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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O tempo voa!

Ontem fui num evento, que apesar dos vários anos casada com militar, ainda não tinha participado.
Um coquetel a bordo do navio escola Brasil!
E foi como rever meu marido, na época noivo, fazendo sua viagem.
Explico  melhor.
Esse navio brasileiro, leva os alunos que se formaram na Escola Naval e serão os futuros oficiais da Marinha do Brasil, para uma viagem de instrução por vários países e dura vários meses.
Em cada porto que atracam, eles representam o Brasil, então há um coquetel para as autoridades locais e convidados.
Durante esse coquetel, os guardas-marinha, que são os futuros oficiais, nos apresentam o navio, para que possamos conhecer um pouquinho mais a rotina diária durante as viagens e também para quem não conhece, o interior de um navio.
Então na madrugada de sexta-feira, o navio atracou aqui em Londres, apos 2 meses que saiu do Brasil.
Nessa viagem está um guarda-marinha que é amigo de infância do meu filho, os dois fizeram colégio militar juntos e sempre foram excelentes garotos ( não é por ser meu filho, pois todos que o conhecem falam isso!) Só que ele resolveu seguir a carreira do pai e meu filho resolveu seguir por outro caminho, mas a amizade continuou.
Quando chegamos a bordo, o navio estava todo preparado, lindo e atracado em frente a Tower Bridge, que é outro espetáculo!
Entrar a bordo do navio escola, me fez voltar no tempo, pois ao ver todos aqueles garotos, todos novos, em torno de 22, 23 anos, com seus rostinhos cheios de sonhos, maravilhados com cada descoberta e querendo compartilhar, me fez lembrar quando meu marido embarcou para sua viagem. Em cada porto, ele mandava um cartão, escrevia cartas ( tenho tudo guardado até hoje), contava as novidades e falava sempre sobre esses coquetéis.
Ontem pude ver como é o trabalho desses garotos durante o coquetel. Apesar de ser um momento de festa para quem visita, é um momento de trabalho para quem está escalado. Tudo precisa sair perfeito, as pessoas estão ali para conhecerem um pouquinho do Brasil, e esses garotos, além dos oficiais do navio, claro, tem a obrigação de passar a melhor imagem possível para seus convidados.
Achei lindo! Fiquei observando os garotos mostrando várias e várias vezes o mapa mundi, com os países já visitados e os que ainda faltam. Repetiam várias vezes as mesmas respostas, pois as perguntas não variam muito.
E observadora que sou, fui vendo aqueles que estavam amando dar informações. Aqueles que estavam com o coração naquele lugar.
Muitos daqueles garotos foram voluntários para estarem ali naquele dia e horário. Eles já poderiam estar curtindo a noite londrina, mas estavam ali com um sorriso no rosto.
Nosso guia foi o amigo de meu filho, e nem preciso dizer que foi perfeito!
Eu olhava para ele falando e via meu marido falando a muitos anos atrás, quando me mostrou um navio pela primeira vez. Ali é a segunda casa deles, nesse momento. É para lá que eles retornam depois de seus passeios.
Durante o coquetel, também pude matar a saudade de produtos brasileiros e o melhor, do tempero brasileiro. Quando comi um salgadinho ( tão comum em nossos festas brasileiras, mas inexistentes aqui) achei que estava comendo o manjar dos deuses. O estrogonofe  de carne, que já é banal no Brasil, foi como comer lagosta ( para os que gostam!)  Só na repeti, por que fiquei com medo de passar mal, pois já era tarde! mas eu sabia que no dia seguinte, iria me arrepender e sentir saudades.
Mas eu adorei cada minuto.
Não senti saudades do tempo de noiva de guarda-marinha, mas olhei para aqueles jovens com os olhos de 30 anos de experiência ao lado de um militar e pedi a Deus que cada um encontre uma pessoa que os acompanhe nessa escolha profissional que fizeram, com o mesmo gosto e amor pelos mares da vida.
Saí de lá feliz!
Certa de que, se hoje estou em Londres, foi por que a muitos anos atrás eu acreditei naquele olhar sonhador e que ontem  revi em cada garoto que ali representava o meu país!


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Primeiro evento social-oficial

Na sexta feira passada ( 21/09) tive meu primeiro evento social, onde encontraria e conheceria outras esposas de militares que estão fazendo o mesmo curso que meu marido. Cada uma de um país diferente. Até escrevi, rapidamento sobre isso, no facebook.
Mas nesse dia, foi um encontro descontraído, que eu, a princípio, não queria ir, pois era à noite, estava frio, e teria que falar inglês o tempo todo. Mas me deixei convencer e fui.
Saí de lá muito satisfeita com as novas amizades e os novos conhecimentos culturais. A noite foi perfeita.
Mas hoje, tive o primeiro evento oficial organizado para que todas as esposas dos militares estudantes do Royal College, conhecessem o local, a história, a missão do Royal College e também para nos conhecerem e podermos conhecer as outras esposas.
Confesso que quando soube desse evento, fiquei extremamente ansiosa e preocupada, pois o primeiro pensamento foi: " o meu inglês já está pronto?" "entenderei alguma coisa?"
Nesse evento eu estaria sozinha, sem meu marido para me socorrer caso eu me enrolasse, era eu e eu.
Mas por causa do jantar informal da sexta, acordei me sentindo mais segura, pois já tinha conhecido outras 3 esposas, sendo que a coreana não iria, então tinha a chilena ( ótimo, qualquer coisa, falaríamos em portunhol) e a sérvia ( que fala inglês, mas bem devagar, dá para entender tudo).
Saí de casa bem tranquila, procurando não pensar em como seria, o que aconteceria, o que falariam. Saí de casa sem criar nenhuma expectativa. Saí como se estivese indo as compras ( pena que não deu tempo, pois passei na frente das melhores lojas de Londres).
A minha desvantagem era que as outras esposas moram na vila militar, então iriam todas juntas no ônibus fretado para levá-las e eu moro afastada ( por opção) então iria sozinha mesmo.
mas saí bem animada:
Um frio de rachar, mas não mudou meu humor.
Cheguei lá antes do ônibus que estava trazendo as minhas "amigas".
Nessa hora, deu um frio na espinha, pois eu já tinha dado algumas voltas antes de entrar no prédio, para fazer hora e estava chovendo, não dava para ficar na rua. Não tinha opção. Eu tinha que entrar.
Quando entrei, me identifiquei sem problema ( inglês tranquilo, tranquilo), e fui levada a uma sala onde estava sendo servido o chá.
Gelei! Quando entrei na sala, outras 4 esposas já tinham chegado e conversavam animadamente.
Em que língua? Inglês! Claro!
Não tinha nenhuma esposa ainda de país latino americano ou espanhol.
Assim que sentei, todas se voltaram para mim, para ver o que eu iria falar.
Me passou tanta coisa pela cabeça, tantas perguntas, tantas respostas, tantos assuntos e naqueles segundos eu emburreci de tal forma que não consegui abrir a boca e ser a primeira a quebrar o gelo.
Me senti desconfortável naquele momento! queria fugir, desaparecer, sair correndo!
confesso que tudo isso também passou pela minha cabeça! Mas me mantive ali, firme, sem tirar o pé do lugar.
Então, uma das esposas se dirigiu a mim e perguntou se não queria chá ou café. Respondo que não, obrigada e ela pergunta de onde sou.
Ufa! Ela quebrou o gelo!
digo que sou do Brasil, e começamos a apresentação uma das outras. Das 4 que estavam lá, só consegui entender a da Alemanha e da Austrália, mas que mora a mais de 20 anos aqui, então se considera inglesa. As outras 2, não tenho a mínima idéia, falaram rápido e baixo.
Ai também é querer demais do meu pobre ouvido brasileiro. Inglês rápido e baixo, acho que nem em 100 anos eu aprendo.
Depois disso, consegui manter uma conversa com essas duas que estavam ao meu lado, a australiana, tinha um inglês bem fácil de entender, sem sotaque e falava lentamente, até mesmo para eu poder acompanhar.
Graças a Deus, quando se fala que não se é bom em inglês, algumas pessoas são compreensivas e procuram ajudar.
Depois de pelo menos meia hora, chegaram as outras esposas. Me senti aliviada quando vi a chilena. Poderia falar, nem que fossem algumas palavras em portunhol. Ela não tem um bom inglês, está no mesmo nível que o meu, então procuramos falar em inglês para treinar, mas quando não sabemos a palavra, então recorremos ao nosso vocabulário. Mas sabemos que não podemos usar o espanhol, pois seria uma grande falta de educação e para nós também não é bom, pois nessas oportunidades é que treinamos nossos ouvidos e fala.
Depois do chá, fomos convidadas a assistirmos uma palestra, que era o objetivo da visita.
Falei para a chilena e a sérvia. Vou apertar o botão turn off. ( desligar), pois na minha cabeça, eu não iria entender nada mesmo, então nem me daria ao trabalho de tentar. Segundo meu marido, a senhora que daria a palestra tinha um inglês horrível, difícil de entender e que muitos alunos não entendem nada do que ela fala. Agora imagina uma palestra inteira com ela. Decididamente era melhor desligar a mente.
Mas não foi isso que aconteceu. Ela falou pouco e a palestra foi dada por um oficial da marinha real britânica, que fez questão de falar logo no início que falaria bem devagar, pois entendia que a maioria das esposas ali, não tinha o inglês como primeira língua. Que delicado e educado! Bem britânico mesmo!
Nessa hora, decidi entender o máximo que pudesse. Fiquei completamente ligada.
E para minha surpresa, entendi praticamente tudo.
Falei depois para meu filho, que eu não sei se o inglês já está entrando na minha cabeça ou se o fato de ser psicóloga e ser treinada para observar, faz com que eu perceba e entenda com mais facilidade.
mas o fato, foi que entendi tudo que tinha de importante para entender.
Depois dessa palestra, estava encerrada a visita.
O prédio onde está situada o Royal College é lindo. Bem inglês. Parece que estava dentro de um castelo.
Saí de lá com a sensação de dever cumprido. Fiquei satisfeita com o nível de entendimento que tive, mas ao mesmo tempo, confesso que em alguns momentos, no caminho de volta para casa, me senti deprimida, por não dominar completamente o inglês. Eu já entendo bastante, já escrevo, já posso manter uma conversa, mas eu quero mais. Eu quero poder sentar em qualquer roda de pessoas e poder entender tudo, quero poder participar de forma integral e não de forma parcial.
Eu adoro conversar, tenho uma curiosidade imensa sobre seres humanos, sobre outras culturas e não quero que a barreira da língua me impeça de aprender, de aumentar minha bagagem de conhecimento.
Sei que é uma cobrança absurda que me faço, mas não vejo outro caminho para alcançar meus objetivos que não seja me esforçando cada dia mais e não deixando que meu lado tatu bola prevaleça.
Podem ter certeza que é uma luta diária, mas  tenho como aliado forte, essa vontade e fome e de conhecimento que me move. Então, por enquanto, o tatu bola, está guardado para meu retorno ao Brasil. Até lá, estou mais para coruja, olhando para todos os lados e aprendendo cada dia mais.
Um beijinho e até o próximo.



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Estude inglês na Inglaterra!

Se eu fosse adolescente, essas seriam as frases perfeitas: " Estude com quem tem o melhor sotaque, o melhor jeito de falar inglês! Estude com quem sabe!"
Mas já deixei essa fase a long time ago ( a muito tempo atrás), mas ainda gera um certo fascínio aprender inglês em Londres.
Já que passarei 1 ano por aqui sem trabalhar, estou de férias obrigatórias, e muito bem vindas por sinal, então nada melhor do que estudar algo que sou deficiente.
Tudo bem, sem modéstia, muito deficiente!
Já falei em vários outros post o quanto eu e o inglês temos diferenças. Ele sempre me ganhou de goleada. Não conseguia nem chegar perto.
Vocabulário deficiente, pronuncia e leitura precisando de muito ajuste. Ou seja, nesses anos todos nunca me fez falta, então não iria gastar neurônios com ele.
Mas agora é diferente! É uma questão de honra para mim. Não somente por que estou morando aqui, mas por que seria uma vergonha pessoal não dominar a língua mundial nesse momento.
Tenho conseguido me comunicar bem, em todas as lojas que tenho ido, consigo o que quero, no salão consegui fazer o que queria, enfim, tenho feito tudo que preciso para viver aqui e sinceramente, poderia me acomodar com o que já tenho, mas acomodação não faz parte do meu vocabulário em português e nem sei como falar isso em inglês.
Logo assim que cheguei, ( 2 meses atrás) uns amigos, me indicaram o curso que fizeram quando chegaram e disseram que gostaram bastante.
Guardei essa informação para quando resolvesse fazer o curso.
Durante esse tempo, precisei resolver tantas coisas para ajustar minha vida aqui que nem me lembrei do curso.
Quando a vida acalmou, os filhos já estavam encaminhados em seus respectivos cursos, chegou a minha vez de pensar em estudar.
Claro que durante esse tempo, tenho procurado aumentar meu vocabulário, lendo jornais, revistas, comprei 1 livro, um dicionário de sinônimos ( em inglês, claro) e vendo DVD com legenda em inglês Tudo para acostumar o ouvido ao idioma.
Mas chegou a hora de ir para uma sala de aula.  Estava sentindo falta de conhecer outras pessoas, poder passar mais tempo falando, mesmo que em inglês, exercitar minha mente.
 Por esse motivo, me matriculei na semana passada num curso de inglês.

Resolvi fazer 3horas de aula todos os dias. Igual aos tempo de escola. Manhã dedicada aos estudos!
Que escolha excelente que fiz!
No primeiro dia, foi terrível, pois o método é totalmente diferente de tudo que já tinha visto.
Só para terem uma idéia, o livro 1 vai da lição 1 a 142 e quando eu fiz a prova, o professor foi seguindo um roteiro do proprio livro ( para verificar meu nível) e parou na lição 19.
quando eu cheguei para a primeira aula, o professor já mandou abrir o livro na lição 124.
Pára tudo! Como assim 124? Onde foram parar as lições anteriores que eu nem tinha visto?
Desespero total!
A princípio eu tinha me matriculado para 2 horas diárias, mas quando terminou essa primeira aula, já fui direto na secretaria pedir para aumentar para 3horas diárias.
Me apaixonei! Foi amor pelo inglês a primeira vista!
Senti naquele dia, que venceríamos essa batalha de animosidade que sempre existiu entre nós.
Eu iria ganhar!
No dia seguinte,  já fui para aula mais confiante. Tinha lido o livro, não seria mais pega de surpresa.
O curso é muito dinâmico. Todo dia entra aluno novo e o que mais gosto de ver é a cara de desespero que TODOS fazem no primeiro dia.
É para pegar todo mundo no susto e no tranco.
Eu penso que a frase que melhor resume meu curso é: "O tempo não pára!"
Lá, o tempo não pára mesmo!
São 3 tempos de aula. Com 3 professores diferentes. Cada um com seu jeito britânico de falar e agir.
Um dos professores passaria bem por brasileiro. Melhor: passaria por carioca! Cheio de ginga!
Durante a primeira semana, entraram vários outros brasileiros, mas somente 1 faz o mesmo horário que eu, as outras preferiram reduzir o tempo e claro, encontram mais dificuldade.
Na minha classe tem espanholas, coreana, romena, polonesa e brasileiros,claro!
Procurei me concentrar nas palavras novas e acostumar o ouvido com as diversas pronuncias. Mas o mais difícil é fazer a pronuncia perfeita, principalmente nas palavras com TH. Essas são de matar!
Tem um professor que pegou no meu pé e não me deixa falar errado de jeito nenhum. Enquanto eu não pronucio certo, ele não passa adiante. Os outros dois, já relaxam um pouco, só quando eu falo bem errado é que eles corrigem.  Na minha cabeça eu penso: "se eu falar desse jeito, será que eles não vão entender o que quero dizer?" Mas tudo bem, faz parte do trabalho do professor, corrigir para que o aluno faça o melhor possível.
Mas quando chegou quinta-feira, o professor começou a falar no teste para mudar de nível.
Como assim mudar de nível? Eu acabei de entrar, não estou pronta.
O professor muito calmamente me olha e diz: "Rita, faça o exame, e veja como sairá!"
Que lógica maravilhosa desses ingleses!
Mas durante o final de semana, acabei esquecendo esse assunto e nem peguei no livro para estudar um pouco.
quando chegou ontem,  o professor nos avisa: " amanhã será o exame para mudar de livro"
Assim, desse jeito!
Minha única reação foi: OH MY GOD!
Ele começou a explicar como seria o exame. Seria uma parte oral, onde marcaríamos a resposta, depois um ditado e por último escolheríamos 20 palavras dentro de uma lista de 31, para formarmos frases e de preferência, frases que tínhamos estudado no livro. Para que assim, eles tivessem certeza que sabíamos o que estávamos escrevendo.
Fiquei tensa!
Eu sei que só estava a 1 semana no curso, que eu não tinha obrigação nenhuma de passar para o outro livro, que outras pessoas já estavam a 4 semanas nesse livro.
Minha mente racional sabia de tudo isso, mas meu lado competitivo e nerd, não  me dão trégua e nem me passava pela cabeça não passar. Infelizmente ou felizmente, dependendo do ponto de vista, sou muito competitiva comigo mesma. Adoro me superar e claro; ganhar de mim mesma! Adoro me impor desafios e vencê-los.
E esse era um grande desafio.
Vim para casa, depois da aula com 2 colegas do curso, 1 espanhola e outra coreana para estudarmos juntas.
foi ótimo,pois a coreana tem uma dificuldade imensa com  inglês, que seria a mesma dificuldade que teríamos para aprender coreano, então estudar com ela é excelente, pois não tem jeito, precisamos usar o inglês para nos fazer entender.
Depois que elas sairam, fui resolver algumas coisas aqui de casa, mas na minha cabeça, eu já tinha me proposto a estudar até não aguentar mais.
E foi isso que fiz. A muito tempo que não estudava tanto!
meus olhos arderam, minha cabeça chegou a doer, mas eu estava satisfeita.
Tinha feito o meu melhor!
Quando amanheceu, avisei ao meu filho que não iria a academia, pois queria estudar os ditados que não tinha dado tempo de revê-los ontem.
quando saí de casa, estava me sentindo preparada.
Tudo bem que minha coragem não estava muito grande, estava com medo de dar branco. De esquecer palavras importantes e não passar por ter esquecido e não por não saber a matéria.
Seria muito frustrante isso!
Quando começou a prova, eu estava nervosa! Minha mão estava um gelo! Suava frio!
O professor falava e eu olhava atentamente para a boca dele para ver se entendia melhor.
Terminei a prova! Alívio total! Fiz o meu melhor!
Agora  era esperar o resultado. Relaxei. Não estava mais em minhas mãos mudar nada. O máximo que ira acontecer é continuar no livro 1 até o próximo teste.
O professor corrigiu todas as provas e deu as notas.
Passei! Recebi VERY GOOD ( maior elogio dado) na parte das frases construídas a partir das palavras dadas.
Fiquei orgulhosa de mim!
Venci a primeira batalha e o melhor de tudo foi que fiz a prova sem nem ao menos saber que a faria em tão pouco tempo. Não imaginava mudar de livro tão rápido.
Voltei para casa com o gostinho de vitória nos lábios. Queria comemorar!
Ainda tenho 6 livros pela frrente. O total são 7 livros para o curso completo.
Sei que quando chegar o dia do próximo exame, ficarei tão ou mais nervosa que hoje, mas pelo menos já saberei o que me espera.
mas como eu sempre digo, a primeira vez é  inesquecível e sempre marcante.
Um beijinho e até o próximo.





sexta-feira, 14 de setembro de 2012

New look londrino!

Não bastava mudar para Londres, eu precisava mudar o visual para que a mudança ficasse completa.
Desde que cheguei, já tinha idéia do que queria. O difícil era encontrar a tinta na cor e levar ao salão para fazerem o que eu queria.
Como já falei num outro post, marcar algo em salão aqui, não é tão simples quanto no Brasil, e além de tudo, eles não trabalham para te agradar somente, eles são profissionais que querem fazer o melhor serviço.
Até que encontrei a tinta que queria! Fiquei hiper feliz! Eu queria um cabelo igual ao da Tempestade do X-Men ( I love X-Men). Já me imaginava com o cabelo branco, maquiada, poderosa e o melhor de tudo: sem precisar retocar raiz todo mês. Essa era a melhor parte do sonho!
Aqui na Europa as mulheres deixam o cabelo grisalho e ficam lindas! Ninguém pensa que é por que elas estão deprimidas, relaxadas com a aparência, falta de dinheiro para ir ao salão. Simplesmente elas assumem seus cabelos brancos e os tratam muito bem.
Reparei que na Europa tem muito mais mulheres novas com cabelos grisalhos que no Brasil. Ou será que no Brasil as mulheres escondem mais?
Não sei essa resposta, mas eu pensava em aproveitar esse 1 ano para me livrar da tinta e ver como seria ficar com a cabeça branca e o rosto novo ( tudo bem... relativamente novo! )
Então ontem foi o dia da transformação.
Cheguei no salão as 14:20horas. Mostrei minha tinta para o hair stylist e ele chamou outra tinturista. Aqui tem graduação de tinturista. Muito interessante isso. Eles não metem a mão num cabelo se não tiverem competência para tal. Não fazem nada por curiosidade, não fazem se não tiverem certeza que sabem fazer.
Ele chamou a outra tinturista para ver a opinião dela em relação ao que eu queria.
Conversa vai, conversa vem ( entre eles), então eles resolvem me explicar o que fariam no meu cabelo.
Acompanhei bem até a parte de descolorir e fazer luzes e em 6 semanas voltar para retocar, mas que eu sairia de lá com os cabelos quase do jeito que queria, mas que não dava para fazer tudo de uma vez!
Pensei: " nossa! perfeito! eles farão o que quero!!
Só que depois disso, recomeçaram a conversar e a decidir os procedimentos.
Desliguei a chave do "entender inglês".
Começou o processo!
Logo de cara, oxigenada a ponto de me sentir sufocada. Pensei: "Se dessa vez meu cabelo não cair todinho, vai ficar mais branco que neve".
E eu sentanda numa cadeira fazendo massgem no meu corpo todo.
Imagina: Eu sufocada pelo cheiro da oxigenada e recebendo massagem. Ridícula a situação!
Quase morrendo e massageando. Pelo menos iria chegar bem relaxada no Paraíso!
Depois dessa sessão tortura, fui para cadeira secar o cabelo. Quando olhei no espelho: Surpresa! Meu cabelo não tinha caído e muito menos ficado branco.
Depois de seco, tinha cor de palha velha.
Vamos para a segunda sessão de oxigenada, só que dessa vez sem a massagem.
Melhorou! Não estava gostando daqueles sobe e desce e meu pulmão fechando. Era melhor o pulmão fechar quietinho sem grandes emoções.
Ela passou a oxigenada e pediu para eu aguardar um pouco. Ótimo: agora meu cabelo fica branco e uma verdadeira palha de aço.
Vamos lavar? Claro!
Volto para massagem e água quente.
Pesnei: bem agora deve ter terminado, ela deve secar e fazer a escova e estou pronta para ir embora.
Ai! Seria tão bom, se fosse fácil assim!
Volto, seco o cabelo e ela começa a separar o cabelo para fazer luzes.
Nessa hora pensei; Agora só resta ficar de cabelo roxo, por que branco não vai dar.
Já me imaginava aquelas velhinhas que pintam cabelo em casa e a tinta mancha e vão todas felizes para a rua com o cabelo roxinho, roxinho.
Tudo bem que aqui em Londres, eu pareceria somente uma punk a mais na rua, mas acho que ainda não cheguei nesse nível de desprendimento tão grande em relação ao meu cabelo para querer sair de roxo batata pelo  meio da rua.
mas, sou otimista até o último suspiro e mantive o bom humor.
minha cabeça ardia, mas eu tinha esperança de sair de lá com os cabelos grisalhos, ou pelo menos bem próximo disso.
Nesse tempo, a profissional veio me explicar que aquele grisalho não combinava com meu tom de pele, cor dos olhos e me mostrou uns 4 books de cores de tinta. E perguntava quais as que eu queria, para colocar em baixo, em cima, e sei lá mais onde ela queria pintar.
nessa hora, eu já queria era correr do jeito que estivesse. Então perguntei: "quais as que você prefere?"
Confiei meus cabelos numa punk inglesa. Mas ela me pareceu tão sensata...
Então fomos lavar a cabeça para poder secar e me liberar.
Mas qual não foi a surpresa em ver que meu cabelo branco, não reagiu aquele monte de química. Se revoltou. Não quis aderir ao novo tom.
Solução? Secar, novamente e pintar somente a raiz. Ela ficou hiper sem graça, surpresa com o acontecido, mas como já tinha acontecido isso no Brasil e a profissional não quis nem saber em retocar para ficar perfeito, a tranquilizei e disse que estava tudo bem.
Recomeça a pintar! confesso que nessa hora que ela pintou somente a raiz, me senti  a própria Lady Gaga. Cabelo todo para o alto, cores indefinidas e sem saber o que iria acontecer.
mas bom humor é a alma do negócio. Alguma coisa teria que sair dali. Nem que tivesse que raspar a cabeça, mas que eu não iria sair igual a como entrei, isso eu tinha certeza que não iria acontecer.
Relaxei!
Depois desse procedimento, ela olha e diz: "Perfect! Lovely"
confiei!
Queria ver era depois de seco...
Mas uma vez volto para a cadeira massgeadora, lavo o cabelo pela milésima vez e volto para secar.
Não quis nem olhar. Agora, só depois de pronto!
Finalmente! Pronto!
Olhei e...
Amei! Claro!
Valeu todo o sacrifício.
Sai do salão as 8horas da noite.
Já tinha anoitecido!
Voltei para casa hiper satisfeita com o resultado. Não estava com meus cabelos grisalhos, mas a cor combinou perfeitamente comigo.
como disse minha "hair stylist": combinou com minha pele, meus olhos e minha personalidade.
Great! Lovely! Well done!
Daqui a 6 semanas voltarei para ela fazer, sei lá o que! mas voltarei feliz da vida e certa que ficarei ainda mais satisfeita com o trabalho daquela punk inglesa.
Um beijinho e até o próximo.





segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Viagem no túnel do tempo!

Viajar pela Europa é como entrar no túnel do tempo e não saber onde irá sair, o que irá encontrar e as emoções que iremos experimentar.
O tempo está voando e fico sempre com a sensação que não dará tempo de ver tudo que quero, visitar todos os lugares que sonho e conhecer todas as histórias.
Minha vontade é viajar todo final de semana para um lugar diferente, mas infelizmente isso é impossível. E por vários motivos: financeiro, distância, afazeres em Londres. Enfim, mesmo estando perto, não é tão fácil assim, viajar toda hora. Mas esse era o pensamento que eu tinha antes de chegar aqui. Achava que seria fácil pegar um trem e 2 horas depois estar na França ou na Bélgica, ir a Holanda, Alemanha, Itália.Olhava no mapa e planejava mentalmente todos os lugares que iria a cada final de semana. Que engano!
Agora, depois de quase 2 meses aqui, a realidade é outra. Precisamos planejar com antecedência de pelo menos 2 a 3 semanas para onde iremos e mesmo assim, precisamos olhar no calendário e casar os dias de folga de todos. É um verdadeiro quebra-cabeça montar viagens-prioridades-oportunidades.
mas aos poucos estamos nos programando e começamos nosso tour pela Europa, sem sair do Reino Unido. Que por sinal é enorme e lindíssimo. Em 1 ano, não conseguiremos ver toda essa beleza. Precisarímaos de 1 ano somente para o Reino Unido e outro ano para os outros países da Europa.
Mas nossa primeira viagem foi para Portsmouth. Cidade histórica, com castelos, museus, e o porto de onde sairam os navios na 2ª Guerra Mundial para o dia D. Tem até um museu só para lembrar essa data.
Essa cidade fica a uns 120 Km de distância do centro de Londres. Viagem gostosa. Estrada boa. Pode-se tranquilamente comparar com as estradas de São Paulo, que não ficam a dever a essas que passamos. Por ser um local perto, resolvemos ir e voltar no mesmo dia. Mas foi bem cansativo, andamos bastante e no final, não conseguimos ver o museu naval.
ficamos de voltar lá outro dia, para passar o dia inteiro descobrindo o museu naval, pois são várias atrações e com local para almoçar. E tudo isso a beira do cais,  olhando o oceano. Lindo!
Nossa primeira parada foi no Portchester Castle. Um castelo em ruínas, mas que dá para imaginar várias histórias lá dentro.
Logo na entrada, uma visão maravilhosa de um grande gramado, e a muralha toda em volta, eu pensei: de quantos invasores eles tiveram que defender essa área?
Adorei esse castelo. Nunca tinha entrado num castelo. Não imaginava a grandeza, a beleza, mesmo estando com ruínas. Mas basta fechar os olhos e pode-se ouvir a música, a magia, os cavalos, as crianças correndo. Basta sonhar!
Depois desse castelo, fomos em direção ao Museu do dia D. O dia que decidiu a guerra. O desembarque na Normandia.
Nesse museu estão expostos vários objetos doados pelos familiares de soldados que participaram desse dia. .
Logo na entrada, assistimos a um filme contando os preparativos, o desembarque e a vitória.
Muita emoção!
 confesso que me senti um pouco deprimida lá dentro.
Ao ver aqueles objetos, pensar nas famílias que perderam seus queridos, que milhares de pessoas não voltaram para casa.
tudo é feito para você refletir sobre a guerra e sua irracionalidade.
Saí de lá triste e ao mesmo tempo agradecida a Deus pela paz que temos em nosso País.
Depois disso, estava na hora do almoço. Queríamos comer carne. Carne aqui não é farta como no Brasil, então até mesmo para mim, que nem ligo muito, de vez em quando sinto falta.
Achamos um restaurante de carne. Era lá mesmo que iríamos comer.
Comida gostosa, deu para descansar do passeio da manhã e metade da tarde. Mas ainda faltava o museu naval, onde veríamos o Victory,
 que foi o navio capitânea da esquadra inglesa na guerra.
Traduzindo, era o navio que comandava a frota inglesa. Ficou mais fácil assim?
 É o navio original, que foi reformado. E ainda está sofrendo reformas, para poder ser preservado.
O local do museu naval, é uma área muito grande, com vários pequenos museus dentro dessa área e outros navios para serem visitados, mas já chegamos no final da tarde e nem pudemos aproveitar esse local a beira do oceano.
Só passeamos ao redor para conhecermos e vermos o que estávamos perdendo, para podermos ficar com água na boca e vontade de voltar.
Para nossa primeira viagem dentro da história, o saldo foi extremamente positivo.
Voltamos cansados, mas adoramos cada minuto desse passeio. Parece que vendo ao vivo e em cores, o passado se torna presente e as aulas de história da escola ganham um sabor especial, pois podemos tocar, ouvir e ver tudo aquilo que nossos professores passam horas tentando enfiar em nossas cabeças.
Obrigada Velho Mundo por preservar tão bem esse passado, e assim nos dar a oportunidade de vermos e aprendermos um pouquinho com toda sua história.
Esse é o sentimento que tenho na volta do túnel do tempo.
Um beijinho e até o próximo.






sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ela está segura!

Hoje foi o primeiro dia da escola de minha filha!
Ela estava hiper nervosa com a chegada desse dia.
Como a receberiam, para onde ela iria dentro da escola, pois é imensa. Se conseguiria entender o inglês dos outros alunos, se a entenderiam.
Enfim, muitas dúvidas, para as quais eu não tinha resposta e não podia ajudar.
Só me restava, conversar, dizer que Deus é que estava no controle de todas as coisas, que Ele que abriria as portas para ela, que providenciaria tudo que ela precisava. E que o trabalho dela seria crer e ter fé que tudo daria certo.
Eu falava isso com toda convicção, pois é assim que acredito que as coisas acontecem.
Temos o direito de ficarmos nervosos, é humano, mas precisamos ter a confiança que Deus está trabalhando e agindo para o  nosso bem.
E foi com essa confiança que amanhecemos no dia de hoje.
Ela estava uma pilha e eu querendo aliviá-la daquele sofrimento.
Me sentia como se fosse o primeiro dia de aula do jardim de infância.
Ela voltou a ser uma menininha de 3 aninhos.
Queria carregá-la no colo, colocá-la dentro de sala de aula, ficar esperando do lado de fora, caso ela precisasse de mim.
Tantos sentimentos juntos e misturados!
Acordamos cedo. Mesmo a escola sendo a 5 minutos a pé daqui de casa.
Ela estava com medo de se atrasar, pois são várias etapas até ficar completamente pronta para sair.
O uniforme é lindo, mas tem que estar impecável e pode faltar nenhuma peça.
Então é fazer tudo com a maior calma, examinar os detalhes. Ajeitar gravata, meia, sapato, grampo no cabelo, camisa social. Enfim, parecia que estava indo para um baile!
Depois de pronta, ficou linda! Uma boneca!
Fiquei emocionada de vê-la. Tão linda, tão adolescente e tão minha menina!
Fiz questão de levá-la à escola nesse primeiro dia.
Aqui os alunos vão sozinhos para escola.
Vi pelo caminho, crianças bem mais novos que ela, indo sozinhos.
Não vi muitos pais e mães. Posso contar nos dedos das mãos, a quantidade de alunos chegando com os pais.
Mas tanto eu quanto ela, nem pensamos nessa possibilidade.
Saímos juntas para vencermos mais esse desafio!.
 Fomos conversando pelo caminho. Reparando nas outras alunas. Observando se o uniforme da minha filha estava igual ao das outras alunas. Tudo era novidade.
E para completar, hoje a temperatura resolver cair bastante. Estava 9° em pleno verão! Fez frio!
Parecia que o gelo de nossos corações, se refletia na temperatura externa.
Chegamos lá, fui na secretaria saber qual o horário de saída dela. Afinal, tínhamos combinado que ela voltaria sozinha para casa, então eu precisava saber que horas ela sairia da escola.
Depois disso, vimos todos os alunos se dirigindo para dentro da escola por um portão. Não sabíamos se ela também teria que ir por ali.
Resolvi perguntar aos inspetores que estavam na porta.
Tinha pelo menos uns 5 inspetores supervisionando os alunos que chegavam, se estavam uniformizados, arrumados, com tudo no lugar. Aqueles que não estavam no padrão eram convidados a ser arrumar. Não passavam pela barreira de inspetores.
Quando me dirigi ao inspetor, disse que minha filha era aluna nova e onde ela deveria ficar.
Então ele nos mostrou a recepção da secretaria.
Perguntei se poderia ficar lá com ela. A resposta: "Não se preocupe, ela está segura!"
Meu coração parou!
Eu não podia passar dali. Ela teria que ficar sozinha a partir daquele momento!
Parecia que a estava deixando no jardim de infância. Só que agora não havia adaptação. Não havia a chance dela sair mais cedo, caso desse algo errado. E nem celular ela podia levar. É proibido levar celular para escola!
Ela estava entrando numa nova fase. Num novo caminho onde eu não poderia passar. Foi difícil voltar para casa. Toda hora eu olhava o relógio e pensava no que ela estava fazendo.
Se estava fazendo novas amizades, se estava conseguindo achar os caminhos, se estava entendendo as matérias, se tinha almoçado.
O horário da escola é de 8:30 às 15:30h.
O dia não passava. As horas se arrastavam.
Ela estava segura!
eu sei que estava. Não tinha a menor dúvida quanto a isso.
Mas coração de mãe é assim mesmo!
Finalmente a tarde chegou e fui lá embaixo esperar por ela.
ela viria sozinha, mas sabia que eu iria encontrá-la no caminho.
Fiquei esperando do outro lado da rua.
que lindo vê-la vindo sozinha. Tão frágil, mas ao mesmo tempo tão forte, tão decidida.
Foi difícil para nós duas. Foi uma prova de amadurecimento que fizemos, passamos e vencemos.
Ela adorou a escola, fez novas amizades. Se sentiu segura!
E eu?
Eu olho para minha garotinha e vejo o quanto ela já cresceu.
Já não posso mais carregá-la no colo. Agora, somente no coração!

No próximo pos contarei sobre o serviço de lava jato. Já que escrevi sobre alguns serviços que me deixaram bastante aborrecida, preciso contar sobre algo que foi extremamente eficiente e rápido.
beijinhos e até o próximo!

Quem procura, acha!

Essa semana foi de procuras.
Procura salão, procura sapato de escola para Vanessa, procura lava-jato para o carro, procura isso, procura aquilo.
Não aguentava mais pensar ou falar: "vou procurar!"
Mas consegui achar tudo que procurei. Algumas coisas foram mais fáceis, outras precisaram de duas ou 3 buscas, como o salão, por exemplo.
A busca pelo salão começou na terça feira.
Saí eu e minha filha em direção a um salão aqui na rua de frente.
Eu queria mudar o visual, fazer algo diferente, pintar de outra cor, sei lá o que, mas eu não queria era a mesmice de sempre.
Quando cheguei no salão e disse o que queria ( que por enquanto ainda é segredo ), eles não conseguiam entender. "como assim não conseguem entender?" Eu estava falando um inglês bonitinho, tinha procurado tudo na internet, com pronúncia e tudo. E para completar eu também não entendia uma palavra do que eles diziam. Ficou difícil! Mas minha filha traduziu de lá e de cá e pronto! Resolvemos a primeira etapa. Só que o que eu queria, eles não quiseram fazer, não sei se por não saberem ou qual seria o motivo, isso nem minha filha conseguiu descobrir. Tentaram me convencer então, a fazer o que já faço no Brasil. A mesma cor, o mesmo corte. Tudo igual!
Mas espera ai! eu entrei para mudar e não para sair do mesmo jeito! Marcaram o horário para várias horas depois. Melhor ainda! me daria bastante tempo de procurar outro salão e tentar o que queria.
E foi o que fiz! Saí de lá, voltei para casa inconformada!
De tarde, passei em outro salão.
Expliquei o que queria! O hairstylist ( cabeleleiro/ tinturista) me ouviu, entendeu o que eu queria ( nessa hora eu estava sozinha, sem minha intérprete preferida), e me explicou com toda delicadeza, que eu não deveria fazer o que queria. Não era recomendado!
Não é possível!
Eu vejo várias mulheres aqui com o cabelo de tudo que é cor possível e imaginável e ele não quer colocar a corzinha que eu quero! Só pode ser brincadeira, e de mau gosto!
Mas conseguimos nos comunicar muito bem! ( minhas professoras de inglês ficariam orgulhosas em me ver!) Entendi os argumentos dele e a sugestão.
Ok! vou pensar!
Na realidade, saí de lá inconformada! Mas a busca iria continuar! não iria desistir logo no 2° salão.
voltei para casa para sair em busca do sapato de escola de minha filha! Aqui alguns itens do uniforme são comprados nos grandes supermercados e lojas de departamento. Então só precisa escolher uma e achar o sapato.
O problema era combinar o sapato permitido com o gosto da aluna.
Confesso que os modelitos não são aquela beleza. Nossos sapatos/sapatilhas são muito mais bonitas.
A escolha é difícil mesmo. Agora imagina adolescente brasileira escolhendo sapato inglês!
Fomos numa loja de departamento que ela tinha visto na internet que tinha vários modelos disponíveis. Não seria possível que não tivesse pelo menos 1 que ela gostasse. E que tivesse o número dela. Precisava ser a combinação perfeita.
Depois de vários pares experimentados, ela se decidi por um que também achei bonitinho. Ótimo! " É esse? Podemos levar?"
Pronto! mais uma tarefa resolvida!
No dia seguinte, tivemos um dia atribulado, pois meu irmão precisou voltar ao Brasil antes do previsto e foi uma correria para trocarmos sua passagem e conseguirmos voltar em casa, fazer mala e embarcar no mesmo dia!

No final, deu tudo certo, mas fiquei cansada! Física, mental e emocionalmente!
No dia seguinte, acordei decidida a achar o salão. Essa maratona de salão teria fim!
Primeiro, fui procurar a tinta, na cor que eu queria. Minha idéia era chegar no salão com tinta na mão, mostrar e dizer que era aquilo que queria. Não foi fácil achar, mas achei.
Durante essa procura, passei por um salão lindo. Que tinha jeito de transformar qualquer sapa em princesa! Era ali que eu iria entrar! E entrei!
Com tinta na mão, falei o que queria!
Mas para minha surpresa, descobri que aqui você não pinta o cabelo no dia que quer, na hora que chega. É preciso fazer um teste de reação do cabelo à química e também um teste alérgico na pessoa. É obrigatório! É lei! Achei frustrante, mas muito interessante! Assim, se meu cabelo reage negativamente, eles não pintam, não se responsabilizam! E ainda tenho que assinar um termo que fiz o teste! E o resultado, só depois de 48 horas.
Nem pensar em ir ao salão retocar raiz, por que precisa sair de noite! Se vira em casa!
Gostei! Profissionalismo acima de tudo!
Aceitei fazer os testes! mas estava inconformada em não começar minha transformação.
Então, conversei e decidimos começar pelo corte! Ele me trouxe uma revista, dessas de fofoca mesmo, com várias artistas, personalidades e fomos vendo cortes. Eu estava adorando aquele momento princesa!
Por fim, decidi o corte e entreguei meus cabelos nas mãos dele!
Incrível! Ele ia olhando a revista e fazendo exatamente igual! Ia medindo minha cabeça, milimetricamente! Demorou umas 2 horas nesse corte! E durante esse tempo, íamos conversando, e eu gastando todo meu inglês. Maravilha!
No final, olhei no espelho e adorei o resultado! Ficou exatemente igual ao da revista e combinou comigo! Agora só falta mudar a cor, mas isso ainda vai demorar 2 semanas, pois além de precisar esperar o resultado do teste, meu hairstylist, sairá de férias. E não vou arriscar a pintar com outro, já que achei o que procurava. Então, só me resta esperar essas 2 semanas para completar a metamorfose!
Que pelo jeito, ficará como estou sonhando!
Aguardem junto comigo!

No próximo post contarei sobre o primeiro dia de aula da minha filha!
Que emoção!
beijinhos e até o próximo!