Sim, aquele esporte que a maioria das pessoas acha chato, esnobe, sem graça, que é só para rico. Enfim, poucas pessoas que conheço gostam de tênis. Infelizmente, no Brasil ainda não é um esporte popular e talves nunca venha a ser, mesmo com os esforços de nosso maior tenista Gustavo Kuerten.
Mas não sei por que, me apaixonei pelo tênis, ainda garota e como não tinha condições financeiras de praticá-lo, seguia como podia o que acontecia pelo mundo. Comprava revistas, lia reportagens e tinha até um ídolo. Bjorn Born. Ele era o cara dos anos 70/80. Até hoje quando chega numa quadra, todos sabem quem ele é. Eu tinha um poster tamanho gigante no meu quarto. Coisa de tiete mesmo.
( Ainda sou fã: tirei essa foto em janeiro/2012 em Bruxelas, só por causa do nome dele)
Os anos passaram e só consegui ter minha primeira raquete, já depois de nascido meu primeiro filho.
Que sensação maravilhosa! Olhava minha Wilson e não queria me separar dela. Fui fazer as aulas de tênis no clube Piraquê. Parecia criança que ganhou seu brinquedo favorito. Mas logo depois engravidei da minha filha e parei de jogar. Não peguei mais na raquete. A deixei guardada e pensei: quem sabe um dia volto a jogar...
Mas o tempo passou, outras prioridades apareceram e minha raquete ia e vinha comigo a cada mudança que fazíamos.
Até que chegamos em Brasília e lá parece que todo mundo respira tênis. Tem quadra de tênis em cada quadra.Parece ser um pecado não jogar.
Meu filho então, se interessa e pega minha preciosa. Eu, toda orgulhosa, empresto minha raquete, sem saber que aquela seria a primeira de várias que ele teria.
Ele se apaixonou pelo tênis. Assim como eu, ele via a beleza daquelas trocas de bola, aquela emoção de uma jogada genial, uma jogada de mestre que poucos sabem ou podem dar.
Pediu para entrar na aulas, e coloquei na hora. Estorou! No primeiro torneio, foi campeão!
meu coração estorou junto de orgulho e emoção.
continuou a treinar e outros títulos ganhou. Perdi as contas dos troféus! Estão todos guardados.
Cada vez que ele jogava, eu o incentiva, o repreendia, não permitia que tivesse explosões de raiva. o treinava. E ele melhorava muito.
Só que as obrigações da maturidade, o fizeram abandonar as quadras, mas não abandonamos a paixão.
Minha filha também joga e é treinada, quando dá pelo irmão. E aos vê-los em quadra, parece que não caibo em mim de tanta alegria
Mas o tênis é uma paixão silenciosa. Você precisa treinar todo seu auto-controle para jogar e principalente para assistir.
Você quando está assistindo, pessoalmente uma partida de tênis, não grita, não aplaude fora da hora, não conversa com a pessoa do lado. É você e a quadra. Você e aqueles dois jogadores na sua frente.
Estar assistindo ao vivo uma partida de tênis de alto nível é um prazer incomparável. Por que para os amantes do tênis, não existe nada pior do que ver "pelada" de tênis.
Ai! chega doer no coração, ver 2 pessoas maltratando uma raquete e a bola.
Depois disso, vocês conseguem imaginar a emoção que foi para mim, estar ontem ,diante do Estádio de Wimblendon. Esse estádio representa um templo para o tênis. É como o Maracanã para o que amam futebol.Não consegui entrar, pois está em obras para as Olimpíadas, mas cheguei bem perto. Quis conhecer o caminho que irei fazer várias outras vezes. Para as Olimpíadas, os ingressos já estão esgotados, mas irei para lá assim mesmo. Quem sabe não consigo uma desistência, ou colocam ingressos extras?
Apaixonado pelo esporte é assim.
Silencioso, persistente e presente.
E esse é mais um sonho que estou realizando.
Ter o privilégio de pisar em Wimbledon e mais ainda, por assistir a alguns jogos.
Thanks God!
beijinhos e até o próximo!




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