquidas e sim para contar uma experiência maravilhosa que tive essa semana e que claro, envolvia o tradicional chá das 5.
Desde que minha amiga chegou que pensávamos em ter a experiência do chá das 5. Quem não ouviu falar sobre isso? Mas o que é exatamente esse chá das 5?
Por que o chá aqui, é tomado a qualquer hora em qualquer lugar.
Mas existem os lugares onde são servidos os tea afternoon. São lugares com mais requinte, onde servem mais variedades de pães, bolos, biscoitos e chá de sua preferência.
Escolhemos o Brown's Hotel http://www.brownshotel.com/, pois a ideia era termos uma noção exata de como é o chá inglês e nada melhor que um hotel tradicional no coração de Londres.
Depois que agendamos nosso dia e horário e que fui ver alguns links e vi que esse hotel está listado como uma dos 10 melhores de Londres.
Sendo assim, eu esperava bastante desse momento.
Detalhe: no email de confirmação, eles sugerem sobre o tipo de roupa a ser usada para não causar constrangimento aos outros visitantes. Achei o máximo.
No dia marcado, chegamos lá e fomos encaminhadas a uma mesa para dois, com direito a um sofá. Mais chique impossível.
Então o garçom veio e nos explicou o funcionamento. Resumindo era: escolheríamos o nosso chá preferido, dentre a lista que ele nos ofereceu, teríamos a disposição e reposição os vários pães, biscoitos e sobremesas e no final escolheríamos a torta que gostaríamos, dentre as oferecidas.
Estava tudo uma delícia. A experiência valeu cada libra paga, mas posso confessar uma coisa?
Quem conhece um gostoso café colonial servido no nosso país, não acha o chá das 5 a melhor coisa do mundo. E foi isso que aconteceu. Entre um café colonial no Brasil e um tradicional chá das 5, eu escolho sem pestanejar, o nosso café.
Claro, que eu não poderia deixar passar essa oportunidade de conhecer essa tradição, mas não é algo que eu pagaria ( por que não é barato) toda semana para ir. Enquanto que café colonial, eu pagaria todos os dias.
É bonito? É!
É gostoso? É!
Vale a pena conhecer? Claro que sim!
Vale a pena repetir? Bem, agora só se alguém pagar para eu ir, pois caso contrário, fico com meu chá da tarde em casa, com meus bolos, biscoitos, pães, pastas, e com a vantagem de poder acrescentar toda variedade que minha imaginação inventar.
Nesse quesito, ponto para o Brasil.
Mas se você vier à Londres, não perca essa chance. Vale a pena e terás boas histórias para contar.
Beijinhos e até o próximo.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

A cada dia, um novo lugar, uma nova descoberta.

No post anterior, falei das várias visitas que tenho recebido desde março e o quanto isso tem alegrado meus dias.
Contudo, deixei de fora os vários passeios que fiz e tenho feito com a "desculpa" de levar meus amigos para conhecerem lugares novos.
Digo "desculpa" por que na realidade são meus amigos que estão me levando para conhecer novos lugares.
Lugares que o tempo passou muito rápido e ainda não tinha tido a chance de conhecer. E são lugares incríveis que seria um pecado voltar para o Brasil e dizer que não os conheci.
Em março, conheci Bath. Em que os fãs de Jane Austen consideram um absurdo vir a Londres e não visitar.
Ainda não me tornei essa grande fã, diria que sou uma fã mediana, mas já estou na ponta por conhecer Bath. Já ganhei uns pontos com o fã clube.
Em maio, fui conhecer o teleférico da Emirates. Aquele que foi inaugurado para as Olimpíadas. Que atravessa o rio Tâmisa de um lado para o outro.

O mais interessante, é que quando inaugurou, eu ainda estava no Brasil, mas já sabia que viria para cá, e falei que seria uma das primeiras coisas que gostaria de conhecer quando aqui chegasse.
Não cumpri com essas minhas palavras e se não fosse os meus amigos, nem sei se daria tempo de ir conhecer.
E confesso, é um passeio imperdível! Para quem tem medo de altura, eu diria que é beeeeem alto, e o carrinho vai muito devagar. Mas o visual compensa tudo. Ver Londres do alto é ainda mais lindo.
Além desse passeio, fui conhecer o Kensington Garden. E me perguntei como ainda não tinha ido até lá. Que jardins maravilhosos. Que paz! As flores por lá, parecem que possuem cores mais vivas, mais fortes. E nesse dia, o astro sol, resolveu dar o ar de sua graça e nos presenteou com um dia lindo.

Percebem o "sacrifício" que foi para mim, levar meus amigos para conhecer esse parque?
Como se não bastasse, fiz o "maior esforço" para levá-los para conhecer Paris. Estou quase me candidatando a guia turístico de Paris. Só que dessa vez, fui de uma maneira bem diferente. Fomos de ônibus e fizemos um bate e volta. Passamos a noite viajando e tiramos o dia para conhecer as principais atrações turísticas e retornamos na noite seguinte. E mais uma surpresa me aguardava.
Eu ainda não tinha atravessado o Canal da Mancha de Ferry Boat. Ainda faltava ticar esse evento. Já tinha ido de trem, de carro, mas de barco ainda não e não estava satisfeita com essa falta. Então quando voltamos, sem que eu soubesse, nosso ônibus voltou de Ferry. Nossa, me senti fazendo um cruzeiro. Pena que estava ventando e fazendo frio, caso contrário, não tenho dúvida que estaria do lado de fora tirando fotos e apreciando esse passeio. Mas nem tudo estava perdido, pois dentro do Ferry, funciona um freeshop,  uma loja da Disney, uma grande lanchonete e várias outras lojas para a viagem ficar bem mais movimentada e agradável. Decididamente, meus amigos estavam me levando para excelentes passeios.
Vocês acreditam que morando aqui a 10 meses e eu ainda não tinha entrado e conhecido a história da Abadia de Westminster?
Pois é, nem eu acreditava que o tempo tinha passado tão rápido e eu ainda não tinha entrado lá.
Valeu cada libra da entrada. E o audio guide era em português, então deu para entender tudo que era narrado sobre a Abadia. A emoção maior foi chegar no altar onde foi velada a princesa Diana. Relembrei a cena mostrada ao mundo do Elton John cantando aquela música maravilhosa. Impossível não se emocionar.
para quem não conhece ou não lembra, deixo aqui o link para poderem relembrar:
http://www.youtube.com/watch?v=veWHazTuyME
Mas ainda não terminei de conhecer novos lugares, novos sabores, novos cantinhos.
Fui finalmente apresentada ao fish and chips (peixe com batatas fritas). Como assim, Rita? 10 meses e ainda não tinha comido o prato mais britânico que existe? Ai que vergonha! Meu rosto está corado!
Não, eu ainda não tinha comido.
mas para me redimir, fiquei viciada. E agora, em toda saída, quero logo provar o fish and chips daquele lugar para ver se é  melhor que o anterior.
Me redimi? fui perdoada por esse sacrilégio?
E Convent Garden? E Neal's Yard?
Levanta a mão quem já ouviu falar nesses lugares.
Neal's Yard fica dentro do bairro em Convent Garden e é uma ruazinha muito charmosa, que mais parece um beco. O charme fica por conta do colorido das construções. Parece um oásis dentro do tumulto que é Convent Garden. Tem pub, lanchonete, pessoas andando e admirando as cores dos prédios. Tudo na mais perfeita calma e paz.
Amei esse lugar.
E os passeios para fora de Londres?
Fui conhecer Oxford. Que por incrível que pareça, ainda não tinha ido. Tão perto, somente 1:15h de distância e nesse tempo todo não tínhamos tido a oportunidade de conhecermos.
Amei. É uma cidade jovem, pois tem várias universidades, muitas escolas. A quantidade de bicicletas que estavam estacionadas era inacreditável. Fiquei imaginando quando todos fossem pegar suas magrelas e saíssem pedalando pela cidade. Creio que não dá para os carros e ônibus andarem. Elas devem dominar as ruas. Subimos no alto de uma torre, chamada Carfax Tower e pudemos ter uma visão de tirar o fôlego.

Hoje foi a vez de voltar a Salisbury e entrar na catedral. Já tinha passado pela cidade, numa outra ocasião, mas não me lembro o  motivo, não entramos na catedral, só tiramos fotos por fora.
Mas hoje foi o dia de entrar e conhecer a catedral que guarda uma das 4 cartas magnas ainda existentes no mundo, datada de 1215. A catedral de Salisbury tem o maior pináculo britânico. Ainda bem que não tinha passeio para subir até lá. Porém o passeio guiado por dentro da catedral valeu muito a pena. Ela é linda por dentro.

Ainda faltam alguns passeios inéditos, como a praia que iremos conhecer no final de semana, ainda não fui na catedral de Saint Paul. Sim, é verdade. Eu ainda não fui na catedral de Saint Paul.
Olha que pecado.
Ou seja, o tempo está voando e ainda tenho alguns lugares que preciso conhecer antes de voltar ao Brasil.
Com isso, só tenho a agradecer aos meus amigos por estarem me "obrigando" a fazer esse esforço de levá-los a conhecer lugares lindos e que se não fosse por eles, talvez eu só ficasse a ver por fotos na internet quando já estivesse cheia de saudade da minha amada Londres.
Daqui a 2 meses já estarei de malas prontas para retornar e com certeza minha bagagem estará muito mais pesada, mas essa bagagem não será levada por um avião ou por navio.
Essa bagagem estará para sempre dentro do meu coração e da minha mente e a levarei por todos os lugares para onde for.
E essa bagagem estará pesada sim, mas de muito conhecimento e vivência.
Um beijo no coração e até o próximo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Amigos em Londres

Tem acontecido tantas coisas divertidas nesses últimos dias que não tenho tido tempo de escrever. E isso me dá uma certa angústia, pois quero correr para contar e quando me dou conta, já passou mais um dia e já acumularam mais histórias e o tempo voando contra e a meu favor.
Tenho tido o privilégio de receber amigos muito amados aqui em Londres e isso faz um bem enorme para nossas vidas, pois diminui a distância de nossos queridos no Brasil, diminui a saudade daqueles que chegam e a impressão que tenho é que cada um que chega representa um grupo específico de amados que estão esperando nosso retorno.
Nossas visitas começaram a chegar em março. E foi uma alegria imensa, pois chegaram próximo ao meu aniversário e pudemos comemorar ao lado deles. Além disso, eles são amigos de longa data, mas que por conta de nossas mudanças e andanças pelo Brasil, já não nos víamos a 7 longos anos, desde que deixei Brasilia. Mas amizade verdadeira é assim, quando há o reencontro, o tempo e a distância parece que nunca existiram e tudo recomeça do exato ponto em que parou. Lindo! Mágico! Abençoado!
Falar desses amigos, é como falar de família, pois os admiro demais, temos pensamentos muito parecidos em relação a vários assuntos e as duas filhas desse casal, são as filhas que todo mundo quer ter em casa. São meninas de uma educação, gentileza, coração generoso. As conheci pequenas e agora estão adultas, mas continuam com o mesmo jeitinho de meninas. Lindas! Sou fã delas.

Passeamos bastante, com elas conheci Bath, sim, elas são fãs, minto, muuuuuuito fãs, de Jane Austen e fomos lá conhecer o centro Jane Austen. Não entrei, deixamos as meninas na porta e fomos passear pela cidadezinha. Que graça. Aconselho um passeio por lá. Cidade do interior já é uma graça, imagina cidade do interior da Inglaterra. Sim, vale a pena conferir.
Porém o mais divertido eram as noites ao redor da mesa, onde relembrávamos histórias, ríamos das aventuras do dia, imaginávamos o dia seguinte. Foram dias maravilhosos. Na despedida, um pouco de tristeza, mas a certeza que a amizade é verdadeira e que nos veremos em breve.
Passou o mês de abril, sem muitas aventuras diferentes, só com pequenos passeios e nada de muito interessante para contar. Até que chegou maio.
Esses primeiros 15 dias de maio, estão maravilhosos e tenho certeza que continuarão assim, até a data do nosso retorno ao Brasil.
O motivo, é que além de estarmos recebendo amigos, já estamos nos preparando para a volta, então temos procurado fazer passeios que não tínhamos feitos até agora, ou seja, cada dia está sendo uma nova descoberta. Que delícia.
Mas voltemos aos amigos, pois esse post é dedicados a eles.
No dia 1° de maio, chegou nosso amado pastor, sua esposa e sua mãe.

O fato dele ser nosso pastor, não impossibilitou de nascer uma amizade verdadeira e sincera e confesso que sou muito fã de sua esposa. Sabe aquela pessoa que tem carinha de anjo, que tem a voz que te acalma, que está sempre pronta a te ajudar, que tem um riso fácil, adora ler, é inteligente, doce, enfim, aquela amiga, que todo mundo quer ter? Então, é ela. E tenho o privilégio de tê-la como amiga. Mais uma das inúmeras bençãos de Deus na minha vida.
Foi uma emoção muito grande recebê-los na estação de trem. Já se iam 10 meses sem o encontro, pois o contato nunca se perde. Os levamos ao seu hotel e no dia seguinte, fui levá-los às compras, pois os passeios turísticos, eles estavam bem orientados e tinham o roteiro todo traçado. Foram horas maravilhosas. Meu maior prazer nesse dia, foi olhar o rosto da minha amiga ao sair da Waterstone, que é uma rede de livraria que tem aqui. A título de comparação, parece uma Mega Saraiva ou Livraria da Travessa no Brasil. Ela parecia criança que ganhou seu presente de Natal antecipado. Linda, seus olhos brilhavam. Foi emocionante ver aquela alegria. Posso confessar uma coisa?
Sou extremamente emotiva ao ver a alegria sincera no rosto das pessoas. Parece que vou explodir de tanta emoção ao ver olhos brilhando, palavras que não saem, pois o pensamento está muito acelerado de tanta alegria. Isso me faz ganhar o dia. E poder participar desse momento, para mim, é momento Mastercard: "não tem preço."
Mas ainda tinham amigos para chegar.
E no dia 3, chegou meu amigo Ludovicense (natural de São Luis - Maranhão) e sua filha para ficarem aqui em casa. Sabe aquela pessoa que diverte e alegra qualquer ambiente? É ele. Esse amigo é uma figura. Nos faz rir até do que parece ser sem graça. Mas também tem a hora de falar sério, ou seja, ele consegue ter a medida exata da alegria e da seriedade.

E minha alegria, foi ver sua filha, deslumbrada com Londres, já que era um sonho dela conhecer as terras da Rainha.
Com eles, fomos conhecer o teleférico que atravessa o rio Tâmisa, e que foi inaugurado para as Olimpíadas.

Fui levá-los ao estúdio da Warner Bros. Studio, pois ela é mega fã do Harry Potter. Foram dias alegres, onde pude passear, rever lugares que amo aqui em Londres, sentar nas cadeiras do Green Park para pegar um solzinho e ver a vida passar. Que delicia!
Foram embora, mas deixamos a promessa de tentarmos retribuir a visita em outubro, nas terras do Bumba meu boi.
Mas não dava tempo de tristeza, pois no dia seguinte a essa partida, chegou minha grande amiga. Aquela que considero uma irmã caçula, que Deus colocou em meu caminho a muitos anos atrás, quando ela ainda era uma adolescente e eu líder da juventude da igreja. Surgiu ali, uma admiração mútua, um carinho todo especial e uma amizade, que sabíamos que seria para sempre.
Com ela, o riso é fácil. Estamos sempre prontas, ou melhor, eu estou sempre pronta, para uma palhaçada e ela cada vez mais tem certeza que sua amiga é doida de pedra. Sou mesmo e quem não é?

Ela ainda está no início de sua temporada aqui comigo. Ainda teremos muitas aventuras juntas. Ainda teremos muitas compras a serem feitas, lugares a serem descobertos, e muitas e muitas risadas a serem dadas.

Esses dias, na companhia de cada um desses amigos, só me fez solidificar a certeza que já tinha, de que não importa onde você esteja, não existe distância para os verdadeiros amigos e que mesmo que passem anos, quando você conquista e cultiva uma amizade, ela florescerá, independente se nos vimos ontem ou a uma década atrás.
E posso dizer com muito orgulho: Eu tenho poucos, mas tenho amigos que serão amigos, até do outro lado do oceano.
(quero esclarecer, que existem outros amigos muito amados no Brasil e que em hipótese nenhuma esse post os diferencia ou os coloca numa posição maior ou menor que eles, apenas esses citados, tiveram a oportunidade e benção de Deus, de estarem comigo e alegrarem ainda mais essa minha estadia por aqui e não poderia deixar de homenageá-los e agradecê-los publicamente por esses dias maravilhosos que tenho passado).
Simples assim.
Um beijinho e até o próximo.

sábado, 20 de abril de 2013

Eurodisney! Como é bom ser criança!

Na minha humilde opinião, é impossível você entrar num parque da Disney e não voltar a ser criança, ou melhor, deixar a criança que vive dentro de você tomar conta do seu ser. Nós, adultos, passamos tanto tempo sendo adultos, que muitas vezes, esquecemos a criança que existe lá dentro. E os parques da Disney estão ai para isso. Em apenas alguns segundos, toda a capa de maturidade, cai por terra e voltamos à infância.
Se fomos crianças medrosas, teremos medo de grandes montanhas russas, se fomos crianças mais atiradas, é para lá que iremos. Mas a democracia impera por lá. Não existe uma única pessoa, que não possa brincar em pelo menos um brinquedo. Do zero aos cento e pouquinho de idade, tem brinquedo, carrinho, cavalinho e história. Quem não conhece alguma das historinhas Disney? Quem nunca ouviu falar no Pinocchio, no Peter Pan, no Corcunda de Notre Dame e tantos outros personagens Disney? Por isso a democracia. Todo mundo encontra o seu personagem favorito, mesmo que o brinquedo não seja do seu agrado, mas tem as lojas vendendo toda espécie de lembrancinha para desespero total. Nessa hora, aparece o adulto que faz conta, pensa se vale a pena, mas que no final, acaba se deixando levar pela magia Disney e sai com algumas sacolas.
Assim foi nossos 5 dias de Parque Disney em Paris.
Ficamos hospedados dentro do complexo, o que facilitou muito o deslocamento. E ainda podíamos entrar 1hora antes do parque abrir ao público em geral, então os brinquedos ainda estava vazios e podíamos sair de um e entrar logo no seguinte, sem muita espera.
Logo no primeiro dia, mesmo tendo chegado já no final da tarde no hotel, ainda fomos dar uma volta para fazer o reconhecimento do parque e claro, já que estávamos lá dentro, por que não brincar logo em alguma coisa?
Assim fizemos. Mas como estávamos cansados da viagem, pois estávamos vindo do Monte Saint Michel e fizemos a viagem em 4horas, só fomos em brinquedos leves, carrinhos que contavam historinhas. Só para relaxar. Nada de muita adrenalina logo de cara.
No dia seguinte, tomamos nosso café da manhã cedo e partimos para o parque.
Passamos o dia inteiro lá dentro.
As horas parecem voar. Perdemos a noção de tempo e quando vemos já passou a hora do almoço, já está na hora do lanche e ainda nem comemos nada. Enfim, nosso estômago está tão sacudido de altos de baixos de montanhas russas, carrinhos, xícaras que rodam, que nem dá sinal de vida.
Porém quando paramos para descansar um pouco, percebemos que estávamos com muita fome. E pior, o frio estava castigando. Muito vento!
O jeito era procurar um local fechado para comer e recarregar as baterias. só que quando achamos esse lugar, bateu a preguiça. comemos e decidimos voltar para o hotel. Afinal ainda tínhamos mais 3 dias inteiros de brincadeiras e o parque não é tão grande assim.
No dia seguinte, fizemos a mesma coisa: café da manhã bem cedo e vamos para o parque. Mas diferente do dia anterior, me prometi não andar em nenhuma montanha russa do mal, chamo do mal, aquelas que te deixam de cabeça para baixo, fazem você de caracol, enfim, parece que você está num liquidificador em alta velocidade. Fui numa só e estava hiper, mega satisfeita.
Então cumprindo minha promessa, virei a fotógrafa oficial enquanto meu marido e minha filha iam se retorcer nesses brinquedos. Até que me deparei num brinquedo, que era do filme Procurando Nemo. Era a parte onde as tartarugas pegam a corrente marítima e se deixam levar. Pensei: "que mal pode ter um brinquedo assim, com tartaruguinhas tão doces?"
Ah tá, nesse então eu vou. 1hora de fila, mas estava animada. Pensando que iria entrar no carrinho e ver o fundo do mar. Na entrada, não tem o desenho de como é a montanha russa por dentro, o que acho um erro, pois quando entramos num brinquedo, precisamos saber o que iremos encontrar, até mesmo para podermos tomar a decisão de irmos ou não. Mas só avisava que a cadeira rodava 360°. Até ai tudo bem. Lembrei da xícara que fica rodando de um lado para o outro e eu adoro. Pensei que seria a mesma coisa. E chega nossa vez. Sentamos eu e minha filha, lado a lado e meu marido de costa para nós, dentro do mesmo carrinho. Vejo o rapaz conferir a trava de segurança da minha filha e uma moça confere a minha. Só que como mãe, estava mais preocupada em olhar ele conferindo a dela e nem prestei atenção na minha. Assim que o carrinho sai, minha filha olha para minha trava e fala: "mãe, a sua está diferente da minha" Nisso, estamos fazendo uma subida gigantesca, e eu consigo fazer a trava dar mais um tranco na minha direção. Gelei. Todos os pensamentos mais horrorosos passaram pela minha cabeça enquanto íamos subindo. E claro, tudo que sobe, tem que descer. DESCER? Eu diria: DESPENCAR. Fechei os olhos e fiz o que mais gosto nessas horas de terror; GRITEI... Eu gritava de um lado e minha filha do outro.
Até que saímos, sãs e salvas, sem nenhum problema. E quando olho para minha filha, ela está pálida, passando mal, tremendo horrores. Fico imediatamente preocupadíssima e então ela me conta o que a preocupou. Quando ela me perguntou sobre a trava, na verdade, ela estava achando que a dela é que não estava bem travada e assim como eu, durante todo o percurso, com as subidas e descidas, ela achou que iria cair. Ou seja, eu e ela pensamos a mesma coisa, só que sobre nossos assentos. Nem me passou pela cabeça, que ela estava achando que o dela estava com defeito, por que eu vi a conferência no dela e também eu não sabia, que na realidade, essas cadeiras tem 2 pontos de trava, para pessoas mais magras e pessoas menos magras. Por isso,que consegui dar a segunda trava. Não era defeito, era a folga para meu casaco, então quando trouxe a trava mais para perto, ela veio e apertou o grosso casaco que eu estava vestindo. Só que eu não sabia de nada disso. Foi um sufoco naquele momento, e  o parque perdeu um pouco a graça para aquele dia. Mesmo com tudo explicado, entendido, ficou aquela sensação ruim, o gosto amargo do estresse na boca. E como o frio ainda estava maltratando bastante, resolvemos não abusar e fomos brincar na xícara que não gerava nenhum tipo de estresse.
Já estava no final do dia e voltamos ao hotel, exaustos.
No dia seguinte, fomos fazer um passeio rápido por Paris. Estávamos tão perto que seria um pecado não irmos. Então só voltamos ao parque no finalzinho do dia para comprarmos algumas lembrancinhas. Mas a noite, minha filha queria ver o desfile, e o show de fogos. Não aguentei. Ela voltou com o pai e disse que eu perdi um show maravilhoso. Acredito que sim, pois ela filmou e realmente perdi um show inesquecível. Mas tudo bem. Não me arrependo, pois durante esses dias eu tinha me divertido tanto, que estava valendo cada minuto passado ali dentro.
Então chegou o último dia. A saudade já estava batendo forte. fomos ao parque somente para comprarmos as últimas lembranças que faltavam, mas não dava tempo de andarmos em nenhum brinquedo, pois íamos pegar a estrada rumo a Bélgica.
Foram dias mágicos, como diz a propaganda Disney, e passam voando.
Penso que de 2 a 3 dias são suficientes para se ver todo o parque, pois o mesmo não é gigante. A vontade de ficar por lá é pode ser maior do que a necessidade. Pois quando se entra no mundo mágico da Disney, quem não quer, assim como o Peter Pan criança para sempre?
Recomendo muito ser criança algumas vezes na vida, pois quando se volta para o mundo adulto, tudo parece mais leve, mais bonito e menos estressante.
Como é bom ser criança.
um beijinho e até o próximo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Arte brasileira em Londres.

Ontem e hoje fui prestigiar a nossa arte.
Coincidência ou não, tanto o show de ontem da Marisa Monte, quanto a exposição do fotógrafo Sebastião Salgado, estrearam aqui em Londres em primeiro lugar.
E por coincidência, foi uma amiga brasileria que me contou desses dois eventos, e sugeriu que se eu não tivesse outra coisa para fazer, seria bem interessante.
Eu achei mais do que interessante. Achei que seria imperdível.
Para começar, sou fã da Marisa Monte, o show seria num teatro perto de casa, o preço estava excelente e realmente eu não tinha outra coisa prevista para o domingo.
Assim que soube, fiz uma pesquisa aqui em casa para saber quem gostaria de me acompanhar. Fiz a maior propaganda, falei das qualidades musicais da artista, disse que seria uma oportunidade excelente de assistirmos ao show de estreia da turnê europeia, enfim, chorei minhas pitangas para ver se comovia algum coração a me acompanhar.
Nada feito. Não se comoveram e gentilmente me disseram que não iriam.
Tudo bem! Irei sozinha! Acho que eles não acreditaram. Mas para comprovar minha decisão, entrei na internet e comprei meu ingresso.
Maravilha! Ingresso comprado, e o melhor, numa fileira bem perto do palco, mas não o suficiente para ficar de torcicolo. O que eu queria mais?
Queria é que chegasse logo a hora do show.
Saí de casa com bastante antecedência, pois apesar de ser perto, era num bairro que eu nunca tinha passeado, então não sabia se o teatro era próximo a estação de metrô.
Cheguei cedo, e fiquei aguardando sem problema algum, pois já estava com bastante público que também quis chegar adiantado. Detalhe, quase não se ouvia inglês. Parecia que eu estava na porta de um teatro brasileiro. Que delícia escutar tantas pessoas pessoas falando nossa língua ao mesmo tempo.
Mas a alegria de ver tantos brasileiros juntos, também caminha junto com a tristeza da falta de educação de muitos deles. Infelizmente, parece que só o fato de morar na Europa não é suficiente para que o jeitinho brasileiro seja extinto. Em alguns momentos me senti envergonhada, pela falta de educação, gritaria ( o show ainda nem tinha começado) pela malandragem e pior pela total falta de respeito á artista, pois depois que o show começou muitos levantavam para irem ao banheiro ou simplesmente passarem no bar para recarregarem sua dose de bebida. E olha que eu estava na frente. Imagino quem estava mais atrás como deve ter sido bem pior. Me senti mal com tamanha falta de senso.
Mas tirando esse detalhe, o show foi maravilhoso. A performance dela incrível. Que voz!
Quando ela cantou "tô com sintomas de saudades, tô pensando em você", o teatro veio abaixo. No final ela ainda fala que essa era para nós que estávamos longe de nossa terra. Chorei!
Saí de lá 100% satisfeita com a apresentação e hiper orgulhosa de mim, pois se fosse em outros tempos, talvez eu desistisse de ir, pois era à noite ( não gosto de sair de noite, ainda mais sozinha), num local que não sabia direito onde era. Mas tinha tomado minha decisão e foi muito acertada.
Hoje foi dia de ir ao museu para prestigiar um fotógrafo conhecido internacionalmente e que estreiou sua exposição aqui no Museu de História Natural.
A exposição foram 8 anos de trabalho ao redor do mundo, capturando imagens que nos remete ao Gênesis. Como ainda existem lugares que podem ser considerados intocáveis pela civilização! Animais, plantas, seres humanos vivendo de forma mais primitiva, mas confesso que quando vi os indíos brasileiros não gostei, pois a impressão que passa é que o Brasil é habitado por índios pelados, sem contato com a civilização e que possuem uma cultura totalmente baseada em agressões ao corpo, rituais dolorosos, enfim, quase pré-históricos, contudo tirando essa parte, toda a exposição é um delírio para os olhos.
São imagens em preto e branco que estão separados por localidades. Fiquei admirada com a quantidade de pinguim. Eu já tinha visto várias fotos de pinguim, mas essas que ele tirou são hiper dimensionadas em relação a quantidade. Parece um enxame. Impressionante!
Essa exposição irá para o Brasil no mês que vem, e penso que será uma boa oportunidade para os brasileiros verem lugares inimagináveis e de difícil acesso.
Saí de lá com uma sensação de que nosso país pode dar certo. Temos pessoas famosas e anônimas tão talentosas e não somente artistas. Falo em todas as áreas do conhecimento humano.
Mas o que falta é realmente nosso povo se apoderar disso. De seu talento, sua criatividade, sua inteligência para o bem, para algo maior que ele, e não somente para a baderna, arruaça, barulho, violência ou a lei do mais esperto.
E para encerrar quero registrar a cena que mais me comoveu dentro do museu.
Um grupo de crianças com idade, de no máximo 6 anos, fazendo uma excursão e naquele momento elas estavam no setor de aves. TODAS com um bloco na mão e cada uma desenhendo a ave que mais chamou a atençao delas. No meio do corredor, aquelas crianças sentadas no chão, compenetradas, fazendo sua tarefa como se fosse a coisa mais importante de suas vidas. Detalhe, a escola era pública, não era particular não.
Aquilo me emocionou, pois lembrei que muitas crianças brasileiras não tem escola, cadeira para sentar e material para estudar.
Quantas dessas poderão ter oportunidade de visitar um museu e fazer um desenho do que viram?
Nós temos uma arte brasileira tipo exportação, mais ainda falta muito para termos a educação também para exportar.
Um beijinho e até o próximo.